INSUBMISSÃO - PRÓLOGO

Um conto erótico de Kaylly Sublim
Categoria: Heterossexual
Contém 1192 palavras
Data: 31/08/2022 23:18:06

Acordei de mais um sonho intenso e completamente surreal. Não entendo muito que se passa nele, as vozes e os rostos são apenas sussurros e borrões. O mais estranho disso tudo é que sempre que tenho esses sonhos, acordo extremamente excitada. Meu corpo parece clamar por estar naquela cena.

O dia estava claro e o relógio no criado mudo marcava apenas 8h30. Meus pais certamente não estão mais em casa. Talvez eu devesse me tocar e aliviar essa tensão sexual em meu corpo, mas, eu não o farei. O meu corpo suado e o meu sexo encharcado levariam a crer que acabei de chegar ao ápice depois de uma relação intensa, mas a ausência de alguém ao meu lado põe um fim a essa hipótese.

Levanto-me de minha cama de solteiro, tomando impulso, com as mãos espalmadas nos lençóis macios cor de rosa, bagunçando ainda mais a minha cama de solteiro. Entro no pequeno banheiro despindo-me de meu baby-dol. Ligo o chuveiro e deixo a água morna cair sobre mim, ao fechar os olhos foi inevitável não relembra o meu sonho e ceder a vontade de me tocar. Comecei a me tocar enquanto relembrava:

Em uma sala escura com uma luz baixa em tons de vermelho, estavam um casal em condições um tanto incomuns. A jovem estava nua, ajoelhada, com a cabeça baixa e com as mãos algemadas nas costas. Seus longos cabelos negros cobriam seu rosto e também seus seios. Sua pele branca, arrepiada, denunciava sua excitação. O homem a sua frente tinha estatura mediana, entretanto, tinha um ar de imponência perceptível apesar de seu rosto estar oculto a minha visão. Trajava uma calça de tecido negro e em sua mão havia um chicote. Ele sussurrou alguma coisa acerto o chicote nas coxas da menina, que rapidamente afastou as pernas expondo seu monte. Com um chicote ele ergueu seu queixo obrigando a olhá-lo. Seu rosto estava oculto pela sombra do homem a sua frente, mas, estava claro que ela chorava. Ele proferiu algumas palavras e ela assentiu com a cabeça respondeu inaudível. Alguns instantes de silêncio se passaram, o homem caminhou até a porta, ela abriu e caminhando de quatro entrou outra garota. Ele ergueu a nova mulher puxando-a pelos fios loiros de seu cabelo até que ela sentou em uma cadeira de costas para eles. O homem a prendeu de forma que deixou seu bumbum empinado, então ele se afastou e falou algo para a jovem ajoelhada, que mais uma vez assentiu. O chicote era o único som nítido, ele estalou repetidas vezes no corpo da mulher loira, o homem alternava entre chicotear e alisar o local do impacto. A mulher na cadeira parecia estar em puro êxtase naquele momento. O chicote parou, a calça do homem foi ao chão revelando seu pênis rijo. Sem cerimônia ou delicadeza, ele penetrou o ânus da mulher e começou os movimentos cadenciados. Alguns estalos de tapas deferidos ecoavam no ambiente. Os barulhos foram interrompidos quando ele saiu dela e rapidamente a soltou, mudando sua posição, deixando-a de frente e exposta para a mulher de joelhos que fitava os dois sem piscar. Ele começou a se masturbar, movimentos rápidos, até que gozou sobre a virilha e barriga da mulher. Então, a morena finalmente se moveu, engatinhando até a mulher. Começou a lamber o líquido espeço por todo o corpo e quando acabou o homem a pegou pelos cabelos e levando a chupar a outra sem pudor.

Quando a mulher começava a tremer e a chegar o ápice, eu também cheguei aqui. Depois que os espasmos passaram, eu terminei de me lavar enquanto a água corria pelo meu corpo, eu pensava no quanto eu era estranha, naquele sonho havia humilhação, choro e dor, mas ainda, sim, a cena me excitou.

Eu precisava conversar com alguém, a meses esse e outros sonhos me perseguem e eu acordo todos os dias completamente suada e excitada. Já está na hora de falar com a minha psicóloga particular, vulgo melhor amiga. Saindo do banho, visto um short jeans curto, e uma blusa branca soltinha, arrumando meus cabelos lisos em um rabo de cavalo.

Ligo para Keller, minha melhor amiga, peço para ela me encontrar em 20 minutos na sorveteira do centro da cidade. Amo a sorveteria do centro, porque o ambiente é bem confortável e tem mesas reservadas e separadas por tapumes de madeira, dando privacidade para conversar.

Ao chegar lá eu peço um sundae de morango e outro de chocolate. Procuro a mesa dos fundos a minha favorita, pois fica na janela dando uma visão perfeita da rua. Não demora muito e minha amiga chega. Keller é a menina mais nerd que conheço, é também a mais descolada

Baixinha de pele negra e os olhos azuis, com um boca carnuda e cabelos é cheio de dreads coloridos.

Levanto para lhe dar um abraço forte e apertado. Logo a garçonete chega com nossos sorvetes. Pergunto a Kell como estão as coisas, depois tomamos o sorvete e logo entramos no assunto do meu sonho. Após contar tudo ela me fala:

- Miga, isso ai é sadomasoquismo, se não me engano.

- Sado o quê?

- Sadomasoquismo - ela responde enquanto pega o notebook em sua mochila - Vem da junção de sadismo e masoquismo. Nessa relação o homem é o dominador e a mulher a submissa.

- Mas o que significam?

- Ah, eu vou te mandar alguns links por E-mail sobre esse assunto. No Se você ler vai entender melhor. Mas, porque está tão interessada? - disse enquanto digitava em seu notebook.

- É que os sonhos me deixam muito excitada. Às vezes eu queria estar lá no lugar delas - ela começou a rir de mim - É sério, Kell.

A Kell ficou falando sem parar sobre um cara da escola. Mas, eu não tava dando atenção a ela, só conseguia pensar no sonho e na história de submissão, o que já estava me excitando novamente. Ela me tirou dos meus pensamentos e eu acabei cedendo e falamos sobre o Thonny, minha paquera.

A tarde chegou bem rápido, entre conversas e risadas. Despedimos uma da outra e eu corri para casa. Ao chegar lá meu pai estava almoçando, dei um beijo nele e me tranquei no quarto, peguei meu tablet e abri minha caixa de entrada para ver o e-mail da Keller. Clicando no primeiro link, eu comecei a leitura em blog feito por uma submissa. O conteúdo remetia a uma verdadeira adoração ao dominador, a quem ela chamava de senhor, ou de dono. Esse primeiro link mexeu comigo e algo dentro de mim, começou a se agitar.

Continuei a ler um atrás do outro, a tarde toda assim. Parei apenas quando minha mãe bateu a porta me chamando para almoçar. Comi rapidamente e retomei a leitura em seguida. A noite chegou e eu continuava lendo, acabei caindo no sono com o tablet na mão e uma palavra na mente. Submissão.

_______________________________________________________________ SM__________________________________________________________________________________________________

Essa é uma obra de ficcção e o que acontece nela não representa os desejos e as vontades de autora. Eu estou sempre a disposição para responder os comentários, sejam gentis e cordias e quem sabe assim não tem minha atenção? Capitulo duplo hoje.

Beijos KS

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Comentários

Foto de perfil de Morfeus Negro

Excelente!!! Do ponto de vista da submissa, da forma que você narra, remetendo a sonhos, que vão preparando o leitor para a experiência da personagem que se interessa e se sente atraída em se tornar submissa, fica muito mais interessante e erótico. Meus parabéns pelas belas imagens que pintou nesse início Kaylly!

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Obrigada Morfeus! Admiro que você note a construção do personagem. Fico feliz que tenha gostado!

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O que loucura meu kkkkk

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Eu só te digo uma coisa Almafer,se prepare porque esse é intenso

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Legal tomará só tenho pena do namorado kkkkkk será que merece isso kkkkk vamos ver ne amiga kkkk

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