Uma carona inesperada ㅡ Cap 5

Um conto erótico de LuCley.
Categoria: Gay
Contém 3453 palavras
Data: 01/10/2021 00:27:48
Última revisão: 01/10/2021 13:44:32
Assuntos: Amor, Gay, Homossexual

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Eu estava tão, mas tão cansado, que só queria chegar em casa, tomar um belo de um banho, cair na minha cama e dormir.

Depois que deixei Maurício em sua casa, fui direto para casa dos meus avós.

Aproveitei o sinal vermelho e liguei pro meu tio. Queria muito saber se ele estaria em casa e para minha surpresa, ele iria jantar com meus avós.

Seria uma surpresa e tanto quando me vissem chegar. Eu estava muito ansioso e contando os minutos.

Queria muito abraçar minha família. Eu estava morrendo de saudades de todos.

Todos esses anos viajando tão longe de casa, me fez perceber o quando ter uma família é importante. É sempre bom ter para onde voltar e ser bem recebido.

Assim que cheguei, estacionei a Lata Velha umas duas casas antes da dos meus avós. Não queria que me vissem estacionar.

Desci do carro e a Dona Júlia me viu descendo e, antes que ela fizesse alarde, fiz sinal para ela ficar em silêncio, pois seria uma surpresa.

Ela veio me abraçar e disse que minha vó só falava em mim, nas últimas semanas.

Continuei caminhando e assim que cheguei no portão, apertei a campainha.

Eu estava tão feliz por estar novamente em casa que quando o portão se abriu, não pude conter às lágrimas, quando vi minha amada vó.

ㅡ Minha nossa, senhora! Meu coração dizia que você estava voltando, Tavinho. ㅡ Ela disse e pulou nos meus braços.

ㅡ Que saudade, vó! A senhora está tão bonita.

ㅡ Você também, meu filho, você também! Que surpresa boa! Deixa eu te olhar direito...

Ela me revirou do avesso. Disse que eu estava um pouco mais magro, sendo que mantive meu peso por todos esses anos, mas aos seus olhos, eu parecia um desnutrido. Coisas de vó!

Ela me encheu de beijos e era tão bom sentir todo aquele amor novamente.

Entramos e, quando meu avô e tio me viram, vieram os dois como uma manada de búfalos pra cima de mim.

Se riam e me abraçavam como se não me vissem há séculos. Me derrubaram no sofá e meu tio não se cabia de tanta alegria.

Me encheram de perguntas. Perguntaram quanto tempo eu ficaria e, nesse momento, eu fiz uma pausa.

ㅡ Eu não sei quanto tempo ficarei, talvez fico mais do quê a última vez.

ㅡ Ué, está em dúvida se volta ou não? ㅡ Perguntou meu avô.

ㅡ Não sei, vô, mas acho que vou ficar um pouco mais dessa vez. ㅡ Minha vó não conseguia disfarçar tanta felicidade.

ㅡ Eu vou ficar muito feliz se você ficar um pouco mais. Ando meio solitário. ㅡ Disse meu tio e me levantei o abraçando.

ㅡ Coitadinho, vou ficar e cuidar de você, pobrezinho!

Rimos com a cara de coitado que meu tio fez e minha vó nos serviu o jantar.

Depois que jantamos, meu tio e eu fomos lavar a louça e acabei desabafando sobre o acidente do Fernando.

Não consegui segurar as emoções e ele me abraçou.

ㅡ Eu lamento muito o quê aconteceu com ele, Tavinho. Você sempre falava dele com tanto carinho.

ㅡ E falava mesmo! Ele era uma excelente pessoa. Sempre me ajudava quando eu precisava. Jamais esquecerei o quão ele foi importante na minha vida. Vai fazer muita falta.

ㅡ Eu imagino! Não fique assim, o tio tá aqui contigo. Amanhã podemos ir à praia, o quê você acha? Faz tempo que não corremos no calçadão a noite e você gostava tanto.

ㅡ Ótima ideia! Tô feliz por estar novamente em casa. Caramba, que saudade de você!

Ele fez um carinho no meu rosto e secou minhas lágrimas.

Ficamos conversando por um bom tempo e percebeu que eu queria dizer alguma coisa.

Respirei fundo e disse que havia dado carona para o Maurício e seu mini ele, quando voltava pra casa.

ㅡ Àquele Maurício? Como assim, Tavinho, onde?

ㅡ Sim, o próprio! Encontrei com ele na rodovia. O carro dele morreu na trilha e estava caminhando com o Lucas nos ombros. Eu não ia parar, mas achei que não haveria problema. Nem o reconheci de imediato.

ㅡ Que coincidência, doida! Eu nem sabia que ele era pai. Bom, ele não é de falar muito. As poucas vezes que ele veio à loja, só falamos de você. Você gosta dele, Tavinho?

ㅡ Eu? É estranho, não sei te explicar.

ㅡ Bom, enquanto você não se resolve, aproveita o tempo pra decidir o quê vai fazer da sua vida. Já pensou em voltar a estudar?

ㅡ Já sim! Posso trabalhar na loja também, não posso?

ㅡ Claro, a loja é sua! Só não quero te ver ocioso. A gente vai se acertando durante o tempo que você ficar.

ㅡ Tudo bem! Acho que já terminamos, podemos ir? Quero dormir, estou morto de cansado.

ㅡ Claro, você é quem manda!

Depois que me despedi de meus avós, fomos para casa.

Foi tão bom chegar em meu quarto e ver que estava do jeito que eu havia deixado da última vez.

Meu tio disse que iria se deitar e lhe dei um abraço apertado.

Fui tomar um banho e enchi a banheira com uma água bem quente para relaxar meu corpo.

Meditei um pouco, fiz uma prece para o Fernando e me despedi silenciosamente de meu amigo querido.

Permaneci relaxando por alguns longos minutos e, depois que me sequei, me joguei na cama só me levantando no dia seguinte.

Já passava do meio-dia quando abri os olhos e dei de cara com meu tio me chamando para almoçar.

ㅡ Poderia ter me acordado mais cedo para eu te ajudar. ㅡ Disse e ele assanhou meu cabelo.

ㅡ Tenho algo pra você. Venha!

Ele estava muito misterioso e perguntei do quê se tratava, mas não me disse até chegarmos na sala de jantar.

Me sentei e ele colocou a mão no bolso e me entregou um pedaço de papel com um número de celular.

ㅡ O quê é isso?

ㅡ É o número do Maurício. ㅡ Não acreditei e dei um salto da cadeira.

ㅡ Ah, pare! Como você conseguiu?

ㅡ Ele ligou na loja de manhã, mas eu falei que você estava dormindo e pediu pra você ligar pra ele. Parece que quer te agradecer pela carona de ontem.

ㅡ Caramba! Será que ligo, agora?

ㅡ Espera mais um pouco. Almoça primeiro e depois você liga. Não deixa transparecer que você está tão interessado.

ㅡ Hahaha, você é um gênio! Mas eu estou interessado? ㅡ Perguntei a mim mesmo e dei de ombros.

Meu tio pediu que eu o ajudasse a arrumar a mesa para o almoço e rimos com minhas peripécias durante o tempo que fiquei pelas estradas.

Lavei a louça, meu tio voltou pra loja e, enquanto eu estava deitado no sofá, estava olhando o celular e vi que o mar estava bom para surfar. Desci até a loja e disse ao meu tio que aproveitaria o tempo que ainda estava sem trabalhar, pra ir até a praia.

Perguntei se ele queria ir, mas disse que na próxima vez, pois estava resolvendo uns assuntos de contabilidade.

ㅡ Aproveita bastante esse tempo livre, porque essa folga acaba na semana que vem. ㅡ Ele disse e deu uma risada maléfica.

ㅡ Você é muito mau! Mau! Mau-rí-cio! Caramba, será que mando mensagem agora?

ㅡ Pensei que já tinha falado com ele.

ㅡ Não, fiquei vendo umas coisa no celular e me distraí. Mando quando chegar à praia eu ligo.

ㅡ Sei que você é experiente em surfar, mas tome cuidado, tudo bem?

ㅡ Pode deixar! Ah, e muito obrigado por sempre cuidar de mim. ㅡ Ele se levantou e veio me abraçar.

ㅡ Bobo, eu que te agradeço por deixar eu ocupar um lugar especial no teu coração. Te amo, rapaz. Agora vá, antes que eu comece a chorar.

ㅡ Bobão! Eu não demoro.

Peguei tudo que eu precisava e levei a Lata Velha até a praia.

Deixei meu carro estacionado próximo ao posto 9 e, enquanto eu passava parafina na prancha, me lembrei de entrar em contato com o Maurício.

Confesso que eu estava ansioso. E se ele não me respondesse? Bom, mas foi ele quem deixou o contato, então, ele não iria me deixar no vácuo.

Caramba, ele era tão bonito e tinha um jeito de falar tão charmoso, simpático e...

Meu Deus, ele tinha um filho. Um mini Ele e o Lucas era tão, mas tão fofo!

Respirei fundo e, tomando coragem, enviei uma mensagem.

[Oi, é o Tavinho. Como você está? E o Lucas? Estou na praia, vim pegar uma onda. O mar está incrível, hoje.]

Não sei explicar, mas meu coração parecia querer sair do meu peito.

Esperei alguns minutos, mas ele não respondeu. Na verdade, ele nem pareceu estar online.

Resolvi entrar no mar e a água estava uma delícia.

Surfei por alguns minutos e decidi voltar pra areia.

Olhei meu celular pra ver se o Maurício tinha respondido, mas ele nem ao menos tinha visualizado.

Senti uma brisa em meu rosto e começara a ventar. Fiquei meditando, olhando o mar e recordando bons momentos que passei enquanto viajava.

Fechei meus olhos e absorvia toda àquela energia boa vindo do mar e o barulho das ondas me transmitia uma paz incrível; até que ouvi alguém me chamando.

Abri meus olhos e vi, de longe, um pequeno ser, vindo correndo em minha direção.

Eu não acreditei no quê estava vendo e ELE vinha correndo todo desengonçado pela areia, de braços abertos.

Vendo que ele se jogaria em mim, abri meus braços o recebendo e, sorrindo ao me ver, me fazia sorrir mais quê ele.

ㅡ Lucas!! De onde você veio? ㅡ Vi o pai dele caminhando em nossa direção e gargalhava pela traquinagem do menino.

ㅡ Oi, Tavinho! Meu pai está vinho ali. Onde está seu carro-casa?

ㅡ Está estacionado bem ali! ㅡ Mostrei onde estava a Lata Velha e me levantei o pegando no colo.

Maurício se aproximou e nos cumprimentamos. Ele se desculpou pelo jeito do Lucas e disse que o filho havia me reconhecido de longe, mesmo ele dizendo que não era eu, pois jamais imaginou me encontrar tão logo.

ㅡ Eu dizia que não era, mas ele bateu o pé e disse que era você sim! Como você está?

ㅡ Eu estou ótimo. Te mandei uma mensagem, mas agora sei porquê não me respondeu. Vocês estão aqui. ㅡ Disse e ele pegou o celular que estava no bolso.

ㅡ Que maravilha, fiquei sem bateria, por isso não recebi notificação. Bom, fico feliz que tenha entrado em contato, agora posso salvar seu número. Quer beber alguma coisa?

ㅡ Claro! Eu estou morrendo de sede.

Eu continuava com o Lucas no colo e fomos até o quiosque do Jurandir.

Maurício insistiu pro Lucas descer do meu colo, mas ele se agarrou em meu pescoço.

Pedi que não implicasse com ele, pois não tinha problema. Ele estava tão feliz em me ver, que acabei me sentindo especial.

Nos sentamos e ele desceu do meu colo, mas arrastou uma cadeira a colocando do meu lado. Assanhei seus cabelos e ele se ria e dizia que queria dar uma volta na Lata Velha.

ㅡ Meu Deus, esse pestinha está me matando de vergonha. ㅡ Maurício disse e eu ria de seu jeito.

ㅡ Quê isso?! Eu estou amando o entusiasmo dele. Estou adorando.

ㅡ E eu estou impressionado. Ele não é assim com ninguém. Pra falar a verdade, depois que a mãe dele morreu, ele ficou mais quieto, mas quando te viu, ficou doido.

ㅡ Poxa, eu fico muito envaidecido. Acho que ele gostou de mim.

ㅡ Eu gostei, sim! Gosto do seu carro também, é muito legal. ㅡ Disse o Lucas, sempre sorridente.

ㅡ Ah, então quer dizer que você só gosta de mim por causa do meu carro-casa?

ㅡ Hahaha, não! Bom, seu carro é legal, mas você também é! Deu até carona pra gente, ontem.

ㅡ Ah, bom! Eu também gostei de você. Quer dar uma volta na Lata Velha depois?

Nunca vi ninguém tão feliz por andar de carro e o Maurício super constrangido e insistindo em me pedir desculpas.

Falei que estava tudo bem e que não tinha nenhum problema.

De fato, eu estava amando toda àquela interação com seu filho e, no fundo, senti uma conexão muito boa com ele.

Era como se eu o conhecesse de uma vida toda. Mais fofo impossível.

Pedimos água de coco e o Lucas perguntou se poderia procurar conchas pela areia.

Maurício pediu que ele ficasse por perto e ficamos de frente pro mar pra cuidar o Lucas.

ㅡ Faz tempo que não vejo meu filho tão feliz. Depois que você nos deixou em casa, ele não parou de falar em você.

ㅡ Ele é incrível! Acho que o santo dele cruzou com o meu, porque eu gostei muito dele. Menino esperto e muito simpático.

ㅡ Simpático ele é...igual a você. Que coincidência boa te ver por aqui. Achei que depois de ontem, não te veria mais. Vai ficar até quando pela cidade?

ㅡ Eu ainda não sei. Bom, eu não voltei pra casa com a intensão de voltar pra estrada tão logo.

ㅡ Bom saber, queria muito te convidar pra ir jantar lá em casa qualquer dia desse, se quiser, é claro. Luquinha vai adorar. Preciso te agradecer direito. Se não fosse por você, teríamos pego uma chuva daquelas.

ㅡ Irei com o maior prazer. Só marcar o dia e a hora e me avisar. Estou precisando mesmo fazer amizade com gente bacana.

Conversamos por um bom tempo.

Contei todas as minhas aventuras pelas estradas e os perrengues que passei e, dado momento, me olhou nos olhos e disse que eu havia deixado muita moça com o coração partido por cada lugar que eu passei.

Eu não sabia se ria, se omitia certos fatos ou se contava logo a verdade. Então, decidi ser honesto com ele desde o início.

ㅡ Então, moça eu não sei, mas alguns caras pode até ser que sim. ㅡ Ele apenas sorriu e eu fiquei muito sem graça, achando que ele iria embora, pois chamou o Lucas.

Ele veio correndo e o Maurício disse pra ele ficar mais perto de onde estávamos e perguntou se ele queria comer alguma coisa, mas disse que não e voltou a procurar mais conchas na areia.

Assim que o Lucas se distanciou, pensei em quebrar o gelo e mudar de assunto, mas ele se virou e, sorrindo, disse:

ㅡ Eu conheci um rapaz uma vez, mas ainda era casado. Não tivemos nada, obviamente, eu amava muito minha mulher, mas confesso que ele mexeu comigo. Depois que ela faleceu, tive alguns casos com homens, mas não deram em nada. É complicado quando se tem filhos.

ㅡ Eu não sei como é ter filhos, mas se eu fosse pai, não ficaria em nenhum lugar onde meu filho também não pudesse ficar. Meu filho seria minha prioridade, sempre.

ㅡ Concordo plenamente contigo. Por isso estou a tanto tempo sozinho. Claro, que fico às vezes com alguns caras, mas não passa disso.

ㅡ Se for pra estar com alguém, que seja por inteiro e não pela metade. Esteja com alguém que veja seu filho como um aliado, não como um inimigo. Você é pai, tem obrigações com ele e o ama acima de tudo. Quem não entende isso, não deveria nem entrar na sua vida. Eu perdi meus pais quando tinha dez anos e meu tio era muito jovem quando assumiu minha guarda, mas sempre me colocou em primeiro lugar. Eu o agradeço por ter feito de mim o homem que sou hoje.

ㅡ Ele me parece ser super gente boa, mas e seus avós, não quiseram ficar com você?

ㅡ Eles já são de idade e eu era uma criança. Meu tio e minha mãe, além de irmãos, eram muito ligados um ao outro e, quando ela morreu, ele seguiu seu coração. Então, assumiu a loja dos meus pais e ficou lá em casa cuidando de mim.

ㅡ Muito bonito da parte dele, você deve gostar muito dele, não é mesmo?

ㅡ Gosto muito. Não consigo me ver sem ele na minha vida.

Ficamos um tempo conversando sobre nossas vidas, até que ele chamou o Lucas pra irem embora.

Perguntei se ele estava de carro e disse que tinha ido de táxi, pois como o carro estava na oficina, não gostava de sair de moto com o menino.

Me ofereci para deixar os dois em casa e, assim, daríamos uma volta com a Lata Velha, como o Lucas queria.

Ele ficou tão feliz que pulou novamente em meu colo e me deu um beijo no rosto.

Maurício não teve escolha e aceitou minha carona novamente.

Demos uma volta pela cidade.

Jamais imaginei sentir tanta simpatia por uma criança, como estava sentindo pelo Lucas.

O garoto não desgrudava de mim e me fazia inúmeras perguntas. Até que fui surpreendido com uma pergunta que me tirou o chão e vi que o Maurício ficou completamente sem jeito.

ㅡ Tavinho, leva meu pai e eu pra viajar com você, um dia?

Maurício chamou atenção do garoto o mandando ficar em silêncio e encarei seus pequenos olhos sorrindo e disse:

ㅡ Um dia, quando seu papai puder faltar ao trabalho, fala pra ele me ligar e vamos acampar nas trilhas. O quê acha?

ㅡ Sério? Promete?

ㅡ Eu prometo! Te dou minha palavra de amigo.

ㅡ Promessa de dedinho não pode ser quebrada. Me dá seu dedo!

Ele cruzou meu dedo mindinho com o dele e, ali, naquele momento, estava selado o nosso acordo.

Maurício só nos observava e disse que se eu fizesse todos os gostos do Lucas, eu estaria perdido. Comecei a rir e dei de ombros.

Eu achei um máximo poder cumprir a promessa que tinha feito ao garoto e seria uma bela oportunidade de conhecer melhor o Maurício.

Deixei os dois novamente em casa e, antes de descer, Maurício me convidou a entrar, mas eu disse que voltaria assim que ele me convidasse para jantar, até porquê, eu estava todo suado.

ㅡ Mais uma vez nos deixando em casa. Acho que vou acabar te contratando como meu motorista particular, até meu carro ficar pronto. ㅡ Ele disse rindo e eu só admirava aquele sorriso incrivelmente contagiante.

ㅡ Hahaha, se o salário for bom, eu acabo topando.

ㅡ É sério, muito obrigado. Agradeço a paciência com esse garoto sapeca.

ㅡ Não foi nenhum sacrifício. Quando ele ficar te perturbando e quiser andar na Lata Velha novamente, me avisa que venho buscar vocês.

ㅡ Nem diz isso muito alto, senão ele não vai desgrudar de você. Posso te dar um abraço pra te agradecer melhor?

ㅡ Claro!

Eu não sei o quê aconteceu nesse momento, que não dissemos absolutamente nada um ao outro. Ele apenas me abraçou e ficamos um nos braços do outro em completo silêncio.

Senti suas mãos acariciando minhas costas e o apertei contra meu corpo.

Foram segundos que pareciam horas e como foi bom estar em seu abraço.

Saímos do nosso transe quando ouvimos o Lucas chamando o pai para descer do carro e ele me soltou devagar, como se não quisesse me deixar.

ㅡ Eu...obrigado, Tavinho!

ㅡ Não precisa agradecer, foi um prazer.

Ele queria me dizer algo, mas não o questionei, pois não queria pressioná-lo.

Voltei pra casa com um "gostinho de quero mais" e atualizei meu tio sobre os novos acontecimentos.

Senti os olhos do meu tio sobre mim e perguntei o porquê dele estar me olhando daquele jeito.

ㅡ Você está apaixonado e nem sabe. Ou sabe, mas não quer admitir.

ㅡ Eu? Bem capaz! Será?

ㅡ Hahaha, ai garoto, seus olhos brilham quando fala dele. Dois dias seguidos perto desse homem e você já está todo bobo.

ㅡ Eu vou tomar banho!

ㅡ Isso, foge da realidade! Abre o teu olho, Tavinho. Quando quiser desabafar, não se esqueça que o tio está sempre por aqui. ㅡ Ele disse rindo da minha cara e dei de dedo do meio pra ele.

Tomei meu banho, fui para meu quarto, deitei na cama para ouvir uma boa música e acabei cochilando.

Despertei era quase 2:00hrs da manhã com a tela do meu celular super aquecendo sobre meu corpo e vi que tinha uma mensagem do Maurício.

[ Oi! Surgiu um imprevisto de última hora. Assunto importante de trabalho. Estou viajando para a Argentina amanhã e o Lucas vai ficar com a minha mãe. Eu queria te dizer uma data de retorno, mas geralmente essas coisas demoram. Espero que não se esqueça de mim. Grande abraço e até a volta!]

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Continua...

Obrigado a todes pelo carinho de sempre. Como vcs estão? Abraços!

Até o próximo capítulo!! 😉

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