Me apaixonei por um cara, Puta merda (Parte 52)

Um conto erótico de Henrique
Categoria: Gay
Contém 2259 palavras
Data: 06/04/2021 00:13:10

Terça 26 de Novembro de 2013

Acordei com ele me beijando, e eu pude perceber que tudo aquilo tinha sido real, caramba, eu ainda não conseguia acreditar que aquele garoto estava apaixonado por mim, eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo, eu fiquei olhando pra ele enquanto ele me enchia de selinhos e dei uma risada meio boba, ele parou e ficou me olhando e rindo também, um sorriso tão lindo.

- Daniel: Parabéns meu dengo.

- Eu: Obrigado... agora vamos que eu ainda tenho aula, e acho que você tem que trabalhar.

- Daniel: Relaxa, meu paitrão é de boa.

- Eu: Ridículo – falei sorrindo.

Fomos nos higienizar e eu ficava impressionado o quanto a vontade ele ficava, eu tinha vergonha de ficar pelado na frente dele, mas ele não tinha nem um pingo de vergonha. Nos higienizamos e descemos pra tomar café, ele com a mesma roupa da noite anterior e eu com a farda do colégio, durante o café, minha mãe ficava só olhando pra ele e eu olhava pro Daddy, e eu sabia que ela ia falar algo, fiquei esperando até que quando todos terminaram de tomar café ela pediu pra ficar só eu, o Dan e ela na mesa.

- Mãe: Já que vocês estão namorando, eu queria impor umas regrinhas...

- Eu: Sério mãe?

- Mãe: Sim, seríssimo, pra não virar bagunça! Enquanto tu tiver debaixo do meu teto, tem que seguir minhas regras.

- Eu: Ok! Não tá mais aqui quem falou.

- Mãe: Primeiro, antes de tudo... usem camisinha, se cuidem. Eu não queria ter visto o que eu vi ontem, mas se cuidem, não me importo que transem mas se cuidem, e Daniel meu bem, pra que isso tudo? Num precisa botar tudo não que o Henrique não aguenta...

- Eu: Mãe.... – falei com uma cara de assustado, eu não queria ter escutado aquilo.

- Daniel: Ô Tia, ele aguenta, ô se aguenta.

- Eu: Daniel... – falei batendo nele.

- Daniel: Mas tu aguenta, meu dengo. E eu fui super carinhoso.

- Mãe: Eu não quero saber os detalhes, e olha... eu super apoio esse namoro, mas vamos começar a por limites, Daniel, nada de dormir aqui sem minha permissão, e nem você na casa dele também mocinho, e horário, até as 22:30 no máximo, vão namorar na porta, e depois eu digo as outras, senão se atrasam. De acordo?

- Daniel: Estou super de acordo Sogrinha.

Eu me despedi dele e fui pegar minha mochila, estava indo pro ponto da van quando a Clara veio correndo e gritando dizendo que a mãe ia nos levar a escola. Então esperamos, ela foi conversando com a gente, falando sobre proteção, camisinha, DST, até que parou e ficou olhando pra mim pelo retrovisor e disse:

- Mãe: Meu filho, como era que tu tava aguentando aquilo tudo? É muito maior que a do seu pai, não ta com o bumbum doendo não?

- Eu: Mãe... que inconveniente, para... ta me deixando envergonhado.

- Clara: Ele foi carinhoso? Ele te machucou? Como foi? Quero saber de tudo.

- Eu: Gente... eu não sei nem o que dizer a vocês, cadê o bom senso? A vergonha?

- Clara: Com a gente não tem isso mano, somos família.

Fiquei horrorizado com tudo e nem sabia como reagir, fiquei calado e pensativo enquanto elas conversavam e perguntavam sobre minha experiência sexual com o Daniel. Chegamos no colégio e eu desci correndo pra sair daquela situação, como ainda era cedo e u liguei pra Erika pra contar a ela e a Ana, contei todos os detalhes e depois fui contar pra Gabi. Fiquei meio envergonhado contando pra ela pois o Rafael tava perto e ouvindo também e tivemos que ir pra aula, a Gabi toda hora fazia uns gestos com a mão quando olhava pra mim, e eu me acabava de rir. No intervalo várias pessoas vieram me parabenizar e eu tava super ansioso pra minha festa mais tarde. Quando finalmente acabou as aulas, fui correndo esperar a van e no caminho recebi uma ligação do Gustavo.

- Gustavo: Parabéns meu anãozinho lindo, eu queria muito passar esse dia contigo, te encher de abraços e de beijos, mas infelizmente não posso, então imagina que tô aí te abraçando e te beijando muito. E eu te amo, tá ouvindo? Eu te amo porra.

- Eu: Kkkkk Eu também te amo garoto, eu te amo – falei chorando.

- Gustavo: Eu te ligo mais tarde novamente, tchau meu baixinho.

- Eu: Tá bem, tchau meu gigante.

Eu estava morrendo de saudades do Gustavo, ele era meu melhor amigo, e o que eu sentia por ele era uma coisa pura demais e ele me fazia bem.

Dentro da Van fui conversando com as meninas e esquematizando com ia ser, eu pretendia me divertir muito e evitar confusão e estresse. Cheguei em casa fui direto pro meu quarto, tinha marcado o horário da festa às 22:00 e eu queria que tudo desse certo; me arrumei e fiquei conversando comigo mesmo sozinho me olhando no espelho até que bateram na porta e eu prontamente abri, era o Heitor me chamando pra descer que já tinha gente chegando e eu tinha que receber o pessoal. Minha festa foi temática, noite de gala, eu estava de terno, todo social e muito nervoso, fui recebendo o pessoal e agradecendo-os e recebendo os presentes é claro.

A Eriika chegou com o Matheus e a Ana e estavam lindos, logo depois o Alan e o Lukas chegaram eu estava mesmo ansioso era pela chegada do meu príncipe, que foi ofuscada pelo dragão que veio acompanhando junto com a família dele, meu semblante mudou na hora com a presença da Esté, junto do Nicolas, do Daniel e do Rafa. Mas como eu tava planejando não me estressar e não passar raiva coisa que já estava acontecendo... então respirei fundo e fui educado.

- Eu: Sejam bem vindos e fiquem à vontade!

- Nicolas: Obrigado!

O Daniel veio até mim e me abraçou e os outros entraram, ele ficou do meu lado recepcionando as pessoas e deixando tudo mais leve.

- Daniel: Eu pensei que você ia expulsar ela, mas eu achei muito foda a forma que você soube lidar com a situação.

- Eu: Dan, eu queria era ter botado ela pra correr, eu não convidei ela, ela está de penetra, que ódio....

- Daniel: Calma meu bruto sexy, senão você não vai curtir sua noite, releve que hoje é seu dia, e você terá surpresas maravilhosas essa noite.

Eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser em um pedido de namoro, eu já estava imaginando como seria, eu já estava criando toda a cena na minha mente estava muito feliz. Depois que a maioria já estavam ali entramos e fomos curtir a festa, tava tudo muito lindo, o bolo, a decoração, o buffet, eu nunca teria imaginado que ia ter uma festa tão linda quanto aquela e a Esté não atrapalhou em nada na festa, nem senti a presença dela ali, dancei, ri, curti, comi com meus amigos, eu estava muito feliz, e foi quando o Daniel me chamou pra ir lá fora e eu prontamente fui, já estava imaginando ele me pedindo em namoro, eu tava super feliz e não conseguia disfarçar, meu sorriso ia de orelha a orelha, até que desfiz o sorriso quando o vi.

- Eu: O que você está fazendo aqui?

- Ele: Eu não poderia perder o aniversário do meu próprio filho.

- Eu: Você nunca se importou, porque agora?

- Ele: Porque eu quero recuperar o tempo perdido e vim te dar um presente. - falou ele me entregando uma chave.

- Eu: Pra que isso?

- Ele: Você já é quase um adulto, e pensando no seu futuro eu conversei com sua mãe e resolvi te dar um apartamento aqui no centro.

- Eu: Obrigado mas não posso aceitar, não quero nada vindo de você. - falei saindo bravo e um pouco nervoso.

- Daniel: Ei, se acalme! Converse direito com ele, ele e seu pai, você querendo ou não e por favor não fique chateado comigo porque eu quero o seu bem.

- Eu: Relaxe, que eu não tô chateado, eu tô furioso.

- Daniel: Você fica sexy desse jeito, chega da vontade de te beijar todinho.

Ele sabia como descontrair, ele me explicou a situação e minha mãe e o Daddy vieram conversar comigo também, ela tinha convidado meu pai pro meu aniversario porque a meses ele mandava mensagem querendo uma reaproximação minha e dele, só que sabiam que sou muito cabeça dura e que eu não iria aceitar assim tão fácil. Então falaram com o Dan pra ajudar, só que ele não foi muito bom nisso não e depois de acalmar meus nervos eu fui conversar com meu pai biológico e aceitei tentarmos a reaproximação, mas não aceitei o apartamento. Voltando a minha festa estavam todos curtindo e já era quase meia noite e eu ainda esperava alguma surpresa da parte do Dan, muito egoista da minha parte, eu sei mas era o que eu queria kkkkk. Como era dia de semana e não podíamos nos empolgar muito por causa da aula no dia seguinte, então á 00:00 em ponto encerramos e eu me despedi de todos e agradeci e fui pro meu quarto com o Dan, ele foi no banheiro e eu fiquei na varanda agradecendo a lua por aquele dia maravilhoso, eu do nada lembrei de um texto que li que dizia que deveria agradecer a lua pelo dia abençoado e fazer um pedido, e assim eu fiz. Eu estava bem distraído quando me dou conta o Daniel me olhando com uma caixinha na mão, ele tava um pouco nervoso e eu super emocionado, pensando...”é agora”.

- Daniel: Eu quero te dar esse presente, pra você lembrar sempre de mim, toda vez que usar e pra lembrar o quanto eu gosto de você - falou abrindo a caixinha, tirando um colar que por coincidência era um colar de pedra da lua verdadeira e vindo colocar em meu pescoço.

- Eu: Amei, eu amei mesmo, de verdade, obrigado... – falei indo beija-lo e abraça-lo.

- Daniel: Você me faz tão bem...

- Eu: É porque eu te amo...

Eu falei aquilo e não tinha nem percebido e fiquei meio envergonhado e o beijei antes que ele falasse algo. Minha mãe bateu na porta botando ele pra correr dizendo que ele não ia dormir lá e eu fiquei rindo e feliz pelo dia maravilhoso que tive, fui me higienizar e escrever no meu diário, e depois fui dormir!

Quarta 27 de Novembro de 2013

Acordei bem feliz mas com vontade voltar pra cama, levantei me higienizei e desci pra tomar café, o Heitor disse que ia me deixar no colégio e demos carona ao Rafa e a Gabi, que não paravam de falar sobre a minha festa. No fim das aulas eu fiquei esperando o Daniel que disse que ia me buscar no colégio e enquanto esperava eu conversei com o Gustavo por skype e contei tudo a ele, eu tava morrendo de saudades dele. Quando o Daniel chegou, ele me levou pro shopping, pois iriamos encontrar a Clara e o Rodrigo lá e assistir um filme; depois do filme fomos comer na praça de alimentação e eu comecei a repara no Daniel e a me questionar porque um cara daquele estava comigo, ele é muito lindo, super serio, o que o deixa mais lindo ainda e eu tinha certeza que eu estava apaixonado, quando ele percebeu eu olhando, ele riu e soltou um beijo. Depois de la fomos no “Bowling Bar” jogar boliche, e eu era péssimo, não conseguia fazer um strike se quer, antes de ir embora eu quis um Milk Shake, então passamos pra tomar, e foi ai que tudo começou a dar errado...

A Clara começou a se sentir mal, se sentir cansada e então resolvemos voltar já de frente, e eu preocupado com ela, paramos numa drogaria pra medir a pressão dela, e assim que ela começou a medir a pressão o Dan me chamou no canto.

- Daniel: Meu amor, porque você não me disse que la tem Leucemia?

- Eu: Como assim? Para Dan, não fale isso nem de brincadeira.

- Daniel: Tô falando serio, essas manchas roxas no braço dela, minha mãe tinha as mesmas, esses cansaços repentinos, espero estar errado, mas eu tô preocupado.

Eu não disse nada, fiquei o caminho pra casa todo calado, o Rodrigo preocupado com ela, e eu também. Chegando em casa me despedi do Dan e entrei pra conversar com minha mãe sobre, e ela também ficou preocupada. Subi fui me higienizar, e escrever no meu diário e deitarDurante o Inicio de Dezembro, a Clara foi fazer vários exames e hemogramas, e ficamos muitos preocupados com ela, foi um inicio muito tenso pra gente, meu relacionamento com o Daniel estava fluindo bem, e estávamos felizes, planejando viajar no ano novo, o irmão dele Davi, ia vir no natal, e eu estava louco pra conhece-lo apesar de eles não se darem muito bem, as aulas tinham acabado e eu consegui concluir o ano letivo e estava com muitos planos para o futuro e o Daniel estava incluso neleGente, eu já tinha desistido de vez de contar minha historia, de falar sobre coisas que me dão gatilhos e sobre o meu passado, recebi muitas criticas e muitas coisas aconteceram desde 2015 quando comecei a escrever pra cá, muita coisa me desmotivou, tentei voltar varias vezes mas eu realmente tinha desistido. E por ironia do destino, logo hoje me veio esse site na cabeça, revi alguns comentarios, reli alguns emails que recebi de apoio e alguns que eu não tinha lido, e resolvi continuar, então "Oi gente".

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Comentários

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Na vida sempre lembremos das partes boas, as ruins lembremos somente para nos impulsionar para mais longe e pra cima, aprendi tmb sobre como algo dentro de nós reflete no outro, seus contas...eu queria muito saber todo ele, fico esperando e esperando, sempre vai ter gente babaca que não posta um A, e quer ser crítico de prêmio Pulitzer, então, continue postando, leia somente as críticas construtivas e boas, e aos babacas q não sabem comentar você simplesmente ignora.

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