Sarah, uma vadia em construção pt. 2 Através do espelho

Um conto erótico de J. BlackHeart
Categoria: Trans
Contém 1247 palavras
Data: 19/06/2020 02:08:02
Assuntos: Masturbação, Trans

Olá estranho, Esta é a segunda parte da minha história, e já devo te dizer que apesar de tudo que aconteceu, se mudar pra essa fazenda foi de longe a melhor coisa que me aconteceu...

Vendo meu pai entrar na viatura e sumir numa esquina não muito longe eu me encontrei parada na porta da frente da igreja e pela primeira vez na vida eu tive medo de pisar ali... eu me afastei enquanto as pessoas me olhavam e comentavam tentando disfarçar, o nojo refletido em seu olhares me bombardeou com brutalidade e me trouxe uma sensação horrível ... tomada pelo choque e pavor eu então liguei para a minha mãe que me atendeu com a voz e chorosa...

Oi... Cris meu amor... Embora tudo aquilo me abalasse ouvir minha mãe ao celular me destroçou, era como ouvir o coração dela rachar, igual o estalar de uma imensa geleira que desaba se desgarrando do polo que sustentava nossas vidas ...Oi mãe... eu... tenho que... Ouvi um suspiro profundo e me silenciei imediatamente, então minha mãe disse:

Tudo bem filho, só venha pra casa tudo bem? Vou mandar o Uber te buscar aí, pois estamos indo para a casa de sua tia na fazenda eu só preciso terminar de arrumar umas coisas pra isso... Eu só assenti em silêncio resignando a mim mesma todo o caos daquele dia...

O telefone ficou mudo e então minha mãe começou a mandar mensagens com as informações do carro e do motorista... eu apenas observei e assim que este chegou eu entrei, o caminho foi longo e quanto mais chegávamos perto de casa, mais lento o tempo ficava... De certa forma ainda não tinha me caído a ficha do que realmente havia ocorrido, mas eu estava num turbilhão de pensamentos e emoções e não tinha como racionalizar tudo naquele momento...

Ja no elevador eu dei de cara com a senhora Que morava no 303 dona Rute, ela me cumprimentou animada e começou a falar sobre o seu neto que tinha a minha idade ou algo assim... não prestei muita atenção apenas balancei a cabeça sistematicamente e sorri na hora que ela saiu desejando-lhe uma ótima tarde... e então o silêncio se fez solido como rocha no resto daquela curta porem densa viagem... a visão do meu pai em cima da garota me voltou a mente... sua posição... seus gemidos... seu corpo... foi então que rolou pela primeira vez... eu me peguei encarando perdida em pensamentos aquela pessoa estranha no espelho, alguém que sempre esteve ali mas que para todos os sentidos não era eu... aquilo de alguma forma rompeu com minha identidade.

Como eu já mencionei antes, eu ignorei essa sensação estranha o quanto me foi possível e assim que a porta abriu eu pulei para fora do elevador... Andei pelo corredor esquecendo a estranheza e entrei em casa... alguns passos a dentro ja no meio da sala haviam duas malas grandes de viajem eu olhei aquilo indiferente e passei em direção ao quarto de minha mãe que falava ao telefone... EU NÃO QUERO SABER RENATA, ARRUME OS PAPEIS E DÊ ENTRADA NO PROCESSO DE DIVÓRCIO PRA ONTEM SE POSSÍVEL... Minha mãe não era do tipo de pessoa que se alterava facilmente e com certeza ela não estava nem um pouco normal... PODE ENTRAR EM CONTATO COM A IMOBILIÁRIA PARA POR O APARTAMENTO PARA ALUGUEL... ouvindo aquela conversa e sabendo o que eu sabia, já imaginei que ficaríamos bastante tempo na casa da minha tia Edna... eu me aproximei da porta com cuidado e disse num tom um pouco mais tímido e assustado que o meu normal... Annn... Mãe? Você esta... Quando minha mãe olhou pra mim ela pulou quase num segundo me abraçando e desabou num choro contido como uma represa prestes a ruir. Mãe eu... sinto... muito. Eu disse mesmo sem saber exatamente o que falar, então eu retribui o gesto repentino e esperei ali...

Depois do devido tempo que se espera em momentos assim naquele demorar aflito minha mãe olhou nos meus olhos e disse... Amor, eu bem sei que agora sua mente deve estar cheia de questionamentos... mas eu quero que você apenas tome um banho e vista as roupas que eu separei pra você... ja estamos quase de saída, ta bem? Eu nunca fui uma pessoa de questionar as palavras da minha mãe desde criança ela me ensinou a ser obediente e resignada o que me foi muito útil no futuro, diga-se de passagem, mas naquele momento exatamente uma torrente incontrolável de perguntas surgiu na minha boca... nós iríamos se mudar? Seria permanente? Mas e minhas coisas? E a igreja? O que ia acontecer com meu pai? As questões iam e vinham dentro da minha cabeça confusa e de alguma forma ela percebeu... com uma das mãos acariciou meu rosto e deu um beijo leve na minha testa que me fez corar e relaxar quase de imediato... Se acalme meu pequeno e apenas confie em mim... agora, seja um bom garoto e faça o que eu falei...

Um pouco anestesiada e mais confortável eu apenas balancei a cabeça e segui para o banheiro. Ao entrar no box ja sem roupas eu abri o chuveiro e senti a água quente tocar o meu corpo... num dia normal tudo teria sido extremamente previsível e tedioso, porem como ja deu pra notar... nada normal estava ocorrendo... distraída com o fluxo da agua e o vapor quente que subia pelo banheiro, eu me peguei novamente perdida nos pensamentos obscuros que circulavam a cena na sala da tesouraria, minha respiração começou a ficar pesada o calor daquele banho rumou de uma coisa morna e agradável para algo quente quase sufocante...

Então conforme meu corpo reagia aos flashs de memória eu me vi pela primeira vez na vida genuinamente excitada... olhei para baixo e notei que me acariciava meu corpo numa cadência compassada entre minhas mãos e meus quadris... geralmente eu evitaria aquilo ainda mais por causa da igreja... porem meu corpo estava totalmente focado na imagem daquela vadia sendo fodida em cima da mesa... conforme eu fui me entregando aquele sentimento que de alguma forma me tomou minha respiração passou a ficar mais carregada ao mesmo tempo que eu comecei a sentir uma necessidade extrema de continuar... porem eu me segurei o máximo que pude, afinal num banheiro sem trancas, você não quer de maneira nenhuma chamar a atenção. Pelo menos não naquela altura da minha vida... eu vi em cada detalhe aquela cena e na minha imaginação eu visualizei vários pontos do corpo da menina o olhar a textura da pele assim como suas formas mas ao contrário do que se espera eu me peguei pensando não em foder a vadia... mas em foder como ela... por mais que na época eu não entendesse a diferença, eu quis pela primeira vez na vida ser uma garota porem não uma garota qualquer... eu desejei ser uma vadia...

O sentimento de raiva, tristeza e confusão deram lugar a um tesão mergulhado em luxúria e desejo incontroláveis... os poucos minutos ali pareceram dias, dias de algo genuinamente novo, de algo forte como o álcool destilado que desce num rasgo e depois num súbito te relaxa literalmente arrancando algo de você...

com as pernas trêmulas e um zonzear indescritível eu gozei pela primeira vez e talvez como nunca antes, centrada num desejo desesperado e absoluto que explodiu de dentro da minha alma como o grito de um demônio que nascia de alguma parte do meu todo...

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