Fantasia de uma Tarde de Primavera

Um conto erótico de Ahygo C. T’vilerrã
Categoria: Homossexual
Contém 6266 palavras
Data: 21/01/2018 00:34:10
Última revisão: 25/04/2019 09:56:35

_Ta Ficando Muito Calor!

Depois de fazer amor com o homem da minha vida, eu adormeci em cima do seu peito, sentindo os seus batimentos. Eles são tão... confortáveis! Porque me dá sempre vontade de ficar lá para o resto da eternidade.

Mas eu não pude, pois assim que o Beto se levantou, instantaneamente, eu despertei também. Ele bem que tentou sair sem se movimentar muito, porem não adiantou. Eu acredito que seja automático de quem está apaixonado.

Com todo o cuidado ele colocou a minha cabeça no travesseiro, mas foi só ele me soltar que eu abri os olhos. E o Roberto ficou me observando.

— Como é que você consegue ser tão lindo? — ele disse depois de passar as costas do indicador no meu rosto. E no meio do caminho, eu peguei a sua mão e beijei a sua palma. — Mesmo dormindo você é... é... Lindo!

— Se é para um cara maravilhoso, genial e sincero, eu fico sempre lindo! — eu falei lhe dando um selinho, e deixando cair o crânio em seguida. Estava muito cansado para ficar curvado.

É claro que eu sabia que ele iria sair, ir para o seu curso semestral de fim de ano sobre vendas imobiliárias. Era esse o sonho dele, ser vendedor de imóveis. Eu sei que não é um grande sonho como ser cantor de rock ou um famoso ator de cinema, mas é o que quer fazer desde os dezesseis ou dezessete anos.

— Que foi? — eu pergunto quando percebo que ele passa muito tempo me observando. — Tô escabelado, não tô? Por favor, diz que o meu cabelo não ta horrível...! — eu tentei me levantar, mas o Beto me segurou com as suas palavras em seguida.

— Não, não, não... Eu já disse. Você ta perfeito! — ele terminou me dando um selinho profundo, molhado e demorado. Eu me amarrei em seus ombros largos. E amei cada segundo mais aquele beijo, aquele moreno, aquele tempo, aquela cama, aquele quarto... Tudo!

— Eu te amo! — eu consegui falar com ele se desvencilhando dos meus braços.

— Também te amo, Vih. — e já começou a se aprontar para sair pra estudar e depois trabalhar.

Era dia doze de dezembro. Perto do fim do ano, as provas finais já estavam sendo dadas e muita gente se desprendia da idéia de passar de ano. Eu cursava o ultimo ano do ensino médio. Deveria estar dormindo, mas não conseguia. Eu deveria ter uma boa noite de sono e finalmente estudar com afinco para uma futura prova de... Argh... matemática. Como pode ver, eu detesto matemática. Outra hora eu explico.

Eu, quero dizer, nós moramos na cidade do Rio de Janeiro. Na Lapa, mais especificamente — como muita gente gosta de se gabar, mesmo esta não sendo a mais rica e sim a Lapa pobre — aqui faz muito calor em comparação a outros lugares do estado. E agora que estamos perto do verão faz mais calor ainda. Marcando, geralmente, ate 40 graus Celsius. E para quem não tem ar condicionado em casa, como eu, tem que se virar como pode. E esta não é uma coisa fácil. É, eu sei. É tenso!

Eram cinco e meia da madrugada e eu ainda não conseguia pegar no sono. Era uma sexta-feira de uma noite de verão, ou melhor, parecia uma noite de verão. Eu tava vestindo uma daquelas camisetas de seda azul - bebe que vai ate a metade das coxas. E por baixo mais nada a não ser uma cueca de algodão azul-marinho que é bem macia e confortável, e também que combinava com a cor dos meus olhos azuis.

Eu sabia por que não conseguia dormir. Sentia a falta dele. Roberto, ou Beto (é assim que todos o chamam) ou Meu Betão (como eu o chamo quando estamos... deixa pra lá). Que alem do nome também é negro como a cor castanha forte e brilhosa, e também na cor do cabelo e da pele. Ele também é alto (por mais que todo mundo pense que a altura certa é 1 metro e 80 centímetros, ele tem 1, 78 e é perfeito), forte (na verdade bastante musculoso), bonito (sendo sincero, ele é um Adônis na sua forma mais bela), tem dezoito anos e os olhos verdes-mar mais lindos que eu já vi e é um Bed Boy no estilo romântico e inteligente.

A mais de duas horas ele saiu para trabalhar como motoboy de uma empresa de encomendas, como um Sedex ou coisa parecida. O nome é bastante estranho, um nome estrangeiro como Schwayherr ou coisa assim.

Eu não sei o porque o Roberto ainda trabalha lá. Pagam mau, ele passa o dobrado para conseguir andar de moto nas ruas e ainda por cima dez vezes no mesmo mês ele já foi assaltado. Em uma dessas ele ate levou um tiro e quase morreu. Obviamente eu quase fui junto. Fiquei sem comer todo o tempo em que ele ficou no hospital. Eu não conseguia digerir uma migalha de pão. Foi tenso!

Quando ele saiu eu acordei e pedi para que ficasse mais, lhe dei um beijo e falei que faria o que precisasse para fazê-lo ficar, mas ele disse que trabalha por nós dois. Para que pudesse nos sustentar, ainda que com uma merreca que as vezes dá pra comprar alguma coisa para preparar a janta.

Eu durante um tempo também tentei arranjar um trabalho porem ninguém queria empregar alguém como... eu! Sinceramente não consigo entender o que tem de errado comigo. Isto me fez lembrar que estava de camiseta longa de seda azul - bebe e uma cueca de lã também azul apenas. Beto antes de sair me disse que o meu visual é meio gay. Em resposta eu lhe perguntei “E eu sou o que?”. Enquanto ele me fez uma cara feia e depois uma careta de malicia, nós dois rimos. E ate de cara feia e fazendo careta o Beto é bonito. E agora relembrando isso eu ri de novo.

E finalmente eu peguei no sono. O que eu sonhei eu não lembro, nessas horas sempre me dá um branco. Eu também não dou muita importância para isso. Tenho e fico quase o dia todo com outras coisas na cabeça que me preocupam.

O fato que estou no final do ultimo trimestre e a única matéria que poderia me salvar de repetir o terceiro ano do ensino médio é dada pela pessoa mais cruel do mundo, o professor de Matemática Marlon; que ele também parece ter um amor meio que platônico por mim; que se eu conseguir passar nestas ultimas provas de recuperação eu vou poder terminar o ensino médio, sendo o primeiro a fazê-lo nas duas famílias a que pertenço, e por esse motivo eu terei de procurar uma faculdade que me aceite; que levando em consideração toda a pressão que a minha mãe, os meus amigos e o Beto me põem para que eu passe de ano e comece a cursar o primeiro ano na faculdade que eu queira.

E ainda tem o aparente problema que a maioria dos meus antigos “amigos” e que o meu pai tem com a minha sexualidade. Carlos, o meu melhor amigo mesmo depois de mim me assumir, me fala que é porque eles têm inveja da minha coragem.

Como eu já falei, eu sou gay e o meu pai não aceita, ou melhor, não aceitava. Pois ele já morreu. Ele dizia que um gay não pertence e nunca pertencerá a sua família. E a minha mãe?, você deve estar se perguntando. Ela sempre foi do tipo recatada e quieta. Uma “Amélia”, como dizem as minhas tias. Mas não deixa de me ver um único dia. Ou pelo menos desde que o meu velho morreu, que foi a um ano. O seu Aristides nunca foi um pai ruim ate descobrir que um dos seus filhos era gay, neste caso eu.

Os meus irmãos mais novos me culpavam da morte dele, dizendo que ele morreu só por causa minha. Porque eu resolvi ser assim. Eles são uns... A mamãe diz que eu não posso nem devo pensar desse jeito. Alias, eles também são meus irmãos. Mas não deixam de ser... Ah! Eles são tão preconceituosos e atrasados quanto o nosso pai foi, isso sim.

O meu irmão mais velho, Leandro, parecia estar acreditando na mesma coisa no inicio. Porem quando a sua namorada, Marcelia, ficou grávida ele percebeu que esta não é o tipo de coisa que a gente escolhe e prefere na nossa vida, e, ainda mais, que não é o nosso dever decidir a sexualidade dos nossos filhos. E por isso ele passou a me defender junto da nossa mãe. Mas depois que o seu filho nasceu ele ainda sentia receio de me deixar vê-lo. Eu não sei nada do bebe alem que é um garoto (o que o fez sentir mais vontade de afastá-lo de mim) eu nem sei direito o nome dele. O Leo (como todo mundo chama ele), não é um mau pai só um pouco ignorante, no sentido de faltar conhecimento. A mãe diz que é porque quando se tem um filho, ou melhor, o primeiro filho, tudo parece ficar em preto e branco. Ou seja, tudo acaba machucando ou alegrando eles. Ela sempre termina dizendo que um dia eu vou entender, por mais estranho que essa frase possa parecer. E por isso nós rimos. A Dona Leocádia é uma mãe legal, mas ela também tem um pouco do problema do Leo.

***

Mmmmm!, eu comecei a comer a minha macarronada com molho e queijo. Mmmmm!, eu amo macarronada, com molho e queijo... que delicia!

Se têm duas coisas que eu gosto é de macarronada e do meu nome.

Ah! Meu nome é Vitor Harynorr Ferreira. Bonito, não é?

Eu também gosto muito da boa forma que eu tenho: poucos pelos no corpo — nas pernas, nos braços, na barriga e na pélvis, mas lá eu costumo raspar por higiene e deixar o aparelho todo mais amostra —, não sou baixinho porem também não sou alto (eu tenho 1 m e 65 cm de altura, e também não sou muito magro, tenho apenas 54 kg, muito obrigado), sou magricela, mas de um jeito meio malhado, com a barriga definida e tanquinho, com algumas áreas onde aparecem mais músculos saltados que outras. Eu tento não perder nem ganhar peso, ou melhor dizendo, motivos para começar uma guerra contra a balança. Eu tenho só dezessete anos. E eu sou assim e gosto do que vejo no espelho quando olho, e o Beto também.

Após o Beto sair voltei a dormir e acabei dormindo demais. Depois de acordar após a hora, ou melhor, atrasado, dizendo-se de passagem, eu fui apressado para a escola e eu, com certeza, cheguei também atrasado. Para a minha sorte perdi o primeiro período de matemática com o terrível professor Marlon. Mas ela terminaria por aí, pois eu teria o ultimo com ele. Por algum motivo a velha e “doce” professora de Artes, Arieta, não pôde ir. Eu ouvi dizer que a mãe dela morreu na madrugada ou manhã de ontem, e talvez por isso ela não foi.

Então enfrentei quatro períodos de puro tédio: primeiro Física (que mesmo sendo parecida com a área de matemática, é legal); depois Língua Portuguesa (e esta não é a minha preferida, mas a professora Hortencia é bem legal e sabe dar aulas); então Língua Inglesa (que eu prefiro não comentar por que o professor Reinaldo tem uma voz muito... entediante); e por ultimo, e mais irritante, Matemática. Em especial por causa do professor Marlon, que não desgrudou os olhos de cima de mim. Uma vez eu o vi coçando o saco e remexendo o seu pau extremamente duro dentro da cueca, mas, sem parar de me ver. Ele ate lambeu os lábios com desejo... Argh!... Que nojo! Blerch!

Foi tenso!

Continuando, depois de finalmente terminar a ultima aula, eu pude sair. E aproveitar o sol e o mundo no lado de fora. Com um professor tarado, que se imagina transando com você o ar parece se transformar em uma fumaça de pneu queimado. Impossível se respirar.

Enfim eu pude conversar melhor com os meus amigos (os que realmente são meus amigos), e eles quiseram saber porque eu faltei o primeiro período de aula. Claro que eu contei a verdade. Eles sabem quase tudo sobre a minha vida, mas neste caso eu simplesmente dissera que foi o de sempre: que eu me preocupo com a segurança do Beto. Afinal ele é uma grande parte da minha vida, uma parte muito importante dela. As minhas amigas mulheres me perguntaram por que ele não sai do emprego porem eu não respondi. Elas já sabem a resposta.

Ainda antes de vir para casa alcancei o Déreck, um CDF em matemática. O melhor da turma na verdade. Eu queria pedir-lhe que fosse mais tarde à minha casa para que ele pudesse me dar algumas aulas de matemática, como um reforço. E ele relutante aceitou.

Eu não sou do tipo burro e sem conteúdo, mas, enquanto eu tento fazer o meu melhor, enquanto tento me esforçar ao meu máximo para tirar boas notas, vem um professor medíocre e tira quase tudo isto de mim. Eu sei que ele é só mais um obstáculo no meu caminho porem seria mais difícil passar por tudo isso e não conseguir aguentar se eu não tivesse alguém que me ajudasse a enfrentar isso tudo. E este alguém é o Beto!

Prosseguindo, quando finalmente cheguei em casa o Beto já tinha chegado. Ele tava tomando um banho. E assim como quem não quer nada, eu tirei a minha roupa e a coloquei ao lado da dele no chão, entrei pela porta do banheiro e me enfiei embaixo da ducha com ele. No inicio ele se surpreendeu ao me ver, mas depois ate se alegrou. Em todos os sentidos. Há-há-há...

— Oi. — disse eu ao dar-lhe um beijo. Água começava a ficar entre os nossos corpos nus. — Como foi o dia?

— O de sempre. — ele me abraçou bem forte, de maneira que eu pude sentir o seu calor corporal e os seus músculos do tórax encostando no meu peito, barriga e abdômen. Eu já estava ficando totalmente molhado. — Fui de um lugar para o outro. — ele me deu outro beijo. Ele tem gosto de frutas cítricas, o sabor de suco preferido dele. — Nada de mais. E como foi o teu? — ele passou a me olhar nos olhos. Eu quase não pude perceber isto por causa da água que corria da ducha e batia com força na minha cara.

— Também o de sempre. Copia e escreve; copia e escreve; copia e escreve... — eu quis continuar dizendo, querendo mostrar que fazer aquilo é tão chato quanto falar. Mas acabei desistindo na terceira vez. Pela água no meu rosto eu desviei a cara. — Nossa! Parece ate dupla de Sertanejo daqueles bem antigos. — nós dois rimos. Mesmo que isto não tenha muita graça.

— Ai vem a nova dupla: Cópia & Escrita!!! Ahhhhhhhh... — ele tentou imitar o som de fãs enlouquecidas na platéia. E rimos de novo, só que de verdade. E por isso eu o abracei com mais força ainda.

— Obrigado por fazer a minha vida mais engraçada e... — eu tentei sem jeito me unir a ele, literalmente, colando o meu rosto no seu peito. — e como ela é. — por fim encaro seus lindos olhos verdes, e eu de novo quis me perder naquela imensidão de tanto verde. E por isso lhe dei outro beijo. Então voltamos a nos encarar. Os olhos dele são tão lindos.

Por poucos segundos nos encaramos, e então fechamos os olhos e nos beijamos calorosamente. A língua dele abriu cominho na minha boca, e deixei rolar. O calor aumentou e nós nos esfregamos a cada minuto mais rápido. Beto, sem tirar os lábios da minha boca e abrir os olhos, desligou desajeitado o chuveiro. Nós saímos da área do boxe enquanto ele me abraçava e deslizava delicadamente as mãos pelas minhas costas. Eu, começando a gostar de onde iria acabar aquilo, envolvi o seu pescoço com os braços com tanta força que não seria capaz de soltá-lo facilmente. E não paramos o que estávamos fazendo. Fomos direto para o nosso quarto.

— Huuuummmm... — nós ainda nos beijávamos quando cruzamos a soleira da porta. — Eu te amo. — alguém disse e o outro não soube quem foi. Mas gostou muito.

— Hum... Eu te amo. — eu disse desta vez, só que entre arfadas de ar. E nós não paramos de nos beijar, mesmo um grudado junto ao corpo do outro. Tirando o ar dos nossos pulmões. Eu sempre digo que não preciso respirar se o tenho, pois ele é o meu oxigênio, minha água e o meu alimento diários.

— Eu também te amo. — ele falou suspirando. Nossas pernas bateram na quina da cama e por muito pouco não caímos juntos no chão. Beto puxou a minha cabeça, a minha boca, meus lábios contra os dele. E eu retribui sem dar importância ao fato que mesmo que não quisesse não conseguiria fazer ele me soltar (porque ele é bem forte, vive malhando em uma academia no centro da cidade). É tão bom e gostoso beijá-lo. E eu senti de novo o seu hálito de suco de frutas cítricas. Misturando-se a excitação, paixão e amor entre os lábios macios dele e os meus. E o tesão aumentando.

Quando ele solta a minha cabeça eu me sento na nossa cama convicto do que faria. Ele olhou-me nos olhos e soube na hora. Eu comecei passando as mãos pelo seu peitoral musculoso. Eu fiquei um tempo fazendo círculos completos em cada lado. Depois fiz a mesma coisa envolta dos seus mamilos, e isto o excitou ainda mais. Não vou negar que sei que ele gosta disso. Eu também gosto quando fazem em mim. Eu ainda suspirava muito, mas ele suspirava mais.

Eu desci as minhas mãos ate os seus joelhos bem definidos, e muito lindos. Eu sempre soube que pelo seu físico, e interno, é claro, eu fiz uma ótima escolha. Ate ai nem ele nem eu tinha se lembrado que estávamos completamente nus. Portanto nós voltamos a nos beijar.

Eu o fiz deitar na cama, mas não desgrudamos os lábios. Eu fiquei em cima dele. Somente ao encostar nos pelos do corpo do Roberto eu percebi que já estávamos sem roupa. Então eu me levantei e parei de beijá-lo, no inicio ele quis resistir, mas eu insisti mais. Ele desistiu de persistir.

Quando finalmente consigo me levantar, eu desço ate as pernas dele. Depois as canelas e em seguida os seus pés. Eles têm um cheiro gostoso de suor de macho, como o Beto, junto com o de água quente. A idéia que eu tive era brilhante. Eu tinha apenas que provocá-lo ate ele ficar louco e explodindo de excitação. Começando pelos dedos que eu lambi como se fosse o pênis dele. Cada dedo dos seus pés ate sobrar apenas os dedões. Foi tão bom!

Fiquei ainda mais tempo chupando os seus dedões que aos outros.

Apos eu subir com a língua ate os seus joelhos, passando bem devagar as minhas mãos pelos seus calcanhares e depois nas suas panturrilhas, eu parei e o observei com um olhar de safadeza. Em resposta ele ficou com olhos ainda mais maliciosos e também sacanas. Mas para a minha surpresa o Beto cobriu os olhos e atirou a cabeça para trás, como se não quisesse acreditar no que estava vendo.

Porem eu continuei subindo, voltando a passar a língua pelas suas pernas um pouco cabeludas. Ao chegar na cintura eu olhei para o cacete dele obcecado com o tamanho (que por falar nisso, ele tem uns oito centímetros de altura por três e uns milímetros quebrados mole, mas quando fica duro passa dos vinte e cinco centímetros de comprimento e fica com quase quatorze só de grossura. Fica parecendo um daqueles postes de luz: alto e grosso. É de deixar qualquer um louco de prazer!), e ele já tava ficando duro. E o meu também.

Para prolongar mais aquele tempo, aquelas sensações, eu a principio segurei com força aquele mastro gigante e bem desenvolvido sentindo cada veia pulsando com a velocidade dos seus batimentos. Enquanto apenas beijava as coxas, os músculos sarados do seu abdômen e por ultimo as bolas bastante cabeludas... Huuummm... mas que delicia!

Eu não resisti e comecei a lambê-las. Em seguida subi ate a cabeçorra daquele pau. Doido para engolir aquilo por inteiro eu lambi as voltas da cabeça. No tempo em que batia umas de leve para ele. O Beto não conseguindo respirar normalmente suspirava de excitação. Então ele voltou a me olhar de cima.

Eu admito, estava me segurando para aumentar o tempo daquele momento. Mas a tentação foi mais forte, e chupei aquele cacete ate o talo, e fiz o movimentos de subida e descida varias vezes. Beto gostando muito e se controlando menos pegou a minha cabeça e a forçou para baixo, querendo que eu não parasse. E assim me demorei muitos minutos. Do jeito como o pau dele pulsava parecia que ele ia gozar a qualquer instante. Portanto eu recuperei a inteligência e me controlei. Mostrei ter resistência e ele também parou, tentando se controlar. Sendo assim, continuei apenas a passar a língua por aquele pênis enorme.

Para que não acontecesse de novo, de mim me descontrolar, eu voltei a subir o seu corpo usando a língua como guia. Agora eu voltei também a observá-lo direto nos olhos. Continuando a subir o corpo do Roberto com a língua, parei em cima do peito dele. Que naquela hora não tinha um único fio de cabelo, porque ele costuma aparar os pelos do peito, do rosto e da barriga (mas por incrível que isto possa parecer não no mesmo dia que ele corta os pelos do peito e da barriga).

Durante um bom tempo fiquei apenas alisando aquela barriga tanquinho, moreninha, e perfeita! Tirando a marca da cicatriz de tiro que ele levou. Enquanto ele passava as suas mãos grossas e grandes pelo meu corpo passando a partir das laterais das minhas coxas, apertando as minhas nádegas e parando sob as minhas costas, onde fica as minhas costelas. Depois ele foi baixando ate parar nos lados da minha barriga. E eu voltei a beijá-lo com excitação e vontade, que tinham gosto de malicia.

O Beto puxou o meu corpo para mais perto do dele, pelas minhas costas, e eu senti o pau e os pentelhos dele roçarem no meu cacete.

Huuuummmm... Mas que tesão! Huuuummmm... Que homem gostoso! E todinho meu... que delicia!

Eu parei de beijá-lo e voltei a alisar aquele peito másculo e lindo. De tanto tesão comecei a chupar os mamilos, e o Beto pareceu ainda mais louco pra me comer. Depois de passar varios segundos chupando aqueles deliciosos mamilos, olhei aqueles olhos safados com malicia e sedução nos cantos. Ele querendo um beijo me puxou para encostar novamente os lábios nos meus. Eu não ofereci resistência, pois gosto de sentir a sua língua enchendo a minha boca, aquele hálito gostoso, os lábios macios me tocando e todo prazer que tudo isto me provoca.

— Huuuummmm... — eu gemi sem ar. — Isso é bom demais! — arfei desgrudando por fim os lábios dos dele. Ele ainda queria mais, mas resisti desta vez.

Agora ele teve uma idéia brilhante. Nós nos invertemos, ele foi para cima de mim e eu para baixo dele. Ele ainda me fez virar novamente, me deixando de bunda para cima, de modo que ele pudesse ver a entrada para a felicidade eterna, Há-Há-Há.

— Hu... — eu gemi de prazer — Huuuuuuu...! — eu gemi de novo. — Vai Betão, vai. — eu arfei enquanto ele beijava e chupava o meu saco, ovo por ovo. O meu pau já estava duro, depois de o Beto lamber o meu rabo o meu pau começou a latejar e ficar ainda maior do que ele é ao natural. Eu não quero me gabar, mas o meu pênis é muito grande! Ele tem quinze centímetros de ponta e doze só de grossura, quando duro. Mas não passa de cinco e meio cm de altura e dois de grossura mole.

Então ele parou de chupar os meus testículos e começou a subir ate as minhas nádegas com a língua. Me fazendo sentir o seu hálito quente arrepiar os meus pelos da nuca. Quando ele em fim chega no meu cu, agarra com força cada nádega e mordisca um pouco cada uma. Isto foi muito excitante. Principalmente depois dele beijar a minha bunda e bater com força em cada lado. E é só ai que ele começou a lamber o meu cu.

Em resposta à sua língua eu arreganhei ainda mais a minha bunda abrindo-a, para que ele fosse mais fundo. E ele, entendendo a mensagem, foi mais fundo ainda. A sua língua deliciosa procurou lambuzar mais o meu anus com a sua baba. Eu afundei o rosto no travesseiro, e gemi mais alto do que imaginava poder. O tesão aumentou ainda mais.

Roberto, já muito, muito excitado, mas com uma sobra de racionalidade, me deu outro beijo, só que desta vez com mais excitação, e pegou um preservativo na cômoda ao lado (muitos diriam que é questão de proteção ele usar preservativo. Mas pra que? Eu infelizmente jamais vou poder engravidar. E, eu confio nele, e ele em mim. Porem existem coisas que precisam ser protegidas. O porque qualquer um se perguntaria, mas... é complicado). Ainda me beijando ele tirou com pressa a camisinha da embalagem. E, então, Roberto parou de me beijar. Nervoso ele colocou a camisainha. E nem precisaria falar nada para dizer tudo!

O Roberto primeiro se acocorou em cima de mim, depois ele se ajoelhou, e eu senti o seu pau roçar a minha bunda. E, não vou negar que isto me excitou, e muito! Eu ainda segurava as nádegas quando ele me penetrou. No inicio ele teve ainda que conduzir o seu mastro pelo meu rabo, mas em seguida não teve dificuldades.

Na primeira vez, a muito tempo, que um homem me comeu doeu bastante na entrada, ate ficou um pouco assado, mas, como ele foi gentil e teve paciência, a dor passou e nós seguimos. Agora a dor não passa de uma lembrança, que eu gosto de dizer que ficou no passado. Quando finalmente conheci o Beto, dei pra ele — claro que não no primeiro encontro — e ainda era capaz de sentir a dor, porem dei como nunca tinha dado para alguém antes. Porque algo me dizia que ele seria a pessoa certa, ou melhor, o cara certo.

E agora, quando já havia penetrado bem fundo dentro de mim, o Beto me puxou pela barriga para ficar mais colado a ele, e se segurou em cima da cama com a outra mão. Ai ele começou movimentos suaves e relaxados de vai e vem. De cima a baixo ele metia com mais força. E a cada socada eu sentia o saco dele bater levemente nas minhas pernas. Hum, que homem gostoso!

— De quem é essa bundinha aqui, hein? — o Beto cochichou no meu ouvido. — Hein, de quem é esse rabinho gostoso? — ele quase urrou desta vez, mas se segurou estoicamente.

— É do Betão. — eu suspirei. — É do Meu Betão! — eu gemi junto com ele. E nós nos beijamos porem ele não parou os seus movimentos.

Para a minha surpresa eu estava quietinho, me fazendo de “o recatado”. Eu reconheço que geralmente prefiro tomar parte nessas horas. E por isso o espanto.

— Ahhhhhhhhh... — ele deixou escapar um gemido de prazer no meu ouvido. O seu pau latejando dentro de mim. E isso foi, e ainda é, maravilhoso!

No seu vai e vem relaxado, ele gemia não se contendo. Ate começar a beijar e chupar o meu pescoço, mordiscar a minha orelha e massagear a minha barriga, por quase três ou quatro minutos (eu não sei exatamente. Estava tão excitado que não contei o tempo).

Aí ele se atirou para o lado, ainda com o seu pênis dentro de mim, e, portanto, me fez virar também. E sendo assim, ficamos de lado. Para ajudá-lo, eu abri bem as pernas, de modo que fiz um arco completo com elas. Mas ainda mantive o peso da minha coxa direita sob a nádega direita, para que parte do peso da minha perna ficasse jogado sob o seu pênis. Aumentando o clímax. E funcionou.

De alguma forma eu depositei peso suficiente para que não fosse impossível ele se mexer dentro de mim. Enquanto o Beto recomeça o vai e vem, só que mais rápido, eu me forço a olhá-lo nos olhos. No inicio foi um pouco difícil, mas depois da quarta tentativa eu finalmente consegui. Foi como voar e não saber para onde ir, andar e de repente perder o rumo. Claro que eu sabia o que estávamos fazendo. Porem parecia que tudo o que era necessário pra mim viver estava bem ali na minha frente, ou melhor atrás de mim.

O Roberto na hora tava olhando para o movimento de entrada e saída que o seu pênis fazia no meu cu. Então ele me pegou o observando e passou a me olhar diretamente de perto, bem nos olhos. O Beto não freou os movimentos, só me encarou, fechou os seus olhos, e eu também, e me beijou carinhosamente colocando a língua dentro da minha boca com vontade. Porem sim, o Beto diminuiu a sua velocidade.

Portanto, eu peguei na sua mão e lhe disse:

— Não para, não! — eu cochichei entre suspiros e arfadas. E ele me obedeceu. — Ahhhhhhhh... — agora o Beto volta a sua velocidade normal.

Mas para a minha surpresa ele continuou me beijando, e eu não libertei a sua mão. O Beto, em resposta, me enlaça a barriga com o outro braço e me puxa para mais perto do seu corpo malhado. Só quando eu comecei a sentir as suas bolas batendo na minha bunda, o meu pau começou a latejar involuntariamente. Ai eu uni a minha mão livre no seu braço que estava na minha barriga ate chegar a sua mão. Nesse tempo nós dois repousamos as nossas mãos que se entrelaçaram primeiro sob a minha coxa. E assim ficamos. De conchinha!

Eu aposto que quem nos visse nesta hora nos chamaria de “casal de perfeito!”. O que seria engraçado, pois já somos um casal — e também seria constrangedor fazer amor na frente de outra pessoa, ou de outras pessoas.

Estava tão gostoso que qualquer um de nós poderia gozar agora. Porem não foi o que aconteceu. Desta vez eu me empolguei e tomei as rédeas da situação. Com bastante persistência o fiz parar.

— Beto, Beto, Beto... — eu lhe dei mais um beijo, e ele queria mais, insaciável. — Roberto... para! Roberto. — eu empurrei o seu rosto, mas não tirei o corpo de perto do dele, para não machucar o nosso “Bob” (que é a abreviação de Robert, que, por sua vez é a forma americana de Roberto. Portanto, Bob é a parte menor, por ironia da própria idéia, do Beto). — Calma... — ele esperou me observando. Eu tinha um plano porem tinha medo de por em pratica. Eu tinha medo de quebrar aquele clima de tesão, parando na metade, e o fazendo parecer submisso em seguida.

— Fala... — ele me olhava bem no fundo dos meus olhos. — O que é? — eu não sei, pode ser só um medo bobo, mas, existem aqueles homens que gostam de ter todo o controle. E, eu to com o Beto a dois anos, porem ainda não sabia se ele me deixaria tomar conta do seu corpinho enquanto ele apenas assiste, e se deliciasse.

Então, como se ele tivesse lido os meus pensamentos, os seus olhos mudam de excitados para carinhosos, e suas mãos param de me agarrar com ânsia por prazer passando a acariciar o meu rosto com amor. Mas tudo isso sem tirar o pau latejante dentro de mim. Com isto ele me puxa a cabeça, ate eu sentir os seus lábios carnudos e lindos na minha orelha direita, e diz:

— Tu podes fazer o que quiser comigo. — ele murmurou no meu ouvido, e puxou o ar silenciosamente ou quase isso. — E com o Bob também! — e ai ele virou a minha cabeça para a dele gentilmente e me deu um beijo cheio de desejo e paixão.

Isto me excitou tanto que rapidamente tirei o pênis dele dentro da minha bunda e nem percebi. Não posso dizer se ele também não sentiu, ou sentiu, pois não esboçou reação alguma. Então, fui me virando de vagar para poder continuar beijando-o, só que de frente. Eu acariciei o seu rosto, e o Beto, respondendo, também acariciou o meu. Foi tão... Ahhhhhhh! Impossível explicar. Só sentindo para saber.

Aí nós dois nos esquecemos o que estávamos fazendo. E nos abraçamos ainda invadindo a boca um do outro com as nossas línguas. Foi aí que ele, não me pergunte como, se lembrou que estávamos nus, em cima da cama, ele com uma camisinha no pau e eu extremamente excitado, doido para gozar com aquela vara enorme na minha bunda.

— Nã... — eu o interrompi com a minha língua na sua boca. — Pera... — eu interrompi de novo, só que com um selinho. — Peraí. Calma. — ele disse calmamente. “Han...”, eu acho que respondi. O Roberto, sem dizer nada se levantou, saiu de cima da cama, me observou com olhos cheios de fogo apaixonado. E por ultimo, se aproximando da cama, me puxou rapidamente pelos tornozelos ate eu ficar com a bunda para fora do móvel.

Ainda mudo, ele ergueu as minhas pernas para o alto. E ainda sem dizer nada, mas com um sorriso malicioso no rosto e uma idéia geniosa em mente, penetrou em mim sem desgrudar um dedo das minhas canelas. Isto me excitou ainda mais. Por isso o meu pau ficou tão duro quanto uma barra de ferro. E o Beto percebeu, não pergunte porque, ele teve uma idéia com essa visão crescente.

O Beto colocou os meus calcanhares sob os seus ombros, e com as duas mãos, ele pegou as minhas bolas e o meu pau. Massageando as minhas bolas, uma de cada vez, ele fez o meu pênis crescer alem do imaginável.

— Huuuuuuu... — eu gemi baixinho. E o sorriso na sua cara só aumentou. — Huuuuuummmmmmm... — eu suspirei perdendo o fôlego com aquelas mãos enormes e macias. O mundo poderia ruir que não faria diferença, eu estava na porta do paraíso esperando para abrirem-na e finalmente me deixarem entrar.

O Beto depois de algum tempo, depois de ver que eu já estava no ponto, recomeçou o seu vai e vem, só que comigo em posição de frango assado. Então aumentando o seu sorriso, assim como o seu, e também o meu, tesão, ele começou a bater uma punheta para mim bem entre as minhas pernas. Com a sua mão esquerda — já que ele é sinistro — ele não parou a masturbação no meu pau que parecia aumentar a cada movimento de subida e descida. O meu pau também parecia estar fazendo peso para ele. Porque ele diminuía e começava a parar de me masturbar. Isso pra mim não diminuiu a minha excitação por ele. Mas, quando ele sentiu que estava quase gozando, resolveu parar os movimentos do seu quadril e voltou a aumentar os movimentos da mão.

Só mais um pouco e eu gozaria, e me sentiria realizado e, com o meu homem gozando dentro de mim. Então quando finalmente ele terminaria o que começou, o Roberto para, se atira na cama de volta, só que de costas, e diz:

— Pode vir! — ele falou com olhos cheios de luxuria. — Vamos, eu to pronto!

Não precisou dizer de novo, porque eu logo entendi e me acocorei sob o seu corpo de frente para o rosto dele. O mastro do Beto já estava erguido, com velas e tudo içados, pronto para zarpar rumo ao paraíso. Há-Há-Há. Quando eu sentei aquele pau gostoso me rasgou por trás e por dentro.

O Beto pegou e puxou o meu corpo, em cima do dele, para mais perto dele. Ai nós começamos os movimentos de verdade. Eu cavalgava, e ele voltou a bater uma no meu pau. Enquanto ele me segurava com uma das mãos e, me masturbava com a outra, eu dançava, quero dizer, rebolava junto dos seus movimentos. E uma idéia meio doida me surgiu: eu comecei a piscar as minhas pregas anais. Isso, claro, o fez gemer mais alto.

Quanto mais eu dançava em cima do pênis dele, mais rápido ele gemia e apertava o meu pau e puxava e baixava a pele sob ele. Indo da ponta da cabeça ate em baixo, sendo quase dolorido, mas, ao mesmo tempo, excitante.

E finalmente, quando nem eu e nem ele agüentamos mais, ejaculamos. Uníssonos. Como um só. Como um casal que somos. Só que ele em baixo da camisinha dentro de mim enquanto que eu nos nossos travesseiros, na cabeceira da nossa cama e um pouco na parede atrás dela. Ele deu cinco ou quatro jatos de porra, já eu só três jatos.

Depois disso nós dois lambemos a gozada que escorria pelas nossas fronhas, e nos beijamos trocando o meu esperma, saliva e língua, tudo junto, dentro das nossas bocas. Em seguida nos deitamos na cama, ele comigo embaixo do seu peito. Naquele dia dormi, com as pernas entrelaçadas nas dele, sentindo as batidas do seu coração. Junto com as batidas do meu.

É em horas como esta que eu tenho a certeza de que nós somos um, com um coração, com um corpo.

Esse conto eu tinha imaginado a muito tempo, mas tinha deixado guardado na "gaveta" do meu computador e fuçando nele o [re]descobri esquecido coitado... das Muito obrigado a quem ler.

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Comentários

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Muito bom ! Comecei ler hoje... Parabéns. Aproveitando a oportunidade, quero agradecer pelos comentários em meu conto (garota Solitária)

Adorei ! Ah e você escreve muito bem , sabe como prender o leitor , sem falar que é muito excitante, parabéns sagitariano, tamo junto hahaha ♥️

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muito obrigado, gente... vou continuar sim, o incentivo de vocês é muito importante pra mim! <3

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