Casa dos Contos Eróticos

Um Garoto de Sorte 3

Autor: Jades
Categoria: Homossexual
Data: 06/12/2017 13:38:03
Última revisão: 06/12/2017 13:40:02
Nota 10.00
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Ouvi algo como o canto de pássaros na janela, abri os olhos e vi raios de sol lindos, dourados transpassando uma cortina de tecido translúcido de várias camadas. Confesso que senti falta da minha velha janela de vidro e ferro, sempre suja, mas lembrei que eu tinha dormido na casa de um cliente, e ele ainda tinha muito tempo para fazer o que quisesse do meu corpinho cuja parte favorita dele era a bunda. Fechei os olhos para voltar a dormir quando ouvi batidas na porta, discretas, mas firmes. Sete da manhã, eu não podia me esquecer de que estava ali a trabalho. Me espreguicei e ainda não tinha levantado quando ouvi as batidas novamente.

— Já vai! — respondi e bocejei a seguir.

— Se apronta e venha para o café.

— Ok.

Peguei minha mochila para ir ao banheiro, saí no corredor e não vi ninguém. Demorei bastante devido às necessidades matinais, escovei os dentes e tomei um banho rápido. Se ele queria que eu me aprontasse, eu estava pronto. Segui pelo corredor até chegar à sala de jantar e estava tudo vazio, ainda tinha coisas na mesa da noite anterior. Perdido, entrei por uma porta grande e cheguei na cozinha, não vi ninguém, nenhuma movimentação, mas vi uma porta aberta para a área externa.

Quando cheguei lá fora o sol me abraçou e eu precisei fechar os olhos até me acostumar, estava um dia lindo. De short e camiseta eu senti o calor gostoso da manhã e logo vi o meu cliente excêntrico sentado numa cadeira tomando sol e fumando. Ele fumava preguiçosamente e olhava divertido.

— Bom dia — disse, me aproximando devagar — Não tinha reparado que você fumava — o que eu detesto, mas não mencionei a ele.

Ele olhou para o cigarro, sorriu e depois olhou para mim. Seus olhos eram astutos.

— São sete e trinta e cinco.

— Pois é, mas você disse pra eu me aprontar, então eu demorei...

— Tá com fome?

— Opa, tô sim.

Ele levantou, jogou o que restava do cigarro fora e chegou até mim, me olhou de cima a baixo e passou a mão na minha bunda.

— Vem, temos café.

O acompanhei pela lateral da casa até que chegamos perto de uma piscina não muito grande, mas bem bonita. Ao lado dela tinha uma mesa de madeira redonda coberta por um guarda sol enorme e branco circundada por cadeiras de madeira dobráveis. Na mesa tinha uma variedade incrível de frutas, sucos, pães, bolos e frios, tudo arrumadíssimo em cestas e bandejas, como as que são entregues pelas casas especializadas.

— Que vista bonita! — denunciei meu entusiasmo.

— Pra nós. Gostou?

— Claro, muito bom.

Ele sentou numa cadeira e me indicou a outra em frente. Começamos a comer em silêncio, mas de vez em quando ele me observava. Revolvi quebrar o gelo.

— Então Chefe, o que vamos fazer nesse longo dia?

— Hoje vamos ficar aqui, o dia todo.

— Hum, legal.

O Chefe estava mais calado do que na noite anterior, parecia até mais velho, sei lá, acho que a luz do dia mostra mais do que gostaríamos. Quando me senti satisfeito, me estiquei todo na cadeira, mas meu cliente me convidou a deitar numa espreguiçadeira enorme, também de madeira trabalhada, à beira da piscina. Sem muitas palavras ele pediu que tirasse a roupa e ficasse apenas de cueca, depois puxou uma cadeira para perto de mim e ficou me apreciando, eu acho. Na sombra ainda estava frio, mas no solzinho da manhã estava gostoso e uma dose de vitamina D só me faria bem.

— A piscina foi limpa ontem, gostaria que você aproveitasse — ele comentou depois de algum tempo.

— Mais tarde, pode ser? Agora deve estar frio.

— Claro, claro. Eu vou pegar uma coisa lá dentro, fique aqui, eu volto em poucos minutos, ok?

— Tá bem.

Fechei os olhos e fiquei curtindo preguiça, me virei de lado para o sol alcançar umas partes mais escondidas e nem percebi quando o homem chegou perto e me deu um selinho.

— Quando quiser protetor solar, me fala, eu passo em você.

— Olha só, que cuidado! Mais tarde a gente cuida disso.

Falei de olhos fechados mesmo, por causa do sol. Quando os abri, o vi com notebook e uns papeis na mão.

— Ué, vai trabalhar?

— Pois é, sou um homem muito ocupado.

— Enquanto isso eu posso ficar aqui na piscina?

— Fica sim. Ela está aí e ninguém usa mesmo, vou gostar de te ver nela.

Nessa hora me veio uma pergunta na ponta da língua, mas eu guardei para mim. O cliente queria o meu corpinho e não a minha opinião ou curiosidade. Mudei de posição na espreguiçadeira, quase cochilei, deixei que o homem me passasse protetor pelo corpo todo com as mãos cheias de segundas intenções, e quando o sol esquentou demais eu fui para a água. Estava uma delícia, limpinha e apesar de não ser grande, dava pra curtir legal. O Chefe só olhava, e em alguns momentos ele ficava totalmente concentrado no trabalho. Saí da água algumas vezes, reapliquei o protetor no rosto, comi da mesa de café que permanecia à minha disposição e quando vi o sol já estava no meio do céu.

Vi que o Chefe atendeu uma ligação, depois chegou perto de mim e perguntou se eu já estava cansado de piscina. Eu disse que sim e ele me indicou um banheiro externo para tomar banho. Me fez deixar a porta aberta e ficou olhando enquanto eu cuidava do meu cabelo. Também não parou de olhar quando eu tirei a cueca.

— Você ficou coradinho — ele comentou tocando no meu rosto.

— Eu tava precisando mesmo de um sol.

— Não costuma ir à praia? O mar é logo ali.

— Pois é, preguiça de acordar cedo nos finais de semana.

— Preguiça é uma coisa que não faz bem a ninguém. Larga dela.

— Valeu pelo conselho.

Ele riu e começou a me beijar. Eu estava de toalha apenas, minha pele estava fria e a dele estava quente, tanto pelo sol quanto pela excitação que dava pra sentir no short. Me beijava passando as mãos pelo meu corpo, depois começou a beijar o meu pescoço.

— Quer sair para almoçar? — ele perguntou ainda com a boca em mim.

— Quem é o chefe aqui? Você que escolhe onde vamos comer.

— Não, eu escolho onde e quando vou te comer. Quanto às refeições, você pode escolher.

— Sério? Se quiser ir a algum lugar, o risco é todo seu.

— Vamos num restaurante então. Gosta de peixe?

— Sou fã não, prefiro uma picanha.

— Tá certo então, vamos comer uma picanha.

Vesti a roupa com a qual eu tinha chegado e fomos a um restaurante muito chique. Lá dentro era até discreto, as mesas ficavam longe umas das outras e nós dois almoçamos como se fôssemos amigos. Não demoramos muito e voltamos pra casa dele onde escovamos os dentes e deitamos na cama. Aquela preguiça pós-almoço. Eu comecei a bocejar, ele me puxou para si de forma que fiquei sobre um braço dele, me fazia carinho e às vezes me beijava. Era legal, mas eu queria que a hora avançasse e ele me liberasse para ir embora, claro, com o meu pagamento e meu bônus. Dormi em pouco tempo.

Nem sei quantas horas passei dormindo, mas devem ter sido muitas, pois quando acordei tive a impressão de que a tarde já estava avançada. Estava sozinho no quarto, esperei alguns minutos pra ver se o homem aparecia, mas como não apareceu eu fui ao banheiro e tranquei a porta para ter mais privacidade. Quando saí ele estava lá, sentado na cama e tomando uma taça de vinho.

— Oi, Chefe.

— Oi. Pelo visto você falava sério quando disse que tem preguiça, não é?

— Ah, desculpa. Mas o que eu poderia fazer? Cama depois do almoço...

— Tudo bem. Quero que esteja bem descansado essa noite.

— Uau!

— Quer vinho?

— Não tem uma cervejinha?

— Vou pegar para você.

Ele buscou várias latinhas e colocou no frigobar, abriu uma e colocou o conteúdo numa taça de vinho. Brindamos.

— Você é uma boa companhia — ele disse sentando na beirada da cama.

— Que bom que está gostando. Me diga o que posso fazer para te agradar.

— Daqui a pouco quero testar a sua performance, aquela que você faz propaganda na sua página.

— Garanto que vai gostar.

Ele bebeu todo o vinho e pôs a taça numa mesinha lateral.

— Não se preocupe em me fazer gostar, é bem provável que eu não goste. Quero que continue firme, independente de qualquer coisa. Consegue?

— Claro — respondi, mas senti um aviso estranho no ar. — O que pode acontecer, pode me dizer?

— Bem, pode não acontecer nada, mas pode acontecer alguma coisa. Pode aparecer alguém...

— Alguém pra festa ou alguém para estragar a festa?

— Alguém que vai estranhar a festa, mas espero que você tenha uma boa atuação. Não vou te dar mais detalhes para que não fique ansioso. Vamos aproveitar de toda forma.

— Do jeito que quiser... Chefe!

Terminei a cerveja e pus a taça onde já estava a dele. Subi na cama devagar e comecei a beija-lo no peito, na barriga, nas coxas. Ele me olhava nos olhos, mas eu não me intimidava mais, sustentava o olhar até quando ele quisesse. Ele tirou a camisa e desceu o short que usava para que eu pudesse chupa-lo, e eu fiz isso de forma calma, caprichada, sempre mantendo aquele olhar matador que ele me ensinou. Ele segurava o membro para que eu o chupasse, depois foi me puxando para cima, para me beijar na boca. Dessa vez ele não me dominava, me deixava tomar a iniciativa, sempre deitado de costas, e nós ficamos nos amassos até o momento em que ele pôs uma camisinha e um lubrificante na minha mão.

— Ainda quer aquele bônus?

— Opa! Tenho muito interesse.

— Então seja convincente no momento certo — e se virou de bruços.

Confesso que o ar de mistério me deixava ansioso, mas eu tinha um trabalho a fazer e missão dada é missão cumprida. Tirei todas as peças de roupa que restavam em mim e em meu cliente, me sentei sobre as coxas dele é já devidamente protegido comecei a pincelar a bunda dele. Acariciava devagar, experimentava com o dedo, quando ele se retraía, eu me deitava sobre ele para beija-lo nas costas e assim ele relaxava. Com calma fui preparando o homem e em dado momento ele me permitiu penetrar alguns centímetros. Senti que ele estava sofrendo, parei, beijei-o nas costas e nos ombros, esperei que ele se acostumasse e quando começava a forcar novamente aconteceu o que ele vinha me alertando: uma mulher entrou no quarto, toda tranquila, carregando umas bolsas.

— O que está acontecendo aqui? — ela gritou soltando as coisas no chão.

A mulher, uma loura de pose de modelo, mas de presumíveis quarenta anos de idade nos olhava com os olhos esbugalhados, enquanto meu cliente apenas suspirava de cabeça baixa. Eu, sem saber bem o que fazer, permaneci na mesma posição em que estava, duro como uma pedra — o resto do corpo, que fique bem claro — o tesão tinha corrido à léguas. Depois de um tempo de inércia, o Chefe se mexeu e começou a se levantar. Procurou o short no chão e vestiu rapidamente, eu puxei a ponta da colcha e cobri apenas as partes principais. Evitava olhar para a mulher, mas sabia que ela estava anestesiada, na certa aquela cena não era corriqueira por ali.

— O que é isso, Guilherme? Você enlouqueceu? — ela quase gritava — Quem é esse moleque?

Encolhido e envergonhado, eu pude ouvir o nome do Chefe, era Guilherme. Um bonito nome. Ele murmurou qualquer coisa, não ouvi o que era, e tentou convencer a mulher a sair do quarto. Mas quando ele se aproximava, ela gritava.

— Não chega perto de mim!

Sei que em pouco tempo eles saíram e a porta bateu com força. Esperei um minuto com o coração aos saltos e já ia levantando da cama pra me vestir quando a porta se abriu com suavidade. Olhei assustado e era o chefe, ou melhor, o tal Guilherme.

— Não se assuste com isso, ok? Tá tudo bem, eu já volto.

— Acho melhor eu ir embora enquanto é cedo.

— De forma alguma! A não ser que você queira, mas está tudo bem. Fique aí, a gente continua depois, eu volto em pouco tempo.

Fiquei parado ainda na cama, depois levantei e me vesti. A situação era chata e muito esquisita, apesar do meu cliente parecer tranquilo. Tive medo de que rolasse um assassinato, ou uma agressão grave e o pobre aqui se ferrasse de vez, mas não ouvi nada se quebrando, nenhum grito, nenhum tiro, nada. Apenas alguns ruídos distantes e depois o silêncio. Era um alívio, mas por outro lado a espera era enervante, parece que o tempo não passava. Sentei na cama e fiquei balançando as pernas, algum lugar da minha consciência dizia que o melhor era dar o fora dali, mas eu preferi esperar pra ver o que ia rolar. Cerca de quarenta minutos depois meu cliente voltou, estava acanhado, mas parecia bem. Entrou calado, deixou a porta aberta e sentou ao meu lado.

— Se assustou?

— Não muito. Mas isso foi tudo planejado? — perguntei sem olha-lo.

— Mais ou menos — ele disse, me tocando carinhosamente na minha perna — Não se preocupe com isso.

— E ainda precisa dos meus... hã... serviços?

— Ora, por que não? Não combinamos quarenta e oito horas?

— Sim, é que me parece... Aliás, cadê a mulher?

— Ela tem um belo apartamento, carro, cartão de crédito, tudo. Mas ela queria um motivo, eu dei um bom motivo, não dei? Vai ser o meu quarto divórcio, se deus quiser.

— Pra ela querer se separar?

— E para não sugar demais do meu patrimônio.

— Entendi, mas por que fazer uma coisa que você não curte?

— Ah, de fazer o passivo? — ele riu alto — Achei que ia soar mais convincente.

— É, deve ser...

Ele tirou a camiseta e deitou na cama, me indicando o travesseiro ao lado. Permaneci sentado por mais um tempo, ainda sem clima. Não me sentia à vontade. Depois acabei deitando onde ele mandou.

— Você se saiu muito bem — ele comentou, se virando de lado e passando uma perna sobre mim.

— Sério? Que bom, então.

— Sabia que ainda temos quase vinte e quatro horas? — e sorriu safado, me beijando o pescoço e subindo a minha camisa.

— É mesmo, né. E o que vamos fazer nessas vinte e quatro horas?

— Adivinha? Trepar, claro!

Rimos.

— Não vamos ter mais nenhuma surpresa, agora é só a gente — e começou a lamber o meu peito.

— O que acha de continuar de onde paramos? — sugeri.

Ele levantou a cabeça e me olhou nos olhos. Os dele estavam brilhantes e sorridentes.

— De onde paramos? Nem pensar! — e me virou de bruços, tirou toda a minha roupa e caiu de boca na minha bunda.

E o resto eu acho que nem precisa de descrição, a coisa foi foda, literalmente. Quando terminamos a festa, algumas horas depois, tive dificuldades até em sentar para comer um lanche, embora tenha tentado disfarçar. Tomamos banho na suíte dele mesmo e dormimos juntos, exaustos.

xxContinua...

xxOlá, como vão? Espero que estejam gostando do conto :)

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Rafael Guimarães. : Demorei não hehehe. Mas talvez eu demore um cadinho no próximo, pois estou levando o notebook pra manutenção :D Fico feliz de te ver por aqui.

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Chria : Vai ser longo mesmo hahaha. Plágio é o fim, espero que não aconteça mais.

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Pppdobom : :D

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raftxv : ^^

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Kalvin4 : kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Que isso, moço. Eu só escrevo ficção, tudo ficção. Mas o legal da narrativa em primeira pessoa é isso, dá a impressão de ser verdade.

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The owl : Não abandonou, só sumiu hahaha. É bom te ver por aqui ^^

Comentários

07/12/2017 11:42:40
Gostei bastante do seu conto rsrsrs
07/12/2017 00:43:57
Novo site galera! Visitem! contos e muita putaria https://kxcontos.blogspot.com.br/
06/12/2017 21:04:37
Exatamente! Te leio e vejo a cena como em um seriado de TV. Muito bom, continua logo!
06/12/2017 15:54:38
quarto divorcio?! Alguém não aprendeu a lição! kkkkkkkkkkkk'
06/12/2017 14:21:09
Eu realmente não esperava isso kkkkk ta parecendoo mais novo) cara hora uma surpresa. Vou te dar 5 estrelas (Black Mirror)
06/12/2017 14:04:28
Que conto misterioso hein. Aliás, vc é boa em escrever histórias assim hahaha e as escreve tão bem!

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