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QUANDO UM MENINO SE TORNA UM HOMEM. 13

Categoria: Homossexual
Data: 06/11/2017 16:00:21
Última revisão: 13/11/2017 03:05:51
Nota 10.00
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Os dias iam passando e finalmente chegou o dia de estagio dos alunos. Até que pro primeiro dia tudo correu bem, os alunos pegavam pesado no trabalho, davam banho de leito em pacientes de condições precárias, se contasse aos leitores o que vemos e o que temos que cuidar nesses hospitais públicos, com certeza muitos de vocês vomitariam de nojo, enfim... Tudo transcorreu na maior tranquilidade. Saímos do hospital pela tarde, Leandro perguntou se iria fazer alguma coisa na parte da tarde. Eu disse que não, que iria descansar um pouco pra a noite dar aula pra turma do primeiro período do curso, ele me convidou pra tomarmos uma cerveja; e da cerveja acabamos esticando até em casa. Eu ia descansar, mas bem... Me cansei ainda mais, pois a foda começou na sala, passando pelo quarto e terminando no banheiro. Leandro era insaciável, quanto mais trepava, mais tinha vontade de fuder. E eu adorava isso. Com certeza ele era muito melhor de cama do que Gabriel. E por falar nele... Eu continuava sem notícias, ele tinha realmente, desaparecido, nem mais um sinal de vida ele deu. E a cada dia estava ficando mais e mais convencido de que tinha que tocar minha vida. A noite dei minha aula, continuei levando minha vida, Dani agora já estava com três pra quatro meses e começava a botar uma barriguinha, a ultra deu que era um menino, ajudei ela a escolher o nome do menino que seria Thiago. Ela gostava desse nome. E eu apoiei, acho Thiago um nome bacana mesmo.

Uma noite sonhei com minha mãe querendo me dar um abraço, acordei e pensei em procurar pelos meus pais; fiquei com aquela ideia na cabeça, fui trabalhar, no dia seguinte teria que dar estágio pros alunos e depois que saísse, poderia da uma esticada de carro até onde eles moravam, e assim passei o dia trabalhando e remoendo essa ideia na cabeça. No outro dia o safado do Leandro já queria ir pra minha casa, mas disse que tinha um compromisso, fui no meu carro dirigindo até chegar na Pavuna, entrando pelas ruas do bairro, tudo parecia igual de quando sai de lá a dez, onze anos atrás. Poucas coisas mudaram,as mesmas casa, nas mesmas ruas, algumas pintadas já com outras cores, mas tudo estava ali, minha mente voltava no tempo de quando ainda era o menino de 17 anos cheio de sonhos na cabeça, terminando o ensino médio. Parei o carro na frente da minha antiga casa, saltei. Vi a casa imponente, agora pintada de verde claro. Cheguei ao portão, ainda tinha a mesma campainha, olhei pra dentro, não vi mais as plantinhas da minha mãe na varanda, tudo vazio. A frente da casa parecia descuidada com folhas e poeira, nas escadinhas que subia em frente ao portão tinha folha e papeis velhos que foram trazidos por algum vento. Fui até a frente da casa e pelas frestas do portão grande de madeira, olhei pra garagem. Ela estava vazia e também suja, descuidada. Já não tinha mais o carro do meu pai. Me lembro que a dez anos atrás quando eles viraram as costas pra mim por descobrirem que era gay, meu pai nessa época tinha comprado um carro Gol. Ele sempre tinha carros populares, mas sempre novos, de tempos em tempos ele trocava de carro.

Voltei ao portão, pensei e repensei com a mão segurando a campainha e finalmente toquei, uma, duas vezes e voltei pro carro, fechei a porta e de dentro do carro dei uma última olhada na casa. Por segundos um turbilhão de imagens vieram na minha mente, vi no muro o garoto de 17 anos que esperava Breno passar com seu uniforme de escola. Vi o jovem rapaz de 18 anos, abrindo o portão para Gendson entrar, e namorar com ele as escondidas durante toda a tarde. Vi minha mãe chegando cansada do trabalho com bolsas de compra. E vi meu pai chegando de carro, e eu saltando de um carro dele ainda menino com minha mãe, tão linda e tão nova, naquele tempo. Tudo isso mais um monte de sentimentos misturados se passaram por mim em frações de segundos. As lágrimas já pingavam do meu rosto. Eu sequei elas, liguei o carro e sai descendo a rua, quando já ia virar a esquina dei uma ultima olhada pra casa pelo retrovisor e gritei dentro do carro quase jogando o carro encima da calsada. Vi uma senhora de cabelos grisalhos no muro olhando pra ver quem era, eu reconheci e gritei dentro do carro; "mãããeee"... Freie o carro na hora, respire por um minuto, olhei pelo retrovisor novamente e a figura da mulher no muro já tinha sumido, ela com certeza entrou novamente pra dentro de casa. Pensei em voltar, mas refleti melhor... Naquele momento, eu vi que tinha tudo. Me formei, tinha uma ótima profissão, ganhava bem em dois empregos, tinha dinheiro, um bom carro, um excelente apartamento bem montado, mas só não tinha eles, nunca mais teria. Perdi meus pais pra sempre... Resiguinado, liguei o carro novamente e segui, passando pelo centro da Pavuna para fazer o retorno e voltar pra casa vi uma mulher passando pela calsada com um enorme barrigão. Eu a reconheci, parei o carro e disse, quando ela andando vinha andando e chegando mais perto do carro:

-Maria de Fátima...

Ela ouviu e olhou pra dentro do carro, me vendo me reconheceu e disse: -Oi Renato, quanto tempo...

-Ta indo pra onde?

-Vou ficar aqui mesmo, vou pegar o ônibus pra ir pra casa, não da pra ir andando com essa barriga.

-Entra ai, te dou uma carona. (Maria de Fátima era a irmã de Gendson, que ele morava quando mais novo, ela foi algumas vezes na minha casa, sabia que ela não aprovava o relacionamento do irmão e queria me ver pelas costas, mas sempre me tratava muito bem e eu de igual modo tratava ela também muito bem, resumindo tanto ela como eu por amor a Gendson nos aturávamos e convivíamos em harmonia e naquele momento apesar de tudo fiquei com pena dela naquele sol danado que fazia e com um barrigão enorme ali na rua.). Ela entrou no carro eu sai e começamos a conversar:

-Nossa quanto tempo hein, Renato!

-Pois é Maria, e você como está...

-Há você se lembra do José meu noivo?

-Lembro sim...

-Então; eu me casei com ele, tivemos uma filha que já ta com três aninhos, se chama Taína. Uma sapeca e agora vem um meninão ai.

-To vendo, e você já ta com quantos meses.

-Oito pra Nove, esse sapequinha aqui vem mês que vem.

-No mesmo mês que teu irmão, vai ser aquariano igual a ele.

Ela riu e disse: -É por isso que quero por o nome do meu irmão nele.

-Vai se chamar Gendson?

-É... mais ou menos, porque o pai queria que tivesse o nome dele também, então resolvemos que ele vai se chamar José Gendson.

-Nossa mais vai ficar muito bonito esse nome, eu gostei e é uma homenagem bonita ao seu irmão.

-Pois é! Quando nascer minha vizinha Lurdes vai batizar ele, mas ainda não temos padrinho, José queria dar pra um colega dele do trabalho, mas eu não quero muito porque essa coisa de dar criança pra ser batizada por estranho não é legal. Você bem que podia batizar ele, você viveu com meu irmão, ele te amava tanto, você é quase um tio dele...

-Eu!!! (Falei tomando um susto).

-É! -Mas se não quiser, tudo bem eu intendo...

-Não, que isso! Seria uma honra...

-A pois então! -Tu será o padrinho bichinho...

Sorri e agradeci, parando o carro já dentro da favelinha na porta da casa dela. Antes dela saltar nos despedimos com ela me dando um beijo no rosto fui retribuir e minha mão parou encima da barriga dela, na mesma hora a criança chutou e chutou novamente bem forte. Ela espantada disse:

-Olhe só, que danadinho! -Isso aqui é tão preguiçoso, mas foi só você por a mão na minha barriga que ele se manifestou. Ponha de novo, ponha homem!

Eu pus e o danado do bebê, chutou e chutou, parecia se saracutiar dentro dela, porque foi parar até na lateral da barriga dela próximo do meu lado, dava pra ver o ovo na barriga.

Ela abismada disse:

-Ta vendo homem! -Ele gostou de tu mesmo, num tem como ser outro padrinho.

Eu sorri agradecendo, troquei telefone com ela e prometi que ia ver com médicos amigos meu pra arranjar um lugar com todo assistência pra ela. É claro que não poderia colocar ela em um hospital particular, ela não tinha dinheiro e nem plano de saúde pra isso, mas tinha muitos amigos médicos que trabalhavam em hospitais públicos e se não tivesse grandes conforto, pelo menos toda assistência no parto ela teria.

Os dias foram passando e Maria de Fátima agora parecia ter se tornado minha "amiguinha"; entrou no meu face, curtia minhas coisas, me mandou zap com fotos de coisas que comprou pra enxoval, eu prometi dar a saída do bebê pro meu afilhado. E ainda tinha o da Dani que também seria padrinho, mas o dela ainda faltava alguns meses. O certo que dentro daquele ano ganharia dois afilhados, um no começo do ano e outro mais pro fim do ano.

No dia seguinte eu ia levar os alunos para o estágio, tudo começou bem, era dia deles irem aos leitos novamente e alguns pro CTI, a turma foi dividida, eu estava supervisionando o povo no CTI e quando vi que estava tudo tranquilo fui aos leitos ver como meus alunos estavam se saindo. Chegando lá olhei um, olhei outro, fui até Leandro que estava cuidando de um rapaz muito, mas muito magro quando cheguei perto gelei dos pés a cabeça.

Leandro cuidava de Gabriel, muito abatido de olhos fechados não me viu, apesar do aspecto cadavérico, eu o reconheci, chamei a técnica de plantão do próprio hospital. Pedi a Leandro que fosse ajudar uma outra colega que estava tendo dificuldades com uma senhora gorda acamada. Eu voltei com a técnica e perguntei, o que tem esse paciente aqui? Ela me olhou curiosa mas não respondeu nada, só me entregou o prontuario dele, olhei e vi o nome dele, não tinha como negar era realmente Gabriel ali, estava com infecção generalizada, apresentava quadro de desnutrição aguda, e tantas outras coisinhas que teria que fazer uma série de especificações pra vocês leitores.

Resumindo, ele não tinha doença grave, como câncer ou Hiv, mas a saúde dele estava bastante debilitada e naquele hospital público onde nem gases tem, que dirá remédios pra ele tomar, ele iria morrer ali mesmo. Fui atrás do médico de plantão e pedi que prescrevesse uma receita pra ele, pra que pudesse comprar os remédios pra ele, eu sabia o que ele podia tomar, mas como sou formado em enfermeiro e não médico, eu não posso prescrever uma receita. Na prática até posso, muitos colegas fazem isso, mas é arriscado e posso perder meu Coren se fosse pego alguma receita prescrita por mim. Sendo assim... Pedi uma das minhas alunas que fosse comprar os remédios numa farmácia que tinha bem próxima e quando ela chegou eu mesmo fiz a medicação, acordei ele, ele fraco bem fraco me reconheceu, deu um sorriso amarelado e me chamou bem fraquinho:

-Renato!!

-Calma amor, fica calmo! Estou aqui pra cuidar de você agora...

Ele sorriu e disse : -Obrigado, eu te amo.

-Também te amo, fecha os olhos descansa amor.

Ele fechou, tinha febre alta, mas sabia que dali a uns poucos minutos a febre já iria passar, já tinha colocado a medicação no soro dele.

Lendro me chamou, olhei pra ele e só então me dei conta de que estava no meio de duas pessoas da minha vida.

Olhei pra direita; e vi Gabriel deitado de olhos fechados; e ali estava meu passado.

Olhei pra esquerda e do outro lado; estava Leandro sorrindo pra mim; e ali estava meu presente.

E agora, o que eu faço? -Pensei...

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Roda a vida,

Gira o Mundo,

Na reta final, muitas surpresas e emoções nos capítulos finais de: QUANDO UM MENINO SE TORNA UM HOMEM.

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E vem ai ↪️"REVELAÇÃO":↩️

"Achamos o corpo dele e seu documentos estavam caídos próximo ao local.

-Mas isso é impossível, é bem verdade que meus documentos sumiram, mas eu não matei esse homem.

-Não! -Então doutor Pedro Figueredo, como o senhor explica sua carteira com seus documentos próximo ao corpo?"

Um assassinato,

Um inocente,

Um amor...

Tudo isso em: ↪️"REVELAÇÃO"↩️; breve aqui na CDC...

Comentários

08/11/2017 20:27:39
vinicius: que bom q ta gostando querido.
08/11/2017 12:08:22
Nossa isso e muito... Separativo digamos ...o conto ta ótimo adorei
06/11/2017 22:34:25
Lipe*-*: Uma árvore de natal na cabeça do Gabriel? Como assim? Eu nunca trai ele, foi ele quem me traiu. O caso com Leandro eu já estava separado dele.
06/11/2017 22:31:58
VALTERSÓ: Gostar de sofrer, ou ter um coração grande aponto de ter pena dele naquele momento.
06/11/2017 21:07:55
O que o Gabriel fez foi mt Hard tipo traiu alguém que deu tudo a ele de pequeno até a fase adulta, deu sangue e suor, e o guri foi lá e na carência e recaída vai e trai. Magina se tivessem se conhecido recentemente, estaria uma árvore de natal a cabeça do gabriel
06/11/2017 20:59:43
Futuro olha pro futuro pelo amor de deus
06/11/2017 19:14:17
GABRIEL DEVE ESTAR COLHENDO O QUE PLANTOU. VC PARECE TER TIDO UMA RECAÍDA AO CHAMÁ-LO DE AMOR. COMPLICADO ISSO. COMPLICADO FALAR ISSO COM QUEM APRONTOU COM VC. PELO JEITO VC DEVE GOSTAR DE SOFRER.
06/11/2017 16:45:38
nayarah: Então até ai eu estava reencontrando ele, nem eu sabia o que ouve com ele e porque ele foi parar naquele hospital, no próximo capítulo eu vou poder explicar isso...
06/11/2017 16:18:59
Um mas o que houve com o Gabriel esse tempo todo.......

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