Casa dos Contos Eróticos

CDL - Hétero até o dia em que a TARA em CU mudou minha vida!

CLUBE DE LOLITOS IV - FINAL. (Ou "Hétero até o dia em que a TARA em CU bateu FORTE! 4")

Eu fui hétero até o dia em que a TARA em CU bateu FORTE! Três vezes! Se tem algo que posso afirmar com certeza é: eu, Marcos, não sou mais o mesmo. Já havia contado antes, não sei quem chegou a ler sobre, mas pra resumir, como o próprio nome sugere, eu era só mais um cara comum, com namorada, mas tão viciado em cu que acabei me envolvendo com três viados diferentes: meu chefe, um vizinho e o filho de um sócio na empresa. O Fe, o Vinícius e o Pedrinho, respectivamente. Apesar de morarmos na mesma casa, estava tão distante da Camila, minha namoradinha, que acabei ficando carente demais e não hesitei em comer cada um dos três. Ela vivia fazendo plantões no hospital onde trabalhava, sempre muito devota à profissão. Eles viviam fazendo plantões de raba na minha cara, eu já sem atenção e sempre de pau durão, viciado numa bundinha pra cima. Então não teve jeito, me rendi, eu e meu caralho. Sou o Marcão e, pela quarta vez, venho contar das incríveis voltas que o mundo dá. Mas vai ser a última, na intenção de enterrar aquilo que nasceu, cresceu, reproduziu e, agora, vai morrer: o Clube de Lolitos. Mas não existe preocupação, os fins são sempre outros começos, só depende do ponto de vista. Aqui vamos nós.

O Fe foi o chefe marrento que eu custei a comer, mas comi. Exigente, mandão, tentou me controlar e entrou na vara no meio do happy hour, mas não foi o primeiro e só rolou uma vez. Depois teve o Pedrinho, que era filho do Omar, um coroa emburrado e com uma cicatriz no olho, sócio desse mesmo chefe na empresa onde trabalhávamos. Rabudo e cínico, quis ser currado na cadeira onde o pai trabalhava, só pra ter uma noção do nível de piranho do filho da puta. Quase fomos pegos, mas isso só aumentou o tesão. Não durou muito também, ele e o pai saíram logo da firma e o contato acabou de vez. O primeiro de todos, aquele que estreou meu corpo e minha mente no sentido homossexual da coisa, foi o Vinícius, filho de uma vizinha que morava na minha rua. Lembro até hoje de quando saí pro trabalho e o vi no portão pela primeira vez, como se espiasse curioso pelo lado de dentro.

- Bom dia, moço.

- Bom dia, moleque.

Um tom de quem parecia não querer passar a impressão de assalto ou periculosidade, tentando esconder a ponta do baseado ainda acesa na mão, mas com os olhos vermelhos de chapado. A rua vazia e só um moleque ali na espreita, além do sereno matinal e das nuvens cobrindo o céu do inverno. O boné na cabeça, o corpo moreno no uniforme de escola pública, mas nada que me chamasse atenção. Passou a ser normal aquela presença diária, até o dia em que fiquei encaralhado, mais de não sei quantas horas controlando uma ereção contínua e descomunal, estava subindo pelas paredes, ainda saí de casa de manhã e esqueci da porra da cueca. Sozinho em casa, ele chamou com a desculpa de que tava procurando bola, uma chuva fininha, a rua vazia como sempre.

- Bola por aqui, moleque? Tem certeza?

- Sim, "tio".

O risinho que me abriu as portas pro universo da putaria entre homens. Vinícius, o primeiro. Nas reuniões com os amigos que já compartilhavam seus segredos, não hesitei e fiz o mesmo, até porque não era o único envolvido e que tinha mulher, por assim dizer. Aí a ideia de um encontro surgiu e, sem pensar muito em como tudo aconteceria, deixei rolar. O contato com o Vinícius continuava, ele aceitou e fomos.

No dia combinado no sítio do meu amigo Betão, fui bem tranquilo e meio animado pela putaria que iríamos armar. Botei camiseta com os braços morenos de fora, bermuda, chinelos e o cavanhaque no ponto. Combinei com meu pai de pegar o carro emprestado e fui com o Vinícius, ele sempre na dele, de boné, uma espécie de macacão jeans e a feição de sério que me deixava um tempo o olhando, como se esperasse por um sorriso. Chegamos no fim da tarde e qual foi a maior de todas as surpresas? Júlio, um de nossos amigos do grupo, viera acompanhado pelo Pedro. O mesmo Pedrinho, viado branquinho e rabudo, filho do meu ex-sócio. Depois de irem embora, nunca mais nos esbarramos e ali estava ele, de mão dada com outro macho. Que putinho!

- Olá, Pedro!

- Vocês se conhecem?

Júlio ficou visivelmente inconformado, como se não aceitasse a ideia. Franziu a testa e a careca reluziu.

- Mais ou menos.

Pedro falou rápido pra tentar despistar o clima desnecessariamente amistoso que ficou no ar. Enquanto isso, sentia a mão do Vinícius suando na minha, mas não ia ter briga, mesmo o Julhão com cara de puto. Os outros convidados foram chegando e nós dois tomamos um ar do lado de fora antes de ir até a reunião na sala.

- Tá tudo bem? - perguntei.

- Sim.

Ele encarava o céu escuro, o olhar longe antes de encontrar o meu e virar o rosto na minha direção.

- Tem certeza?

- Tenho, porra! É um questionário?

E rimos. Sempre rolava uma patada antes da risada, a graça era essa.

- É que você parecia nervoso..

- Foi só uma falta de ar. Já passou.

Com certeza era uma desculpa.

- Vamo entrar?

- Bora.

Caminhamos em direção à sala a tempo de pegar o começo da explicação do Betão sobre o que fazíamos ali e o tal Clube de Lolitos, que era seu mais novo xodó. Fomos pro cantinho em silêncio, escutando cada um se apresentando, até chegar na nossa vez. Aí, senti Vinícius vibrando outra vez.

- Não tem problema se não quiser fazer isso. - sussurrei.

- Tudo bem, eu consigo.

Mas fomos interrompidos pelo Júlio, que insistia em me olhar com aquela cara de bunda dele.

- Eu sou o Júlio, vocês já sabem..

E começou. Até que o Pedro seguiu.

- Bom, eu sou o Pedrinho, fui ex-funcionário do Júlio e também já trabalhei pro Marcos.

Assim que escutei meu nome, o encarei imediatamente. Não estava acreditando que o puto sumiu de vez e agora ainda tinha a audácia de me citar em seu discurso de apresentação naquele grupo. Agora lembrava de mim? De rabo de olho, percebi Vinícius me olhando também, apreensivo.

- Que foi?

- Cê conhece ele?

- Sim, mas nada de mais.

Pior de tudo, era a insistência do Julhão em manter a carranca. O que o coroa tinha a ver com aquilo tudo? Sua competitividade era irritante.

- Eu não sabia se o coroa curtia ou não, até mandar uma foto do cuzinho pro safado no meio da madrugada e ele ficar galudo.

O Pedro terminou de falar como se eu nem estivesse ali ouvindo toda aquela putaria. Que viado safado! Aproveitei a deixa e me apresentei, querendo terminar logo aquilo e conversar com o Vinícius.

- Eu sou o Marcão, amigo do Roberto. Como o Pedro disse, já trabalhamos juntos, mas foi por pouco tempo.

Reforcei pra deixar claro.

- Eu não sou casado e nem sou tão coroa quanto vocês, só tenho 31. Mas podem apostar que tara em cu é comigo! - completei.

Com exceção do Júlio, a galera riu e o clima melhorou outra vez.

- É você. - disse.

Curto e grosso, do jeito que provavelmente só eu conhecia, ele foi certeiro no quão envolvido estaria com o grupo.

- Meu nome é Vinícius. Fora conhecer o Marcos, eu não tenho nada a ver com vocês.

O olhar completamente desinteressado em qualquer um ali presente. Betão riu.

- Ah, eu duvido que não tenhamos nada em comum. Você tem cara de que fuma um!

Fiquei assustado com o palpite certeiro, mas ri.

- Fumo sim.

E forçou um sorriso.

- Ah, eu sabia! Cê podia conseguir uns pra gente, né?

- Sem problemas.

Na mochila que trouxe, vários baseados já enrolados. O moleque estava preparado.

- Mas..

Tornou a falar.

- Não vai passar disso, velhote.

E Betão começou a rir.

- HAHAHAHAHAHA! Tudo bem, garoto!

Só então comecei a sacar um pouco das intenções do Vinícius em topar vir comigo pro Clube. Ele não ia ser escravo ou submisso a ninguém ali, só parecia querer um lugar pra fumar e ficar na dele, ou junto comigo. Sendo assim, ficamos um tempo no meio da galera, bebendo, fumando e presenciando todas as safadezas ocultas que aconteciam, mas sem comentar nada na frente deles. Assim que percebi que a putaria ia começar, o Vinícius me puxou pela mão e fomos pra um dos quartos de hóspedes, onde estavam minha bolsa e a mochila dele.

Entramos e fechamos a porta. Ele sentou numa cama de solteiro e eu na outra. Longe do restante, agora sim parecia mais animado, tanto é que virou o boné pra trás. O rosto moreno não era tão sério quando estava na luz.

- Você viu o que eu vi? - perguntou.

- O que?

Achei que se referia ao Pedro, que tinha a maior de todas as rabas e que parecia uma cadela obediente ao lado do Júlio, um coroa casado.

- Esse teu amigo! Olha que ideia absurda, a dele!

Nem parecia o moleque de 18 anos quando falava de algo que estava interessado. Observador e astuto em detalhes.

- Esse Clube, né? - meio que perguntei afirmando.

- Exatamente! Tá na cara que isso vai dar em merda, Marcos!

Não entendia bem seu ponto, mas desconfiava da mesma coisa.

- Você acha?

- Viu a maneira que o Júnior falou do filho do teu amigo Roberto? Com certeza vai dar merda!

Eu ficava tão na do garoto quando ele falava bastante, porque lembrava que era só na minha frente que o via assim. Até quando a Camila apareceu uma vez, ele ficou na dele, totalmente inerte à situação, ao meio, como se fosse um objeto do ambiente.

- Você acha mesmo? - perguntei.

- É questão de tempo. Não dou duas semanas.

- E o Júlio, ein? Que otário!

E aí ele fechou o rosto. Desde quando viu o coroa pela primeira vez, a mão suou na minha e eu sabia que tinha algo de errado ali. Era uma pessoa que realmente o deixava nervoso.

- Ah, esse cara..

Abaixou o olhar em direção a um vazio inexistente entre nós.

- É um cuzão mesmo.

Passou um tempo curto e já ficou animado, tirando um baseado do bolso e acendendo.

- Aqui? - perguntei.

- Tem problema? Você se incomoda?

- Não, mas é que é fechado..

- Melhor ainda. É bom que tu fica chapado comigo.

Eu nunca tinha fumado maconha, mas sabia que ele estava sempre fumando e não me incomodava com isso, pelo contrário. Às vezes aparecia chapadão pra foder e era completamente devoto ao prazer nesses momentos, totalmente consciente de si e de seu corpo, de seus movimentos. Então eu quis retribuir.

- Acende então que vou fumar contigo.

- É sério? Não acredito!

De macacão jeans, cruzou as pernas sobre a cama e deixou os chinelos no chão. O boné pra trás, um sorriso no rosto, a barbinha começando a crescer. Pegou um isqueiro pequeno, acendeu o cigarro de maconha e deu duas tragadas fartas, soltando a fumaça densa no ar entre nós e me passando o beck.

- Quero ver, Marcos!

Sem hesitar, dei uma puxada e soprei a fumaça pra dentro devagar, com cuidado pra não tossir. Segurei pouco tempo e soltei, não sentindo absolutamente nada.

- Acho que não foi.

- É a primeira vez? - perguntou.

Antes de responder, dei mais duas.

- Sim.

- Então vai com calma, cara!

Foi só falar que o corpo aflorou. Parece que o ar ao redor era sentido em camadas diferentes, que tocavam toda a extensão da minha pele e causavam um formigamento delicioso. Olhava pro Vinícius e ele fumava olhando pra mim, meio que querendo rir de mim e da situação, mas nenhum de nós o fazia, só nos olhávamos. Na eternidade do momento, comecei a sentir uma sede absurda e levantei devagar, quebrando todo o tempo que parecia ser eterno, na intenção de buscar algo pra beber. Fui até a porta do quarto e abri. Ao sair, ouvi um barulho parecido com um gemido e olhei na direção da sala, dando de cara com o inusitado cenário cheirando a sexo. Além do Carlos e do Júnior trepando num sofá, Betão e Flávio fodiam na cadeira e, entre eles, Júlio estava de joelhos, enforcando o Pedrinho por trás, enquanto comia seu lombo de quatro com fúria e deixava o suor escorrer por seu corpo. Como se não bastasse ter que conviver com a raba do safado e vê-lo sendo cadela, agora presenciaria suas sessões de curra. Assim que me viram, tanto ele quanto seu machão se empenharam ainda mais em causar boa impressão.

- Hmmmmmm!

Júlio começou a gozar, mas não parou de meter e de bater no rabo do Pedro. Ele, por sua vez, rebolava mais e mais aquela traseira enorme de grande, toda marcada e suada.

- Isso aí, viado! Assim que eu gosto!

Tirou o caralho todo esporrado, bateu com ele no moleque e voltou a socar como se nada tivesse acontecido, com aquele ar de superioridade como se quisesse mesmo mostrar serviço. Até então eu tava paralisado, mas chapado e de pau durão por ver tudo aquilo diante dos olhos, incrédulo em como Pedro era uma vagabunda das boas. Dei meia volta e retornei ao quarto, fechando a porta.

Ao me ver, Vinícius riu e soltou a fumaça presa, como se já soubesse de tudo. Cheguei perto dele e revelei o caralho preto latejando de tesão por tudo que havia visto na sala, ainda dentro da bermuda. Ele riu e me encarou, transformando-se naquele ninfeto sério e sensual que só ele mesmo sabia ser, nem os outros ali chegavam perto. As sobrancelhas dando o semblante de certeza no que pensava e fazia, ele segurou firme o volume de pica e me masturbou lentinho. Eu tava tão encaralhado que fiquei na pontinha do pé com aquele movimento me conduzindo, indo da cabeça até o talo peludo. Parecia uma verdura na mão do moleque em crescimento.

- Se animou, foi? - perguntou.

- Talvez..

Olhei pra cima e me entreguei ao seu toque. Chapado pela primeira vez de maconha, sentia toda a mão envolvendo o cacete e o tragando num movimento contínuo e delicioso. O safado ainda deu uma lambida na mão pra pele escorregar certinho em cima da cabeça, deslizando num atrito sensacional que nem a boca do Pedro fazia.

- Hmmm! Que isso, Vinicinho? Andou aprendendo com alguém?

- Só se foi com você, seu puto!

Dei um riso e ele veio com a outra mão alisando meu peitoral e massageando de leve meu mamilo por baixo da blusa.

- Sssss! Fff

- Gosta, né Marcão?

- Se eu gosto? Olha aqui.

Segurando a mão dele com a minha, espremi a rola veiuda da base à cabeça, fazendo o filete de baba brotar e descer, tocando nossos dedos e grudando.

- Seu cafajeste!

- Será que o gostinho é bom? Prova só, pra tu ver!

Me olhando, ele arrastou a glande na parte áspera da língua e me deixou arrepiado, causando um frio na coluna.

- Hmmmm! mm

Sem aviso, engoliu tudo e aí eu gemi alto.

-AAAH! SSSSSS

Continuou o movimento sem parar, no talentinho, arrancando arrepios de mim. Era incrível a sinergia que nossos corpos compartilhavam, num ritmo e vibração comuns, que facilitavam o encontro. Em questão de minutos, eu tava era fodendo a boca do putinho, enquanto ele massageava meu físico e explorava meu corpo com as mãos. Até que não aguentei mais e ele sabia o que isso significava.

- Vai me comer, é?

- Só se você deixar.

Bati com a pica na bunda dele e pedi.

- Deixa eu entrar, deixa?

Fiz o pedido enquanto cheirava seu pescoço e mordia sua orelha, lambia sua nuca. Ele se encolhia de nervoso e tentava esquivar, mas eu insistia e ainda roçava a barba na pele quente e morena dele, que nem a minha.

- Deixa?

- O que eu não deixo?

- Hmmm, assim que eu gosto, Vinicinho!

Deitou de bruços na cama e eu deitei por cima dele, com cuidado porque tava sentindo tudo ao extremo, ainda no efeito da brisa. Posicionei o caralho babado na porta do cuzinho do meu amigo maconheiro e senti as pregas sequinhas interagindo comigo, brincando de arranhar a glande. Dominando-o por trás com os braços por baixo dos dele, tornei a pedir no ouvidinho.

- Relaxa pra eu poder entrar, vai?

Ele rebolou a bunda e foi facilitando, segurando meu braço que o envolvia. Fui deslizando pra dentro e já emendando um ritmo de foda naquele lombo apertado. Mesmo com a minha marca, o cuzinho era fechadinho e estava recém-raspadinho, do jeitinho que eu gosto. Tava tão lá dentro que sentia as bolas espetando nos pelinhos que tavam começando a nascer por ali, bem agasalhado e protegido. Pra preencher mais ainda, o movimento de rebolada contra minha virilha, que me fazia engrossar a vara lá dentro.

- Ssssss! Assim tu quer me ver gozar rápido!

E reduziu a velocidade, indo mais devagarzinho, mas não menos gostoso. Em cada ida e vinda, sentia o calor das pregas sendo impresso ao redor do pau, bem no talo, quase como se o marcasse. Pra completar, o safado ainda ficou brincando de travar o cuzinho conforme eu batia e quase fazia a curva lá no fundo da cucetinha. Era uma conexão tão profunda que talvez, só talvez, aquele fosse o melhor cu que já visitei até então, parecia feito na medida pra mim, pro meu corpo, meu cacete.

- Se continuar prendendo eu vou gozar, Vinícius!

- É pra gozar mesmo, porra! Goza em mim, Marcos!

Travei meus braços por debaixo de suas axilas e tomei controle de seu corpo. Só com os quadris, terminei de socar até sentir a caceta engrossando e ocupando todo o espaço disponível dentro do olho do cu do moleque.

- SSSSSSS!

- Hfffff! Mmmmm

A onda de calor saiu da coluna e espalhou pelo corpo. Sem espaço pra onde crescer, comecei a espasmar dentro dele, num êxtase físico completo. Naquele momento, não sentia dores ou cansaço pelo esforço, só prazer em seu auge, a ponto de torcer os dedos dos pés, entrelaçados com os deles. Nossas mãos se tocando, os dedos se envolvendo. Muita química!

- Caralho, Marcão! Que isso! Tu é um bicho!

- E tu é o que? Um bicho ou uma bicha!? - brinquei.

A gente ficou rindo do elogio e num clima gostoso de pós foda. Deitei na cama e o moleque deitou de frente pra mim, corpo a corpo, de cara no meu peitoral. Pelados, ele sentia meu suor e cheirava como se fosse necessário pra si, coladinho no meu peito. Eu sentia seu calor e ele o meu. Ficamos um tempo assim, nesse silêncio, até que ele reacendeu o baseado que começamos a fumar quando entramos e puxou um pouco da fumaça. Na hora de soltar, veio com a boca na minha direção e liberou devagar perto do meu rosto, cara a cara. Ainda inexperiente, tentei e consegui pegar uma parte e tragar.

- Tá aprendendo, Marcão!

Depois foi minha vez de fumar, mas não durou muito tempo. Mesmo brisados, o cansaço surgiu e, já deitados na cama e bem à vontade, dormimos praticamente agarrados e nus. Ele pegou no sono com minha mão por entre seus cabelos curtos, fazendo carinho.

Depois desse episódio da reunião no sítio do Betão, voltei com Vinícius de carro e retomamos a rotina normal dele aparecer vez ou outra pela manhã, sempre sem compromisso e sem avisar, mas cabendo certinho nos horários em que a Camila tava no plantão do hospital. Ela cada vez menos presente sexualmente, eu cada vez mais sem conseguir tirar a cena do rabão do Pedrinho sendo amassado pelo bruto do Júlio da cabeça. Um macho maduro e um novinho sem vergonha. Um casado há anos e o outro descobrindo os primeiros namoradinhos. Eu não podia falar muito, mas tava chegando nos 32, era bem mais novo. De qualquer forma, a mente ficou bagunçada com tanta informação, ainda mais naquelas condições. Pra completar, ainda tinha o Fe, meu chefe, soltinho no trabalho. Depois da trepada violenta que demos no escritório dele, toda hora aparecia pra me dar uma daquelas massagens nos ombros, quando na verdade eu sabia bem onde ele queria massagear. As mãos firmes com os dedos no meu trapézio, puxando meu cordão. Era aí que lembrava de quando quase currei o safado em pleno ônibus lotado. DUAS VEZES! Primeiro indo na outra firma, depois indo pro trabalho logo pela manhã. Não tinha como não ficar doido pra currar um ali.

- Tá tenso hoje, Marcão?

- Tô nada. Tranquilo.

O cacete duro na calça. Paralelo a isso, ainda aproveitei a criação do grupo no whatsapp pra achar o número do Pedro e sondá-lo, mas o safado nunca me respondia. Tinha que falar sobre aquele show que ele deu, afinal de contas, era o que mais me deixava de pau duro recentemente. Num determinado período da semana, o Vinícius sumiu, Camila também não apareceu e eu fiquei sozinho, na mão. Na última vez que esbarrei com ela, foi quando estava chegando e ela saindo. Não teve tempo nem de dar um beijo, já saiu saindo porque precisavam dela no trabalho. Antes tão cercado de putaria iminente, agora solitário e carente. Na última vez que aconteceu disso, deu merda. Agora não seria diferente. Saí do trabalho decidido naquela quarta-feira. Passei em casa pra tomar um banho fresco, troquei de roupa, joguei um perfume safado e dei uma escapadinha na casa do piranho. Ele mesmo, não tinha erro. Toquei a campainha e esperei. A cabeça perdida nele, lembrando de quando acontecia de esbarrar com o lolito pela empresa e ter que me controlar pra não currá-lo, sendo que ele tinha aquela raba enorme socada toda dentro do jeans. TRÊS VEZES! Na sala do pai dele, na escada de incêndio e no escritório do Fe.

- Marcos!?

Pedro apareceu na janela, completamente surpreso.

- Não, Júlio.

O deboche.

- Abre aqui, ou vai me deixar de fora?

Como se não tivesse escolha, o puto desceu só de shortinho curtinho, com metade do rabão de fora e um blusão.

- Você tá maluco de aparecer aqui nessa hora? E se meu..

- Eu trabalhei com o Omar, sei que ele adora ver o Vascão no bar. Pode ficar tranquilo.

Estava tudo muito seguro.

- Andou me observando, é?

- Talvez. Mas me diz, por que tu entrou nesse tal Clube de Lolitos? É pra me fazer afronta ou algo do tipo?

Ele pareceu surpreso.

- O que? É sério que é isso que tu pensa? Que eu entrei num Clube só pra ficar atrás de você? - riu. - Eu que devia perguntar o porquê de tu entrar. Você não é nem coroa pra estar lá.

- Não ri não, Pedro. E daí que não sou coroa? E tu ainda entra com outro cara bem mais velho que você, eu mereço né?

Eu falava e observava o ambiente ao redor, tendo total certeza de que estávamos a sós e que a putaria poderia rolar. Aí parei e comecei a olhar diretamente pro corpo do lolito, enquanto ele se mantinha sério.

- Você queria o que de mim, um convite pro Clube? A gente se conheceu, mas durou pouco tempo. E quem foi convidado foi o Júlio, eu só fui de acompanhante, nem sabia que você estaria lá.

Ele estava certo. Júlio era amigo da galera, Pedro nunca esteve lá antes. Coincidência maldita.

- E além do mais, se for pra cobrar, você também apareceu lá acompanhado de outro viado. Por que não me chamou, se queria tanto uma companhia?

Fez a pergunta meio manhoso, como se quisesse atenção. Eu daria.

- Se eu chamasse, você iria?

- Bom.. - hesitou. - Talvez.

Me preparei pra começar a tirar a bermuda, mas ele não deu trégua.

- Mas você não chamou, então agora já passou. Não tem mais o que fazer.

Mas eu já tinha percebido seus olhos curiosos passando pelo meu corpo. Botei a camiseta que deixava o máximo dos braços morenos expostos, a bermuda jeans que liberava as pernas peludas e os pezões nos chinelos de moleque. Era o cenário perfeito, nós dois sabíamos disso. Devagar, fui sentando na poltrona bem relaxado e tranquilo, ainda dobrei as pernas sobre a mesa no centro da sala e só então o olhei.

- Eu tenho que te contar uma coisa, Pedrinho.

Incrédulo, mas adorando, ele se fez de desinteressado e preocupado.

- Então desembucha, meu pai vai voltar logo.

Então, tá.

- Não sei se é só uma paixonite ou algo assim, mas não tiro da cabeça a imagem daquele coroa montado no teu lombo.

Levou um choque.

- Ah, não..

- Até pra dormir foi difícil. Achei intenso o que vocês fizeram, mas não consigo esquecer dele te batendo e me encarando. Tenho certeza que o filho da puta fez isso só pra me provocar e você sabe muito bem disso!

- Você é mesmo muito egocêntrico, né Marcos?

- Não é ego. É amor de pica, viado!

Silêncio. O pau já durão, segurei o volume por cima da bermuda e bati na perna.

- Vamo matar a saudade, vamo? Eu não tô segurando mais!

Mas Pedro estava imbatível.

- Melhor você sair, Marcos. Meu pai vai chegar a qualquer momento, você tem seu amiguinho lá, eu também tenho o meu.

- Tô tentando resolver amigavelmente, Pedrinho. Se não adiantar, vou te lembrar das regras do Clube.

Segundo o que eles mesmo haviam combinado, nenhum membro poderia deixar outro na mão. Lembrando disso, ele finalmente ficou estático, me olhando sem argumentos e só esperando uma atitude. Passei a mão por seu braço e o puxei pra cima de mim. Desci-lhe pelos ombros e o pus entre minhas pernas. De cima, o via exatamente abaixo de mim, esperando o que fazer a seguir e com aquele olhar de pidão, a minha mercê. A próxima coisa que senti foi a cabeça da piroca procurando abrigo dentro da boca do Pedro, parando lá no fundão da garganta assim que entrou. Só relaxei, finalmente tendo a oportunidade de finalizar o que havia começado com aquele viado abusado da porra.

- Hmmmf!

Dei umas mexidas com a cintura pra ir mais fundo e ele nem se fazia de rogado, bem passível do controle. Ainda usei as mãos pra forçar a parte de trás do crânio, engatando-o firma na piroca dura.

- Ssssssss!

Quando não tava virando os olhos com a sensação da glande arrastando no céu da boca, olhava pra baixo e via o viado com o nariz já nos meus pentelhos e a vara toda agasalhada, totalmente engolida e ele preso, medindo sua própria resistência.

- E tu ainda tenta resistir, né? Chupa essa porra com vontade, que nem tu faz praquele teu macho lá.

E foi aí que ele parou minhas mãos e iniciou seu próprio ritmo, usando mais a língua pra envolver tudo. A sensação de aperto e quentura eram incríveis, meus dedos dos pés torciam de tesão, poderia ficar ali pra sempre desfrutando do que ele sabia. O safado ainda massageava meu saco e minhas coxas, aproveitando do meu corpo moreno.

- Porra, Pedrinho! Esse coroa até que tá te ensinando uns truques, ein!

Comentei do macho dele e o cachorro sentiu ciúme, encolhendo a garganta e me deixando à beira do gozo. As pernas arrepiaram na hora, falei pelo bico.

- SSSSSSSSSS! Caralho, se eu falar dele tu vai fazer isso de novo? Que coroa mais filho da puta, ein!?

E de novo o ninfeto engasgou firme na envergadura do meu cacete, permitindo-me foder sua boca outra vez à minha vontade. Quando o caralho começou a engrossar e eu a suar, o portão fez um barulho. Alguma coisa fez o coroa voltar antes da hora.

- MEU PAI! É ELE!

A caceta latejando, não tinha como parar agora. Ignorei aquilo e, contando com o tempo que ele teria até chegar na sala e nos ver, pensei que daria pra terminar tudo. E deu. Engasgei o Pedrinho com vontade de esporrar e ele entendeu que era o momento final, dando as últimas sugadas profundas. Sem medo, liberei o corpo e senti a boca do lolito enchendo com o meu leite quentinho.

- Hmmmmff! Sssss! Puto!

Dei-lhe um tapa na cara e lembrei que não podia demorar. Levantei num pulo, vesti a bermuda com o pau ainda meio duro e me mandei pra porta. Na hora de sair, demos de cara com o pai dele.

- Opa, seu Omar! Quanto tempo!

Tentei disfarçar, completamente sem jeito.

- Marcos? E aí, rapaz? Tudo certo?

O olhar sério. Enganar um homem velho e frio daqueles parecia impossível.

- Tudinho, e o senhor? Passei pra devolver o pen drive do Pedrinho, já tô de saída. Bom encontrar o senhor!

- É um prazer, Marcos. Aparece outra hora pra tomar uma cerva!

- Pode deixar, seu Omar! Até mais!

- Até.

Quando eu saí e a porta fechou, tive certeza de que alguma coisa estava pra acontecer. De qualquer forma, agora estava mais leve e podia voltar pra casa, que foi o que eu fiz, crente que a vontade de currar o Pedro cessaria aí, mas ainda sem saber o que aconteceria em seguida.

Voltei pra casa antes mesmo da meia noite e, como sempre, fiquei sozinho. Mandei mensagem pro Vinícius, mas nem recebido o moleque tinha. Até fiquei um pouco preocupado, mas só podia esperar, não sabia exatamente onde ele morava. Tomei um banho, botei um moletom e fui assistir um filme na sala. Tava crente que o tesão tinha passado, quando começa uma cena de sexo entre duas mulheres e o cacete foi dando sinal de vida. Pra completar, ainda roçou no tecido da calça de moletom e fiquei ainda mais encaralhado, combinando com a carência que sentia. Lembrei do Pedro sendo currado pelo Júlio e também da mamada profissional que ele dava e aí não teve jeito, a vara ficou envergadinha, preta, veiuda, peluda, doida por uma mamada. Pareceu mágica o celular vibrando.

- "Fui expulso de casa e tô sem lugar pra ficar. Posso chegar?"

Apertei a caralha na calça e ela comemorou, faminta.

- "Deve!"

Em poucos minutos, o puto apareceu no meu portão. Assim que o vi, não pude ignorar o fato de que o pai o expulsara por conta da minha ida até lá, sendo que nem fui convidado e sabia do risco que existia pra ele. Entramos em silêncio e o levei até o quarto de hóspedes.

- Cadê sua mulher?

- Ela tá de plantão hoje, só volta amanhã de noite.

- E o seu amiguinho?

- Ele só vem às vezes, fica tranquilo.

Ficou uma pausa meio constrangedora e tive que fazer a pergunta.

- Foi por minha causa, né?

Ele se fez de desentendido, como se não quisesse dizer.

- O que?

- Que o Omar te expulsou de casa?

Sentei na cama e ele sentou do lado.

- Ah, claro que não! Meu pai é gente boa, mas cabeça dura. Não é a primeira vez que ele faz isso, sempre que fica irritado manda eu passar um tempo com a coroa.

A imagem séria que eu tinha do pai dele me fazia pensar que aquela decisão era definitiva.

- Ele é assim?

- É sim. Não foi culpa sua. Daqui a pouco ele volta atrás.

Relaxei.

- Fico mais tranquilo, então.

- Pode ficar.

Fiquei um pouco aliviado, mas ainda preocupado por ele. Sorri e foi aí que lembrei do que tava rolando antes do Pedro chegar. Eu vendo filme e ficando de pau duro. Pronto, foi só lembrar. No moletom, a vara marcou grossa, o sacão avolumado em baixo. Ele me olhou e riu, eu ri junto.

- A gente podia terminar aquela situação lá, né?

Sem dúvidas. No próximo minuto, já estávamos completamente nus e fodendo que nem loucos em cima da caminha de solteiro, que não sei como não quebrou. Nem mamada rolou. O caralho tava tão bem socado naquele cu, que o Pedro não parou de gemer feito uma gatinha no cio e eu não resisti em foder com o pé no meio da fuça dele, totalmente dominado pela luxúria de querer possuir o que era de outra pessoa, só pela audácia, pela petulância. Suando pra cacete, ainda por cima, que nem com o macho do Júlio. Ele empinou a raba gigantesca que tinha e ainda pediu com jeitinho.

- Finge que essa bunda é do Julhão, Marcos!

Aquilo foi uma afronta. Afrouxei a rabiola dele na marra com a piroca e ainda dei-lhe vários tapas no lombo, com o intuito de marcá-lo. Cada vez mais lá no fundo, podia sentir a expansão do anel de pele, quente e afobado pela pressão do meu pau.

- Hmmmf!

- Tu gosta de entrar em mim que nem ele entra, né?

Aquelas provocações eram o que dava o tom final à putaria, parecia até que minhas pernas e quadril ganhavam mais energia enquanto o penetrava. Os pelos do corpo completamente suados. Segurei-lhe pela cintura e, no meu ritmo e impulso, fodi firme na intenção de gozar.

- Esse cacete cabe certinho em mim, que nem o dele. Tá sentindo o espaço que o dele ocupa?

- SSSSSSSSS!

E ainda rebolava, pra não deixar o clímax cair, só esperando a gozada.

- Goza dentro de mim que nem ele faz, Marcos!

Quanto mais ele falava, mais aflito eu ficava. Segurei seus braços pra trás e ainda o puxei pra mim. Em poucos minutos de brincadeira, engrossei lá dentro e danei a esporrar o cu todinho, abrindo e fechando na minha verga. Os pés tremiam de tesão. Agora sim começava a me sentir mais pleno em relação à implicância boba do Júlio.

- Caralho, Marcão!! SSSSSSSS!

- Filho da puta!! Hmmmm-

Pedrinho caiu na cama todo trêmulo pelo esforço e eu ainda fiquei um tempo até amolecer e sair de dentro dele. Quando ele pegou no sono, fui pra minha cama e dormi tranquilo, de saco leve. Apesar da boa putaria, com ele não era que nem com o Vinícius, com quem eu tinha a intimidade de passar a noite juntos. Depois da sacanagem, tudo mudava.

Na manhã seguinte, acordei antes do horário normal e, pra minha surpresa, Vinícius tinha respondido as mensagens no celular. Ainda zonzo, identifiquei só uma.

- "Chegando".

Como morava numa casa de fundos, já deixava o portão aberto pra qualquer eventualidade. Levantei num pulo e lavei o rosto rápido. Quando tava saindo, o safado já tava entrando pelo corredor, com o uniforme de escola pública e boné pra frente, como sempre.

- Vinícius!?

Meu tom de susto foi evidente.

- Quem mais? E por que o espanto?

Disse e deu aquele sorriso. Eu não tinha nada a esconder, mas precisava deixar claro pra ele, da melhor forma possível, que o Pedro tava ali. Ele não tinha que saber da nossa putaria.

- Eu não sabia que você viria agora. - comecei. - Sabe como é, você não me avisou!

Fiz uma cara de preocupado e ele entendeu, mas não se abalava. Era sério, mas não era grosso ou estúpido comigo da mesma forma que parecia com o restante.

- Você já é adulto, Marcos. Corta essa. Deixa desculpinha pra quem é mais novo, tipo eu.

E continuou vindo pra cima de mim.

- É aquele garoto, né? Eu sabia!

- Não é isso. - menti sem querer.

Ele olhou por trás do meu ombro e, nesse momento, o Pedro veio saindo já arrumado, pronto pra ir embora.

- Ah, não é?

- Pedrinho!? - falei confuso.

- Viu como não precisa explicar? Só quero levar as roupas que deixei aqui.

- Calma, Vinícius!

E aí o Pedro decidiu falar.

- Bom.. Obrigado por me deixar ficar aqui, Marcos. Se não fosse você, teria dormido na rua. Meu pai me expulsou, Vinícius. Ele descobriu que sou gay e me botou pra fora, o Marcos só me deixou ficar aqui. Eu falei com o Betão e ele vai deixar eu tomar conta do sítio durante um tempo, então não vou mais incomodar vocês. Me desculpem por qualquer inconveniente.

Sem esperar nossa reação, ele se preparou pra sair, mas o Vinícius respondeu.

- Não me dê suas explicações, meu laço é com ele.

No ponto. Aí sim Pedro pegou as coisas dele e saiu, não deixando o clima tão pesado. Quando tive certeza que ficamos a sós, tornei a falar.

- Vamos conversar? A gente precisa.

Ele pensou um pouco, mas cedeu e entrou comigo.

- Você e esse garoto foderam, né Marcos?

- Não gosto de mentir, Vinícius. A gente fodeu sim, não vou mentir pra você. Mas não é nada diferente do que eu a Camila fazemos, você entende?

Ele pensou mais um pouco, mas não disse nada.

- Não tô tentando justificar o que eu fiz, porque não vejo como um erro. Eu não sabia que você ia ficar puto se soubesse, até porque eu tenho uma namorada e você não fica puto por isso. Você sabe que eu e ela transamos e não se incomoda com isso. Tudo bem que o relacionamento tá uma merda também.

Mais um tempo, até que finalmente falou.

- E agora que tu sabe que eu não gosto? Vai mudar alguma coisa?

Puxei-lhe pelo braço e dei um cheiro no pescoço, mas o danado foi resistindo aos meus carinhos, pela primeira vez.

- Claro que vai mudar! Posso parar de comer todos os viados, menos você!

Meio sem graça, riu e finalmente cedeu aos chamegos, vindo pro meu abraço.

- Eu gosto de ser sincero sempre, Vinícius. Como você mesmo disse, não tenho idade pra desculpinhas. Por isso te mandei mensagem, pra saber qual ia ser.

- Ah, tudo bem, eu entendi. Não tô acostumado com esse tipo de coisa, não é sempre que respondo.

Senti que o clima ia mudar e ri. Ele me olhou e ficou curioso.

- Como assim? - perguntei. - Achei que tu fosse o mesmo viciado em leite que vinha aqui quase toda manhã tomar café? Hoje não foi pra isso?

O calor começou a aflorar pelo corpo. De tímido a safado, ele me olhou e riu. Eu vi o espaço no pescoço e cai com a barba em cima, dando-lhe chupões na intenção de marcar, e o puto deixando.

- Vai deixar eu marcar, é?

Outra vez começou a ficar vermelho e não respondeu. Eu ganhei o alcance de seus ombros e, beijando de um ao outro, passando pela nuca, insisti na pergunta.

- Quer andar com as minhas marcas por aí?

O gostoso ainda mordeu o lábio, me dando uma vontade enorme de senti-los pela primeira vez nos meus. E uma coisa que não curto é passar vontade.

- Marc..!

Não saiu mais nada. Lasquei o beijaço no meio da boca morena e logo ele começou a retribuir, lutando a língua com a minha. Enquanto nos beijávamos, minhas mãos já exploravam seu corpo menor que o meu, porém já desenvolvido pela adolescência. Alisava seus mamilos, seus peitos e a bunda, também passando pelas coxas e ainda na trocação bucal. Quando parei pra tomar um fôlego, segurei a cabeça dele entre as mãos e o encarei. Sério, ele me olhou no fundo dos olhos e deu um dos sorrisos mais sinceros e bonitos que já presenciei. A tara em cu estava me transformando num apaixonado, sem qualquer sombra de dúvidas!

- Que boca deliciosa, Vinicinho!

- Ah, cê acha? - tímido.

- Tenho certeza!

E já o puxei novamente, adorando o prazer que descobri em sentir mais intensamente seus lábios quentes me beijando. Não deu dez minutos e já estávamos rolando pela cama, trocando suor, respiração, fazendo mil e uma putarias. Pra dar o incremento, às vezes acendíamos um baseado e a pegação ficava ainda mais quente, intensa. Quando isso acontecia, a sacanagem só terminava mesmo com meu pau socando no cu do lolito, que se abria pra mim sem qualquer medo ou dúvida.

- Ssss! fffffff

- Vou gozar!

- Então goza, vai! Pode gozar!

Ele segurou as mãos nas minhas nesse dia. Nossos dedos entrelaçaram todos e se apertaram no exato momento em que o leite quente saiu de dentro do meu corpo e entrou no dele. O néctar feito nas minhas entranhas, a partir de vários processos bioquímicos, era infundido em seu interior, sendo trabalhado pelo seu próprio corpo em outros processos. Sintonia. Vibração. Não tenho a palavra ideal.

Na vez seguinte que encontrei com Camila, ela apareceu já destinada a ter a conversa que eu mesmo já pensava ter passado da hora de ter. A gente sequer se via. Ultimamente minha casa esteve frequentada por dois viados diferentes e ela, que era minha suposta namorada até então, sequer percebia. Isso pra não falar do fato dela mesma não me perceber dentro de casa. Ia começar só pelo fato dos plantões darem sumiço em nossa vida de casal, mas ela foi direto ao ponto em tudo.

- Gosto muito de você, Marcos. Sei que é estranho falar isso, porque quase não sou mais presente. Mas sei que você entende que minha profissão é tudo pra mim. Acho que, por causa disso, acabei ficando com a imagem de você como um bom amigo. Não sabia bem como te dizer isso, mas não ia conseguir levar adiante. A verdade é essa.

- Eu te entendo, Camila. Não se desculpe por se dedicar à sua profissão. Antes de tudo, éramos amigos, lembra? Nada muda esse vínculo!

Conversamos durante um tempo e nos acertamos. Em menos de duas semanas, ela voltou pro apartamento dela e levou suas roupas e objetos, não tinha nada de muito grande. Ela não morava exatamente comigo, mas deixava tudo lá, quase nunca ia pro próprio apê, onde voltou a morar depois de sair. Estava finalmente sozinho, pronto pra fazer o que queria, finalmente. Foi logo depois desse período que o Vinícius passou a aparecer mais, quase que diariamente, agora sem a preocupação de ter que aparecer somente quando ela não estava. E olha que ela quase não estava.

- Cadê tua mulher?

- Mandei ralar.

Ele riu.

- Sério, cara.

- É sério, ué! Ralou peito!

- Agora você é solteiro?

- Acho que sim, né? Tô na pista.

Ele riu e ficou meio vermelho. Eu baguncei seu cabelo e, brincando, disse.

- Tá pensando que eu sou teu?

Mas ele não respondeu, só ficou ainda mais vermelho.

- Não sou não. - respondi.

Meio sem graça, parou de me olhar e aí completei.

- Mas se alguém perguntar, pode avisar que tu é meu, moleque.

E apontei pra ele bem decidido, arrancando-lhe um sorriso. Aquele era o Vinícius, sempre muito na dele e ao mesmo tempo muito sincero, muito ciente e consciente de si. Por conta do maior tempo juntos agora que morava sozinho, estávamos fodendo mais, fumando mais maconha e também comendo mais, por conta das laricas. Quando eu não tava no trabalho e ele na escola, estávamos em casa fazendo alguma comida e fumando, já pensando na fome que bateria depois. Aí trepávamos feito dois adolescentes e comíamos. Depois disso batia o sono, aí pronto, era tiro e queda, só no outro dia. A rotina foi essa por um bom tempo, mas nem sempre tinha foda. Por conta do maior contato e intimidade, muitas vezes a gente chapava pra conversar, falar da vida, dos medos, anseios. De tudo um pouco. Tudo foi caminhando assim, até que, sem querer, uma vez o assunto foi exatamente o Clube de Lolitos.

- O Betão chamou pra uma festa do filho dele, mas disse pra gente não chamar os outros lolitos. Parece algo mais sério, o que você acha? - perguntei.

- Você quer ir, né?

- Não é que eu quero ir, é que seria algo diferente. Sair um pouco, beber, socializar.

Ele pensou um pouco.

- Eu sei que você não curte tanto, então só perguntei mesmo. Mas podemos ficar aqui, fazendo um sexo gostoso.. - complementei.

Fui falando e ele parecia focado num ponto, me deixando beijar seu pescoço, nuca, ombros.

- Acho que eu preciso te contar uma coisa, Marcos..

Senti o tom sério e só prestei atenção, mas sem parar os carinhos.

- Diz.

- Não sei bem como dizer isso, então vou entender se você não souber reagir.

A seriedade no olhar de quem confia pra dizer.

- Certo. Eu me controlo, pode falar.

Destemido, não fazia ideia do que estava prestes a escutar. Abraçado com Vinícius como se ele fosse um urso de pelúcia, parei e dei ouvidos. O choque de realidade.

- Existe uma razão pra eu ter um pouco de receio do seu amigo.

Esperei um pouco. Falei baixinho.

- O Júlio?

- Sim.

- Qual razão?

- Ele bebe bastante, me lembra um pouco do meu padrasto. E aí está o problema..

Fez uma pausa.

- Quando eu era pequeno, ele chegava em casa bêbado e batia muito em mim e na minha mãe, sabe? Eu lembro que não entendia porque ele fazia aquilo e minha mãe sempre dizia que era porque ele era o dono da casa e a gente tinha que obedecer. Eu cresci com essa ideia na mente dela, mas nunca aceitei muito bem aquilo.

Enquanto falava, seus olhos ficaram cheios de lágrimas. Eu só o observava e não entendia como alguém tinha a coragem de fazer mal a uma criatura dócil daquelas, um ser humano tão divertido quanto o Vinícius, ainda que sério.

- Eu sabia que, no fundo, ele me batia porque eu sou gay. Ele já sabia e me dava surras. Uma vez ela até tentou impedir, mas aí apanhou também.

- Que horrível, Vinícius! - minha primeira reação. - Inadmissível!!

Ele me olhou e desviou o olhar, deixando as lágrimas escorrerem.

- Eu lembro que, enquanto ainda era pequeno, aceitava aquilo sem entender. Mas depois que cresci, me revoltei. O principal de tudo foi minha mãe. Depois que me assumi como gay, parece que ela concordou com ele, sabe? Ainda mais que frequentavam a igreja. O pastor botou na mente dela que era errado, ela ficou mais contra mim ainda.

Cada vez mais eu me chocava com a história de vida do meu parceiro.

- E todos esses políticos e a sociedade falando sobre "família tradicional", "deus fez homem e mulher".. ele achava que ia me corrigir dando porrada, sendo que não havia nada a ser corrigido. Pra completar, ainda tentou "me tocar" com aquelas mão imundas, aí não tive mais paciência. Por isso comecei a fugir de casa.

- Olha pra você, cara! - comecei a falar. - Você não precisa disso! Diz pra mim que teve a coragem de denunciar essas pessoas!

Ele deu umas risadas como se não fosse tão simples, eu não conseguia mesmo entender o porquê daquele sofrimento.

- Não, Marcos. Eu nunca fiz nada quanto a isso.

Não acreditei. Senti que nele faltava força pra fazer o certo. Levantei preparado pra ir à delegacia, sentindo primeiro as coisas pra depois pensar a respeito delas, precipitado.

- Senta aí, relaxa.

- Como assim relaxa?

Ele pensou um pouco.

- Sabe o que você pode fazer pra me ajudar? - perguntou.

- É só me falar! Qualquer coisa que você queira fazer, até dar uma surra nesse velho!

Sério.

- Senta e me escuta como um bom ombro amigo, em vez de decidir o que é o certo. Só preciso falar mesmo, conversar. Topa?

O que ele pedia não era o que eu queria, mas não tinha jeito. Era sua vontade contra a minha, sendo que era a fala dele, no lugar dele. Só podia mesmo escutar e controlar meu desejo de fazer justiça por aquela pessoa que conhecia, na melhor maneira possível. Mas podia esperar.

- Obrigado. - agradeceu e prosseguiu. - Eu nunca fiz nada sobre isso porque a vida se encarregou de fazer por mim. Hoje esse cara é um velho à beira da morte, todo doente, só falta cair e morrer. Só sinto pela minha mãe, que continua submissa a ele até no fim da vida. É um rabugento que, se não fosse por ela, nem família teria.

Suas palavras eram um choque de realidade em qualquer ferida que já tivesse pensado em ter. Naquele momento, naquele instante, naquele segundo precioso em que ele se abria pra mim fora do sentido físico da palavra, eu só queria cuidar ao máximo dele, tentando imaginar o quão difícil era estar em seu lugar. Quase chorei por mim mesmo e por ele, mas me mantive forte, até porque ele mesmo não se rendia ao choro proposital, só o inevitável.

- Antes eu me sentia meio merda por nunca ter feito nada, sabe? Sou um péssimo exemplo pra comunidade. Mas acho que, no fim das contas, nunca pensei em vingança, só em ser livre mesmo. E o que me entristece é que eu queria o mesmo pra minha mãe também, mas infelizmente nem tudo pode ser como a gente quer, né Marcos?

Segurando minha mão, me olhou e sorriu. Era um sorriso sincero e lindo, de verdade. Aquele era o Vinícius por dentro. As palavras saíram da minha boca automaticamente.

- Sai da casa deles e vem morar comigo!

Ele gargalhou, mesmo por entre o choro recente, embargado.

- Pelo amor, né Marcos? Não quero que você sinta pena de mim, só queria mesmo desabafar.

- É sério, Vinícius! Você mesmo falou que às vezes sai de casa pra espairecer e fumar. Aqui não precisa disso e a gente vai ter um ao outro.

Ele riu ainda mais.

- A gente vai ter um ao outro, é?

- Isso!

Risadas altas. Era muito debochado.

- Então eu vou ter você? - perguntou.

- Sim!

Respondi sem medo.

- Isso significa que você vai ser meu, então? Achei que eu que fosse teu.

Quem riu fui eu.

- Depende. Eu disse que você é meu, mas é mesmo? Você nunca falou nada sobre isso.

Ele ficou vermelho e mudo. O de sempre.

- Novinho, marrento e tímido? Não combina contigo. Mas não foge do assunto, vem logo morar comigo. Não falta mais nada pra gente. Só você vir, só isso que falta.

- De novo isso?

Realmente não dava a mínima pra minha ideia.

- Já falei que não quero sua pena, cara.

- Não é pena.

- Ah, não?

- Não!

Tarde da noite, a gente tagarelando e fumando mais maconha, gastando onda feito dois jovens se descobrindo, se conhecendo. Ah, a juventude. Eu não sou tão coroa assim, vai.

- Então é o que, Marcão?

- Ah..

Nos olhamos e rimos ao mesmo tempo, sem graça. Ele vermelho e eu também tímido, mas não hesitante. Sabia bem o que era, só não sabia se era a hora certa a dizer.

- Sei lá, ué.

- Tá chapado, né?

- Aham! HAHAHAHA

- Também!

E mais risos na calada da noite. Entre nós, o tempo deslizando devagar, escorrendo líquido como ondas no nosso campo de visão um pro outro. Os segundos gotejavam sobre nossas vidas, sobre nossos encontros no meio da semana.

- Vem cá!

Puxava ele pro meu colo e, na maior parte das vezes, a gente só ficava agarrado, sentindo o calor um do outro, sem terminar necessariamente em putaria. Quando conversávamos, me sentia até estranho de comentar qualquer história da minha vida tão comum, sem muitas perdas ou sacrifícios, mas era aí que ele era sincero.

- Eu preciso ouvir, Marcos. Essas fases da minha vida foram tão bostas que eu tenho que conhecer algo normal, sabe? Alguém falando de rotina, de normalidade, cotidiano. Sinto saudades disso, então me impressiona!

E me olhava com aquela vontade de conhecer outras experiências diferentes das suas. Talvez aquele fosse o real intuito por trás da ida ao Clube de Lolitos, que por sinal, praticamente abandonamos.

- Entendi.

- Entendeu mesmo?

- Entendi. Vou te contar o que eu faço no trabalho, então. Eu crio planilhas. Você entende tudo de planilhas, né moleque? Na tua idade, essa geração por dentro da tecnologia tem obrigação de saber tudo de computador.

Parecia um professor mais velho de cursinho falando da molecada. Ele começou a rir e me deu um empurrão no ombro.

- Corta essa, vai!

- Tá bom, parei.

Varamos a noite conversando sobre tudo. Fui pro trabalho virado, mas feliz por ter descoberto o tanto de coisas que descobri sobre aquele cara. Com o passar dos dias, mal contava as horas pra voltar em casa e encontrar com o Vinícius. Ficamos um bom tempo nesse clima e ritmo, até o dia da festa à fantasia do filho do Betão, que, por incrível que pareça, topamos ir.

No dia do evento, não fui fantasiado e nem o Vinícius. Chegamos depois de ter começado e, pra nossa surpresa, os outros lolitos estavam todos presentes e fantasiados de mulher, com vestidinho curto, maquiagem e peruca. Apesar do público jovem, os coroas do Clube também estavam lá. Cumprimentamos a todos, sempre educadamente, mas logo fomos à nossa própria mesa, onde ficamos sozinhos a maior parte do tempo conversando, afastados da maior parte das pessoas.

- Isso aqui tem tudo pra dar merda, Marcão.

- Como assim?

- Olha ali.

Quando olhei, notei o Flavinho, viado do Betão, de conversinha fiada com o Iago, filho mais velho do mesmo.

- Vish..

- Num te disse que ia acabar mal?

Ainda bem que a gente estava sempre de fora daqueles envolvimentos, só na nossa. Passamos um tempo só assim na festa, comendo e bebendo, até que deu a vontade de ir embora, como se mais nada pudesse acontecer. Ia sugerir de irmos, mas ele deu uma ideia melhor.

- Bora dar uma volta?

- Aonde? - perguntei.

- Sei lá, por aí. Trouxe um bagulho pra gente.

Meteu a mão no bolso e me mostrou o baseado. Agora sim o ambiente ficaria mais interessante. Entramos na casa que tava meio vazia e seguimos pelo segundo andar. Numa varanda que tinha pela parte de trás, nos fundos, ficamos completamente sozinhos no breu da noite e, ali mesmo, o Vinícius acendeu o cigarro de maconha que fumaríamos.

- Só assim pra animar essa festa!

- Pode apostar.

Deu uns puxões, soltou a fumaça e me passou. Quando levei o baseado à boca e puxei, a cabeça já deu o primeiro giro e escutei um barulho. Olhei pro lado e percebi que estávamos bem na copa do segundo andar, que era aberta pra varanda. Bem ali, onde os dois quartos da parte de trás da casa se dividiam, dando janelas para onde estávamos naquele momento. Ou seja, fumávamos numa varandinha de onde podíamos ver ambos os quartos separados, mas só pela fresta da cortina, sem sermos percebidos. E foi aí que, com muito custo, forcei a visão e percebi a pequena movimentação em um deles. Me ajeitei de forma que não pudesse dar bandeira de ser flagrado e comecei a observar o que se passava, junto com o Vinícius.

- Quem é?

- Ainda não sei, mas parecem..

Lado a lado, de pé no quarto, Pedro com a raba enorme e Júnior, lolito do Carlão, como se esperassem alguém. Até que a porta abriu e, de todas as pessoas, quem entrou foi o palhaço do Júlio.

- Olha quem chegou!?

Mesmo baixinho, podíamos escutar os diálogos e vê-los.

- Eu vim aqui só por causa desse viadinho. Tô doido pra te currar desde o dia do motel, seu piranho!

Apontou pro Juninho e veio na direção dele, fechando a porta. Eu não sabia do que falavam, nem o Vinícius, mas provavelmente foi de alguma putaria da qual, como sempre, não participamos.

- Tá falando comigo, seu tarado? - perguntou.

- Não vem fingindo que não sabe do que eu tô falando não, cadela. Se tu sabe que eu sou tarado, por que ainda não tá me mamando?

Seu tom era arrogante e petulante, como sempre. Mas a situação tinha um lado sexual forte.

- Por acaso tá me confundindo com sua esposa, amore? Vai com calma que aqui o buraco é mais em baixo!

O coroa riu quase que sadicamente. Era incrível ver o Júlio se perder na putaria, depois de tanto tempo fazendo a linha bom moço dentro do grupo. Não éramos tão amigos, na verdade ele era mais amigo de amigo, mas ainda assim sempre o tratei da maneira correta, até começar aquela implicância irracional por causa do Pedro, que por sua vez, só os observava interagindo.

- Já comi vários viadinhos abusados assim que nem tu. Te conheço, sua putinha! No fim das contas, tudo acaba com meu pau torando esse teu cu, né verdade? E nem adianta dizer que não, tu já veio preparadinha do jeito que eu gosto. - referindo-se à fantasia feminina do moleque. - Te falei que vermelho é a cor de batom que meu caralho mais gosta de borrar?

Mas o garoto era inabalável.

- Vem ver se sou abusadinho, macho!

Normalmente, nós dois não curtíamos o comportamento e abuso daquele cara, mas essa cena ficou marcada. Um ativo durão e um passivo agressivo. Pedro até saiu da frente e deixou os dois se atracarem no meio da cama.

- Não acredito!

- Nem eu. - respondi.

Enquanto Julio não se deixava prender, Juninho não permitia estar por baixo. O coroa tentava a todo custo chupar-lhe os mamilos e enfiar a cara dele em seus sovacos, mas o viado era magro e rápido, conseguia escorregar por entre seus agarrões e ia sempre com a bunda na cara do careca, até a hora que conseguiu, mas o cunete durou pouco.

- Vou rasgar esse cu, filho de uma puta! Se prepara, antes que aquele coroa ciumento volte!

Agarrou as nádegas negras dele com as mãos brancas e as abriu. Num só movimento, deitou o molecote pelo quadril sobre seu corpo e teve o pedido prontamente atendido. Com direito a cabecinha encostada no peito e muito falso carinho, a mão do Julhão arriou seu quadril e o cuzinho engoliu de uma só vez a tora grossa e veiuda, inchada.

- Ssssssssss!

Inacreditavelmente, mesmo com todo o ranço que começava a sentir pelo palhaço depois de tudo, meu próprio pau subiu muito de tesão, mas tinha que me controlar. E pra minha total surpresa, chapadão de maconha, olhei pro lado e vi o Vinícius com aquele olhar que me chamava, prestando atenção em detalhes físicos de mim que nem eu mesmo prestava, até porque só tinha olhos pra toda a safadeza que acontecia dentro do quarto.

- Que foi? - perguntei.

- Nada.. Tava pensando.. Que festa chata, né?

Puxei-lhe pelo braço e o safado já veio me beijando. Se houve um Clube de Lolitos do qual fizemos parte, pode-se dizer que essa foi a única reunião verdadeira na qual nós dois estávamos presentes e ativamente fodendo, ainda que escondidos, sem ninguém saber da nossa presença ali. Começamos a nos pegar e, enquanto isso, do lado de dentro, o Júnior não parava de cavalgar no caralho grosso do Júlio. Era cada sentada que eu ficava até perdido, imaginando o tesão que não devia estar rasgando a vara do marmanjo, mesmo não indo muito com a cara de cu dele. O coroa o virou de quatro e aí começou a brincar de dar só SOCADÃO violento no fundo do olho daquele cu, chegava a me dar nervoso à cada botada, mas o viado aguentava tudo com maestria e experiência, ainda debochava dele quando podia, como se não fosse nada todo aquele esforço traseiro. Testemunhava uma foda bruta daquelas enquanto começava a me agarrar com o Vinícius, chupando-lhe o pescoço e batalhando nossas línguas quentes dentro da boca. Depois do beijo, fui o descendo e posicionando entre minhas pernas.

- Safado!

- Eu, né?

Enquanto isso, Júlio puxava a peruca do Júnior, dava tapas fortes e espalmados no rabão e socava com a cabeça da piroca bem no fundinho da olhota, arrancando gemidinhos e virando a cabeça pra cima, tudo sem sequer tirar o vestido dele. Quando dei por mim, só senti algo quente agasalhando minha própria caceta, que já respondeu à altura. Olhei pra baixo e vi a cabeça do Vinícius, os olhinhos de menino pidão me encarando lá de baixo, esperando pela minha reação física aos estímulos provocados por suas aptas habilidades de sucção de um macho pelo caralho.

- SSSSSSSS!

Franzi até a testa pelo tesão que me subiu pelas pernas até à coluna. O safado sabia o que fazia, mesmo em tão pouco tempo e do jeitinho que eu gostava. Apto!

- Tu é um putinho, né? É diferente dos outros, mas ainda assim um putinho!

Ele só se empenhava em me chupar e fazer aquelas carinhas de bobo, como se fosse obrigado a estar ali, mamando na minha vara. Dentro do quarto, não vi mais o Júnior, só Julhão montado no lombo do Pedro, como se fosse um touro. Quando olhei pela janela do quarto ao lado, aí sim vi o moleque junto com o Carlos numa mamação gostosa. Até escutar o que me deixou na maior de todas as dúvidas.

- Tu gosta, né pai?

O moleque chamou o coroa de pai. Só podia ser gíria! Até eu e Vinícius nos olhamos, mas a mamada seguiu. Incrível como a putaria se espalhava rápido, mesmo que não soubessem que estávamos ali. Até que Betão abriu a porta do primeiro cômodo e viu Pedro e Júlio, mas nada mudou.

- Entra aí, vem!

Mas não, o coroa tornou a fechar a porta e saiu. Não demorou muito, retornou e trouxe consigo Carlão e Júnior, que estavam no quarto ao lado e, agora, entravam ali prontos pra terminar o que começaram. Cada um num canto, Betão e Julhão dividindo o mesmo cu do Pedrinho, até que, pro completo espanto meu e do Vinícius, a porta do segundo quarto abriu e entraram três pessoas: Flavinho, Alberto e Iago, sendo os dois últimos, o filho do meio e o mais velho de Betão, respectivamente. Como se não bastasse, o viado nem perdeu tempo e já foi mamando a piroca de um, enquanto o outro brincava de melar o dedo de baba e enfiar em seu cu.

- Lembra do que eu disse, Marcão?

- Cara, isso vai dar uma merda!

- Eu avisei!

Sem percebermos, aquele se tornara um dos encontros mais icônicos do Clube de Lolitos. Nós fazíamos a putaria do camarote, enquanto nos quartos ao lado ninguém sabia bem o que estava acontecendo perto, inclusive de fora, na varanda onde fumávamos e fazíamos a sacanagem escondidos. Três ambientes, três putarias diferentes, mas apenas duas gerações distintas do mesmo Clubinho. Se colocasse mais alguém ali, aí seriam três gerações, considerando que dois filhos do Betão já estavam tão envolvidos assim em toda a safadeza. Entre o Dudu, o Alberto e o Iago, seus três moleques, só o mais novo ficou de fora, porque o do meio tinha namoradinha e o mais velho já era até noivo. Mas nada disso importava a eles. Flávio mamava e dava pra um, Júlio e Roberto arregaçavam o Pedro e Carlos montado no Júnior. E nós ali, eu brincando de foder a boquinha deliciosa do Vinícius, ora o puxando e dando beijos, lambidas e chupões, ora dando tapas. Éramos uma mistura quente de tesão com carinho que culminava exatamente no nosso comportamento um com o outro, que era único dentro do grupo.

- Tu gosta, né?

Mas ele não respondia, só me olhava como se quisesse saber se era daquele jeito que eu gostava, sendo que me conhecia melhor que ninguém, já tava mais do que careca de saber que era daquele jeitinho mesmo, que só ele sabia fazer. A língua arrastando no peito da piroca, arrepiando minhas pernas e seduzindo meu corpo.

- Ssssssssss! Safado! Vou acabar te comendo aqui mesmo, se continuar!

- Quer que eu continue, então?

Meu lolito safado.

- Você quer tomar no cuzinho aqui mesmo? Se quiser, é só continuar.

Dei o ultimato. Mas ele fez piada. Tirou a rola da boca e voltou a cair com tudo lá na gargantinha, me arrepiando de vez e quase me fazendo gozar. A caralha numa latência fodida, soltando calor pelas veias grossas.

- Hmmmmf! Então é isso, né?

Sentei no chão com as costas apoiadas na parede e as pernas esticadas. Alisei o instrumento e preparei pra ele sentar.

- Vem, senta aqui em mim!

Sem qualquer hesitação, ele veio com o cuzinho encaixando na cabeça e só precisou deslizar até o talo. Éramos um do outro fisicamente, não havia um entendimento que encaixasse melhor que aquele.

- Hmmmm! Isso!

Apertava a bunda e o arreganhava ainda mais, tendo total visão do safado. De costas pra mim, ele sentou certinho e foi virando, ficando de frente, eu o ajudando. Quando finalmente nos viramos, demos aquele beijos e começou a foda. À cada quicada do Vinícius, eu sentia seu cu vestindo completamente minha vara, numa sincronia profissional entre cu e pau. Ele ainda rebolava pra me deixar maluco, alongando as estocadas curtas que eu dava e quase que me cobrindo com a raba morena e raspadinha. Como sempre, os pelinhos nascendo e pinicando meu saco, que era a única coisa que ficava de fora do corpo do molecote safado e delicioso que era o meu moreno. Pra completar, a onda da maconha ainda soltava nossos sentidos, deixando a pele quente e mais gostosa de tocar, mexer. Assim, a gente ia fodendo e explorando um o corpo do outro, passando as mãos por pelos, partes, mamilos, tudo. Era um paraíso.

- Sssssss!

Quando o caralho começava a engrossar, lá vinha o gozo. Sem parar de beijar, já tinha começado um punhetão pro safado e, a longo prazo, isso só me deixava mais excitado. Perto do orgasmo, ele ficava trancando o cuzinho pra contrair a própria vara e isso dava um efeito de ainda mais apertamento em mim. Não tinha como escapar do gozo.

- Fffffffff! Huummmmm!

Duas, três, quatro jatadas de porra quente no fundo do moleque. Ainda continuei batendo um pouco e logo depois ele gozou por cima do meu tórax, misturando tudo com suor. Nossos fluídos se juntavam e a gente sempre ficava naquele pós foda morno, se olhando, respirando juntos, trocando carinho. Se deixasse, tanto eu ficava ali afagando seus cabelos até que ele dormisse, quanto ele permaneceria sendo acarinhado até pegar no sono. Mas não podíamos dar mole.

- Sabe o que eu tava pensando?

- O que? - perguntei.

- Por que a gente ainda faz parte desse Clube?

Certeiro, como sempre.

- Também não sei, Vinícius.

Abraçado comigo, começou a explicar.

- Acho que não tem mais sentido. Fora que isso tudo vai dar uma merda..

- Você tem razão. Por que a gente não sai?

Naquele momento, sabíamos que assim que aquela decisão fosse tomada, marcaria o fim de um período compartilhado por cada um de nós. Mas, pelo menos entre mim e ele, não seria o final de nada, bem pelo contrário, como disse lá no começo do relato. Era mera questão de perspectiva.

Depois de tudo combinado e muito papo até decidir de vez como faríamos, achamos melhor simplesmente ir até o sítio e avisar a todos da nossa decisão, sem muitos detalhes ou explicações. Foi assim que fomos convidados e assim finalizaríamos a participação, que sempre fora mesmo pouca, quase nada. Por um lado, não poderíamos dar na telha que aquilo ia acabar mal, até porque não seríamos escutados pelos coroas. Mas por outro, já tinha chegado onde tinha que chegar, pelo menos pra nós dois. Sendo assim, no dia combinado, voltamos ao sítio do Betão pra dar a notícia.

- A gente tem algo importante pra dizer. - comecei.

Na sala, Pedro, Flávio, Betão e o Júlio, mais bêbado do que o normal.

- Estamos saindo do Clube.

O Roberto podia não saber o motivo, mas aquilo não o chocava. Ele parecia entender o que acontecia, sendo o único a realmente dar bola. Eu não tinha muita intimidade com o restante, com exceção do Pedro, com quem nem falava mais depois de tudo.

- Mas vocês estão bem?

- Estamos sim. Acho que melhores que nunca, né?

Vinícius deu um sorrio e o Betão assentiu.

- Os segredos de vocês morrem com a gente. - falei.

E aí, inacreditavelmente, Julhão decidiu falar.

- E o de vocês também, com a gente.

Mas nós não tínhamos mais nenhum segredo. Nada mais era secreto pra mim e pro Vinícius, só ele não percebia aquilo e essa era nossa diferença crucial de vida. Aquela era a minha, ali, exposta, sem segredos. De qualquer forma, ignorei. Quando ia virar pra sair, o filho da puta do coroa decidiu levantar e mostrar o quão babaca podia ser, ainda mais alcoolizado.

- Ou! Não pode sair saindo assim não! Que história é essa?

Veio na minha direção e desviou, seguindo até o Vinícius.

- Tá maluco? - perguntei.

Mas ele nem quis saber, só continuou andando e falando.

- Tu comeu meu viadinho e agora vai sair sem eu comer o teu? Vambora, Vinicinho!

Num movimento repentino, olhei pra cara do moleque e percebi o gatilho que mudaria a minha vida. No rosto dele, a expressão clara e nítida do medo. Completamente branco, apático, os olhos arregalados e travado, sem saber o que fazer. Meu corpo vibrou em aceleração. Eu era menor que o Júlio e até menos forte, mas tinha a motivação milhões de vezes maior pra fazer qualquer coisa ali com ele e podia ser bem resistente com meu corpo moreno. E num estalar de dedos, bem no momento em que ele ia puxar o Vinícius pelo braço à força, eu já estava posicionado entre os dois, com o corpo blindando totalmente o garoto. Os pés firmes no chão, só precisei agachar um pouco e, assim que o Júlio deu um passo à frente, eu tomei impulso e bati com o peitoral de frente no corpo dele, propositalmente forte, fazendo o cambalear e cair pra trás, por conta do efeito da bebida. Com aquela cara de cuzão, ele não acreditou, mas pareceu tonto demais pra levantar. Só aí o Vinícius foi voltando a si e tornou a me olhar.

- Eu já falei que você não precisa disso, não já? Não precisa!

Dei um sorriso e ele retribuiu, os olhos cheios d'água. Olhei ao redor e todos pareciam apreensivos com a cena que acabaram de presenciar.

- Desculpa qualquer coisa, galera!

Abracei meu moleque e fomos em direção ao carro, aflitos pra sairmos logo dali e ficarmos a sós. Antes de sair, ainda apontei pro coroa no chão e mandei a real.

- Menos pra você, seu MERDA!

O dedo bem no meio da fuça dele.

- Tenta encostar um dedo que seja nesse garoto pra tu ver se eu não acabo com a tua raça, seu cuzão!

Saímos sem voltar a olhar pra trás.

A nossa confiança passou a ser tanta e tão grande, que até transávamos depois de algumas horas, mas não era mais pelo físico, era por algo bem maior que nós, muito mais acima. A passagem do tempo acabou trazendo o Vinícius de vez pra minha casa, porque cada vez mais ele trazia roupas, cadernos, livros, suas coisas pessoais. Em menos de um mês após a saída do Clube, eu já estava praticamente acostumado a dormir com a luz do quarto acesa, enquanto o moleque varava a noite estudando pras provas no computador e eu descansava pro dia seguinte. Quando o assunto era matemática, eu ainda ficava acordado pra ajudá-lo, compartilhando o que sabia sobre computação, números e tecnologia. Às vezes a gente acabava se agarrando e parava pra meter. Ficávamos soltos pela cama, um por cima do outro, suando no mesmo corpo, ele com a cabeça no meu peito, escutando meu coração.

- Vinícius.. - comecei. - Preciso te falar uma coisa.

O quarto escuro, ele deitado em cima de mim, um de frente pro outro. Além de nós dois, só nossa respiração e o silêncio absoluto.

- Não precisa.

Ele mesmo terminou. Pelo visto já sabia o que eu tinha a dizer, mas pensava que não precisava ser dito.

- Vamos só aproveitar. Não sei quanto tempo as coisas boas duram na minha vida, Marcão.

E fechou os olhos, como se controlasse o choro. Sentindo seu corpo nu em cima do meu, o abracei e, assim que tornou a abri-los, eu o encarava feliz.

- Não é um momento, Vinícius. É a nossa vida, agora!

Ele pareceu incrédulo, corando.

- Você não está mais sozinho, nem eu. Entendeu?

Sorriu e demos um beijo gostoso, duradouro e terno. Assim, ficávamos horas só nesses carinhos e chamegos na cama, até um pegar no sono e depois o outro. Todo o cotidiano mudou com a chegada do Vinícius na minha casa, na minha vida. Antes me definia de uma forma, mas agora já podia concluir que orientação sexual era o de menos, o mais importante era me sentir feliz com alguém que pudesse me identificar e ser eu mesmo, ainda que um tarado sexual, por mais contrastante que isso seja com o sentimento no peito. Ou não. Aquele era eu, hétero até o dia em que a tara em cu mudou minha vida!

Não preciso dizer que o Clube realmente deu merda. Não ficamos até o final pra ver, mas, ainda depois de muito tempo, o contato com o resto da galera ficou escasso. Num encontro por acaso que tive com o Betão, ele contou que descobriu o envolvimento dos filhos por causa do Júlio, que trepou com o Alberto e ainda filmou tudo.

- Mentira!?

- Verdade, pô! Aquele filho da puta, traíra!

Bem como o Vinícius previu. A gente ainda costuma fumar vez ou outra aqui em casa na companhia do coroa, mas nada com vínculos sexuais, só pra falar mesmo da vida e rir a toa. Segundo o próprio, Carlos e Júnior também saíram do Clube e tiraram férias juntos. Ele ainda via o Flávio vez ou outra, mas não tinha mais qualquer laço com Júlio ou Pedro. Entre outras palavras, aquela era a morte decretada do Clube de Lolitos. Mas não necessariamente o fim de tudo. Afinal de contas, foi no meio disso que descobri quem eu era de verdade, me encontrei dentro de mim e consegui dar os próximos passos na vida. Mesmo que pra todo o restante fosse o fim, pra gente foi o começo. Em pouco tempo veio o primeiro emprego do Vinícius, minha contratação em outra empresa e nossa primeira reforma juntos na casa. A felicidade não foi um objetivo, mas sim um caminho até ele. Em tudo que fazíamos, havia o amor impresso, desde às coisas materiais até às abstratas. Depois disso, vieram as viagens em conjunto e nossas descobertas pelo mundo, com direito a muito sexo escondido e até no meio da natureza. Viajamos nas nossas férias pelo Brasil e conhecemos muitas pessoas diferentes ao longo do percurso, cada um com sua própria realidade e vivendo sem se esconder. Fizemos amor no meio de trilhas, cachoeiras, pelados no meio da selva, e quase paramos na cadeia depois de um episódio de nudez explícita. Foram quase 5 anos juntos até o casamento no papel e o primeiro cachorro adotado. Além disso, o sexo não era mais físico, era uma comunhão de vários sentimentos em comum, sendo focados no mesmo ponto, nas mesmas pessoas, no mesmo laço. Sempre deitados na cama, fumávamos e quem viajava era a mente, mas até nisso juntos. Quando não queríamos sair ou o tempo fechava, permanecíamos por horas na cama, às vezes dias, só fumando, metendo e desbravando o outro. O máximo do sentimento pelo alheio.

QUATRO VEZES! Em quatro oportunidades, perdi a cabeça no passado e achei que tinha ido longe demais. Mas agora, não precisava olhar pra trás e lembrar de nenhuma delas. Ou melhor, apenas de uma delas, somente de UM. O primeiro e único. O que me abriu a mente em relação ao sentimento, independendo de sua afetividade. A história inteira de como, UMA VEZ, me apaixonei e construí o que hoje chamo de relacionamento. A quarta e última vez que sentei pra falar de tudo isso e de como cresci e descobri aquele sentimento enorme dentro do peito. O nome dele? Vocês já sabem..!

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EPÍLOGO:

Eu tava deitado na areia, olhando pra lua. Observava as estrelas e ouvia o barulho das ondas indo e vindo, a água fria umedecendo meus pés. Morto pelo esforço de ter dado praquele safado na prainha deserta, as costas ainda arranhadas, mas sob o céu noturno. Me recuperava do esforço e do suor produzido. Afinal de contas, tava pra NASCER macho mais faminto que aquele coroa. Imagino que seu CRESCIMENTO tenha sido difícil, tão viciado como era em sexo. Transava comigo como se esquecesse que eu era viado, na intenção de REPRODUZIR, socando fundo no meu ser. E eu adorava, podia trepar até à MORTE, mesmo cansado. E como ficava exausto. Mas era questão de tempo até recuperarmos as energias e RENASCERMOS, dando a continuidade do CICLO interminável de putaria. Só virei pro lado e o encarei, vislumbrando o olhar sério e frio, antes de sentir o sono se espalhando.

- Agora acabou, né? - perguntei.

Exausto, a visão começou a se desfazer e tudo ficou borrado. Antes de apagar, porém, ainda testemunhei o risinho, mas a nulidade e peso tomaram conta dos sentidos e tudo escureceu, no exato momento em que admirava a enorme cicatriz em baixo de um dos olhos escuros dele.

- Nunca acaba, Dudu..

A consciência ainda ficou com a impressão de processar algumas frases que entraram pelos ouvidos, mesmo depois de ter apagado.

- Olha pra gente. Velha geração, nova geração, não faz diferença.."

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Avisos importantes!!

1- Estou finalizando e oficializando "CDL - A Coletânea", com os 10 contos já postados + ilustrações + curiosidades pessoais e técnicas + UM CONTO INÉDITO que é SURPRESA!! (brota no twitter! @andmarvin_).

2- Fim de temporada e fim do Clube de Lolitos. Férias?? Deixo aqui meu mais sincero obrigado a quem acompanhou até então. Lembrando que continuo todos os dias no twitter e no e-mail.

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+ tem um grupo maneiro do autor Daniel no whatsapp: https://chat.whatsapp.com/invite/KjeiJPemIOQ8FNrZGwCbZg

+ blog delicioso de um amigo que posta meus contos: https://erosedionisio.blogspot.com.br

Comentários

29/09/2017 22:55:05
Adorei esse tal Clube dos Lolitos... Continuo lendo e apreciando teus contos. Parabéns pela linguagem escorreita e envolvente. Abs.
20/08/2017 17:41:46
Amei!!

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