Casa dos Contos Eróticos

CARLOS - II

Autor: Gabriel
Categoria: Homossexual
Data: 11/08/2017 23:45:50
Nota 9.43
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Vi a mensagem do seu Carlos nas notificações do celular, mas não visualizei. Limpei a porra do meu peito com a toalha, no banheiro, e depois fui dormir. No outro dia, também tive o cuidado de não abrir a mensagem. Não sabia o que dizer. Seu Carlos não só era muito mais velho do que os caras com quem já tinha ficado como também era pai do que costumava ser meu melhor amigo. Apesar de não nos vermos a tempos, a intimidade que sempre tivéramos permanecia a mesma. Fiquei bastante confuso e passei a tarde com as imagens do seu Carlos indo e voltando da minha mente.

Nunca me sentira daquele jeito. O tesão que eu tinha em guris era outro... eles eram novos, macios, lisos... até o perfume que usavam parecia contribuir para construir a imagem do jovem grego na flor da idade, viril, sim, mas com um "que" de infantil. Aquilo que sentia por seu Carlos era diferente... nunca me sentira daquele jeito. Na verdade, e foi deitado no sofá vendo TV, que me lembrei. Já me sentira, sim. Mais recentemente, no dia anterior, tivera um pouco daquele tesão. Aquela atração animal pela virilidade, pelo másculo, pela sensação de ser completamente dominado mesmo sem saber que isso era uma opção, um desejo. Sim, ainda aquela semana... mas antes, bem antes, eu sentira algo assim..

Viajei um pouco, agora. Desculpem. Enquanto estou aqui escrevendo, tem um par de olhos acompanhando cada palavra. Foi só quando ele riu baixo que eu me toquei. Quem está aqui? Ah, um dia eu conto... quem sabe?

Resolvi visualizar a mensagem de seu Carlos e respondê-lo. Por mais que eu não acreditasse muito, havia a opção de eu ter deixado me levar pelo desejo e entendido errado tudo aquilo, afinal, éramos próximos, íntimos, brincadeiras eram naturais. Agora sei que não. Mas ainda não tinha a certeza. No dia, resolvi levar na brincadeira e o respondi.

"Opa, na minha casa ou na do senhor? HAHAHAHAHA"

Por garantia, completei a mensagem.

"Foi bom ver o sr de novo. O que o Dan achou do nosso reencontro? HAHAHAHA"

Seu Carlos não estava on-line. Deixei o celular de lado e acabei pegando no sono. Quando acordei, vi que ele havia me respondido.

"HAHAHAHA ond vc quiser.

Ah, esqueci de comentar com ele."

A princípio, desconfiei dele não ter comentado nada com o filho, mas me convenci que estava fantasiando com olhos de Bentinho de novo. Mandei um "ah, certo" e deixei por isso mesmo, já esperando que a conversa morreria ali. Engano meu, minutos depois ele mandou uma mensagem comentando que nunca tinha me visto na aula. Expliquei que fazia aula em horário diferente e tudo o mais. Embarcamos novamente em uma conversa banal sobre trivialidades, isso até a noite quando ele me disse que iria para a pelada com os amigos do trabalho e encerramos a conversa por ali.

Não conversamos mais no outro dia. Na sexta-feira, novamente eu em casa deitado no sofá, foi que seu Carlos deu sinal de vida. Próximo às 18h, recebi uma foto dele. Era um selfie dele no escritório, terno e gravata, sentado atrás da mesa. Fazia uma cara de falso sofrimento, com uma das mãos puxando o laço da gravata em volta do pescoço. Na legenda da foto, "que calor! acho q to precisando de um banho hahahaha". Da foto toda, não consegui despregar os olhos da mala apoiada no assento da cadeira, as pernas peludas que eu vira, agora cobertas, bem abertas. Devolvi a foto com uma minha, do pescoço para baixo, deitado no sofá, sem camisa, com a legenda "calor pra porra!". Quase imediatamente ele me respondeu "pra porra, vdd". Mandei uma risada mas ele não me respondeu mais e ficou off line.

Pelo horário, achei que estivesse saindo do trabalho e pegando o trânsito para casa. Resolvi tomar um banho e bater uma pensando naquela foto, aquele corpo escondido naquele terno justo. Sem estímulos visuais, costumo demorar para gozar, então já tinham passado bem meia-hora comigo no banheiro, o chuveiro desligado. Foi quando ouvi a campainha tocar. Esperei para ver se não tinha confundido com a do vizinho, mas ela tocou do novo. Xingando, me enrolei na toalha e corri para a sala ver quem era. Adivinha?

Minha mãe. Mentira, era o seu Carlos mesmo, de terno e gravata, o traje completo, sorrindo e acenando. Fiz um sinal de espera com a mão e corri vestir uma bermuda, dessa vez com uma cueca para esconder meu pau duro que não abaixaria um milímetro com aquele homem na minha sala. Eu sei, poderia recebê-lo de toalha e forçar um pouco mais a barra, mas não conseguia agir assim, por mais que quisesse. Semi vestido, corri abrir o portão.

- Fala, seu Carlos, perdeu o caminho de casa, foi?

- Ah, que nada, guri. Tava pensando se você não queria sair tomar alguma coisa.

Admito, fiquei surpreso.

- Seu Pedro, eu nem fiz 16 ainda...

Ele riu.

- Porra, guri, eu sei! Tô falando da gente ir num lugar, cê toma um suco, ou um copo de leite, se quiser - e riu. Não passou despercebida a coceira repentina no saco que fez ele agarrar as bolas por cima da calça. Depois continou: - Pensei que não tivesse comido ainda e como cê disse que tua mãe não tá por aí...

- Ah, não, pode ser. Entra aí. Só vou jogar uma água no corpo e me trocar...

Fomos conversando enquanto ele entrava no quintal e íamos para a sala.

- ...tinha acabado de entrar no banheiro quando o senhor chegou.

- Hum, entendi.

- Bom, fica a vontade, seu Carlos. Vou tomar um banho e já volto.

- Tô convidado? Ele riu. Vai lá, guri, te espero.

No meio do caminho para o banheiro, eu gritei.

- O Dan vai também?

- Não, o guri foi pra casa da mãe hoje, volta só segunda.

Tomei um banho rápido, de porta fechada, me enxuguei no banheiro e fui para o quarto me trocar. Cinco minutos depois apareci na sala, pronto para sair. Vestia jeans, camiseta branca e um New Balance.

- Hum, todo arrumadinho. Bora então?

- Bora.

Saímos de casa e fomos conversando enquanto seu Carlos dirgia. Minutos depois, chegamos em um barzinho meio vazio pelo horário. Entramos, pegamos uma mesa, ele pediu um chopp, eu um suco, juntos pedimos uma porção. Conversamos naturalmente enquanto comíamos e bebíamos, sem nenhum jogo ou duplos sentidos. Seu Carlos até dividiu uns goles do chopp comigo. A noite foi bem agradável e quando ele chamou o carçom para pedir a conta, fui até o banheiro. O alcool fizera algum efeito e estava com dificuldades de mijar rápido. Só piorou quando seu Carlos parou no mictório do meu lado.

- Olha a gente aqui de novo banheiro hahahaha.

Eu ri, mas ergui a cabeça pro alto e fechei os olhos, tentando, sem sucesso, mijar antes que meu pau endurecesse. Não preciso nem dizer que não adiantou. O barulho do cinto do seu Carlos, o zíper abrindo e o mijão forte batendo no mictório pareciam amplificados pelo tesão e pelo banheiro vazio. Não resisti. Abri os olhos e olhei de canto de olho. De rola meia bomba e ainda mijando como se não tivesse fim, seu Carlos me olhava. O mijo acabou, ele sacudiu a rola e continou acariciando enquanto ela endurecia. Eu, no entanto, não conseguia tirar os olhos dele. Involuntariamente, comecei a punhetar meu pau também.

- Ah, guri...

Seu Carlos me pegou pelos pulsos, me empurrou contra a parede e me beijou, nossa rolas de fora pressionadas no meio de nós dois. O beijo forte, a língua grande invadindo a minha boca, todo o peso do corpo dele forçando o meu na parede. Durou pouco tempo. Senti ele se afastando e só queria que ele continuasse, que tirássemos a roupa ali mesmo e ele me fodesse com a mesma brutalidade com que tinha me beijado. Mas não. Ele se afastou, ajeitou a calça e saiu do banheiro sem olhar pra trás.

Cologuei a rola, já amolecendo, dentro da calça, me ajeitei no espelho e saí, ainda desnorteado. Encontrei seu Carlos na saída, fumando. Nunca o vira fumar antes, nem quando era pequeno, nem sequer o cheiro de cigarro eu sentira. Ele forçou um sorriso enquanto falava "vamos" e caminhou até o carro. Voltamos em silêncio até a minha casa. Quando fiz menção de abir a porta, ele segurou o trinco.

- Gabriel... eu... guri, que loucura. Desculpa. Acho que foi a cerveja, sei lá. Desculpa, sério...

- Não, tudo bem, seu Carlos...

- De verdade, você é amigo do Dan... não queria te assustar nem nada...

- Tudo bem, seu Carlos. O senhor não me assustou...

A menção da palavra "senhor", seu Carlos fechou os olhos e deu um meio sorriso.

- Repete - ele pediu.

- O que? - respondi, confuso.

Ele abriu os olhos e me olhou, erguendo as sobrancelhas.

- Senhor?! - eu disse, um pouco constrangido.

Ele fez a mesma cara, fechando os olhos. Se aproximou mais de mim e eu tremi, esperando pelo beijo. Ele, no entanto, abriu a porta e sussurrou no meu ouvido.

- Desce, vai, antes que eu meta em você aqui mesmo.

- O se-senhor não quer entrar? - gaguejei. Eu definitivamente não sabia o que estava fazendo, mas deixei de me importar dentro do banheiro, quando abri os olhos para ver o caralho duro do pai do meu amigo ao meu lado.

- Hoje não. Ele tirou a mão da porta e enconstou de novo no banco. Tão cedo eu desci do carro e fechei a porta, ele arrancou e saiu. Entrei em casa e não pude deixar de ter a sensação de que já vivera aquele momento. Deitado no sofá, mais uma vez gozei pensando no seu Carlos. E mais uma vez, quando terminei, havia uma mensagem dele.

Era uma foto dele em frente ao espelho. Tirara a calça e a cueca, a rola dura apontando para o céu, mas ainda vestia as meias sociais pretas e o resto da parte de cima do terno. O foco da imagem estava na cueca do tipo tanga, branca, que ele segurava com uma das mãos. Nitidamente dava para ver a mancha mais escura, molhada, na parte da frente da cueca. A mensagem que seguia a imagem era a seguinte.

"Olha como me deixou hoje. Desculpe ser tão afoito. A partir de agora, só quando você me disser que quer. Boa noite, guri."

Comentários

20/08/2017 18:07:31
Curti!!
17/08/2017 12:30:29
Muito bommmm
14/08/2017 09:56:57
VAlTERSÓ, Eu sou Gabriel. Carlos é o pai do Dan. Pedro é o dono da conta, com quem comecei a conversar sobre o assunto e resolvi postar. Entendeu?
12/08/2017 14:54:19
Legal
12/08/2017 01:40:06
AFINAL DE CONTAS É PEDRO OU CARLOS? ACHO QUE VC CONFUNDIU OS NOMES. REVEJA ISSO. POXA, CARLOS RESOLVEU DEPOIS DO QUE FEZ TER DRAMAS DE CONSCIÊNCIA? PIOR AINDA, JOGOU A BOMBA NA SUA MÃO. AGORA É VC QUEM VAI TER QUE DIZER SE E QUANDO QUER. SE OCORRER ALGO, ELE PODERÁ ALEGAR QUE NÃO FOI ELE E SIM VC. MUITO ESPERTO ELE.

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