UM BOQUETE EM PLENO TRÂNSITO

Um conto erótico de Ehros Tomasini
Categoria: Heterossexual
Contém 1761 palavras
Data: 28/02/2017 02:08:34
Última revisão: 01/03/2017 11:59:07
Assuntos: Anal, Heterossexual, Oral

A ESCRITORA DE POEMAS ERÓTICOS – Parte 11

- Você sabe manusear uma arma?

Perguntei a ela, que tinha a cabeça encostada em meu peito, enquanto brincava com a pistola que apanhara do chão, aos pés da cama. Ela cheirou o cano, sentindo o forte odor de pólvora, já que eu havia atirado com a arma pouco antes de chegar ao seu apartamento, para responder:

- Não, não sei manusear armas. Mas sempre tive curiosidade de ter uma nas mãos. Esta é bem pesada.

- Não ficou temerosa em saber que eu porto arma de fogo? – perguntei, estranhando sua tranquilidade diante do fato de eu andar armado.

- Também não. Acho que você precisa disso, devido à sua profissão.

Fiquei surpreso que ela mencionasse minha profissão. Afinal, eu nunca comentara isso com ela. Aliás, eu nem sequer sabia seu nome ainda. Questionei-a, demonstrando curiosidade:

- E você sabe qual é a minha profissão? O que você sabe sobre mim?

- Teu nome é Pedro Cabral, você é detetive particular e atualmente anda me espionando. É só o que sei – disse tocando com o dedinho em meu queixo, beijando-me a face e largando a arma novamente no chão.

Como eu a havia travado pouco depois que terminamos de foder, não havia o perigo da pistola disparar acidentalmente. Eu estava cada vez mais assombrado com a sua reação. Como é que ela sabia que eu era detetive? Ela, no entanto, pareceu adivinhar meus pensamentos e complementou sua resposta:

- Estive no seu prédio, depois que nos masturbamos um para o outro. Falei com o porteiro de lá e fiz perguntas sobre você. Contei que moro aqui e que havia te visto através de um binóculo. Disse que fiquei interessada em você e ele ficou divertido com a minha espontaneidade – falou ela rindo maliciosamente da minha cara de surpresa.

Fomos interrompidos pelo toque da campainha do interfone do apartamento dela. Levantou-se de um salto e caminhou nua até o aparelho. Quando atendeu, uma voz masculina se fez ouvir:

- Dona Lacuna, tem uma mulher aqui, furiosa, querendo subir. Disse que a senhora está com o marido dela e afirma que neste momento ele está em seu apartamento. O que eu faço, pelo amor de Deus?

Ela olhou para mim, surpresa. Eu estava tão surpreso quanto ela. Eu não era casado, disso eu tinha absoluta certeza. Saltei da cama e apanhei do chão a minha pistola. Destravei-a e olhei para a escritora, que descobri que usava nome verdadeiro, e não pseudônimo, no site de escritores. Sentei-me na cama, enquanto ela olhava para mim, agora com expressão de zanga no rosto, e dizia ao porteiro:

- Não a deixe subir. Diga a ela que o seu marido já está descendo. Eu não quero escândalos, principalmente em meu próprio apartamento.

Desligou o interfone e ficou olhando para mim furiosa e interrogativa. Depois, caminhou em direção às minhas roupas jogadas no chão, apanhou-as e atirou-as sobre mim:

- Vista-se e desça. Eu me enganei com você. É safado como todos os homens casados que tentaram me enganar.

- Eu não sou casado, Lacuna. Acredite em mim. Não sei quem é essa mulher, nem por que está dizendo que sou seu marido. Só pode ser uma armadilha.

- Não me interessa – disse ela, zangada – não quero problemas com machos, principalmente em minha própria casa. Saia do meu apartamento, por favor.

Resolvi não insistir. Se fosse mesmo uma armadilha preparada para mim, ela estaria também correndo perigo. Pousei a pistola sobre a cama e comecei a me vestir. Havia apenas vestido a cueca quanto bateram fortemente na porta.

- Não abra – eu disse, empunhando novamente a pistola.

Mas a escritora já se encaminhava resoluta em direção à porta. Destrancou-a, deparando-se com uma morena bonita e furiosa, com um pequeno revólver calibre 22 na mão esquerda.

- Onde está meu marido, sua quenga safada? – vociferou a morena, apontando a arma para o peito da poetisa. Ela estava tranquila, mas o porteiro se tremia todo por trás da bela mulher.

- Perdoe-me, dona Lacuna. Eu não consegui impedi-la de subir. Ela me obrigou a vir junto, sob a mira dessa arma.

- Seu marido está lá dentro do quarto, senhora – disse tranquilamente a escritora – e quero me desculpar: eu não sabia que ele era casado.

A mulher afastou Lacuna de sua frente, com um safanão, e entrou no apartamento. Estancou quando me viu apenas de cueca e pistola em punho. Dessa vez dirigiu-se a mim:

- Então, era uma orgia! Cadê ele? Eu sei que ele está aqui – apontou-me a arma e tentou ver através de mim, procurando alguém no quarto.

- Está havendo algum equívoco – disse a poetisa – já que este não é o homem que procura. Estávamos apenas nós dois neste apartamento. Se a senhora quiser, tem a minha permissão para vasculhar minha casa...

A morena também me afastou da sua frente e entrou no quarto. Olhou dentro do guarda-roupa, depois debaixo da cama e, finalmente, foi até a cozinha, depois de investigar o banheiro. Voltou para a sala, sob o olhar espantado do porteiro, e baixou a arma. Então, desmoronou num choro desesperado.

- Mas me deram a certeza de que ele estava aqui – disse aos prantos.

A escritora puxou uma cadeira e pediu que ela se sentasse. Soluçando de tanto chorar, a mulher desmoronou no assento. Aproveitei para tirar o revólver de sua mão. Ela não esboçou nenhuma reação, deixando que eu a desarmasse. Aí, pediu desculpas sinceras pelo incômodo. Mostrou-se consternada.

Lacuna foi até a cozinha e voltou com um copo contendo água com açúcar. A morena bebeu o líquido de bom grado. Quando se acalmou, pediu desculpas novamente e quis se levantar. Mas dobrou as pernas e caiu ao chão, desmaiada.

***************************************

Desci junto com a morena, depois que conseguimos reanimá-la. O porteiro me ajudou a ampará-la até que chegássemos ao térreo, usando o elevador. Ela disse que tinha vindo de carro, mas não estava em condições de dirigir. Ofereci-me para levá-la ao hospital, para que fosse devidamente medicada. Ela aceitou. Na verdade, eu estava querendo fugir da presença da poetisa. Depois do ocorrido, não havia mais clima para continuarmos a foda. Ela também não se sentia à vontade comigo, depois de ter sido levada a acreditar que eu era casado. A caminho do hospital, porém, a morena mudou de ideia.

- E-eu não quero ir para nenhum hospital. Prefiro que você me leve até minha casa – disse ela, cabisbaixa.

- A senhora é quem sabe – respondi – mas ainda acho que devia consultar um médico. Mora perto daqui?

- Não, moro em Copacabana. Teria algum problema em me levar lá?

Demorei alguns segundo para responder:

- Nenhum, se me conseguir o dinheiro do táxi para eu voltar. Não esperava me afastar de casa, por isso estou sem dinheiro.

Ela estava sentada no banco de carona, ao meu lado. Tinha uma bolsa no colo, onde havia guardado, pouco antes de sair do apartamento da poetisa, o revólver. Retirou de dentro uma cédula de cem reais e me entregou.

- Tome, fique com o troco. E desculpe-me o incômodo. Devo ter estragado a sua noite, não é?

Não respondi. Continuei com a atenção voltada ao volante. Mas ela deve ter lido em meu rosto que eu realmente estava frustrado por ter perdido a oportunidade de passar a noite com a poetisa. Por outro lado, livrei-me de ter que me disfarçar novamente, para sair do prédio sem levantar suspeitas no porteiro. Ele ficou tão aperreado que nem lembrou que quem ele tinha autorizado a subir até o apartamento da escritora havia sido um homem de cabelos, barba e bigode cor de bronze.

Perguntei se a morena tinha dinheiro mais trocado e ela fez questão de que eu pegasse a nota de cem. Guardei-a no bolso da camisa. Então, ela encostou a cabeça em meu ombro e aninhou-se nele. O perfume de seus cabelos invadiu-me as narinas. Quando ela pousou, displicentemente, a mão em minha perna, meu pau ficou logo duro. Só então, percebi que eu não havia fechado o zíper. Ela também notou. Dispôs-se a fechá-lo, mas tocou de leve com a mão em meu pau. Demorou-se um pouco a se decidir a deixar a braguilha aberta, como estava até então, olhando fixamente para aquele volume. Continuei com a atenção voltada ao trânsito. Aí ela meteu a mão entre minhas pernas e libertou meu cacete da cueca. Sem nada dizer, ajeitou-se na cadeira e meteu a boca em meu pau. Deve ter sentido cheiro de gozo ali, pois eu não havia me lavado antes de sair do apartamento da poetisa. Mas não reclamou. Arregaçou o prepúcio e ficou passando a língua em volta da glande, se deliciando com o gosto dela.

Ela chupava muito bem. Tinha a boca quente e os lábios suaves. E gostava de chupar, a danada. Alternava entre engolir meu mastro e bater punheta. Muito excitado e temendo perder o controle da direção, perguntei se ela queria ir para um motel. Lá, estaríamos mais à vontade. Ela não respondeu e continuou a felação com mais entusiasmo. Encostei o carro na primeira rua menos movimentada que vi. Meti a mão entre suas pernas e percebi que estava sem calcinha. O vestido que usava me facilitava a invasão e logo apalpei sua rachuda. A mulher tinha um bocetão enorme. Estava molhadinha e abriu mais as pernas, de modo que eu enfiasse o dedo entre os lábios vaginais. O pinguelo também era grande, proporcional à sua “testa”. Então eu enfiei profundamente o dedo, procurando seu ponto G. Sem tirar minha pica da boca, ela disse que gostava de ser tocada ali, bem onde estava meu dedo. Iniciei uma siririca só friccionando naquele ponto. Ela começou a gemer e libertar perfume do corpo. Estava começando a gozar. Apressei o ritmo, mas ela pediu que eu voltasse a fazer como antes. A bolsa que estava em seu colo caiu no assoalho do carro. Ela nem ligou. Continuou gemendo.

Retirou a boca do meu pau, mas continuou me punhetando. Apressou os movimentos da mão à medida que se aproximava seu primeiro orgasmo. Gozou várias vezes seguidas e implorou para que eu gozasse também. Fechou as pernas, prendendo minha mão, quando não aguentou mais gozar. Caiu, novamente, de boca e ficou chupando a glande e masturbando-me ao mesmo tempo. Senti o gozo aflorar e o anunciei para ela. Ela apressou mais o ritmo, engolindo quase todo o meu cacete com a boca. Ficou fazendo movimento com a cabeça, masturbando-me com a goela. Não demorei a jorrar um jato forte de esperma em sua garganta. Segurei sua cabeça com as duas mãos e forcei-a a engolir mais meu pau, sufocando-a. Engasgou quando a porra adentrou sua laringe.

FIM DO EPISÓDIO

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