Casa dos Contos Eróticos

Encontros dos Signos - Leão e Touro

Autor: Jota
Categoria: Homossexual
Data: 10/01/2017 23:38:22
Última revisão: 11/01/2017 00:36:57
Nota 9.67
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Ai que medo...

Escrevi seis contos independentes que compõe essa "saga" com seis tipos de casais, situações diferentes e este é o primeiro.

Não quis puxar meu saco e largar o escorpiano de cara então deixarei ele por último. Serão contos, no estilo conto mesmo, mas sem tanta coisa explícita e sim mais erotizados. Espero que alguém goste e se gostar é só dar um "jóinha", hehe, abraço do Jota.

*

Leandro – O Leonino

**

O homem de Leão tende a ser cheio de fantasias, não têm vergonha de falar um monte de sacanagem na cama, são bons beijadores. Não tem falsos pudores. Gosta de ter seu ego massageado o tempo todo, são românticos e selvagens ao mesmo tempo.

Leandro não pôde fazer muitas escolhas em sua vida. Por parte de pai e mãe, seu destino foi decidido, seria padre e assim encheria a família de orgulho. Sem contestar ele foi estudar separadamente num seminário católico e aprendeu a gostar daquela que seria sua profissão no futuro: pescador de homens.

Mas quando ele foi concebido, não houve gametas que lhe transmitiram a vocação para o sacerdócio, bem como não foi pensado que os nascidos sob o signo de Leão obedecem sua vontade própria e logo esta viria a comandar o jovem Leandro.

Recém completou dezoito anos e decidiu ter novamente a conversa séria com o padre Theodoro, a respeito de vocação. Foi especialmente nas últimas semanas que tivera sonhos estranhos e descobriu que jamais poderia usar uma batina. Talvez o aconselhamento de um homem mais experiente que certamente já passou por isso poderia orientá-lo devidamente.

Ele próprio estava protelando pelo medo de ficar a sós com seu mentor, o homem que mexia com ele de maneira estranha e o deixava vermelho e quente. Todo seu corpo passou a lhe trair, fazendo-o desviar-se do propósito santo ao qual fora compelido pela família. Estava se afogando no mar das dúvidas. Ficaria louco de qualquer forma, antes ou depois da conversa.

— Senhor. Padre. — Ele hesitou ao entrar no escritório do padre que o recebeu com um sorriso.

— Bom dia, querido! Esteja em paz, Leandro. Prestou a atenção enquanto vinhas para cá?

— No que?

— Está um dia maravilhoso com essa chuva.

— De fato. Refresca muito e melhora a disposição.

O Padre sempre jovial dá uma boa risada e retoma a conversa.

— Leandro, sem tanta formalidade, jovem. Além das pernas o que o trouxe aqui?

— Um assunto bastante constrangedor, padre Theodoro. Acabo de descobrir que... Não posso ser um celibatário.

*

Theo – O Taurino

**

A sensualidade dos taurinos está sempre à flor da pele, são carinhosos, amam uma conquista lenta com sedução transbordante. Gostam de beijar serem beijados e acariciados sem pressa. São puro tesão.

Theo é um cara na casa dos quarenta anos, charmoso, da careca lisa e lustrosa, corpo bonito e aspecto jovial que desmente sua idade.

Um homem quase santo. Pelo menos nunca se soube de qualquer desvio cometido por ele. Estando pronto para fazer campanhas pelos carentes, aconselhar pessoas e realizar os vários momentos que fazem parte da doutrina católica, acaba sendo muito solicitado. A mulherada espevitada da paróquia está sempre pronta para a missa. Isso por si lota a igreja do bairro nobre aos sábados e também aos domingos, mesmo assim ele é muito respeitoso e nada o desabona.

Tem grande carinho e um zelo especial para com Leandro, o menino que várias vezes o procurou para dizer que não estava pronto para as obrigações advindas com o sacerdócio. Por tantas vezes ele pensou em aconselhar o menino a conversar com a família e abrir o coração para que sua vontade fosse levada em conta, por experiência própria vê seu EU jovem no rapaz que pediu para conversar em particular com ele pela centésima vez.

Leandro é muito novo e apela para a formalidade quando fica nervoso. Isso de certa forma diverte o padre que sempre teve uma postura muito descontraída para atrair a juventude para a igreja. Quando vê o garoto rígido como uma estaca de madeira na frente dele, entra no jogo do outro e usa o mesmo tom sério, fazendo aquele exemplar de inocência arregalar os olhos em apreensão.

— Senta, por favor. Conte-me o que há desta vez. Preciso que seja bem honesto e conte tudo, exatamente com todas as letras, sentimentos, pensamentos, fatos e atos, tudo mesmo que tem passado por sua cabeça, Leandro.

O jovem morde o canto na boca e senta-se na cadeira em frente ao padre, coloca suas mãos entre as coxas e baixa os olhos.

— Leandro, pensa que não é a primeira vez que me procura e nunca diz muita coisa. Não tenho como dar-lhe o conselho adequado, talvez eu possa ajuda-lo e eu quero ajudar, mas preciso que faça sua parte. Fale para mim o te aflige...

*

O tesão do Touro e do Leão.

**

— Padre me perdoa, voltei a ter aqueles pensamentos. O senhor me aconselhou rezar, mas a outra vontade só aumenta.

— Eu passei por isso, Leandro. Precisa perseverar, não esqueça que “largo é o caminho que nos conduz a perdição”. É só isso?

— Com quem o senhor sonhava, padre?

— Faz tempo, filho.

— O senhor ficava com seu membro endurecido?

O padre fica muito sem jeito, mas encoraja Leandro a se abrir afim de lhe orientar adequadamente.

— É assim que você fica?

— Sim. Minhas mãos ficam suadas e meu coração bate com mais força. Eu tento me concentrar, mas então começa a ficar quente aqui embaixo.

Leandro coloca a mão entre as coxas e fica vermelho.

— Depois... — O padre o encoraja.

— Depois... fica rígido e não encontro nenhuma maneira de me acalmar, pois causa-me arrepios pelo corpo todo. Em noites de calor, costumo dormir despido.

O padre limpa a garganta para se livrar da rouquidão súbita na voz sempre tão clara.

— Sim... O que faz para acalmar-se?

— Esfrego-me a cama... padre.

— Sim, prossiga... — O padre sente certa dificuldade em prosseguir com a conversa...

— Me desnudo, deito-me de bruços e roço meu membro na cama até achar meu alívio, mas percebo que os lençóis ficam empapados de suor e aquela coisa que eu ejaculo. Tenho vergonha de sentir isso.

— Prossiga...

Padre Theo já passara pelo mesmo que o jovem Leandro, por isso conhecia bem o “fogo” e esse tipo de aprovação. Faziam mais de quinze anos quando teve pensamentos impudicos pela última vez e seu pupilo em poucos minutos, se tornava a maior tentação de sua vida ao iniciar aquele assunto.

E se sua natureza fosse mais forte que a vontade de obedecer algum dogma da igreja?

Leandro se contorcia um pouco e mantinha os olhos baixos na mesa do padre.

— Mostre-me, filho. Como seu corpo reage... Já lhe disse que estou aqui para ajudar a achar uma solução para você. Se segue ou abandona a vida eclesiástica.

Leandro aperta ainda mais as coxas, sentindo-se envergonhado com sua vontade se sobressaindo cada vez mais à razão.

— Padre, sou homem e sinto-me quente quando outro homem que é o senhor, visita meus sonhos e sempre que acordo, eu estou nu e febril... minha boca fica seca, mesmo que eu sonhe que seus beijos matem minha sede, sinto o gosto salgado de seu suor quando você se despe e me pede para prova-lo. Fico assim como estou... veja...

Leandro segura o pênis muito duro de forma que marque a calça e o padre se levanta como se fosse atraído ao meio do paraíso onde a “árvore” do conhecimento foi colocada para provar Adão. A partir da “mordida na maçã” o homem passou a lutar contra e a favor de seus desejos. Assim Theo sentiu-se tentado e dividido entre o sacro e o profano.

O padre Theodoro agora é apenas Theo, o homem, frente a outro homem que o pôs em uma prova de fogo.

Castidade ou desejo?

Leandro se levanta e Theo o toma nos braços, decidido pelo desejo e a fome daquele corpo, a lascívia própria da carne, a paixão sem qualquer pensamento voltado a razão.

Theo beija a boca doce e inexperiente tanto quanto a sua. Seu beijo é pouco casto, é curioso, cheio de tesão, é molhado, quente e explorador... Leandro não precisa de muita instrução pelo fogo que sente crescendo em si. Aperta seu corpo contra o de Theo e o enlaça pelo pescoço, sendo mordido nos lábios e tendo sua língua chupada vorazmente fazendo suas pernas amolecerem.

Theo como qualquer taurino é carinhoso e adora o contato físico, ama sentir o cheiro da pele do parceiro, aproveitando o momento para beijar e morder o pescoço de Leandro, sentir a maciez de sua pele e seu cheiro suave.

— Theo, estamos pecando?

— Estamos. — Responde Theo entregue a paixão recém descoberta.

— Toque-me...

Leoninos são bons conquistadores, Leandro fantasia em segredo com Theo e usou a desculpa esfarrapada de não estar pronto e cheio de dúvidas para desviar o padre de seu propósito. Sua lábia funciona. Ele sorri mordendo o canto da boca quando Theo chupa a pontinha de sua orelha e depois busca novamente a boca doce.

Praticamente obedecendo, Theo aperta a cintura do rapaz enquanto devora sua boca. Ambos esfregam seus corpos com os membros despertos dando o mútuo prazer de “confessar” ao parceiro seu desejo latejante.

Theo desce as mãos à bunda carnuda de Leandro e quase se funde a ele. O mais novo esquece qualquer pudor que já precisou fingir e aperta o membro duro do padre, masturbando-o por cima da calça social. Imitando o jovem, Theo enfia a mão dentro da calça de Leandro e aperta desajeitadamente seu caralho. O mais novo tem o pênis curto, que o padre toca levando-o ao desespero.

— Por favor, vou gozar... padre...

Theo sente sua mão melar com a porra quente ejaculada por Leandro, que se segura em sua camisa social para suportar as pernas trêmulas. Muito mais acostumado ao ato da masturbação, se recupera mais rápido e continua a apertar o pau de Theo com mais força marcando cada vez mais seu contorno.

— Leandro...Ahhh. Por favor, faça...

Leandro entende do seu jeito, se ajoelha a frente do grande homem charmoso e careca, lhe abrindo o zíper e trazendo para fora da cueca branca um pênis mediano muito duro com uma vertente de mel na ponta a qual ele prova quando fecha os lábios na cabeça daquele pau.

Theo jamais sentira algo semelhante. No lugar mais sensível de seu corpo, sua glande, havia o calor de uma boquinha pequena e a sensação da sucção esfomeada. Leandro parecia experiente na arte de mamar um caralho. Chupava bem, engolia praticamente todo aquele pau sem que a garganta o rejeitasse. Sem tirar o membro da boca, girava a língua em torno da vara, voltava a mamar forte, batia a língua na ponta onde outra gotinha brilhante de pré gozo brotava, depois fazia o pênis entrar e sair movendo o couro da pica deliciosa e prendendo os lábios na chapeleta.

— Por favor... isso é bom... estou quase...oh...

Sem demora, Leandro ganha algo quente direto na boca, a semente de Theo, que ele sorve curioso e excitado. Theo estremece forte, geme e segura a cabeça do jovem no lugar até estar plenamente realizado.

Leandro continua a sugar até ouvir um pequeno protesto.

— Faça aquilo comigo... Me possua.— Leandro ofega.

— Não. Afasta-te. Fomos longe demais nesse lugar. Vá ao seu quarto e arrume todas as suas coisas...

— Vai me expulsar?

— Não. Vamos fugir juntos!

***

Ando tão assoberbado que tá difícil para escrever, ler mesmo, leio na madrugada e comento no dia seguinte. Mas é assim, lá por abril alivia, ou morro... :D

Comentários

P.G
11/01/2017 16:43:46
Adorei, esperando os outros.
11/01/2017 15:48:30
MARAVILHOSO. ESPERANDO PELOS ESCORPIANOS. RSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
11/01/2017 03:09:54
Adorei.. Sou ariano e sou do jeito que o meu signo e ... Então quero só ver como vai ser até pq arianos e geminiano são como cão e rato ...
11/01/2017 02:10:08
Ai meu deus. Ops! Cara, que fantasia. QUE FANTASIA! Posso falar com propriedade que leoninos são mesmo tudo isso. Além de todo o teor sexual, ainda nos fazem de escravos sentimentais. Pra quê isso? Quanta maldade. E eu já estou loucão pelos outros contos.
11/01/2017 01:29:49
Bom
11/01/2017 00:23:28
É 10/10, meu muito bom teu conto, sério!

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