Praga - o novo mundo - Capítulo 6 - Quando os segredos começam

Um conto erótico de T.B
Categoria: Homossexual
Contém 4156 palavras
Data: 24/12/2016 00:25:12
Última revisão: 10/09/2017 08:22:19

Olá "Conteiros"... sinto muito parecer ter abandonado a saga "Praga", garanto que isso nunca vai acontecer.

Se alguém quiser saber alguma coisa sobre o universo de Praga (dúvidas, curiosidades, teorias...) é só comentar.

Como prometido, aqui esta o Capítulo 6.

// Não se apeguem aos personagens, os segredos estão começando a ser reveladosCapítulo 6 - Quando os segredos começam...

“Após adormecer com os braços de Miguel me envolvendo carinhosamente, desperto com as dores de se dormir no chão… aquilo até pareceu uma boa ideia no início mas a minha coluna discordou naquele momento. Apesar disso eu senti algo cutucando as minhas costelas, parecia algo duro entre eu e o Miguel - e por sinal não era aquilo que eu esperava, parecia um objeto metálico.

Tento me movimentar suavemente para não acordar o rapaz, apenas para aliviar o desconforto porém a minha sutileza de um elefante deu a impressão de que eu queria sair daquela ‘armadilha’ sorrateiramente.

-Não precisa de todo esse malabarismo, é só pedir que eu saio. - disse Miguel ainda de olhos fechado me dando um susto.

-Não… é… não é isso… - me confundo todo tentando expressar meu propósito.

-Você se preocupa de mais pequeno César, apenas relaxe.

Aquele homem de corpo escultural em meus braços me fez perceber que aqueles eram os melhores dias até então, e que eu estava sendo tolo em me preocupar tanto com tudo. Até parece que em pleno fim do mundo as pessoas se importariam com falas mal interpretadas.

Miguel me abraça forte na mesma posição em que havia dormido e reajo me afastando de dor.

-Que diabos é isso que fica me cutucando… - digo colocando minha mão dentro de sua camisa e trazendo para fora.

Não consegui identificar a figura logo à primeira vista, era um colar com um pingente de cinco centímetros e a imagem ainda não me era familiar.

Percebo que o rapaz fica desconfortável por ter tocado no assunto, quase que irritado. Ele pega o pingente e vira cento e oitenta graus me fazendo reconhecer o ícone.

-É uma moto… na verdade é a parte da frente de uma moto, a outra parte está em outro colar com outra pessoa - falou Miguel com os olhos baixos.

-Quem seria essa outra pessoa? - pergunto transparecendo ciúmes, mesmo sem querer.

-Pode ficar tranquilo senhor - respondeu com um sorriso no rosto - a outra parte pertence a meu irmão… eu o perdi a algum tempo. - voltou com sua expressão desanimada.

Me senti péssimo por ter causado aquela situação, e como não sou bom em sentimentos alheios de desconforto eu faço a primeira coisa que me vem à cabeça… beijo de forma surpreendente e delicada o forte rapaz que retribui puxando meu rosto.

Aquilo se tornava cada vez mais intenso e provocante, nos levantamos e Miguel me pressiona contra a grade da sacada - que batia na metade da minha coxa - me fazendo desequilibrar e segurar firme na cintura do rapaz.

-Calma garoto, não vá morrer agora, tenho planos para vocês. - disse Miguel com um sorriso de canto de boca.

A sua excitação estava no limiar da exagerado, me chamar de garoto era quase inaceitável, e quase ter caído por imprudência do rapaz me deixou extremamente bravo - um segredo não revelado é meu intenso pavor pela altura, o que explica a minha reação ‘exagerada’.

Afasto o rapaz sem responder a sua investidas sexuais, meu coração ainda estava palpitando e aquele não era o local.

-Não deixe Elias esperando, ele está contando com você. - disse caminhando em direção ao centro da sala.

-Ele pode esperar mais dez minutos, enquanto isso você poderia me fazer feliz - respondeu Miguel com ar desafiador e excitante caminhando em minha direção e me agarrando por trás.

-Nunca deixe aquele pequeno homem esperar, sua fúria pode ser grande… - digo me afastando indo em direção a escada quando sou interrompido e sinto uma pressão em meu braço esquerdo.

-Eu disse que ele pode esperar e não me deixe falando sozinho.

Miguel havia agarrado meu braço com força me impedindo de sair do recinto. Ao me virar eu presenciei a sua face de raiva e descontrole. Havia eu presenciado uma metamorfose? Um rosto de anjo agora se transformara na versão vil do homem moderno.

-O que pensa que está fazendo? questiono como quem desacredita da cena.

O rapaz, como se estivesse despertando de um transe, solta lentamente meu braço e o seu arrependimento é cada vez mais evidente. Tinha quase certeza que lágrimas começaram a se formar em seus olhos.

-Me perdoa… eu não quer..

-Não deixe Elias esperando. - disse enquanto virava as costas sem deixar que Miguel dissesse mais nada.

Aquela cena não saia da minha cabeça, uma fúria tão potente desencadeada sabe-se lá porquê… aquilo não me agradava nem um pouco, não havia justificativa e quando tentava esquecer aquilo o desconforto deixado pelo aperto me lembrava.

Estava começando a ficar roxo e de maneira nem uma Madame Sara deveria ver aquilo, imagine a fúria dos Deuses que seria desencadeada.

Falando na Sara, minha rotina fiel durante todos os dias inclui fazer o seu trabalho. Andei por toda a colônia sempre sendo parado por algum que queria me agradecer ou reclamar, sugerir ou opinar, conhecer ou papear - e esse grupo específico era dos mais velhos, senhores e senhoras idosas que amam falar sobre qualquer coisa.

‘Meu quarto está cheio de mosquitos, e seus barulhos não me deixam dormir em paz’ falava uma certa senhora.

‘Cozinhe mais aquelas batatas meu senhor, não tenho mais tantos dentes’ suplicava certo senhor.

Não me incomodava nem um pouco. Havia história naqueles seres, eram sábios e se lembravam do mundo anterior a grande paz… eram minhas enciclopédias, como eu gostava de chamá-los carinhosamente.

-Fala meu príncipe.

Escuto uma voz familiar berrando no meio das ruas. Era J.B .Um homem branco, alto, com músculos de dar inveja e com cabelos sempre despenteados. Com cerca de trinta anos de idade J.B era responsável pela segurança da vila e ,apesar de nunca ter acontecido nada, farejava possíveis complicações a cem metros de distância.

-Fala guardinha… - digo com extrema felicidade abraçando forte - muitos combates difíceis? - perguntei rindo de sua cara, como sempre.

-Logicamente meu senhor, porém a paz do reino é mantida a cada dia. - respondeu como forma de encenação e brincadeira.

Parece que crescer com a Madame Sara afetou a mente de todos… todos estavam ‘contaminados’. - posso retirar essa palavra? ficou de mau gosto.

J.B era um dos poucos a ter acesso a arsenal de guerra da mamãe. Sem exagero ela poderia declarar guerra ao mundo com tudo aquilo, parece até ironia sua delicadeza teatral se contrastando com a dureza militar - confusão essa que ela adorava causar.

Repentinamente me pego olhando para longe em direção a Miguel, que carregava sacos para dentro do bar juntamente com Elias.

-Então é aquele, não é mesmo? - perguntou J.B sorrindo enquanto me encarava.

-Quem te disse? - pergunto já sabendo a resposta.

-Sua mãe, contou com tanto vigor que parecia uma profecia se cumprindo. - respondeu dando largas gargalhadas. - Talvez eu sinta ciúmes, você fez um juramento lembra? questionou J.B me provocando.

-Pelo amor dos Deuses, nós éramos crianças e foi só um beijo. - respondi envergonhado pela lembrança.

-Sabe que eu sempre vou te amar, claro não da maneira que você merece… mas você é padrinho da minha filha e minha esposa te adora… até mais do que eu, o que é estranho. - continuou a falar rindo sem parar.

Percebi que o grandalhão parou repentinamente seus risos e, ao virar para ele, percebo que encara a marca no meu braço esquerdo. Tentando disfarçar eu encubro com a mão, gesto que demarca mais o meu desejo de manter escondido aquilo.

-Não vai me dizer que… - disse J.B dando um passo para trás. -É só pedir que eu parto aquele moleque ao meio. - continuou inquieto pousando a mão no coldre.

-Creio eu que o nosso garotinho consegue se cuidar muito bem sozinho.

Disse uma voz dura e feminina se aproximando, aquela mulher alta, negra e esguia era Afrodite - na verdade seu nome era Lorena, mas mamãe achou a moça tão sedutora que resolveu homenagear a sua beleza com o nome da deusa grega.

-Nós o ensinamos a lutar então ele sabe se defender… pelo menos eu o ensinei bem. - disse a moça me abraçando forte, com quem quer pulverizar os ossos demonstrando saudades.

-Como nos velhos tempos, abraço em grupo. - sugeriu J.B com espírito brincalhão.

-Foi só quatro dias fora cara, recomponha-se. - respondeu Afrodite dando um soco no peito do grandalhão.

Aquilo doeu até em mim, aquela mulher tinha uma força que fazia até os brutamontes recuar. Há quem diz que J.B já perdeu em uma luta para ela, rumor que eu não dúvido e não me atrevo a perguntar.

Aqueles dois eram meus irmãos, eles cuidaram de mim e me ensinaram tudo o que eu aprendi em termos de defesa. Mamãe e eles eram meus bens preciosos que Praga sempre ameaçava tirar.”Não é reclamando, longe disso é claro. Depois de todos os meses sendo andarilho, comendo “iguarias mortas e exóticas” vindas especialmente de Praga e em uma constante sensação de morte… na verdade acho que estou reclamando sim, mas não propositalmente.

Aquele lugar era um paraíso em meio ao gigantesco inferno que o mundo havia se tornado, ter medo de ser morto enquanto durmo era um medo menos intenso - porém sempre existente - mas os dia eram pacatos e longos… e era exatamente isso que me deixava pirado. Que os Deuses me livrem de perder tudo que desejei por tanto tempo.

-Isso aqui está um tédio. Morrer de tédio ou morrer de andar? Eis a questão. - disse Amanda se jogando no sofá.

Muitos dias haviam passado desde o encontro das duas duplas e muito coisa já havia mudado. Me tornei mais próximo da Deb após conhecer sua trágica perda - não sei porque mas no fundo eu havia me identificado espantosamente, em relação a sua perda.

Tudo estava na mais perfeita ordem: a horta estava dando conta de nos alimentar, a água parecia infinita mas mesmo assim evitamos o desperdício e não havia saqueadores nos perseguindo e nem atirando nas pessoas que amamos.

-A estrada não fica muito longe daqui, talvez você queira voltar a sua maratona. - respondeu Bob olhando fixamente nos olhos da garota.

-Fica calmo tiozão, eu só estou achando tudo muito parado. - rebateu Amanda.

Como nada em Praga é perfeito ao passo em que Deb e eu nos dávamos super bem, Bob e Amanda pareciam sempre estar batendo de frente… por mais que não fizesse diferença um sempre estava disposto a contestar o outro. Apesar de concordar com o Bob, estava começando a sentir o desgaste daquela monotonia.

-Precisamos de algo para aliviar os nossos nervos… - disse Amanda com voz suave. -Thomas, que tal irmos lá em cima ‘conversar’ sobre algumas coisas.

-Haaa por favor Amanda. - exclamou sua irmã revirando os olhos.

-Oque??? Ele não negou… eu estou precisando e pelo jeito ele também está. - respondeu a moça olhando diretamente para mim enquanto mordia os lábios.

Estava sentado perto da moça e quando a mesma havia se jogado no sofá seus pés ficaram em cima das minhas coxas… pés estes que começaram a mexer levemente e de forma apelativa.

-Qual é o seu problema pirralha?… - rosnou Bob se levantando. -Alguém deve lhe ensinar respeito.

O clima estava começando a ficar pesado e, o que antes era apenas uma brincadeira, agora parecia que os nervos se afloraram ainda mais. O ruivo jamais agrediria a qualquer um por uma cantada de mal gosto… eu acho.

-O ‘Thommy’ pode me ensinar, eu não ligo… talvez eu satisfaça o pobre coitado, a tanto tempo sem saber o que é um sexo de verdade… - disse a moça completando a fúria do ruivo.

Levantei a tempo de parar Bob me pondo a sua frente e segurando sua cintura.

-Que tal darmos uma volta? O dia está tão lindo - propus olhando para Deb, a fim de conseguir apoio.

-Ótima ideia, enquanto isso vou pensar em algo divertido para passarmos a tarde.

Virei Bob e o abracei por trás e o direcionei para fora da casa, a beira da escada. O ruivo era tão grande e musculoso que poucos conseguiriam ver acima de seus ombros. O dia estava realmente bonito, as nuvens aliviavam o sol quente e o vento suave nos dava preguiça até de andar.

A floresta ao redor sempre me dava um temor. Sempre olho diretamente o local onde Bob havia surgido momentos antes de tentar me matar… sinto até vergonha de pensar nessa possibilidade, o ruivo me acharia tão fraco se soubesse disso.

-O senhor se irrita muito fácil soldado… - disse enquanto acariciava o pescoço do rapaz com beijinhos. -Estamos em paz agora, tente relaxar.

Bob joga seu pescoço para trás e soltou um suspiro de cansaço.

-Não é por causa da Amanda… - explicou o ruivo. -Ver ela te tocando daquele jeito me fez pensar que talvez eu não o tenha para sempre, que talvez eu não possa sempre te proteger ou até… te satisfazer. - concluiu acanhado.

Eu soltei Bob, apanhei um pequeno cobertor que estava jogado na varanda, e comecei a andar em direção ao campo.

Todo o arredor da casa era composto por uma grama alta e algumas árvores aleatórias grandes o suficiente para criar uma sombra irresistível.

-Thommy… aonde vai?

Mesmo sem dar atenção a pergunta quase que desnecessária eu me viro e faço um movimento para que ele me acompanhe. Cruzamos o campo em direção a maior árvore que havia em torno da casa, suas raízes eram grossas e criavam valas intercaladas.

Estendi o cobertor para evitar que a grama desse coceira, porém antes de deitar eu me viro para Bob em um extremo silêncio.

-Porque estamos aqui? - questionou o ruivo olhando para os lados com a mão na cintura.

Sempre penso nos minutos em que passei naquela maldita floresta, a ideia de perder a pessoa que eu mais amo no mundo por um vândalo nunca foi esquecida. Ficar contemplando o rosto de Bob era como olhar em duas linhas de tempo: uma onde eu nunca mais pude olhar o seu rosto e essa realidade… isso me faz dar valor.

-Vai ficar calado?... é um novo estilo de sedução? Me traz para o mato e… - Bob interrompeu a sua fala ao ver a cena.

Coloquei a mão no bolso e tirei dois círculos feitos com um pedaço de arame que encontrei perto da horta. Entortei com um alicate em torno de um cabo de diâmetro parecido com o dos nossos dedos.

Olhei para a floresta atrás ruivo e sem querer deixei uma lagrima cair. Ainda sem falar nada eu apanhei sua mão direita e coloquei em seu anelar aquela improvisada aliança. Entreguei a outra para Bob e estendi a mão direita para ele - talvez nesse momento eu esperasse um soco suficientemente forte por odiar aquela ideia.

Em silêncio e com o rosto apático ele repete o gesto. Chego bem perto do ruivo e abraço com toda a minha força, como se prendesse ele para sempre. Bob retribui o movimento me apertando com paixão e eternidade.

Olho bem em seus olhos durante longos segundos e, em uma atitude que até eu me surpreendi dou o beijo mais sensual e gostoso que o momento permitiu, com as minhas mãos eu acaricio seu membro e glúteo como se estivesse encenando um filme erótico.

-Mas que merda é essa? Hahahaha… - questionou Bob sem segurar os risos.

-Bob, Bob… eu conheço você há tanto tempo que, por falta de opção acabei me apaixonando por esse homem tão… é… diferente que você se mostrou.

-Falta de opção? Hahaha… vai se ferrar.

-Essa aliança “exclusiva” significa que você nunca vai me perder. O abraço simboliza a sua proteção forte e eterna… mesmo contra males tão persistentes. - disse apontando para a floresta.

Bob olha para a sua mão com aliança sorridente como nunca… acho que havia resquícios de HollyWood naquela cena, que dizer depois de subtrair alguns fatores importantes.

-Mas… e o último?

Passar por tantas situações de “quase perda” nos faz querer arriscar cada vez mais, eu não teria Bob para sempre. Aquele era um mundo terrível onde os poucos detentores de compaixão eram eliminados a cada dia, e isso significava que a compaixão do mundo diminuía constantemente.

Pretendo abandonar o passado e desfrutar do breve futuro que ainda me resta.

Começo a tirar a toda a minha roupa, peça por peça. Todo o processo acontece sem sequer desviar o olhar daquele homem maravilhoso. Deito sobre o cobertor me deixando viver cada momento.

-O último significa que você sempre me satisfaz… sempre. Sinta-se a vontade.

Bob começa tira a sua camisa deixando exposto seu peito e abdômen, aqueles pelos desenhando um caminho até a sua virilha era um convite subliminar a qualquer um que contemplasse aquele homem despido.

Tirando lentamente seu shorts Bob revela o seu dote cobiçado e moldado pelos anjos. Ver o ruivo nu a minha frente era quase mais prazeroso que o próprio ato e me deixava tão feliz. Quem diria que em plena destruição da humanidade eu encontraria uma figura tão gloriosa.

Bob caminha até mim e se deita sobre o meu corpo, o primeiro toque sempre desperta uma enxurrada de excitação. Beijos marcantes se prosseguem enquanto seu peso me pressiona.

Não precisava de muito mais antes de atingirmos uma ereção digna dos mais rígidos materiais. Aquilo não seria apenas uma transa qualquer, na verdade nem uma nunca foi.

Nós éramos seres que sempre haviam se entregado a outro, não havia dois, nem egoísmo por prazer… aquilo era algo que me unia a Bob de forma completa, meu homem e eu.

Cesso o clima de beijos e carícias onde nossas mãos exploravam cada parte de cada um apenas para rir. Aquela era uma cena que eu nunca me submeteria. Quando não se conhece o risco de perda não se arrisca.

-Você ri nas horas mais inconvenientes Thommy. - disse Bob com seu rosto próximo ao meu. -Quer?

-Posso? - questiono com surpresa.

-Sempre.

Nesse momento Bob se posiciona em cima de mim, meus Deuses como esse homem sabe ser sexy apenas no olhar. Faço com que minha mão explore todo aquele abdômen suado que refletia a luz da manhã.

Começo a acariciar seus mamilos com pequenas apertadinhas quando Bob solta um pequeno suspiro e fecha os olhos, seu ombro largo quase cobria toda a paisagem atrás deixando espaço apenas para a sua beleza.

O ruivo imponente sobre mim umedece meu membro e com movimentos lentos e graciosos me fazem soltar pequenos suspiros de prazer. Era mais do que gostoso, era sexy e se pudesse teria atingido o orgasmo ali mesmo porém Bob ficaria furioso, então começo a apertar suas nádegas e morder os lábios.

-Isso é bom… Hahaha, isso é muito bom. - digo sussurrando.

-Percebi, está quase enfincando sua unhas em mim Hahahaha.

E aquilo era proposital, Bob aproxima meu pênis dele.

-Tem certeza amor, nós podem… Uhwwwwww.

Sou interrompido quando Bob introduz de uma só vez me fazendo quase chegar ao clímax sem querer.

-Filho da puta, Haaaaaaaaaaa… - urro com raiva do movimento inesperado.

O ruivo também havia soltado um suspiro alto de prazer e dor ficando parado por longos segundos até se recuperar. Sem paciência e cheio de prazer eu começo a fazer pequeno movimentos enquanto acaricio suas nádegas redondas e avantajadas.

-Espera, espera, espera… Aii… - disse Bob com um sussurro.

Meu sorriso era uma frase para Bob e naquele momento ele dizia “deixa de ser fresco e aguenta”, porém mesmo assim eu resolvo esperar ele se recuperar.

Com os olhos fechados ele expressa dor e desconforto misturado com vergonha por ter que dar um tempinho.

Eu pensei que aquilo nunca aconteceria - na verdade achei que Bob já havia experimentado de tudo e com vários - mas eu tinha quase certeza, quando senti algo quente escorrer ao longo do meu membro, que o ruivo havia acabado de “perder a virgindade”.

Toquei rapidamente a base do meu pênis para ver se o que havia escorrido era mesmo sangue e confirmo quando vejo discretamente meus dedos.

-Amor… é… - gaguejei sem saber como prosseguir.

-Eu sei… eu sei… Hahahaha.

Me surpreendi em ver que o ruivo não havia ficado envergonhado, provavelmente ele já sabia que aquilo aconteceria.

-Quer que pare, podemos troc… Huwn, poha!

Bob não aceitava perder ou desistir de nada, nada mesmo. Ele continuou com pequenos movimentos enquanto apertava meu peito para aliviar um pouco da dor inicial.

Não parecia que o homem nunca havia feito aquilo, ele mexia com tanta propriedade que só me restava ficar aproveitando todo aquele prazer.

A frequência dos movimentos aumentou e com isso os gemidos foram ficando cada vez mais altos, nossas respirações estavam sincronizadas e rápidas.

Sabendo que o clímax logo chegaria eu abraço Bob pousando ele deitado comigo ainda dentro daquele deus grego. Umedeci a palma da mão e comecei com lentos movimentos, com beijos longos e continuando com a frequência das estocadas.

Sai de dentro de Bob e desci em direção ao seu pênis, depois de tudo ele deveria sentir um pouco mais de prazer. Ainda nas primeiras carícias o ruivo segurou meus cabelos e forçou um movimento me fazendo engasgar.

-Calma soldado, tenho que sobreviver até o final.

Depois de longos minutos agradando meu homem ele me puxa de volta com ferocidade e pede para continuar meus movimentos dentro dele, acatar as ordens do nobre senhor era minha obrigação.

O orgasmo foi atingido pelos dois ao mesmo tempo liberando um som único de prazer e amor. Exausto depois de satisfazer aquele grande homem eu deito em cima do seu peito ofegante e aparentando possuir zero de energia.

-Foi tão difícil assim Thommy? - brincou Bob após perceber meu cansaço.

-É difícil satisfazer você, qualquer um pode morrer no processo… - disse com pouco ar. -Definitivamente, não recomendado para cardíacos…. Hahahaha

Estar entre os braços do Bob era a melhor sensação do mundo… a qualquer momento, em qualquer situação, em qualquer lugar.

-Você está bem amor? - perguntei fazendo referência ao sangue que havia visto.

-Isso teria que acontecer, mais cedo ou mais tarde… e meu homem deveria ter esse prazer. - disse Bob despreocupado -Mas digamos que isso não irá acontecer com frequência.

-Ficou com med…

O ruivo me atacou com um beijo sem dar a chance de brincar com a situação.

-Floresta desgraçada… gostou do que viu? Hahahahah… - brinquei expressando meu ódio.

Depois de nos limparmos, o pouco que deu, decidimos ficar deitados olhando para a floresta aproveitando a brisa refrescante e o tempo sozinho. Aquele seria um bom momento para comentar os últimos acontecimentos.

-Bob, sabe os meus episódios de devaneio?

-Sim, vai me dizer que é verdade que você me trai em sua mente… eu sabia Hahahahah. - brincou o ruivo me apertando em seu abraçou. -Aposto que não é tão bonito quanto eu.

-Essas memórias estão aparecendo com uma maior frequência. Eu lembro de certos episódios do passado mas eu não consigo ligar com o presente. Sei que minha mãe morreu e algo me diz que foi cruelmente.

-Fizemos uma promessa de esquecer o passado, porque não deixa isso para trás?

-Não estou forçando, ela apenas estão aparecendo… Na verdade eu não lembro nada de concreto anterior ao você. Onde você me achou?

Mesmo não podendo ver diretamente seu rosto eu percebi a desaprovação do Bob, seu suspiro foi mais que o suficiente para demonstrar seu incômodo.

-Bob… Thommas… garotos, venha aqui… acho que encontrei algo para passarmos o tempo. - berrou Deb tentando nos achar.

O ruivo se levantou me deixando ao pé da árvore sem me responder, não havia compreendido aquela reação - na verdade eu não compreendia uma grande parte das suas reações.

-Quem é que não responde os outros agora?... - praguejei pegando o cobertor com raiva e indo em direção a casa pouco me importando com o Bob.

Eu compreendi quando o ruivo não quis falar sobre a morte do saqueador na floresta, ele não se orgulhava do que havia feito - matar uma pessoa era imperdoável - mas eu só estava pedindo para me contar sobre o meu passado, já que eu parecia não lembrar.

Deb estava segurando uma garrafa de vodka e uma peça de jogo (tipo uma seta que gira em um eixo) o que nos fazia prever o que viria pela frente.

-Ótimo… - disse alto ao passar pelo Bob -Pelo menos agora alguém pode soltar a língua.

Nesse momento Bob me segura pelo braço e me encara, seu aperto era forte mas aquilo não me incomodava.

-Porque você faz isso? Age como se eu fosse o vilão da história. - sussurrou Bob para que a Deb não ouvisse.

-Porque você não quer contar sobre onde me achou? é algo simples.

-Eu tenho meus motivos.

-Quais são? tente me explicar… - disse fixando nos olhos do Bob e percebo que ele não teria uma resposta. -Exatamente, nadaQuando nós achamos que tudo esta indo bem...

Bebidas + Jogo da verdade? :o :o

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