Questão de tempo - 6

Um conto erótico de Bib's
Categoria: Homossexual
Contém 4389 palavras
Data: 13/07/2016 00:15:01

Havia cafeína apenas o suficiente para me carregar durante o dia. O fato de que Dane me mandou fazer algumas tarefas desde o momento que eu cheguei até a hora que eu fui para casa. Eu estava em movimento, correndo, então nunca sentei tempo o suficiente para pegar no sono. Mas no trem eu cochilei e acabei passando duas estações de onde eu deveria descer. Eu tinha deixado a carteira em casa naquela manhã, e colocado duas meias diferentes, então eu não tinha dinheiro para pegar um táxi. Mas andar no ar fresco do outono era revigorante. Eu gostava do cheiro de outono e o frio me reanimou. Subindo o colarinho do meu casaco de caxemira, eu corri pela rua em direção à casa. Nick tinha me convidado para jantar, mas eu recusei. Kevin tinha ligado três vezes, Ben cinco, e Wade e Eddie queriam me oferecer um jantar de “obrigado por salvar nossa bunda.” Nada parecia tão atraente quanto comer cereais e adormecer em frente da minha TV. Mas não era para ser.

A meio caminho de casa recebi um telefonema de minha amiga Jenna, me lembrando que eu deveria estar na festa de aniversário de seu namorado Tim em uma hora. Ia acontecer em um salão de bilhar, assim como ele queria, e era melhor que eu nem pensasse em deixá-la na mão, já que eu era o responsável por trazer o bolo. Ela me lembrou que eu tinha me oferecido há mais de um mês atrás. E eu tinha certeza de que há um mês tinha soado bem, parecia que não seria grande coisa. Mas agora era um grande negócio, praticamente horrível em seus detalhes. Os aros que eu precisaria saltar a esta hora tardia para cumprir a minha tarefa estava além de qualquer imaginação. Como me trocar e pegar um táxi e transportar e equilibrar algo estranho. Era patético e mesquinho, mas eu estava cansado. Eu amaldiçoei durante todo o caminho.

Felizmente, Dane tinha fornecedores em toda a cidade que o amavam e fariam qualquer coisa por ele, de dia ou de noite, quando ele pedisse. Usar o seu nome era trapacear, mas eu disse a mim mesmo que estava tudo bem, uma vez que foi por uma boa causa. Quando eu apareci no The Stick House uma hora depois, Jenna ficou furiosa por um segundo até que viu o bolo. Tudo foi perdoado quando ela olhou como estava decorado intrinsecamente e viu as muitas camadas. Eu recebi vários elogios. Eu agradeci mesmo enquanto encontrei um banco contra a parede. Balançando a cabeça, eu não aceitei as muitas ofertas para jogar sinuca e simplesmente me sentei e comecei a observar as pessoas. Eu cruzei meus braços e relaxei, pretendendo apenas fechar meus olhos por um segundo.

O tremor me acordou, porque não era gentil. Abri um olho antes de inclinar a cabeça para trás, e me encontrei olhando para o queixo do detetive Kage.

“Merda,” eu gemi, me endireitando muito rápido, perdendo o equilíbrio. Eu teria caído para frente, para o chão, se ele não tivesse colocado o braço sob mim para me pressionar na parede. Como quando você está no carro e para de repente, colocando o seu braço na frente da outra pessoa como se essa ação fosse salvar suas vidas, impedindo-os de voar através do para-brisa.

“Você está acordado?” ele me perguntou, furioso.

“Sim,” eu respondi, irritado por ele estar lá. Eu tinha dito a mim mesmo que iria parar de fantasiar sobre ele e por isso quis colocar tempo e distância entre nós. O fato de que ele havia se materializado do nada era enervante.

“Por que você está aqui?”

“Eu estou com meus amigos.”

“Então vá ficar com eles.”

Ele me ignorou completamente. “Você estava escorregando pela parede quando eu vim para cá.”

Eu não queria falar com ele.

“Você estava desmaiado ao meu lado.”

Eu pulei do banco, quase caindo até que ele me firmou com uma mão em meu braço.

“Cuidado.”

Rolei meu ombro para que ele me soltasse e me afastei.

Eu encontrei Jenna e dei-lhe um beijo de adeus, surpreendi Tim ao beijá-lo também antes de sair do salão de bilhar. Eu estava debatendo se deveria pegar um táxi ou apanhar o trem quando ouvi alguém me chamando. Eu me virei e vi Kage correndo até mim.

“Eu deveria levá-lo para casa.”

“Não, você não deveria,” disse, irritado, zangado sem qualquer razão. “Entre e fique com seus amigos. Eu não sou um maldito caso de caridade.”

“Tudo bem,” ele concordou como se não pudesse se importar menos e então se virou e me deixou.

Fiquei muito feliz e muito triste ao mesmo tempo. Porque mesmo que eu soubesse que, logicamente, ele precisava ir embora, eu ainda gostaria que ele tivesse ficado.

Eu fiquei lá na frente do salão de bilhar passando os dedos pelo meu cabelo e apenas respirando. Eu estava inquieto e cansado e com fome. Minhas emoções estavam por todo o lugar e a melhor coisa para mim era ficar sozinho. Mas eu não queria ficar sozinho. Eu queria companhia. Companhia que me acalmasse. Eu tentei pensar em alguém para ligar.

“O que você está fazendo?”

Virei minha cabeça para olhar para o detetive Kage. Ele estava de volta.

“Eu lhe fiz uma pergunta.”

Deixei escapar um longo suspiro. “Eu estou pensando.”

“Jesus, não comece agora.”

“Você é hilário. Deveria fazer stand-up.”

Ele sorriu para mim. “Eu pensei que você estivesse indo para casa.”

“Eu nunca disse que estava indo para casa.”

“Então o que você está fazendo?”

“Eu disse a você... Eu estou pensando.”

“Sobre o quê?”

“Sobre quem ligar.”

“Quem ligar para quê?”

“Companhia.”

Ele olhou para mim. “Por que chamar alguém? Estou lhe oferecendo uma carona para casa.”

“Mas eu estou com fome.”

“Eu vou te levar para jantar.”

Eu zombei, sorrindo para ele. “Não me admira que você quisesse me colocar no programa de proteção à testemunhas. Nos alimentar deve pesar no salário de um policial.”

“Você é a única testemunha que eu já levei para jantar.”

Eu olhei para ele.

“Não procure nenhum significado oculto.”

“Eu não sonharia com isso, detetive.”

Suas sobrancelhas franziram enquanto o músculo em sua mandíbula se contraiu.

“Eu vou deixar você voltar para seus amigos,” eu respirei, passando por ele, atravessando o estacionamento em direção à rua.

Ele me agarrou, rápido, me girando para olhar para ele.

“Você está cansado, então está muito sensível. Porque não comemos e então eu vou te levar para casa.”

“Não, eu não preciso de sua...”

“Vamos lá.” Ele sorriu para mim, lentamente, puxando-me para perto dele. “Por favor.”

“Você só quer ter certeza que ninguém vai atirar na minha cabeça.”

Ele riu. “Também tem isso.”

Soltei um profundo suspiro quando ele agarrou a frente do meu suéter de lã pesado. “Ok.”

“Bom,” ele disse suavemente, puxando-me atrás dele.

Eu estava confortável em seu carro monstro; os cheiros eram familiares, o painel de instrumentos e a vista a partir do topo do mundo.

“E os seus amigos?”

“O dever chama, eles entendem isso.”

Eu era um dever então, muito lisonjeiro.

“Tente ficar acordado?”

Eu balancei a cabeça. Eu realmente tentaria.

Comida chinesa soou melhor então paramos em um lugar em Oak Park. Ele falou sobre o seu dia e eu disse a ele quantas corridas eu tinha feito para Dane em um período de oito horas. Era agradável apenas trocar informações que não eram vitais, apenas brincadeiras. Eu estava me acostumando com ele, a tê-lo ao redor, e por mais que eu soubesse que era um erro me apegar, eu estava problemas para não o fazer.

“No que você está pensando agora?”

Eu balancei a cabeça. “Em nada.”

“Muitos suspiros e olhos lacrimejantes para não estar pensando em nada.”

“Meus olhos estão lacrimejando porque estou bocejando e cansado, não por outro motivo.”

“Você é realmente uma obra de arte,” disse ele, irritado.

“Que seja.”

“Levante-se, vamos.”

De volta ao carro eu estava bem acordado, tendo recebido minha segunda dose de energia. Fiquei em silêncio, porém, não querendo brigar com ele, com medo de fazer isso por nenhuma boa razão, além de mantê-lo por perto. Era juvenil, então eu me calei na esperança de que ele me deixasse e fosse embora. Quando ele parou na frente do meu apartamento, eu murmurei um obrigado e agarrei a maçaneta da porta. Mas a mão no meu ombro me parou e me virei meus olhos para ele.

Ele limpou a garganta. “Sabe de uma coisa? Eu acho que talvez eu devesse verificar sua casa para me certificar de que é segura e tal.”

“Claro,” eu disse rapidamente, minha mente correndo de novo. Será que ele queria entrar apenas por entrar, ou entrar e se infiltrar na minha cama?

“Você está bem?”

Era simplesmente um estúpido pensamento positivo... embora, por que não verificou minha casa há uma semana? “Sim, estou apenas um pouco fora de mim.”

Ele acenou com a cabeça como se concordasse e eu desci do carro.

“Onde você vai?” ele me perguntou quando começamos a atravessar o gramado juntos.

“O que?”

“Algo de errado com a porta da frente?”

Eu apontei para o lado. Obviamente, ele nunca ficou e me viu entrar. Eu já tinha imaginado isso. “Eu não posso chegar ao meu apartamento por aqui.”

Ele me lançou um olhar.

“O que?”

“Você está brincando?”

Eu contornei a casa até a parte de trás e comecei a subir as escadas de madeira.

“Espere,” disse ele, como se estivesse exausto.

Eu parei de me mover.

“Deixe-me ver se entendi,” ele disse rapidamente, com a voz tensa. “Você anda atrás da casa no escuro, sobe estas escadas até o topo, onde você não pode ver nada?”

Eu me virei para olhar para ele. “Sim.”

“Saia da frente,” ele ordenou bruscamente, deslizando em torno de mim para que pudesse ir primeiro. “Pelo amor de Deus, Jory.”

Ele parecia mais irritado do que bravo. Eu não via o problema.

“Quão estúpido é você?”

Qual era a resposta correta para isso?

Ele subiu na minha frente, pegou as chaves e abriu a porta. “Você está de sacanagem comigo?” ele perguntou quando a porta se abriu para revelar uma parede e escadas para a esquerda.

“Por quê? O que foi agora?”

Ele deu um passo para o lado para olhar para mim. “Você não pode nem mesmo ver o que há acima.”

Meu apartamento, onde eu morei nos últimos dois anos, tinha sido originalmente convertido a partir de um sótão de uma residência. Para fazer uma entrada separada, o proprietário tinha feito basicamente um furo no lado da parede que conduzia ao andar superior sob o telhado. Não havia, no entanto, espaço para uma porta abrir para dentro, de forma que se abria para fora, como um armário gigante. A primeira coisa que se via, porque era tudo o que poderia caber, era um cabideiro. Havia oito degraus para a esquerda que abraçavam a parede e desemborcavam em minha pequena sala de estar.

Era basicamente um pequeno espaço onde a minha TV e mesa de café estavam encostadas em uma parede, e a pia da cozinha na outra. Eu podia lavar a louça sob uma pequena janela redonda com vista para o quintal, o fogão tinha apenas uma boca, e não havia prateleira dentro do forno. Meu pequeno microondas estava sobre o único pedaço de balcão do apartamento e, sobre ele, um armário. Minha mesa da cozinha era uma pequena mesa dobrável e as duas cadeiras que formavam o jogo, minha amiga Ilise tinha pintado com esponja com tinta dourada sobre o fundo preto. Parecia estranho, mas eu gostei. Meu colchão queen size ficava no chão em vez de em uma cama, então eu estava constantemente colocando-o no lugar quando ele se movia. A estrutura da cama estava perto do topo da minha lista de coisas para comprar. O edredom de plumas tinha sido meu presente de Natal para mim mesmo, e só de olhar para ele me fazia querer trocar de roupa e me enterrar sob ele.

“Ok, eu entendo,” Detetive Kage respirou. “Você vive sozinho.”

“Sim,” eu disse alegremente. “Qual foi a sua primeira pista?”

E ele partiu para cima de mim sobre como eu nunca saberia se alguém estava subindo as escadas do lado de dentro e muito menos de fora. Eu cometi o erro de revirar os olhos e ele agarrou minha camisa e me puxou para frente, nos deixando face-a-face.

“Este lugar é uma piada, Jory. Qualquer pessoa com um clipe de papel pode entrar aqui.”

“Eu discordo.”

“Você discorda?” Ele ergueu as sobrancelhas. “Porque você sabe tudo sobre invasão de propriedade.”

“Acalme-se,” eu disse a ele. “Tome um pouco de chá.”

“Eu não quero merda de chá nenhuma, eu quero...”

“Por que você está me seguindo por aí?”

“O que?” ele rugiu para mim, mas eu já estava ficando esperançoso novamente. Ele, obviamente, gostava de mim, gostava da minha companhia e estava me provocando, propositadamente, para ficar e discutir.

“Você me ouviu.”

“Você é minha maldita testemunha, seu idiota de merda.”

Eu balancei a cabeça. “Sente-se e pare de falar palavrão.”

“Eu não quero sentar! Não quero chá...” sua voz sumiu.

Eu sorri para ele, porque sabia que eu estava certo. Ele podia não saber o que queria, mas eu sabia. “Sente-se. Vou fazer o chá.”

“Eu não quero chá,” ele repetiu pela terceira vez antes de se sentar.

Eu enchi a chaleira com água, mas deixei-a sobre o microondas antes de caminhar de volta para ficar perto dele. Ele olhou para cima lentamente, e quando eu me coloquei entre as suas pernas, ele não disse uma palavra. Caí de joelhos na frente dele e coloquei minhas mãos sobre a fivela do cinto. Eu verifiquei uma vez para ter certeza de que eu estava certo e eu o vi engolir em seco, tomar um fôlego, trêmulo. Quando eu o puxei para frente, ele me deixou movê-lo, deslizando para baixo de forma que suas coxas musculosas estavam me envolvendo. Quando eu empurrei sua camisa, eu me inclinei e beijei seu abdômen, meus lábios roçando seu umbigo. Ele estremeceu fortemente e eu sorri porque o tempo de protestar já havia passado.

Eu desafivelei seu cinto e, quando abri o zíper de seu jeans, percebi o quanto ele estava duro. Assim que eu puxei suas cuecas, procurei o preservativo com a mão em meu bolso. Ele tremeu quando me ouviu rasgar a embalagem de alumínio e eu percebi que ele estava esperando por esse momento. Ele poderia ter desistido se eu não tivesse proteção, sua última desculpa plausível. Não haveria volta depois que ele estivesse seguro sob a capa de látex. Ele observou minhas mãos sobre ele, suaves, porém firmes, sem um pingo de hesitação. Quando ele levantou seus olhos e os fixou nos meus, eu vi como eles estavam vidrados, cheios de desejo. Eu sorri antes de abaixar minha boca sobre ele e ele deslizou para dentro do calor úmido da minha boca. Eu amava o que estava fazendo, sempre gostei com todos, do poder que me dava, a forma ficavam enquanto eu fazia isso. Mas dessa vez era diferente por causa do homem. Tinha que ser perfeito para ele, perfeito para o detetive Kage que – seja qual for o motivo – confiou em mim nesse momento, a sua primeira vez com um homem. Então, eu me entreguei completamente ao seu prazer, atrasando por longos minutos, quando sua respiração ofegante começou. Era bom; eu sabia que era porque eu já tinha ouvido muitas vezes que minha boca era incrível. Enquanto eu o tocava e acariciava, ouvia os sons que escapavam dele.

Com a cabeça para trás, os olhos fechados, o lábio inferior tremendo, eu tomei um segundo para me banhar naquela visão, dele perdido no que eu estava fazendo. Era gratificante saber que eu podia fazê-lo se sentir assim. Sua respiração estava entrecortada, seus quadris balançando para frente, e depois de mais alguns segundos ele gemeu, seus dedos se enredaram apertado no meu cabelo. Eu continuei, firme, meu ritmo constante até que ele amaldiçoou, gritou, suas costas inclinadas quando ele se arqueou contra mim. Eu esperei sua respiração se acalmar antes de me afastar lentamente, tomando cuidado para não assustá-lo, enquanto eu me acomodava sobre meus joelhos entre suas pernas.

“Deixe-me ajudá-lo, tudo bem?” Eu disse suavemente, esperando o leve aceno.

Ele observou cada movimento meu enquanto eu pegava a caixa de lenços de papel da mesa de café. Ele parecia drogado com seus olhos de pálpebras pesadas e reclinar lânguido.

Quando todas as evidências se foram, eu coloquei minhas mãos em meus quadris e esperei.

“Eu não estou doente,” ele falou arrastadamente.

Havia várias maneiras de entender aquilo. Eu decidi esclarecer.

“Isso significa?”

“Que aquele preservativo foi um desperdício de tempo.”

Oh. “Eu sempre uso um.”

“Do que você precisa, um exame?”

Conversa estranha. “Sim.”

Ele acenou com a cabeça, e de repente percebeu que estava sentado nu da cintura para baixo. Se colocando e pé rapidamente, ele colocou a cueca e calça jeans de volta, recolocando o cinto, tateando ao redor, fazendo a fivela tilintar.

Eu decidi ter pena dele e permitir-lhe uma saída rápida. “Estou tomando chá,” eu anunciei no silêncio sufocante. “É melhor ir para casa, Detetive.”

Ele apenas ficou lá, olhando para mim.

Eu não tinha ideia do que ele queria e parecia que ele também não. Virei-me para me dirigir para o fogão.

Ele se moveu tão rápido, agarrando um punhado de meu cabelo e me puxando de volta contra ele. Envolveu seu braço em volta do meu pescoço para que eu não pudesse me mover.

“Ok,” eu respirei, porque com essa reação eu poderia lidar.

“Eu não sei o que... se você fosse um... Eu não sei o que fazer!” Sua voz estava crua e rouca.

“O que você quiser,” eu disse suavemente quando ele puxou minha cabeça para trás, cada centímetro da minha pele quente, pronta para ser tocada. “Só... está tudo bem, o que você fizer. Você não vai me machucar. “

Sua mão se enterrou sob a gola da minha camisa, deslizando sobre minha garganta, minha clavícula, pelo meu peito. Eu não conseguia respirar.

Eu o senti tremer antes de sua outra mão deslizar até meu abdômen, primeiro puxando o suéter, então ele enfiou a mão por baixo para tocar a minha pele.

“O que você quer?”

Mas eu não podia falar.

Ele puxou o suéter asperamente sobre minha cabeça e, em seguida, me empurrou para a cama. Foi uma corrida para me despir e ele puxou e rasgou até que eu estivesse nu. Eu fui forçado a ficar de bruços no meu colchão e puxado para a borda. Eu ouvi a fivela de seu cinto e, um segundo mais tarde, ele estava pressionado contra mim.

“Diga-me o que fazer,” disse ele, sua voz profunda.

Eu atraí seu braço para baixo, então envolvi sua mão em torno de mim, deixando-o sentir meu comprimento deslizando por entre seus dedos, quão duro eu estava, como a pele era sedosa. “Veja o quão bem você me faz sentir?”

Ele se inclinou e senti sua boca no meu ombro antes dele me morder. Doeu e me fez suspirar ao mesmo tempo

“Oh, você gosta disso,” ele disse, inclinando-se para mim.

“Eu gosto,” eu disse, mostrando-lhe como me tocar. “Agora me foda.”

“Mas eu... e se...”

“Eu estou limpo e você estava tentando me dizer que você também está, não é?”

“Sim.”

“Eu nunca faço sem proteção, detetive – acredite, você está seguro.” Ele não deveria ter acreditado em mim, mas eu estava dizendo a verdade. Ninguém nunca chegava perto de mim sem preservativo. O que eu lhe oferecia era um presente.

“Eu... Jesus, eu não...”

“Nós dois estamos bem, apenas faça.”

“Eu não quero te machucar.”

“Você não vai,” eu prometi enquanto apontava para minha mesa de cabeceira.

“Há lubrificante lá. Pegue.”

Ele fez o que eu disse, e quando estava com a pequena garrafa na mão, seus olhos se fixaram nos meus. “Venha aqui.” Eu fui gentil, movendo-me lentamente, porque ele estava observando tão atentamente enquanto as minhas mãos deslizavam sobre sua pele. Quando seus olhos finalmente se levantaram para encontrar os meus, suas pálpebras estavam pesadas enquanto ele alongava em minha mão, sua respiração instável. Virei e me inclinei sobre a cama, sentindo suas mãos deslizarem sobre o meu traseiro, me abrindo antes de deslizar em meu interior. Eu trouxe sua mão de volta para mim e ele me acariciou ao mesmo tempo, o máximo de tempo possível.

“Jesus, você é tão apertado.”

“É tão bom.”

“Muito bom,” ele gemeu, as mãos se movendo para os meus quadris, me segurando lá.

Não demorou muito para que ele gritasse meu nome, seus quadris impulsionando para frente antes que ele me prendesse sobre ele na cama.

“Puta merda,” ele engasgou, deslizando para fora de mim delicadamente, com cuidado agora que ele podia pensar de novo.

Rolei de costas e estava pronto para tomar conta de mim quando ele me parou. Eu sorri lentamente. “Você tem que me deixar fazer isso,” eu respirei, meu riso forçado. “Eu poderia morrer de ....”

“Eu vou fazer isso. Eu quero.”

Eu balancei a cabeça. “Não, eu vou...”

Mas ele foi insistente em retribuir, puxando minhas mãos, movendo-se entre as minhas pernas e me tomando em sua boca. Ele não tinha ideia do que estava fazendo, mas ainda assim se sentia como o céu; e o fato de que ele queria, juntamente com os seus olhos fixos nos meus, verificando se era bom para mim, me levou ao limite. Eu o avisei para parar e ele se moveu, olhando-me terminar. Quando meus olhos se abriram lentamente, fiquei surpreso de encontrá-lo olhando para meu rosto.

“O que?”

“Eu fiz você se sentir bem.” Era uma afirmação.

“Sim.”

Ele acenou com a cabeça lentamente.

“Você está bem?” Perguntei-lhe suavemente, alisando o cabelo para trás de sua testa. O jeito que ele estava olhando para mim fez meu estômago doer, tão confiante e tranquilo.

“Sim,” ele acenou com a cabeça quando me levantei da cama.

Levei mais tempo no banheiro do que eu precisava, dando-lhe tempo para escapar, permitindo que fosse embora. Fiquei surpreso ao encontrá-lo imóvel, ainda de costas e olhando para o teto, quando eu finalmente entrei no quarto. Eu estava a meio caminho do sofá quando ele falou e me parou.

“Volte para a cama.”

Eu fui para o lado oposto, perto da parede, e deitei de bruços. Eu estava tentando descobrir o que fazer a seguir quando senti seus dedos deslizarem lentamente pela minha espinha.

“Eu nunca fiz isso antes.”

Eu ia provocá-lo, mas o momento era precioso, mesmo se fosse um acontecimento único. “Eu sei.”

“Como você sabe? Foi ruim?”

“Não.”

“Eu queria que fosse.”

“Mas não foi.” Eu me certifiquei disso.

“Não.”

Longo silêncio.

“Eu não... Eu não sabia que seria assim.”

“Assim como?”

Ele ignorou a minha pergunta. “Nós fomos bem, certo?” Como se ele precisasse de garantia.

“Sim,” eu concordei.

Ele limpou a garganta antes de ele apertou a mão contra o minhas costas. “Você... caras... você pode fazer isso de modo que você fique de costas?”

“Sim,” eu exalei lentamente. “Eu só pensei que talvez você quisesse de uma forma que não pudesse ver meu rosto.”

“Não, se pudéssemos... quando você puder, eu... quando estiver pronto, eu gostaria de ver.”

“Levante-se.”

Ele levantou sem hesitação e pegou o tubo de lubrificante antes que eu pudesse dizer uma palavra. Eu o fiz se mover para a beira da cama e então levantei as pernas e as apoiei em seus ombros. Ele passou as mãos por minhas coxas até minhas panturrilhas e tornozelos; primeiro suavemente, depois com mais força, os dedos cerrados, os nós dos dedos brancos. Ele iria deixar hematomas na minha pele.

“Sinto muito por tê-lo mordido.”

“Eu não sinto,” disse, guiando-o, dando-lhe permissão para fazer o que ele quisesse. Ele prendeu a respiração, com os olhos fixos nos meus enquanto ele empurrava para dentro de mim. A dor me queimou por um instante antes passar. Foi tão bom que eu gritei.

“Eu te machuquei,” ele sussurrou, tentando afastar-se.

“Não... e sim,” eu exalei, mantendo-o parado, apertando meus músculos. “Mas é sempre assim.”

“Você deveria ver os seus olhos.”

Eu sorri para ele, dizendo-lhe como ele deveria se mover, lentamente, depois mais rápido, empurrando profundamente para que eu pudesse sentir. Suas mãos e boca em meu corpo eram ásperas e duras, e quando eu deixei o gemido escapar, ele me levantou da cama e se sentou. Eu coloquei meus joelhos em cada lado de suas coxas e me abaixei sobre ele.

“Jory,” meu nome soou como uma oração.

Como a ascensão e queda de uma onda, eu estava fluido em seus braços, seus dedos traçando a minha espinha, suas mãos movendo-se sobre meus quadris, minha bunda, e sua boca chupando e lambendo pelo meu peito. O jeito que ele olhava para mim, como se eu fosse uma revelação, um presente. Mas haviam limites loucos que, às vezes, não podem ser cruzados. Como foder, mas não beijar.

“Abra os olhos.”

Eu não lembro de tê-los fechados. Olhando para o azul prateado de seus olhos, percebi que ele não estava me apressando ou tentando fugir. Ele queria que tudo fosse lento.

“Jory... me beije,” ele suspirou, suas mãos deslizando até minha garganta, pegando meu rosto em suas mãos, tocando o meu cabelo. Quando a minha boca cobriu a dele, ele entreabriu os lábios para mim e eu o beijei profunda e completamente, explorando sua boca, deslizando minha língua sobre cada centímetro da sua, provando-o, devorando-o. Eu ouvi sua respiração falhar quando eu recuei.

“Detetive,” eu comecei. “Eu...”

“Sam,” ele me corrigiu.

“Sam,” eu disse lentamente, gostando do som de seu nome em meus lábios.

“Você é novo,” ele disse para mim, e eu entendi o que ele quis dizer. Para ele, era todo um novo mundo de descobertas, meu corpo só esperando por ele. “Venha aqui.”

O homem sabia beijar, eu senti sua ânsia e calor. Ele me reclamou para si; eu estava machucado, os meus lábios sendo atacados e mordidos. Facilmente, nunca me senti mais desejado e necessário. Eu arqueei minhas costas e deixei minha cabeça cair para trás em suas mãos. Ele me segurou; eu não iria cair, o braço em volta da minha cintura me ancorava.

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Envolvente, né? Vocês amaram Sam e Jory como eu amo logo, logo.

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Comentários

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Eu adorooooooo esse casal divoso 👨💞👨

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FOI A CENA DE AMOR MAIS LINDA QUE LI. ESPETACULAR. SÓ ACHO Q DEMOROU MUITO A ACONTECER. E AGORA O QUE SERÁ?????

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