Preciso De Você!

Um conto erótico de Phamy
Categoria: Homossexual
Contém 795 palavras
Data: 08/12/2015 21:04:26

Ola pessoas. Eu sempre acompanhei as histórias aqui neste site. E agora eu vou compartilhar uma história dividida em alguns capitulos para vocês. Sexo não é o foco principal da história.

Hoje vou postar o primeiro e o segundo capitulo. Espero que gostem.

CAPITULO 1: ALEXIA

-Vou dar uma volta. --Falei na tentativa de meu avô parar de falar o quanto estava feliz por mim ter ido morar perto dele. -Que saco!

Saí andando da casa de meu avô e parei em uma pracinha. Sentei em um dos bancos, coloquei o fone de ouvido e comecei a refletir em tudo que me levou até aquele lugar. A morte da minha mãe, o desemprego, meus irmãos mais novos... Me deu vontade de chorar. A vida é muito dura. E pensar que alguns meses atrás minha vida era uma maravilha. Eu estava tão distraída que tomei um susto quando tocaram em meu ombro. Era uma garota. Muito bonita, porem, esquelética e bem mal tratada.

- Tem fogo aí? -- Disse ela. Que voz maravilhosa!

- Não, não tenho.

Depois da minha resposta ela simplesmente me deu as costas e saiu andando. Mal educada! Ela se juntou a um grupinho de meninos e começaram a fumar... Maconha? Sim, Maconha!

Uma garota tão bonita envolvida com essas porcarias. De droga prefiro manter a distancia, pois ja fodeu demais com a minha vida.

- Alexia? --Me chamaram me fazendo tomar outro susto.

- Sou eu. --Falei olhando pra ruivinha parada na minha frente.

- Desculpa ter te assustado. Nao foi a minha intenção. Prazer Fernanda.

- Tudo bem.

- Seu avô me pediu pra vim te chamar.

Sabe quando você fica olhando pra uma pessoa com um enorme ponto de interrogaçao na testa? Pois bem, fiquei desse jeito. Como meu avô ousa mandar uma estranha me chamar. Me levantei e ja ia começar a andar quando a Fernanda me chamou.

- Fala.

- Posso te dar um conselho?

Serio isso? A garota nem me conhece e ja ta querendo me da conselho? Eu mereço!

- Como nao me respondeu. Vou tomar isso como uma resposta positiva... Fique longe da Julia. Ela não é uma boa companhia. Seu avô me contou o que aconteceu com sua mãe e creio que queira distancia desse tipo de gente.

- Meu avô é um fofoqueiro! -- Falei bufando. Saí andando apressadamente deixando Fernanda pra tras. Garota intrometida! E quem é essa tal de Julia?! Peraí, Julia só pode ser a menina bonita da praça que eu obviamente queria o maximo de distancia possivel.

Cheguei na casa do meu avô irrirada. Tinha umas pessoas conversando com ele e assim que cheguei pararam de falar e olharam pra mim. Encarei um por um com uma cara nada amigavel. Era os irmãos da Igreja dele. Sinceramente eu nao estava com a minima paciencia pra ficar escutando bla bla bla de crente. Antes que vocês me julguem, me xinguem e/ou me processem me entendam antes. Eu não tenho nada contra evangélicos, na verdade, fui criada dentro dessa religiao. Por isso respeito essa e qualquer religiao que possa existir, mas depois que minha mãe morreu eu venho escutando o mesmo discusso de todas as pessoas, principalmente dos crentes.

Enfim, eles me olharam desconcertados e me comprimentaram, forcei um sorriso na expectativa de parecer um pouco simpatica e me retirei da sala.

Fiquei o dia inteiro trancada no quarto escutando musica e navegando na internet.

Os dias se passaram normalmente. Comecei a trabalhar com meu avô na mercearia dele e ja estava começando a me adaptar a nova cidade.

Todos os dias eu repetia o mesmo trajeto. De manhã eu ia para o trabalho, depois eu ia em casa pra tomar um banho e comer alguma coisa e depois eu ia para praça escutar musicas e pensar um pouco na vida.

Todos os dias quando eu chegava na praça a Julia ja estava la. Na mesma rodinha de sempre. De vez em quanto eu me perguntava se essa minha necessidade de ir a praça todos os dias era na verdade uma desculpa pra ver a Julia. O que vocês acham?

A Fernanda me visitava sempre. Nós estavamos cada vez mais próximas. Com o tempo percebi que eu estava sendo uma completa idiota com ela.

Ja fazia um mês que eu estava em Niterói. Fiz meu trajeto diário. Mas algo incomum aconteceu. Eu estava sentada na pracinha no mesmo lugar de sempre quando a Julia se aproximou e sentou ao meu lado.

- Oi. -- Disse ela com um sorriso encantador.

Fiquei a encarando, pois não sabia o que fazer ou dizer. Dentro de mim havia uma briga entre a razão e a emoção. A razão me dizia para levantar e sair andando sem olhar pra tras. Ja a emoção me dizia para sorrir e responde-la educadamente. E agora? O que faço?

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