LÚCIA - DIFICIL MAS NÃO IMPOSSÍVEL

Um conto erótico de GERSINHO PEGADOR
Categoria: Heterossexual
Contém 2919 palavras
Data: 23/11/2015 21:57:27

LÚCIA, DIFICIL MAS NÃO IMPOSSIVEL

“Não existe mulher séria. Só mal cantadas... ou mal comidas.” Sabendo conquistar nenhuma escapa. Existem algumas dicas infalíveis: 1. Antes de cumprimentá-la com aqueles tradicionais beijinhos sem graça na face, umedeça os lábios com a língua e beije de verdade na face direita. Ao mesmo tempo, com o dorso da mão direita faça um carinho na face esquerda, descendo os dedos indicador e médio suavemente. Ao se despedir, repita a operação, para que fique o beijo molhadinho e a carícia fiquem gravados na memória e ela vai esperar ansiosa pela próxima vez.; 2. Ofereça chocolates finos, de preferencia importados, de forma que pareça casual. Mas não exagere dando caixas de bombons. Ela perceberá que é estratégia e vai se preparar para se defender. 3. Mulheres adoram ser surpreendidas. Então use sua criatividade e perspicácia e, mesmo que não tenha motivos especiais, sempre provoque surpresinhas para ela.

Quando encontramos mulheres difíceis pela frente devemos usar de todos os recursos que possam ser disponíveis. Comigo foi assim com Lúcia, a mais difícil que comi. Essa mulher, na época com quarenta e oito anos, não é o que se pode chamar de bonita e gostosa. Meio feiosinha de rosto e um corpinho até que bem cuidado, nos seus 1.60 m de altura e no seus 59 quilos. Uma mulher nota seis, na escala de zero a dez. Mas ela alguns atributos que compensavam: a simpatia, o sorriso fácil, a receptividade e a classe para sair de situações complicadas em que eu a colocava e, além de tudo, possuía um magnetismo especial, que não consegui identificar direito, mas que me atraía por ela. Trabalha como vendedora pracista e me visita semanalmente, quase sempre acompanhada do filho de oito anos, que apanha na volta da escola. Tudo começou há dois anos e meio atrás: O filho dela pediu um chocolatinho do meu balcão e eu aproveitei a ocasião para, maliciosamente, contar a ela que quando um homem quer conquistar uma mulher ele oferece chocolate, ao que ela, também sorrindo com malícia, me respondeu: “Mas precisa saber o que fazer depois que der o chocolate”. Minha resposta rápida e perspicaz foi direto no alvo: “Pode ter certeza que EU SEI o que fazer. Mas não se preocupe: Vou esperar a hora certa para te oferecer o chocolate”. Durante dois anos e três meses conversávamos sobre diversos assuntos e eu não perdia qualquer chance de insinuar meu interesse por ela. Quando eu apertava o laço ela se retraía. E nas nossas conversas ela deixava escapar suas insatisfações com o marido, um sujeito meio xerife em casa, que, sentado na mesa com garfo e faca na mão, exigia que ela servisse o jantar todos os dias. Aliás não era bem um marido para ela: era pai do seu filho, pelo menos isso. Foi soltando as falhas dele e eu gravando na memória para poder aproveitá-las ao meu favor. Quando entrávamos no assunto sexo ela, mesmo desviando a atenção, deixou escapar que, mesmo pouco frequente, era bom. O que não significa ótimo, retumbante, gratificante ou delicioso. Entendi que era mais obrigação do que tesão.

Lucia demonstrava receio em se envolver com um outro homem. A educação rígida dela, nascida e criada no interior, bloqueava qualquer idéia que ela pudesse ter a respeito. Traição era feio, era pecado. Havia também o aspecto da família. “Casou-se” muito tarde, com 38 anos, e uma separação aos 48 seria, no entender dela, o fim da linha pra ela. Mudei de tática e parti para uma conquista mais suave, apenas insinuante e nada direta. Amenizei as cantadas para que ela não se espantasse. Cheguei a mentir pra ela dizendo que eu não tinha intenção de que ela fosse minha amante, apenas uma amiga para trocar idéias, dar risadas e se distrair, esquecer do mundo enquanto estivéssemos juntos acrescentando que sexo não fazia parte das minhas cogitações e prioridades, e que o máximo que poderia acontecer entre nós seria alguns beijos. Aos poucos fui reconquistando a confiança dela. Vez por outra eu fazia uma surpresinha pra ela mas nunca ofereci o chocolate. Mandava mensagens carinhosas desejando um bom dia para ela e ela me ligava agradecendo e eu a convidava para vir me visitar mesmo que fosse fora dos dias de venda. Outras vezes, logo cedo, mandava mensagem dizendo que eu havia sonhado com ela, que estávamos namorando. No aniversário de quarenta e nove anos dela, redigi uma mensagem mais carinhosa ainda. Quando retornou eu a convidei para um café e ela foi lacônica respondendo um “vamos ver” e não rolou. Nos cinquenta outra mensagem e quando ela ligou agradecendo aproveitei para pedir a ela que viesse até mim mais cedo que o usual e de preferência sem o filho junto pois eu tinha um presentinho pra ela: Um exemplar do “Cinquenta tons de cinza”, titulo sugestivo para quem completava cinquenta anos. Ela veio, carreguei ela para o andar de cima, pois propositadamente eu tinha deixado o presente dela lá, ofereci um café fresquinho e a cumprimentei com um abraço que a deixou balançando na dúvida se topava me namorar ou não. Na indecisão dela roubei um primeiro beijo que ela correspondeu e se retraiu. Acariciei o seu rosto e lhe disse que eu não me importava se ela não quisesse aceitar me namorar mas isso não impediria que eu namorasse ela. E a beijei novamente. Eu continuava cutucando a fera com insinuações suaves me referindo a ela como namorada, musa, garota, menina, sempre acrescidos de um “minha” na frente. E eu notava que ela gostava desse tratamento. Certa vez confidenciou que o marido nunca a tinha tratado assim, com tanto carinho. Que ele nunca mandava mensagens de bom dia pra ela e, nos aniversários dela ele somente se lembrava à noite quando o filho contava pra ela. Presentes, coisa difícil de acontecer. Aos poucos eu ia conhecendo o mapa da mina, a rota do tesouro, preparando a corda para enrodilhá-la e ficar com Lúcia à minha disposição. Neste ano, ao completar os cinquenta e um, logo cedo, enviei uma mensagem sugestiva, alusiva ao “ano das boas idéias” e me colocando à disposição para que, se ela não as tivesse, eu seria uma boa idéia pra ela. Quando ela me ligou para agradecer já notei que ela estava derretida, faltando pouco pra ela cair no laço. Eu disse que eu queria homenageá-la oferecendo um café numa confeitaria e ela, enfim, topou. Cada um com o seu carro as quinze horas nos encontramos onde havíamos combinado. Na mesa, sentados frente a frente, com toda a discrição e respeito, vez por outra eu acariciava as mãos dela e percebia arrepios nos braços dela, enquanto ela apertava suavemente as minhas mãos e as soltava. Disse-me que tinha aceitado o meu convite por que queria ter uma conversa mais séria comigo. E foi ela quem iniciou a tal conversa mais séria: “Você é um homem diferente de todos os que eu penso que conheço. Já fazem mais de dois anos que você insiste em me namorar. Qualquer outro teria desistido depois de algumas tentativas sem conseguir nada. Mas você, até agora não desistiu. Continua firme no propósito de me conquistar. ” continuou “você me trata com carinho, se dedica a mim, pensa em mim e até diz que sonha comigo. Uma mulher que é tratada dessa maneira não resistiria por muito tempo. Posso te perguntar uma coisa ?” assenti e ela continuou: “Eu sei que não sou uma mulher bonita, nem provoco olhares quando ando na rua. Acho que sou apenas uma mulher comum, normal. O que foi que você viu em mim pra me querer? Que sentimento você tem por mim ? Você me ama ?” . Tomei um susto e o máximo que consegui foi balbuciar um “acho que sim”. Me encorajou quando disse que por muito tempo estava em dúvida se deveria corresponder e que tinha receio de destruir a sua vida com um romance proibido mas que tinha chegado à conclusão que sentia uma espécie diferente de amor por mim e que talvez valesse a pena experimentar, desde que com todo sigilo, cumplicidade e discrição para que não prejudicasse o seu relacionamento familiar. E que iria em frente acontecesse o que acontecesse, inclusive sexo. Na despedida, um beijo compromissado e correspondido. Dia seguinte mandei uma mensagem a ela agradecendo a confiança e prometi a ela demonstrar o carinho e o amor que sentia por ela. Daí pra frente namoramos trocando carinhos um pouco mais avançados e beijos longos e molhados. Esperei o momento em que ela estivesse com tesão, a ponto de ir pra cama comigo. Não demorou mais do que três meses quando ela me confidenciou que gostaria de conhecer um motel, já que o marido nunca a tinha levado. Era preciso que ela programasse a sua agenda para que dispusesse de uma tarde livre para o nosso primeiro ato de amor. Escolhi um motel que pudesse causar um impacto mais agradável para ela, sem aquelas parafernálias, mas com alta dose de romantismo. Afinal iríamos, pela primeira vez, nos experimentarmos no amor. Eu não queria que ela se assustasse. Afinal ela era uma mulher recatada e nunca havia experimentado estar com outro homem. Então as folias sexuais poderiam esperar mais tempo, até que ela resolvesse evoluir. Mas, alguma novidade teria que acontecer. Levei apenas uma camisinha (que não pretendia usar pois ambos sabíamos que não corríamos riscos de eventuais doenças, mesmo por que gravidez estava fora de cogitação pela menopausa dela e um tubinho de creme lubrificante para causar sensações de esquentar e gelar a pele dela e estimulá-la. Para surpreendê-la, levei também uma dúzia de velas coloridas e aromáticas para criar um clima no ambiente e um pacote com pétalas de rosa que pretendia jogar na banheira. Para deixa-la se acostumar com ambiente, fui ao chuveiro tomar uma ducha refrescante e ao sair vesti novamente a cueca e o roupão felpudo oferecido pelo motel. Acompanhei Lucia até o banheiro, regulei a água do chuveiro e fechei a porta para deixa-la a sós com seus pudores, sem esquecer de entregar os pacotes com a toalha e o outro roupão. Do lado de fora eu a imaginava se banhando, a espuma do sabonete escorrendo pelo corpo, morrendo de vontade de lá entrar e auxiliar no banho. Cinco minutos depois ela saiu vestido com o roupão e notei que vestia sutiã e, obviamente a calcinha que descobri depois, que eram novinhos em folha, pela embalagem que ela deixou no cestinho do banheiro. Ela tinha comprado um conjuntinho novo especialmente para transar comigo. Quando ela saiu do chuveiro, o quarto estava escurecido e apenas uma luz azul sobre a banheira de hidromassagem cheia até a metade, as pétalas de rosa boiando na água e as velas aromáticas acesas, espalhadas pela suíte, criando um clima de encantamento no ambiente. Percebi que ela havia adorado a surpresa e enlaçou o meu pescoço com os braços oferecendo sua boca para beijá-la. Eu teria que ter muita paciência para que aquela mulher não se traumatizasse com a primeira experiência extraconjugal dela. Ficamos abraçados e nos beijando em pé por longos cinco minutos e, com todo o cuidado, fiz com que ela sentasse na borda da cama e ela retraiu-se ao ver o espelho da parede estrategicamente colocado de modo a refletir nossas imagens fazendo amor na cama. Aos poucos fui quebrando o gelo sugerindo que ela não olhasse para o espelho ou, se ela quisesse, eu poderia cobri-lo com uma toalha, mas ela apenas disse que eu deixasse a idéia de lado por que ela teria que se acostumar. Deitamos lado a lado na cama, ela de costas para o espelho lateral. E ela ainda nem tinha visto o espelho no teto, sobre a cama. Por via das dúvidas fiz com que ela se debruçasse sobre o meu peito e não olhasse pra cima. Senti sua mão trêmula acariciando timidamente o meu peito sob o roupão enquanto nossas bocas não se afastavam. Enfiei a minha mão pelo pescoço dela e afrouxei o roupão dela até descobrir seus ombros antevendo as alças do sutiã preto que usava. Acariciei e beijei seu corpo até onde a nudez parcial me permitia e ela retribuía passando as unhas compridas dos dedos descendo pelo meu pescoço, detendo-se nos meus mamilos e indo até pouco abaixo, no meu abdome. Foi ela quem teve a iniciativa de soltar o cinto do meu roupão, abrindo-o para os lados, deixando meu corpo inteiro à mostra. Notei que ela, enquanto me acariciava, me contemplava timidamente com o rabo dos olhos. Também soltei o seu cinto do roupão e afastei uma parte para atrás do corpo dela para que eu pudesse ver o seu corpo vestido somente com o conjuntinho preto que ela tinha escolhido, o que, aliás lhe caía muito bem, contrastando com a pele clara ainda marcada pelo sol de verão.

Passamos um bom tempo assim, namorando seminus. Ousei enfiar a mão pelo bojo do sutiã e alcançar os biquinhos dos seios dela já durinhos, ora um, ora outro. Mais um pouco eu os coloquei para fora do sutiã e fiquei encantado com aqueles mamilos pequenos e rosados querendo serem libertados. Ora, que alegria a minha quando percebi que o sutiã tinha fecho frontal que abri em seguida deixando os dois seios, enfim, livres para minhas mãos e para minha boca. Enquanto sorvia alternadamente aquele belo par de seios escorreguei minha mão por sobre a calcinha dela, sentindo o volume que ali se escondia. Para facilitar o carinho no sexo dela, entreabriu um pouco as pernas. Enquanto isso a mão dela não se arriscava além do meu umbigo, talvez receosa de apalpar o meu pau. Ajudei fazendo com que a mão dela pudesse sentir a minha excitação. Por um momento ela se deteve com a mão sobre a cueca mas em seguida alisou o meu pau ainda vestido. E eu comecei a avançar o sinal, enfiei minha mão por sob o elástico da calcinha para sentir a maciez daqueles pelos sedosos que recobriam o seu púbis. Mais um pouco eu pressionei o botãozinho situado na entrada da vagina dela e senti que ela estava molhadinha, quase pronta para o que viria a seguir. Pretendendo acaricia-la com mais liberdade, baixei a calcinha dela e a removi pernas abaixo e comecei a boliná-la ora no botãozinho, ora enfiando um dedo adentro. Por último eu mesmo tratei de tirar a minha cueca, deixando meu pau livre para que ela brincasse à vontade. Pela primeira vez eu sentia o contato daquelas mãos macias envolvendo o meu pau. Ela, meio desajeitada, o acariciava com suavidade, fazendo aumentar o meu tesão, enquanto eu continuava manipulando com maestria os pontos frágeis do seu sexo fazendo com que ela, aos poucos, se soltasse. Eu sabia – e tinha controle da situação – que eu deveria proporcionar uma transa bem diferente do papai-mamãe que ela estava acostumada a fazer em casa. Porisso me empenhei em fazê-la gozar com a minha manipulação, o que não demorou para acontecer. Ainda sob o efeito do prazer ela demonstrou a vontade de ser penetrada mas quando ela tentou deitar de costas na cama para que eu subisse em cima dela eu a segurei firme e fiz com que ela subisse em cima de mim e se encaixasse no meu pau que escorregou vagarosamente e com um pouco de dificuldade para dentro da bucetinha dela. Ela estremeceu e procurou se ajeitar melhor para que eu a penetrasse inteiro permanecendo imóvel por um momento como que a curtir aquele momento em que recebia um outro homem dentro dela e vagarosamente começou a mexer os quadris , rebolando em mim sem deixar de esfregar o seu grelinho no meu púbis. Transávamos deliciosamente com movimentos concatenados. Pela sua expressão eu podia ver que ela estava saboreando o momento. Pelo espelho do teto eu assistia a cena incrível e extremamente sensual daquele corpo inteiro serpenteando sobre o meu. Era ela quem estava me comendo e eu permaneci à disposição dela por que estava adorando. Mordia os lábios, dela e meus, arfava e gemia baixinho sem desgrudar a boca da minha e sua respiração começou a ofegar, as narinas se abrindo e fechando e pressenti que era o orgasmo dela quem estava batendo à porta. Com as duas mãos apertei e firmei sua bunda como que não deixasse escapar. E quando ela soltou um gemido de prazer, liberei meu prazer e gozamos abundantemente um no outro. Suspirou aliviada e satisfeita pelo gozo que alcançou e, fixando aqueles os olhos brilhantes de felicidade nos meus, me disse baixinho que ela estava certa por ter aceitado o meu convite, que tinha adorado a forma com que fizemos amor e agradeceu por eu tê-la satisfeito de uma forma toda especial. Por fim, disse que ia me contar um segredo: “Sabe que eu amo você ?”. Nos vestimos e saímos. Nem tínhamos notado que as velas aromáticas tinham derretido inteir. As pétalas de rosa permaneceram intocadas na banheira e, no bolso da minha calça jaziam a camisinha e o gel lubrificante. Poderiam ficar pra outra ocasião.

Continuamos namorando até hoje, fazendo amor esporadicamente quando nos bate a vontade e semanalmente quando ela me visita vamos nos recordando de todos os nossos encontros, prometendo um ao outro que a próxima vez será ainda melhor . E tem sido.

Trocamos juras de amor mas o nosso receio é que esse amor possa se tornar incontrolável mas esperamos que isso não aconteça. Que fique assim, puro, sincero e verdadeiro. Lucia foi uma mulher difícil mas não impossível de conquistar.

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Comentários

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Meu amigo parabéns pelo seu conto um dos melhores que já li e parabéns por ter encontrado uma mulher assim. 10 com louvor

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