O Garoto dos Sonhos Cap.28

Um conto erótico de gustavinho
Categoria: Homossexual
Contém 1133 palavras
Data: 10/11/2015 05:58:24

Cap.28

- Quem são essas pessoas ?

- São nossos amigos. Alguns familiares meus, seus, meus pais, enfim todas as pessoas que queriam muito que você se recuperasse logo - todos eles sorriam, vendo o carro se aproximar.

- Tudo isso ?

- E é pouco. Tem muita gente que não pode vir por causa de compromissos.

- Sério ? - sorri mais uma vez. Não acreditei que tantas pessoas me queriam bem daquela forma.

- Sim - ele estacionou o carro. E então eu desci do carro. Olhei para aquele monte de pessoas, e para aquela placa. Não acreditei que tudo aquilo era para mim. Caminhei em direção aquelas pessoas, e aos poucos algumas lembranças voltaram a minha mente. Algumas festas, reuniões, momentos descontraídos na aula. A minha memória realmente estava cedendo.

- Filho ! - meus pais gritaram de tanta emoção ao me verem em pé novamente. Correram e então me abraçaram.

- Mãe, pai... - dei um forte abraço neles. Sim, eles faziam muita, mas muita falta quando estavam longe.

- Esqueceu que tem amigos ?

- Esqueci... - falei, sorrindo.

- Já soubemos que você não lembra muito de nós... - falou, se aproximando um garoto bonito de mim, acompanhado de um outro, um pouco mais baixo - eu me chamo Gustavo. Este é meu namorado, Júnior - de repente algumas lembranças voltaram a minha mente.

- Você é muito amigo meu, não é ?

- É... Como sabes ?

- A minha memória está voltando... - falei, olhando para eles dois e lembrando de algumas histórias louças - você não é normal ein Gustavo - todos riram.

- Que bom que você está restabelecido Lucas. Desculpa não termos ido te ver, mas você sabe, a correria é incessante nos dias de hoje.

- Deixa eu tentar adivinhar... Vocês são os pais do Ghilherme...

- É... Lembrou de nós...

- Sim. Mas eu também vi vocês em uma foto que ele me mostrou, da festa. Parabéns pelo aniversário de casamento.

- Ah, obrigado. Pena que ele terminou tal mal... - cumprimentei uma a uma cada pessoa. Julguei não ter amplas relações com nenhuma delas, já que as lembranças que tinha delas eram poucas. Mas todas elas se apresentaram novamente para mim. Alguns colegas de escola, alguns parentes do Ghi, alguns parentes meus. E a festa tava armada. O pai dele liberou a piscina, e decidiu fazer um churrasco a moda gaúcha. Todos quase engolem os beiços de tanta vontade de comer.

- Parece que estou fazendo aniversário - falei, olhando para Ghi.

- Tudo porque amamos muito você. Principalmente eu - falou, me abraçando por trás e dando um beijo no rosto - vem, eu quero te mostrar uma coisa - falou, me puxando.

- O Que é ?

- Não pergunta, só vem...

- Tá bom então...

MINUTOS DEPOIS

Ele me arrastou por entre as escadas da casa um pouco esquisita para mim e então parou em uma porta.

- Preparado para ver ?

- O Que ? - e então ele abriu a porta.

- Foi aqui que tudo começou, a quase um ano atrás. - vi um quarto, lindo, amplo, ligeiramente bagunçado, extremamente bem decorado.

- Nosso namoro começou aqui ?

- Começou nesta casa, aliás - ele me puxou mais uma vez, até a janela - tá vendo aquele jardim. Foi ali que eu meio que te obriguei a ser meu namorado falso - falou, rindo. Poucos segundos depois de ele ter dito, a cena voltou na minha mente. Eu brigando com ele, o pai dele me causando vergonha. Ri, pois era hilário relembrar aquilo - a nossa aproximação aconteceu quase toda aqui. Nessa cama, várias vezes a gente dormiu juntos. Nunca conseguimos explicar como dormiamos separados e acordavamos grudados um no outro - ri... - tudo começou aqui nesse quarto. A declaração, o beijo, o nervosismo, tudo foi aqui. Bendita seja a hora em que eu pensei em ter um namorado falso, e como escolhido tive você, que revirou meu coração e se tornou a melhor coisa que já caiu na minha vida até hoje - falou, me deixando sem palavras.

- Você tem esse dom, de causar silêncio nas pessoas ? - perguntou.

- Mas eu nem disse nada demais.

- Mas o que você disse já foi suficiente. - falei, o beijando novamente. Se o objetivo de Ghilherme era fazer eu me apaixonar novamente por ele, havia conseguido. Eu duvido que aparecerá outra pessoa tão boa quanto ele na minha vida. Duvido que aparecerá alguém tão amoroso, tão determinado e tão maduro quanto ele na minha vida. Fiquei fascinado, com as formas que ele tentou para fazer com que eu me lembrasse dele. Como ele lutou, e fez com que mesmo eu não sabendo da verdade já tivesse uma enorme vontade de ser dele. Como ele me apoiou, não me deixando um dia sozinho naquele hospital, estando sempre presente ali. Era inacreditável que uma pessoa de tão pouca idade pudesse fazer tantas coisas de pessoas adultas.

- Eu te amo Lucas - falou, me dando um forte abraço.

- Eu... Também... Ghi...

HORAS DEPOIS

Aos poucos as pessoas foram embora e ficaram apenas os parentes próximos na casa.

- Vamos no escorregador Ghi ?

- Vamos ! - ele fez eu subir as escadas primeiro. Eu já estava prestes a me jogar, quando ele gritou - espera ! - ele subiu, e quando chegou no topo me abraçou por trás - pronto. Vamos juntinhos - me fez sorrir mais uma vez. E então escorregamos. A gritaria e a adrenalina foram a mil, antes de cairmos dentro da água. Os sorrisos estampavam os nossos rostos. Era inacreditável como nos completavamos. Quando ele estava por perto, eu me sentia feliz e realizado. Quando não, parecia que algo estava faltando.

- Briga de água !! - estava escrito. Nada, nem ninguém iria nos separar. Nem acidente, nem amnésia faria o amor adormecer. Somos um do outro, ponto.

MINUTOS DEPOIS

Comiamos carne assada enquanto algumas pessoas se divertiam na piscina, incluindo Ghilherme, quando vimos algumas pessoas se aproximarem.

- Lucas ? - o pai dele me chamava.

- Sim.

- Esse e o Márcio, investigador do seu caso.

- Eu soube do seu estado mental, e da sua falta de memória. Mas mesmo assim gostaria de conversar com você e ver se algo já retornou para esta cabeça - em poucos segundos Ghilherme apareceu do meu lado.

- Tudo bem senhor.

- Você consegue se lembrar do momento do acidente ?- no momento em que ele fez a pergunta eu realmente não lembrava de nada. Porém poucos segundos depois uma luz clara retornou a minha mente - Lucas ?

- Eu... Eu acho que sim.

- Acha ?

- As coisas estão voltando aos poucos. Ai... - me lembrei de mais algumas coisas - deixei uma senhora no carro, e quando vinha voltando, de repente dois faróis de um carro apareceram do meu lado...

- Você consegue se lembrar de quem dirigia este veículo ?

- Estava difícil de ver... Mas... Parece mulher.

- Tem certeza ?

- Tenho... Parece uma mulher... Eu lembro de ver cabelos longos no carro.

- Tudo bem... Vamos rever as imagens das câmeras para... - o interrompi.

- Não... Espera... Eu lembro... Eu sei quem me atropelou... Eu... Eu lembro !

Continua

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Comentários

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Cap sensacional Gu, amodoro cada dia mais vc, seus contos e sua escrita. Muito mais logo pf. Bjks

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Pois então continue escrevendo, pq eu vou comentar sempre que der kk *-*

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Foi a Natália vadia ou alguém mandado por ela. Volta logo com a continuação por favor! 👌👌👌👌

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Que fofos owwnt, e que bom que ele relembrou que foi a vadia, ela vai se foder legal. Abraços :)

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