Amor de Oficina - Parte 43

Um conto erótico de Fer
Categoria: Homossexual
Contém 1106 palavras
Data: 04/11/2015 16:57:28

Um breve resumo:

No primeiro dia do feriado, eu fiz uma viagem surpresa com o Théo. Já no destino, Théo brigou comigo por que eu não contava tudo para ele, o que me obrigou a fazer uma declaração linda e fofa para ele.

Nesse mesmo dia, saímos com alguns amigos que fizemos no local de nossa viagem. O que nos rendeu um ménage. Théo não gostou. No outro dia fomos à uma cachoeira. Descobri algumas coisas legais, tive um bom papo e não houve ménage.

Era segunda.

Acordei abraçado com o Théo. Ele me deu um beijo na testa e se levantou. Fiquei olhando ele de cueca se movimentando pelo quarto, com cara de ressaca.

- De ressaca, amor? – Perguntei.

- Muita... Aquela vodka acabou comigo...

- Quer um carinho? Dizem que melhora... – Ele riu e sentou do meu lado. Minha mão foi direto no pau dele.

- Era desse carinho que você tava falando? – Sorri.

- O melhor deles, não é? – Ele deu uma gemida e eu continuei punhetando ele. Não demorou muito ele gozou nele mesmo. Ele continuou deitado, mesmo sujo. Beijei todo o abdomem sarado dele, para limpar a porra. Ele suspirava a cada beijo.

- Você é perfeito, Fer – Eu ri dele.

- Você é mais – Falei.

Tomamos um banho demorado. Eu e o Théo brincando ali no chuveiro, rindo, era tudo tão perfeito que eu não queria que acabasse.

Mas uma hora acaba né? Saimos do banho e logo fomos comer alguma coisa. O almoço já havia sido servido. Não encontramos com Dani, Ju e sua turma. Almoçamos fofocando da vida dos outros.

Perguntamos na recepção sobre algum programa para fazermos. O cara da recepção nos sugeriu mergulho. Eu amei a ideia. Théo também.

Pegamos o carro e fomos para o local em que poderíamos mergulhar. É claro, um guia foi com a gente. Escutamos algumas instruções, pegamos nossos equipamentos e fomos para o local com ele.

Foi maravilhoso. Uma paz indescritível me preencheu. No momento em que eu e o Théo estávamos ali embaixo. Ele me olhou e pelo olhar dele eu vi uma profunda felicidade. Aquilo me acalmava. Aquilo me transbordava.

Mergulhamos pelo tempo que nos foi permitido. Na hora que saímos na superfície e que tiramos a mascara, Théo esbanjava um largo sorriso.

- Adorei! Quero denovo!

- Eu também gostei, meu bem!

- Pena que acabou – Ele sentou no barco triste, deitando a cabeça no meu ombro.

- Teremos outras oportunidades – Ele riu.

- Teremos sim! E aproveitaremos todas elas!

Chegamos na pousada de tarde. Eu e Théo trocamos de roupa e fomos na praia perto de onde estávamos. Era uma praia bonita e estava cheio de gente. Eu e Théo compramos uma cerveja e sentamos vendo o mar.

Já noite, as pessoas fizeram uma grande fogueira na praia e começaram a tocar violão, o que virou meio que um grande lual ali na praia.

Encontramos com a Ju, perdida lá no meio. Ela cantava com a musica sozinha. Eu e Théo ficamos trocando ideia com ela. Dani e o resto da turma estavam em casa mortos de cansaço. Eles saíram cedo para fazer uma trilha.

De madrugada, voltamos para a pousada.

Eu e Théo dormimos mais uma vez maravilhosamente bem, em paz.

No outro dia acordamos devia ser umas nove da manhã. Eu e Théo fomos correr na praia, no que provavelmente seria nosso último role naquele local. A gente deveria sair da pensão após o almoço.

Corremos pela orla e pelas ruas tranquilas da cidade. Voltamos para a pousada, tomamos um banho, arrumamos nossas poucas coisas e fomos almoçar. Sentamos com a Ju e sua turma.

Conversamos bastante e na hora de ir embora trocamos contato. Convidamos eles para irem para Varginha e eles nos convidaram para ir ao Rio de Janeiro. Nos despedimos e fomos embora.

Já na estrada, Théo apagou muito rápido. Tipo, muito rápido mesmo. Na serra ele já estava morto. Nem viu a bela paisagem. Coloquei uma musica baixa para tocar no carro.

A viagem de volta foi tranquila. Théo acordou mais ou menos na metade, quando parei para tomar um café e comer um salgado.

Chegamos em casa a noite já.

- Meu bem, tenho que ir para casa...

- Quer compainha? Eu te levo...

- Não precisa – Ele me deu um beijo e foi para casa. Tomei um outro banho em casa e pedi um sanduiche para mim. Comi e apaguei na cama.

No outro dia a rotina bateu forte na minha porta. O clima de correria do dia a dia voltou e cada vez mais eu ficava com saudade do feriado. E do Théo, pois eu o via cada vez menos.

Eu o via basicamente a noite, na hora da aula. Alguns dias ele ia pra minha casa depois da aula, outros não. Finais de semana ele ficava lá em casa. Eu cozinhava, eu fazia tudo o que ele gostava...

Tudo se manteve nesse ritmo.

Mas algumas coisas aconteceram que mudaram minha vida para sempre. O universo parece que conspira contra os humanas. As estrelas são malignas. Sempre que elas veem alguém feliz, fazem de tudo para destruir isso.

Era um domingo logo após o almoço.

Eu me lembro. Eu havia feito um frango à quatro queijos para a família do Théo, lá em casa. Nós bebemos um vinho, conversamos bastante, até que os pais dele foram embora. Logo após os pais dele irem embora, Théo tirou a camisa. Estava calor pra cacete no dia.

Toda vez que ele fazia isso, eu ficava maravilhado com aquele corpão dele... Aquilo fazia ferver meu sangue... Que tesão...

Sentamos no sofá e olhamos um para o outro.

- O que nós vamos assistir?

- Escolhe um filme aí – Ele começou a trocar o canal.

Théo colocou um filme qualquer para eu e assistirmos. Fiz uma pipoca e sentamos na sala para ver o filme. Ainda bem no começo do filme, a campainha tocou. Ele se levantou num pulo.

- Que foi, Théo? Assustou? – Ele deu uma risada.

- Deve ser meu pai. Ele esqueceu o celular dele... Eu abro pode deixar! – Ele pegou o celular do pai dele em cima da mesa e deu um grito: “Já vai!!”.

Escutei o portão abrindo. Silêncio. “Só veio pegar o celular, já deve ter entregue. Devem estar se abraçando...” Pensei.

- FERNANDO – Escutei Théo me chamando, meio que desesperado. Levantei do sofá num pulo. Não precisei nem sair no portão para ver o que acontecia.

Uma mulher que a muito tempo eu não via. Que há muito não tempo não tinha notícias. Uma mulher que eu não fazia a mínima questão de ver. Uma mulher que um dia eu havia chamado de mãe.

- Mãe? O que você ta fazendo aqui? – Ela sorriu para mim.

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Comentários

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Ressuscitou dos mortos e pelo visto não é coisa no.

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Maravilhoso, menos quando vc parou numa parte bafonica!

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Sei não, mas acho q essa mãe voltando assim, toda sorridente... Acho que deve tá mal e agora vem procurar o filho. Adoro essa história. Fer e Théo são perfeitos juntos. Adoro demais! Sentindo falta do Nick também. bjs

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Nossa espero que ela não aparece pra causar nenhum mal a vocês.

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