Thyago e o sequestrador

Um conto erótico de Thyago
Categoria: Homossexual
Contém 1022 palavras
Data: 18/07/2015 14:52:21

A noite vem, passeia conosco pelo onírico, ainda faz questão de que acreditemos no que ela nos diz e nos faz viver... São 'ereções, ejaculações e exibicionismos'. O que restou?, flashes e fantasmas? O dia é tão cruel quanto a verdade nua. Não me acorde dos sonhos!

Eu me pego por aí sem paradeiro, com o frio gelando minha carne, penetrando-a até o osso, fazendo eu ranger o dente, morder o lábio, para em seguida me aquecer com o sangue – como se fosse o decorrer de uma relação sexual com a noite.

Acender “um”, modi(ficar)-se esperando no ambiente. Desligar o superego, homogeneizar-se ao ambiente, como um puta camaleão, um pouco puta, faz parte da homogeneização. As sirenes do perfume lançado para dentro, misturado as imagens parece um inferno, tão necessário nesse frio hostil, como um prazer carrasco.

...

O dia estava um saco, fazia um tempão que eu só ia da casa pro trabalho. Não havia nenhuma novidade no trabalho, aliás, nada de interessante ocorre por lá, talvez o comércio não seja um parque de diversões pra quem trabalha nele.

Quando larguei peguei o metrô, sendo duas estações antes da minha, o meu destino da noite – coisa que resolvi de última hora, poucos minutos antes de sair do vagão. Na rua, peguei um ônibus que passava adjacente a um parque vagabundo e deserto; os galhos das árvores escondiam com sombra alguns homens que esperavam uma presa passar. Destes, eu passo longe!

Dei uma ''semivolta” no parque, do nada um cara me agarrou e ficou tentando me imobilizar, ele não me dava golpes, mas tentava prender meus braços à força e isso estava me exasperando; pensei em entrar no jogo dele e deixar que ele me imobilizasse. Ele mandou “o pirralho” ficar calado até o carro dele, lembrou que nenhum dos homens do parque queria visibilidade e portanto, não me ajudariam se eu gritasse.

Eu estava tipo “isso não é sério!”, não sentia medo, sentia raiva e pesar, lamentava mais por perder a noite com outros caras. Ele me ameaçava com uma faca e dizia umas frases aleatórias, sem nexo, com uma feição megalomaníaca pra endossar que era mau. Comecei a ter medo quando ele me deu uma garrafa de “lança” e me mandou inalar, isso deu barulho dentro da cabeça e com o tempo pareceu que eu ia me desprender do corpo.

O aspirante a sequestrador puxou a garrafa e provavelmente me salvou de uma overdose, o que não seria nada mau por findar meu horror. No caminho ele dizia o que iria fazer com cada parte do meu corpo depois de extirpada, o que incluía comer literalmente um pedaço da minha bunda, beber um pouco do meu sangue e jogar o cadáver num freezer. Quase pedi a garrafa de volta!

O que me surpreendia era a falta de violência, era como se ele pudesse quebrar uma rapadura sem nenhum golpe, só com a constância da faca. Ele parou numa estrada sem asfalto, dentro mesmo do carro a porra começou, ele me empurrou contra a porta do carro e arrancou minha calça, em seguida me virou puxando minha cabeça. Fiquei frente a frente com seu pau por menos de um segundo, antes que a imagem se cristalizasse eu recebi tudo de uma vez na boca até a garganta, eu não tinha como respirar com aquele troço fudendo minha boca naquela profundidade.

Ele me apertava contra si como se eu fosse um boneco inflável, mas eu estava vivo, ao menos tinha certeza que ainda estava. Ele também estava totalmente vivo, com cada parte do corpo em perfeita sensibilidade... consegui tirar aquele babaca da minha boca, e, com toda a força que eu poderia aplicar, mordi seus testículos e fechei a mandíbula, deixando ela travada. Com a força contínua da mordida, os testículos dele foram esmagados como corações de galinha; destravei a mandíbula e iniciei uma sucessão de mordidas fortes. Escorria sangue do meu queixo, fazendo um caminho pelo pescoço, descendo mais abaixo do tórax e formando fileiras na barriga.

Eu estava aquecido do frio. A situação me queimava por dentro, com ira e gana, como se uma entidade interna dantes congelada, estivesse sido degelada pela situação infernal. Quando soltei aqueles bagos vi que não tirei pedaço, mas certamente inutilizei aqueles testículos, eles estavam em carne viva. O sequestrador estava em choque, absorvendo que lhe tinha ocorrido, enquanto isso peguei a faca que estava no chão do carro, cravei em um de seus olhos catatônicos. Ele se debatia, gritava, era um descontrole violento e sobre-humano que me deixou excitado. Meu sangue fervia, era o êxtase, o mais alto grau de volúpia e onipotência; comecei a me punhetar diante dele, de joelhos sobre o banco, eu cuspia seu sangue em meu pau e a fricção se tornava mais quente e prazerosa.

De repente, minha coxa começou a ter espasmos que quase me derrubaram, a medida que o gozo vinha, eles se intensificavam, quando gozei quase cai em cima do cara, mas só meu esperma o fez. Depois de gozar eu só queria minha cama, o cara começava a me repugnar, não pelo sangue, mas pela sua persona.

Desci do carro, vesti a calça e segui as marcas de pneu na terra até o asfalto, com sorte eu encontraria alguém que me daria carona ou mesmo a polícia. Nenhum carro parava, nenhum caminhão, nada, polícia sequer passava por ali... Voltei pra estrada de terra, procurei o carro e quando me aproximei não havia mais ninguém lá dentro, aquele desgraçado tinha sumido, “deve estar me observando, vou cair fora”, pensei.

Sentia alguém se aproximando, mas não tive tempo de olhar pra trás, senti uma mão repousando no meu ombro, por um segundo duvidei se a sensação era resultante de uma mão ou da situação. Levante lentamente minha mão até meu ombro, ao tentar tocá-lo senti uma mão fria, quase glacial, acariciei aquela mão um pouco, sem virar para trás ou mexer qualquer parte do corpo. Aos poucos minha visão ficou escura, como se tudo se desintegrasse, acordei na loja, a gerente estava com as mãos no meu ombro me pedindo pra ajudar a fechar a loja.

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