Casa dos Contos Eróticos

Biscuit | 24

Autor: Di Ângelo
Categoria: Homossexual
Data: 16/05/2015 04:41:02
Última revisão: 05/03/2016 23:59:31
Nota 10.00
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Dedico este capítulo ao Quin :) Eu sei que você anda trabalhando muito e por isso ainda não comentou, mas mesmo assim espero sua opinião, ok? Abraço :)

____________________________________________________

| JOSUÉ |

Não é possível. Não pode ser...! Eu tenho que ter ouvido errado!

Me assustei quando senti suas mãos tocarem meu rosto.

- Por favor, não chore... - disse ele.

- Aiden... - Levantei do sofá e limpei meu rosto. - Por favor, me explica isso direito!

Ele respirou fundo, deitou-se e fechou os olhos.

- Foi na viagem com Max que eu descobri... Nós havíamos acabado de sair da Torre Eiffel. Estávamos em um táxi quando eu senti uma pontada no topo da minha cabeça. No começo não me importei, mas depois ela veio com uma força terrível.

Pôs uma mão apoiada na testa e continuou.

- Era uma dor que eu jamais havia se quer imaginado que pudesse existir. Não lembro de muita coisa depois disso. Apenas que meu nariz estava sangrando.

Sentei no chão ao seu lado e pedi que continuasse.

- Acordei cinco dias depois, em um quarto na casa dos tios do Max. O tio dele, que é médico, cuidou de mim todo esse tempo até o dia da nossa volta. Mas foi nesse meio tempo, depois de uma tontura repentina, que eles me obrigaram a fazer diversos exames. Alguns dos quais eu não quero fazer nunca mais...

- E o que deu nos exames?

- Uma tomografia computadorizada revelou que eu tenho um tumor no cérebro. Ele está bem no centro, e isso dificulta o acesso. O médico que me examinou disse que eu tenho 20% de chance de sair vivo de uma cirurgia, mas que mesmo assim poderiam haver sequelas.

Aiden suspirou.

- Mais alguém sabe disso? - perguntei.

- Só o tio do Max e eu. - Ele se sentou. - Ninguém mais pode saber, Josh. Você mesmo só está sabendo disso porque eu não tive como esconder.

Me virei de costas para ele, ainda sentado no chão, e me encostei no sofá.

Eu ainda não conseguia crer que isso estava acontecendo de novo. Estava perdendo outra pessoa importante pra mim.

- Eu não vou deixar isso acontecer! - falei, mas não sei dizer se pra ele ou pra mim.

- O quê?

- Eu não vou deixar você morrer! - Levantei e o encarei veemente. - Você disse que tem 20% de chance de se salvar. Vamos nos apegar a esses 20%. Eu vou te ajudar a encontrar alguém.

- Josh, não adianta. Como eu disse, mesmo que continue vivendo, haverão sequelas e...

- Não importa! - falei, o interrompendo. - Aiden, você, depois do meu pai, é o homem a quem mais admiro na vida.

Sentei ao seu lado e coloquei uma mão em seu ombro.

- Quando cheguei aqui não conhecia nada, nem ninguém. E então eu encontrei você, que me ajudou sem hesitar, que me deu sua amizade, que me apresentou seus amigos. E por sua causa, eu conheci a garota mais incrível do mundo.

Segurei seu rosto entre minhas mãos e sorri com sinceridade.

- Eu só tenho motivos pra te agradecer. E agora é a minha vez de te ajudar. Agora é a minha vez de te estender a mão.

Ele chorou durante todo o tempo que eu falei e em dado momento passou seus braços por meu pescoço me abraçou.

- Nós vamos achar alguém que aceite fazer essa operação. E mesmo que haja sequelas, você sempre terá a mim, Ellie, sua mãe e Max para ajudá-lo. Sem falar nas outras diversas pessoas que gostam de você.

Quando nos afastamos notei um anel pendurado junto ao pingente da correntinha no pescoço dele.

- Isso é uma aliança?

- O quê? - Ele olhou para o anel depois pra mim e por fim desviou os olhos e segurou o objeto. - Ah... Eu... Bem... É.

- Você tá namorando? - Fiquei surpreso, e logicamente feliz por meu amigo. - Quem é ele?

- Ele? Como você sabe que...

- Ah, Aiden, eu já convivi com você tempo mais que suficiente pra saber que você é gay, né?

Para falar a verdade, só agora eu notei isso: Aiden nunca se assumiu de fato para mim, apenas deixou a entender. Mas desde quando o conheci e vi a afinidade que ele e Max...

Espera aí...

- É o Max?!

- O QUÊ?! Q-Q-Q... AH... EU...

Quanto mais ele tentava se explicar mais se enrolava.

- Ei, Den, tá tudo bem! Eu já sabia que você gostava dele e ele de você desde o começo, lembra? Eu não estou aqui pra julgar ninguém, apenas fico feliz por vocês dois!

Ele ficou quieto, me olhando.

- Josué, você é um anjo - simplesmente disse, com a cara de paisagem mais estranhamente fofa que eu já vi um garoto fazer. Eu ri disso.

- Eu sei que sou.

Nesse momento a mãe dele entrou em casa e sorriu ao me ver.

- Josué, que bom vê-lo! Como vai você?

- Muito bem, dona Dayse! E a senhora?

- Bem, querido, obrigada. E por favor, "você", ok?

- Ok. - Sorri. - Bem, se me dão licença, eu preciso ir, meu pai deve estar me procurando.

- Mas já? - disse ela. - Fique mais um pouco e jante com a gente.

- Desculpe, fica pra próxima. - Me levantei.

- Eu vou cobrar, hein?- Ela riu.

- Tudo bem - E eu também.

Aiden me acompanhou até a porta e quando me virei de frente para ele recebi um novo abraço e um "obrigado".

- Vai dar tudo certo, eu prometo - eu disse eu seu ouvido.

Ele se afastou sorrindo e depois de um "tchau" de cada um, fechou a porta e eu segui meu caminho para casa.

.

| AIDEN |

Estava deitado na minha cama abraçando um travesseiro, quando a campainha tocou. Olhei pro relógio que marcava 22:15.

- Quem será a essa hora?

Levantei e fui até a sala, mas minha mãe já estava atendendo quem quer que fosse.

Quando ela me viu, disse:

- É pra você.

Me aproximei da porta e quase que imediatamente recebi um abraço bem forte. No mesmo segundo eu soube quem era.

- Max. - Me agarrei ao seu corpo e senti vontade de chorar, mas não o fiz.

- Me perdoa. Eu queria ter vindo como prometi, mas surgiu um problema lá em casa.

Max se afastou e me beijou. Foi um mero selinho, mas foi o bastante pro meu nervosismo aparecer porque minha mãe estava na sala, vendo tudo.

Eu fiquei estático. Estava com tanto medo de me virar e levar uma bofetada na cara que saí correndo e me tranquei no quarto.

- E agora?

Segundos depois vieram as batidas na porta. Meu corpo todo se arrepiou quando aquele som adentrou aos meus ouvidos.

- Bebê, abra a porta. Precisamos conversar!

Meu coração estava a mil e minha respiração estava saindo entrecortada. Eu estava em pânico.

- Vamos, bebê, abra a porta!

Andei devagar até a porta e pus a mão na maçaneta. Apertei os olhos e enchi o pulmão de ar.

Cedo ou tarde isso teria que acontecer. Max e eu estamos juntos e não poderia esconder para sempre da minha mãe que sou gay.

Destranquei a fechadura e abri a porta, com a cabeça baixa.

Mamãe entrou com Max logo atrás.

- Levante a cabeça, Biscuit.

Eu não levantei. Passei a mão por meu braço esquerdo de baixo para cima e parei no meu ombro. Abracei meu corpo e mordi o lábio inferior na tentativa de segurar o choro. Max se aproximou de mim e levantou meu rosto com delicadeza. Ele sorria.

- Está tudo bem - ele disse. - Está tudo bem...

- Venha aqui, por favor - mamãe falou, batendo no lugar ao seu lado na cama.

Meu namorado se pôs atrás de mim e me guiou até ela. Meu nervosismo só ía aumentando mais e mais a cada passo que eu dava. Mas meu maior medo mesmo, era que tudo isso me levasse a ter outra crise de dor e tanto Max quanto mamãe descobrissem sobre minha doença.

Quando chegamos até ela, dei um passo para trás, mas meu namorado não me deixou escapar. Ele me abraçou pela cintura e sussurrou em meu ouvido:

- Eu estou aqui com você. Não precisa ficar nervoso.

Ele sentou e me fez sentar de lado em seu colo.

Eu não conseguia olhar para minha mãe. Estava com muito medo de ver raiva em seus olhos.

- Olhe para mim - ela disse suavemente. - Por favor...

Levantei o rosto, relutante, e a encarei. Ela não tinha raiva, ódio, ou mágoa alguma no olhar... Apenas um sincero sorriso em seus lábios.

- Eu sempre soube.

- O... quê? - minha voz saiu um silvo.

- Pra falar a verdade, eu apenas desconfiava que você gostava de meninos... Mas a suspeita aumentou no dia do seu aniversário. - Ela fechou brevemente os olhos e aos abri-los olhava diretamente pro meu namorado.

- Eu notei o jeito como você olhava pro Max e como ele olhava pra você. Eram olhares apaixonados.

Tornou a olhar para mim.

- E ficou confirmado em definitivo na entrega do terceiro pedaço do bolo. Seu nervosismo, o abraço, até a forma de se falarem... Tudo isso me abriu os olhos.

Mamãe passou sua mão por meu cabelo e sorriu mais abertamente que antes.

- Eu fiquei tão feliz! Saber que meu bebê estava finalmente amando e que esse amor era correspondido... Depois de, por tantas vezes, ouvir você chorando à noite...

- Você ouvia? - falei, a interrompendo.

- Eu descobri por acaso, uma vez quando estava indo pra cozinha à noite e a porta do seu quarto estava apenas encostada. Estava escuro, mas eu pude ver que você estava dormindo.

- Disso eu não sabia - disse Max.

- Isso se repetiu por várias noites e eu ficava sem entender o porquê, até ele dizer... - Ela parou e me olhou como se pedisse permissão pra alguma coisa.

- O quê? - perguntou ele.

- "Max" - falei, fitando um nada no chão.

- Mas o ponto aqui - disse ela -, é que você não precisa mais esconder isso, bebê. Eu aceito você do jeito que é. Eu amo você desse jeito.

Por que eu sou tão chorão, hein?

Eu saí do colo do meu namorado e praticamente pulei pro da minha mãe. Tentei passar em um abraço todo o amor que sentia por ela desde o dia do meu nascimento.

- Eu me orgulho de você, meu bebê. Você é o melhor presente que já recebi na vida.

- E o meu - disse Max.

- E vocês os meus - falei ao me desfazer do abraço. - As duas pessoas que mais amo na vida! Sem contar Ellie e Josué...

- Josué... - Ele fechou a cara instantaneamente.

- Você e o Josué brigaram?

- Que nada, mãe. Isso aí é ciúme mesmo!

Nós dois rimos.

- Que bonitinho - Ela se derreteu toda. - Mas não é um ciúme doentio não, né?

- Não - ele falou -, eu juro que não. Nunca que eu seria capaz de fazer mal ao meu baixinho. Eu amo muito o seu filho, dona Dayse! - Acariciou minha nuca, e em resposta peguei essa mesma mão, a beijei e segurei entre as minhas.

- Mãe - a chamei, mas estava de costas para ela e olhava para ele. -, o Max pode dormir aqui hoje?

- Eu não sei se...

Max tentou dizer algo, mas minha mãe o interrompeu.

- Eu ía perguntar isso a ele. Max, querido, você pode fazer companhia ao meu bebê está noite?

- Dá pra parar de me chamar de bebê?

- Não - ela falou na lata. - Enfim, você pode?

- Eh... Eu... Sim.

Me virei e só então notei que ela estava toda produzida.

- Aonde você vai?

- Eu tenho que sair - ela só disse isso e foi em direção à porta do quarto, mas antes falou:

- Não me espere. E não façam nada que eu não faria!

Eu encarei meu namorado e ele parecia tão ou mais confuso que eu.

Me deitei na cama e pedi a ele que se deitasse comigo, e assim o fez.

- Eu ainda não acredito que ela já sabia - falei.

- Eu descobri no natal. Sabe aquela hora que você nos viu conversando?

- Uhum.

- Ela já chegou me perguntando se a gente namorava.

- O QUÊ?!

- É sério. - Ele riu. - Eu disse que não, mas depois decidi aproveitar a oportunidade e pedi logo sua mão a ela. E então veio o momento em que a pedi que assinasse aquela autorização e daí você sabe o resto.

Deitei minha cabeça em seu peito e fiquei fazendo carinho em sua barriga.

- Biscuit?

- Hum?

- Você passou mal de novo, não foi?

Como ele...?

- Não - menti. - Não sinto mais dor de cabeça faz tempo. Mas por quê a pergunta?

- Nada não. Você sabe como eu sou. Estou o tempo todo preocupado com você.

Pus meu corpo em cima do dele e dei um leve e demorado selinho em seus lábios.

- Eu te amo.

- Eu também te amo - falou.

Max segurou minha cintura e me deu mais um selinho, depois outro, e outro, até que esses selinhos se transformaram em um beijo apressado e apaixonado.

Dessa vez eu tomei mais atitude e comecei a abrir os botões da sua camisa bem devagar. Quando abri o último botão, ele me abraçou e girou nossos corpos ficando por cima, retirou sua camisa e depois fez o mesmo com a minha e voltamos a nos beijar.

Seu corpo pesando sobre o meu, seus braços fortes me apertando, minha excitação pressionada contra ele... Tudo isso só servia pra me deixar com mais desejo.

O empurrei de leve para separarmos os lábios e fitei o escuro azul de seus olhos.

Seu cabelo estava maior, e aquela pequena e teimosa mecha ainda insistia em cair sobre sua testa. Eu a pus atrás de sua orelha, passei a mão em seu rosto e senti a...

- Barba.

- Eu nem tive tempo de me barbear hoje. Desculpe.

- Não, eu gosto. Como gosto de tudo em você.

- Então gosta quando faço isso?

Ele roçou a barba rala no meu pescoço e logo senti um arrepio extremamente prazeroso.

- Gosto - acho que isso foi um gemido, ou um suspiro, não tenho certeza.

Afundei minha mão em seu cabelo e puxei de leve enquanto ele dava beijos e chupões no meu pescoço, ainda fazendo a graça de passar a barba no mesmo lugar. Seus lábios foram descendo por meu corpo em revezamento entre beijos, chupões, mordidas e lambidas.

Max não fez tudo o que fez na nossa primeira vez, ao invés disso, ele foi direto ao ponto e sem hesitar retirou minha roupa e me chupou com volúpia.

Meu namorado estava bem mais safado e voraz; e eu só sabia gemer e suspirar.

Instintivamente, levei minha mão até sua cabeça e a empurrei para baixo, mas segundos depois soltei e disse:

- Max... eu vou...

Mais que rapidamente ele tirou meu membro da boca, mas ainda assim uma pequena parte do seu pescoço ficou melado enquanto o resto atingiu seu tórax.

Ele começou a rir de repente, com o rosto afundado em meu abdômen.

- O que foi? - perguntei.

- Nada. - Ele levantou a cabeça e me olhou, sorrindo. - É só que você fica tão bonitinho mesmo com essa carinha de safado.

Senti meu rosto ardendo.

Depois que se limpou, ele levantou da cama para tirar sua roupa também, mas eu o parei.

- Agora é a minha vez.

- Você não precisa...

- Eu quero - o interrompi. - Eu quero.

Max com certeza ainda vê o mesmo garotinho tímido e inocente que eu era no começo, mas acho que não notou que ele mesmo havia me mudado. Eu ainda sou meio retraído para algumas coisas, mas não como antes. Depois que Max entrou na minha vida para valer, eu me sinto mais forte, mais determinado... Com ele do meu lado, sinto que posso fazer tudo.

Passei a mão por cima do membro dele ainda dentro da calça. Abri o zíper e baixei-a junto a boxer que dessa vez era preta. O pênis dele estava tão ou mais rijo que da primeira vez que vi.

Segurei-o com firmeza e ouvi um suspiro de prazer. Acho que o que senti com isso foi a tal satisfação por saber que estava fazendo direito.

Meio sem jeito, lambi só a cabecinha. Não sei dizer que gosto senti. Não era doce, não era amargo, não era azedo e nem salgado. Mas seja qual for, eu gostei.

Comecei a chupar lentamente, porque estava com medo de bater os dentes e machucar o Max. Seu membro era tão grosso que eu nem conseguia chegar na metade, então me concentrei só na cabeça. Foram alguns longos minutos assim. Max dava pequenos gemidos e acariciava minha cabeça o tempo todo, com a outra mão apoiada em meu ombro. Até que de repente ele me afastou de forma bruta e disse:

- Se você continuar eu não vou aguentar. - Ele estava ofegando.

Quando nos deitamos de novo, ele se pôs entre minhas pernas e me beijou, mas com suavidade. Suas mãos subiam das minhas pernas ao meu rosto, me apertando e marcando em todo o caminho. Quando ele parou o beijo, acariciou minhas bochechas com carinho e olhou em meus olhos daquela maneira doce que só ele sabia.

- Lembra do que você falou antes da nossa primeira vez?

- "Eu quero você hoje, Max" - eu falei.

Meu namorado me deu um selinho e sussurrou na minha orelha:

- Quero ser seu está noite, Biscuit.

Antes que tivesse tempo de assimilar o que ele quis dizer, Max pôs uma camisinha em mim e sentou no meu colo. Eu fiquei sem saber o que fazer. Se já era novo para mim essa coisa de sexo, ser o ativo então...

- Voc-você o-o quê?

- Quero que seja pra mim o que fui pra você na nossa primeira vez. Quero que seja meu homem.

- Ma-Ma-Max... Eu...

- Shhh. - Pôs o indicador em meus lábios. - Apenas deixe acontecer. Você consegue, eu acredito nisso. Eu te amo, e quero que sejamos iguais na nossa relação.

Eu nunca pensei no meu namorado como passivo, sempre foi exatamente o contrário.

- Tem certeza?

- Tenho - falou.

Me senti em um flashback. Estava acontecendo praticamente tudo da mesma forma, com a diferença de que estávamos um no lugar do outro dessa vez.

Então, se é assim que tem que ser...

Girei nossos corpos e fiquei por cima, entre suas pernas.

- Eu vou tentar. Por você.

- Por nós - sussurrou.

Lembrei do que ele fez comigo e o fiz entrelaçar suas pernas em minha cintura. Quando posicionei-me na entrada dele, olhei em seus olhos e ele sorriu como confirmação. Engoli em seco e comecei a penetração. Encontrei dificuldades para conseguir adentrar.

- Você tem que pôr mais forte - disse ele.

Apenas acenei em afirmação.

Comecei a forçar e por fim consegui. Era isso, Max agora era meu, como eu dele em nossa primeira noite.

| MAXWELL |

Semicerrei os olhos e mordi os lábios. Aquilo realmente estava doendo. Eu não contava com aquilo, mas não iria desistir.

Como forma de distração, puxei-o pela nuca e beijei sua boca com destreza. A medida que ofegávamos ele ía se pondo para dentro de mim, de forma lenta e receosa, como se estive com medo de a qualquer segundo me machucar. Quando senti seu colo encostar em mim, imediatamente dei-lhe permissão para continuar.

Ele se movimentou bem devagar. Estava sem jeito, o rosto vermelho, os lábios sendo mordidos e os olhos presos em mim. Que fofinho.

Sem que eu percebesse, comecei a gemer baixinho. Admito, ainda dos demais, mas o ritmo desajeitado do meu baixinho era muito gostoso.

Ficamos nisso algum tempo. Pouco mais de dez minutos se passaram e ele anunciou que iria gozar.

- Ahhh, Max... eu não... aguento mais.

Senti a camisinha se encher dentro de mim. Biscuit permaneceu ofegando, de olhos fechados e apoiado sobre as mãos no colchão. Seu corpo tremia pela sensação de prazer se esvaindo. O fiz deitar sobre mim e fiquei fazendo carinho em sua cabeça.

- Desculpe... - disse ele.

- Pelo quê?

- Eu queria ter feito melhor por você.

- Está tudo bem. Ainda é tudo muito novo pra você. Com o tempo vai aprender a controlar isso melhor.

Ele levantou, se retirou de mim e jogou a camisinha na lixeira ao lado da escrivaninha. Depois se virou para mim e disse:

- Mas até lá - pegou uma camisinha e colocou em mim -, você vai ter que me ensinar como se faz.

Biscuit subiu na cama e sentou no meu colo quase que de uma vez. O prazer foi tanto, que se eu não tivesse me sentado teria um orgasmo na mesma hora.

- Não faça isso! Eu quase...

Minha boca foi vorazmente dominada e invadida.

Não sei o que estava acontecendo com ele, mas confesso que gostei.

Girei e fiquei por cima de novo. Sendo ainda mais ousado que antes, coloquei-o de quatro e iniciei meus movimentos já bem depressa. Meu colo se chocava contra o bumbum dele e deixava uma marca vermelha bem visível e contrastante com sua pele. O quarto era pequeno para o que nós fazíamos ali. Era mais que sexo. Era mais que dois corpos se unindo. Era amor puro. Meu suor já fazia meu corpo brilhar à luz do abajur no criado e vez ou outra pingava nas costas dele.

Me debrucei sobre ele, deixando beijos por suas costas até chegar em sua orelha e a puxei entre meu dentes com força.

- Eu te amo - sussurrei.

Mudei de posição e voltei a deitá-lo de costas na cama. Segurei uma de suas mãos acima de sua cabeça e o apertei contra mim enquanto minha boca dominava a sua. Suas unhas se arrastaram com violência por minhas costas quando mordi seu pescoço.

- Max, eu vou... Ahhh...

Era absurda, pode-se dizer sobrehumana, a quantidade de sensações que senti ao chegar no meu limite. O liquido quente do segundo ápice seguido do meu baixinho escorria pelo meu peito e o seu. Caí exausto sobre ele e afundei meu rosto em seu pescoço.

- Eu te amo - falou ele baixinho enquanto afagava meu cabelo.

- Também te amo.

Levantei e joguei o preservativo no lixo, depois peguei meu baixinho e o levei ao banheiro de seu quarto.

Lá só aconteceu da gente trocar beijos e carícias debaixo do chuveiro. Nosso banho foi bem demorado mesmo.

- É melhor a gente dar um jeito no cheiro do seu quarto - falei sorrindo enquanto secava seu cabelo, ainda no banheiro.

Tirei os fiapos caídos em sua testa e a beijei.

Não importa o quanto eu o veja com aquele ar pervertido, eu sempre terei a mesma imagem dele como o meu pequeno anjinho tímido e fofo.

- Eu sei - disse ele como se lê-se minha mente. - Acha que devemos deixar a janela aberta?

- É melhor mesmo.

Depois de seco, eu fui até a sala e peguei a mochila que havia levado. Puxei de dentro uma camisa e joguei para ele.

Era a mesma azul bebê que ele usou na nossa primeira noite na hora de dormir.

Ele sorriu e vestiu rapidinho.

Tirei também da mochila, uma cueca, uma bermuda cinza e uma camisa braca, e vesti.

- Você trancou a porta da sala? - perguntou.

- Sim, sim.

Antes de deitar, escovamos os dentes e ele trancou a porta do quarto.

- Me abraça? - pediu manhoso.

Claro que eu o abracei. Até porque a cama dele era meio apertada para nós.

- Você chorava mesmo chamando por mim?

- Pra falar a verdade, dessa parte eu não sabia - disse. - Eu só sabia que chorava por sua causa.

- Mas por quê?

Ouvi-o suspirar.

- Não é óbvio? Eu sempre amei você, Max. Desde quando nem sabia que o que sentia por você era amor. Eu sempre ficava escondido atrás das arquibancadas nos seus treinos só pra ver você.

- Sério?

- Uhum. Com incontáveis e incessantes momentos de tristeza acontecendo na minha vida todos os dias, ver você, mesmo que apenas por alguns segundos, era a única coisa boa.

Apertei mais nosso abraço e levantei seu rosto.

- Você não precisa mais se preocupar com isso, eu sempre estarei aqui com você, pra você e por você. - E beijei-o.

- Eu te amo tanto, Max.

- Eu também te amo, meu pequeno.

Nos ajeitamos e dormimos.

"Eu também te amo."

.

| AIDEN |

Abri bem devagar meus olhos e pisquei algumas vezes até me acostumar com a claridade.

Procurei Max pelo quarto, mas não o encontrei.

O relógio no criado-mudo marcava 06:45. Notei um papelzinho dobrado bem ao seu lado, mas não dei importância.

Levantei, fui ao banheiro, fiz xixi, lavei mãos e rosto e por fim tomei um banho. Me sequei e coloquei a mesma camisa.

Antes de ir à cozinha, fui ao quarto da minha mãe e ela estava dormindo.

- O que você anda aprontando, Sra. Russell? - falei para mim mesmo.

Fechei a porta e segui pra cozinha. Tomei meu café sem pressa e quando terminei, lavei a louça e voltei pro quarto.

Meu olhar bateu direto naquele papel. Rapidamente peguei e abri.

Tudo o que tinha escrito era uma única palavra:

"ACABOU"

[ Continua... ]

Comentários

18/10/2015 22:56:10
????????
18/05/2015 23:27:48
Nossa comecei a ler esse conti hj e achei simplesmente perfeito serio ta muito bom, fiquei bem emocionado em algumas partes principalmente na parte que ele fala q vai morrer, ele nao pode morrer de jeito nenhum. esse cap foi muito fofo nota (infelismente so posso dar 10)
17/05/2015 12:52:43
Josh mostra a ellie o que causou o surto de biscuit, ellie decide ir atrás de Max, no hospital o médico conta a mãe de Aiden que ele tem um tumor na cabeça, Ellie e Josh chegam á casa de Max, ellie briga com Max e conta que Aiden tem um tumor no cerebro, Max conta para Ellie que o pai ameaçou Ainden, Ellie abraça Max e ele chora nos braços da amiga, Ellie e Josh voltam pro hospital e se deparam com a mãe de Aiden chorando, Max briga com o pai e fala tudo o que estava entalado em sua garganta, Max chega ao hospital e pede para ver Aiden... BOM É ISSO QUE EU ACHO QUE VAI ACONTECER
17/05/2015 12:43:27
Bom em primeiro lugar vamo falar do bilhete do Max: Durante a festa o Max ficou muito nervoso pois sentia que o Biscuit estava passando mal, o pai dele percebeu isso e perguntou o que o Max tinha e assim descobriu que ele estava namorando outro homem, ele ameaçou o Aiden pro Max e essa ameaça fez com que Max acabasse com Aiden só para proteger ele, segunda parte o que vai acontecer com o Biscuit: pra essa parte sinto que depois que Aiden termina de ler o Bilhete como qualquer outra pessoa apaixonada que tem o coração quebrado por um amor, ele vai chorar muito o que vai ocasionar outra crise mas dessa vez a pior delas, e ficará desacordado, sua mãe vai achar ele e vai se desesperar ao ver o filho desmaiado, Josh conta pra ellie que Aiden tem um tumor no cerebro e ela se desespera, todos no hospital sentem a falta de Max, a mãe de biscuit pede para ellie e josh irem até sua casa para buscar algumas roupas dela e de Aiden, chegando lá enquanto ellie escolhe as roupas de Aiden, josh encontra o bilhete
17/05/2015 00:52:44
Oi Endo querido Boa Noite. Tbm tava com saudade de vc. Ta bom vou aguardar o que vai acontecer com o Biscuit afinal ele é pp e nao pode morrer né. Amei esse cap. A aceitaçao do Josh e da mae do biscuit foi perfeita e mostra que amor deles por ele é maior que qualquer coisa. Nao gostei do Den esconder isso pq ele precisa tratar do cancer e o Max nao vai ficar feliz com isso a segunda vez deles foi perfeita tbm imagino como vc deve ter ficado ao escrever rsrsrs mas esse finzinho ai me deixou com a pulga atras da orelha mas vou esperar o proximo confio em vc viu moço. Com relação ao voto gostei do spoiler1 Pq é vc que eu amo. Parece bem interessante essa. Desculpa nao vi antes pq pulei esse cap sem querer e ele foi lindo tbm. Bjos Pri :)
16/05/2015 21:35:03
Vc é mal pra cacete hein, igual aos outros escritores vcs gostam de nos ver na curiosidade né? isso é mal de escritor. Realmente a ellie não apareceu só foi citada, mas espero que no próximo ela apareça junto com o biscuit. A mãe do biscuit deve esta dando pra um bofe bem gostoso, onde já se viu um senhora (sei que não) sair a noite e dizer "não me espere, não tenho hora para voltar", isso é coisa de mulher que vai se diverti dando loucamente kkkk. Fico imaginando a cena da mãe do biscuit, a ellie e o Max descobrindo esse tumor, prevejo mais lágrimas! bjss, até.
16/05/2015 18:19:55
Nossa que sacanagem, e agora? Ele vai ter um surto, vai acaba parando no hospital, o Max vai acabar sabendo vai se arrepender, e ira atras do Aiden, e o Aiden ficara em coma, se for assim, ficara demais, ansioso pro próximo
16/05/2015 17:43:28
Muito bom !
16/05/2015 17:32:33
Como assim 'ACABOU'... Pelo amor de Deus.... O que é que vc estar aprontando?! Coração está aqui à 300 batimentos por minuto(exagero)... Muito bom mesmo seu conto, por favor não demora a postar o próximo. Beijão! Flw!
16/05/2015 13:43:09
lindo (como assim acabou não entendi tomará que não seja o relacionamento dos dois se for vou der que lhe processa ta kkk) o Den tem que contar para sua mãe logo antes que seja tarde demais não mate o Den e não acabe com os relacionamento dele abraços GOOD BYE
16/05/2015 11:20:30
"Acabou" de acordar só pode! Vou aí dar uma voadora nos seus peito por parar nessas parte! E continua logo! ♥♥
M/A
16/05/2015 09:09:54
Acabou alguma coisa e ele foi compra.ou algo so não é o relacionamento dos dois.
16/05/2015 08:35:20
O Biscuit tem q contar pra mãe dele q ele está doente! Fiquei com vergonha alheia na hora que o Max deu um selinho nele e a mãr o chamou para conversar. Mas ela é um doce e muito compreensiva!
16/05/2015 08:33:41
Oi como assim?! "ACABOU" Tipo to passada. Que palha assada eh essa? "ACABOU"... Acabou o q a agua, o gel, o filme? O q o Max quis dizer q eu naum entendi? O Biscuit sofre de ejaculação rápida (é o termo mais correto :p). Ele tem q tratar disso e do cancer!!!!! Fiquei tão surpreso e feliz com a dedicatória!!! Muito obrigado!!!! ♡♡♡♡ Infelizmente estive muito ocupado, até passei mal na frente dos meus chefes e eles me perguntaram se eu havia provocado por estar nervoso :'( Mas Deus me iluminou e acho q agora tudo vai dar certo e eu vou finalizar esse trabalho. Porem to com medo de reprovar por falta o meu curso de ingles advanced :'( Obrigado pela dedicatória... amei a reação do Biscuit ao ser ativo rsrsrsrs
16/05/2015 08:25:52
BomdiaAmado!EsperoQueOMaxNãoMeDecepcione.ContinuelogoMeuAnjo
16/05/2015 06:03:32
:( Como assim 'ACABOU' ? Coitadinho do Aiden...por favor ...nao demora a postar o proximo capitulo...bjs

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