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Acho que estou me apaixonando por um homem... - FINAL

Autor: Tom
Categoria: Homossexual
Data: 08/05/2015 19:36:16
Nota 10.00
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Eu não sabia como poderia fazer aquilo no início sem Magali. Mesmo grávida, aquela mulher era muito boa em controlar as coisas. Mas com o tempo, eu peguei o jeito. A comida era italiana, e já tinha sua própria clientela. Mas a primeira coisa que eu fiz quando cheguei, para mostrar que podia fazer aquilo, foi aumentar os lucros. Em dois meses, eu precisei contratar mais vinte pessoas e já planejava arranjar mais espaço no restaurante do centro. Meu objetivo era ser maior do que a clientela. Também deixei o ambiente mais agradável. E foi aí que Magali entrou, cuidou da decoração como uma verdadeira mestre.

“Você devia parar” eu disse, quinze dias atrás, por conta da sua barriga enorme de seis meses e meio. Ela me ignorou.

“Ficarei mais estressada se ficar parada. Eu amo mandar nas pessoas, principalmente se elas são obrigadas a me obedecer.” E assim foi. Acabei transformando-a numa parceira.

Naquele dia, eu pedi para ir embora mais cedo.

“Vá. Eu cuido de tudo” disse a mulher de ferro. “Não se preocupe. Sua filha vai ficar bem.” E com um sorriso, eu a deixei no escritório. Tinha trabalhado o dia inteiro. Aquela roupa quente estava me matando. Mas eu fiz questão de me preparar para algo naquela noite. E Garlan iria ficar surpreso, sim, mas de um modo bom.

Nesses dois meses, eu estava uma nova pessoa. Realmente melhorei depois que me dediquei a recuperação. E não podia dizer que levei um acidente.

Graças ao meu tio, agora eu estava tranquilo quanto ao meu futuro e minha filha iria ter seu sustento. Claro que poderia pedir ajuda a minha mãe, ou aos pais de Magali, mas isso era muito melhor. Isso era independência.

Nunca mais depender do meu pai. Isso era o melhor. Ter o gostinho desse pensamento deixava a vida mais divertida. O homem continuava em casa, infeliz, com certeza. Pelo menos Érica tinha se divorciado e tirado boa parte dos bens do marido infiel no processo.

Um sorriso surgiu na minha boca enquanto eu dirigia.

Aquilo tinha sido por minha causa. Eu testemunhei contra ele. E com as mensagens de Érica que ela tinha conseguido no celular, conseguimos provar a infidelidade.

A última vez que falei com meu pai, foi para falar que eu estava com um homem e vivia feliz. Aquilo o fez ficar enfurecido. Ele disse que nunca mais queria ver a cara do filho boiola de novo. Melhor assim. Só queria em minha vida pessoas que me faziam bem. Encontrei em minha mãe uma grande aliada nisso. Quando descobriu de mim, não piscou os olhos, só me apoiou. Pergunto-me como fiquei com uma imagem ruim dela ao longo do tempo. Foi aquele verme.

Sem ele, agora eu era um homem de negócios.

“Você está muito mais gato agora” Garlan falou, numa manhã, quando eu me vesti de terno pela primeira vez, tinha que parecer bonito para os clientes. Estava morando junto com ele e Carlos no apartamento, por enquanto, porque já procurava um novo para eu morar. Para nós.

Era para ele que estava indo agora. Cansado do dia do trabalho.

“Querida, cheguei” falei, fechando a porta. Entrei com um sorriso no rosto. Garlan me encontrou estava no meio da sala, no chão, estudando para as provas finais da sua faculdade. Eu sabia disso. Não dava a mínima. Usava um casaco, por conta do ar-condicionado que eu e Carlos conseguimos colocar. Garlan nunca conseguia ficar em ar-condicionado sem usar casaco. O dele era marrom claro, para combinar com seus olhos.

“Cala a boca. Eu estou estudando.”

“Garlan, vem pro quarto, por favor.” Ele levantou a cabeça e olhou para mim daquele jeito confuso, com um pouco de seu longo cabelo tapando o seu olho esquerdo.

“Uau, já disse o quanto você fica lindo de terno?” Garlan sorriu e me encarou.

Eu tirei o terno e a gravata, encarando os seus olhos castanhos no processo.

Joguei o terno em sua cara e fui para o quarto, enquanto escutava sua risada ao longe.

Deixei a porta aberta e me joguei na cama de casal, colocando as mãos atrás da cabeça, cruzando as pernas e relaxando. Garlan não demorou a aparecer. Ele mordeu o lábio e fechou a porta atrás de si.

“Eu gosto de vê-lo tão a vontade na minha cama.” Tinha sinceridade na sua voz. Garlan tirou seu casaco, devagar, colocando-o para trás e esticando seu busto para frente, ainda com um sorriso no rosto. Eu o assisti calado, percebendo que Garlan conseguia transformar cada movimento seu em uma peça teatral delicada e bonita. Eu o queria tanto.

Percebendo a tensão formada no local, eu me sentei na cama, querendo ir até ele, que levantou o dedo para me parar. Então eu enfiei meus dedos no coxão e me segurei. Ele caminhou pelo quarto, só me permitindo sentir o seu perfume forte. Ele procurou algo no guarda-roupa, abriu a gaveta e tirou um maço de cigarro. Eu estava prestes a protestar. Garlan jogou-o longe e continuou procurando algo na gaveta. Tirou um pequeno produto transparente e me mostrou. Confuso, eu esperei. Ele se aproximou e se sentou no meu colo, colocando as mãos ao meu redor. Apertando o seu corpo contra o meu. Senti o calor arrepiante do seu hálito no meu ouvido e sua voz sussurrante.

“Já esperamos muito tempo” ele disse.

Alisando sua pele da barriga, por baixo da camisa, eu pude sentir sua pele arrepiada. Ele suspirou forte contra o meu pescoço e usou seus lábios para me deixar molhado. Senti uma imensa vontade de enfiar minhas unhas na sua pele. Morder cada pedacinho seu. Ele parecia delicioso. Mas de certa forma, ser gentil e calmo com aquele homem naquele exato momento foi a coisa mais maravilhosa que eu já fiz.

Puxando-o mais para o meu colo, eu continuei alisando a sua pele, sentindo o cheiro forte do seu corpo, seu suor, sua essência que emanava carinho e tesão. Eu já estava duro. Mas nem um pouco apressado para correr direto ao pote de ouro. Ele era meu, e eu estava disposto a ter cada pedacinho dele.

Usei minha mão para descobrir que Garlan estava tão ansioso para aquilo quanto eu. Ele abriu as pernas.

Deixou meu pescoço marcado e dolorido, e molhado por todo canto. Partiu para a minha orelha, usando a ponta da língua e os dentes. Beijou minha bochecha lentamente, apertando demoradamente seus lábios contra a pele macia do meu rosto. Percebi que ele estava brincando com a minha barba. Curiosamente, era o único lugar de Garlan que não continha mais pelos do que eu.

Seus beijos eram ainda tão doces quanto eu podia lembrar da última vez. Exceto que o presente era cada vez melhor. Sempre algo novo. Inovador.

Lembre de um tempo em que nunca havia sentido isso por outra pessoa. E se nunca tivesse conhecido ele? O pensamento foi aterrorizador. Eu o abracei mais um pouco, fazendo-o rir.

“Calma, grandão. Estou ficando sem ar.”

Levei-o até a cama e deitei por cima dele. Podia cobri-lo inteiramente, e de certa forma, era eu que estava em seus braços. Garlan segurou no meu rosto com as duas mãos e me beijou mais uma vez. Senti seu gosto e escutei o som dos nossos beijos, completamente afogado na nossa paixão.

“Não sai” ele implorou, com uma voz triste. Eu só tinha me levantado para tirar a camisa. Ele pareceu envergonhado quando percebeu isso. Tirei a minha e a sua. Voltei para cima dele e o beijei, carinhosamente passei a mão pelos seus cabelos.

“Não vou sair. Não sou tão idiota assim.”

“Eu devia ter fugido de você quando tive a chance. Não sei se posso viver sem você agora.” Ele disse, passando a sua mão pela minha costa, eu arquejei. Apertando-me contra ele. Dançando eroticamente sobre ele como se estivéssemos já no momento. Garlan começou a respirar mais intensamente. Quase como se estivesse perdendo o fôlego. Eu encostava o meu corpo no dele e me afastava. Fiquei assim por um tempo. Eu já estava totalmente preparado para avançar. Chegava a doer de tão imprensado que estava por dentro da calça.

Eu nunca tinha sido assim tão paciente. Era só que fazer aquele momento durar o máximo possível era a minha intenção.

Garlan me liberou da calça e colocou suas duas mãos em minha volta. Eu pulsei na sua mão. Eu derramei um pouco em sua barriga, já que não pude controlar aquela reação do meu corpo. Ele trouxe um pouco até a minha boca e me fez sentir o meu próprio gosto salgado. Beijei seus dedos. De olhos fechados, eu gemi, enquanto uma de suas mãos ainda me apertava e remexia e brincava.

“Jesus, como pode ser tão lindo?” ele disse. Não era costume seu me elogiar daquela maneira. Meus olhos se abriram alerta. Eu senti um leve espasmo por mim. Ainda estava calado. Queria deixá-lo falar por mim.

Comecei a beijar seu rosto, nas bochechas, no queixo, abaixo dos lábios. Arranhei-o com a minha barba, sabendo que ele adorava. Depois retribuí o seu favor e deixei uma marca vermelha no seu pescoço. Garlan alisava o meu rosto, passando o dedão na minha bochecha, quase podia ouvir seus pensamentos me dizendo para não parar.

Passei a minha língua por seu mamilo duro. Depois de deixá-lo bem molhado, usei meus dentes, dando pequenas e leves mordidas. Apertei o outro entre dois dedos e brinquei de torcê-los. Garlan soltou um gemido. Ele percebeu que eu queria fazer tudo ali e ficou parado.

Usei minha língua para caminhar por todo o caminho de pelos que começava no seu peito e ia até a sua barriga. Ele contorceu-se e agarrou nos meus cabelos. Alisou devagar e empurrou minha cabeça para baixo. Eu já constatava seus sinais de que ele estava preparado para mim. De vez em quando, notava a presença irrequieta de Garlan imprensando-se contra mim, vivo e ansioso por algum toque. Queria atenção. Estava quase chegando lá para dar-lhe a atenção que merecia.

Passeei tranquilamente pelo seu bosque abaixo do umbigo. Fazia questão de dar beijos barulhentos. Meu queixo encontrou a saliência formada na calça de Garlan. Coloquei minha boca por cima e usei os dentes para provocá-lo. Garlan arquejou e levantou seu quadril no meu rosto. Eu ri e fiz novamente. Apertei meus dentes nele e usei minhas mãos para prendê-lo no local.

“Vai, vai logo. Por favor. Está demorando.” Podia ouvir o desespero.

Abri a calça e tirei-a. Enquanto encarava, podia sentir Garlan me olhando. Eu primeiro cheirei tudo que podia. O cheiro do seu sexo era forte e dominante. Um cheiro que podia mexer comigo. Eu me perdia naquela emanação. Agarrei-o de uma vez e passei a língua no topo. Senti o gosto da sua liberação. Tomei para mim. Garlan fechou os olhos e se perdeu no próprio prazer, quando eu comecei a colocá-lo para dentro. Garlan era grande. Não sabia por qual razão levei tanto tempo para notar a deliciosa sensação que era ter aquilo na minha boca.

Comecei lento. Passando meus lábios por todo o comprimento. Eu sugava tudo que podia e na grande forma do topo, eu mamava desesperadamente pelo que ele podia oferecer, como um bebê lutava para ter seu leite. Olhava nos olhos do meu amor e amante, vendo o quão bem eu o estava fazendo sentir. Isso era melhor do que tudo.

“Pode fazer algo por mim?” perguntei, quando subi até seu rosto novamente.

Ele me beijou, como se quisesse uma prova de que eu tinha mesmo colocado na boca.

“O quê?”

“Eu quero sentí-lo dentro de mim.” Por um momento, Garlan não acreditou nas minhas palavras. Como se elas fossem uma ficção ruim demais até para ser ficção.

“O que está fazendo?” ele perguntou.

“Eu quero isso.” E queria. “A minha primeira vez” falei. “Você é o homem certo para isso.”

Deitado na minha parte dorsal, eu assistia a Garlan tirar minha calça, a expressão em seu rosto ainda sem acreditar naquilo. A primeira coisa que fez foi me dar beijos. Eu fechei os olhos e gemi enquanto sentia sua boca quente deixar todo o meu local úmido. Passou o nariz e sentiu o meu cheiro e colocou as duas bolas inteiras na boca.

Gentilmente, levantou minhas pernas e pediu a minha ajuda para segurá-las. Deixando a parte que lhe interessava à mostra. Passou um dedo na minha abertura. Olhou para mim quando eu tremi com o toque. Eu assenti para que ele continuasse. Garlan estava tão inseguro quanto eu. Mas continuou. Eu podia ver o quanto ele queria no brilho dos seus olhos. Não achava que ele pensava que algum dia iria me convencer aquilo. Agora entendia o seu choque.

Estava gostoso sentir seus dedos brincando ao redor e apertando devagar. Eu me retraía e depois relaxava. Nesse momento ele apertava só para que eu me retraísse novamente. Sem nenhuma intenção de penetrar.

Então eu senti a sua língua, e por alguns segundos, meu ar fugiu e uma onda enorme e poderosa de prazer fluiu em forma de arrepios, por todo o meu corpo. Ali ele ficou mais ativo e não parava quando eu me retraía. A área era super sensível. Cada movimento da sua língua era notado com grande quantidade de informações que meu cérebro conseguia processar.

Sua língua deu uma investida para dentro.

“Oh” eu gemi, e levantei minhas pernas, dando mais abertura.

Garlan respirou fundo e tentou entrar com a língua mais uma vez. Ele quase conseguiu, mas meu corpo o colocou para fora. Ele estava inexorável e sua língua conseguiu me entrar. Estava dentro de mim. Dentro. Podia sentí-lo. Fiquei tão parado que pareci uma estátua. Nem gemi. Tudo ficou num silêncio enorme, que eu pude escutar as batidas do meu coração.

Ele tirou a língua e me deu um beijo lá mesmo. Senti e escutei o estralo dos lábios.

“Garlan” eu implorei. Ele tinha saído de perto, mas eu continuei na mesma posição, com as mãos segurando as pernas, na esperança de que ele fosse voltar. “Por favor, continue.”

“Estou aqui. Estou aqui.” Sua voz me assegurou. Só então eu pude relaxar. Senti algo gelado que foi colocado na minha borda com a ponta do seu dedo. “Só relaxe, para mim, tudo bem, meu amor?” E eu assenti com a cabeça. A ponta do seu dedo entrou com facilidade. Mas foi quando seu dedo inteiro estava dentro de mim que eu senti uma pontada de desconforto e queimação.

No entanto, eu fiquei quieto e procurei relaxar. Seu dedo saiu lentamente. E voltou com companhia. Eram dois dedos daquela vez. Mordi meu lábio e fiquei calado. Não queria abrir os olhos, com medo de que estivesse fazendo algo de errado. Mas enquanto dois de seus dedos me entravam, a sua outra mão alisava a minha perna. Seus toques eram muito importantes para me manter calmo.

“Você é tão apertado, Tom.”

“Isso é bom?” perguntei. Minha cabeça estava nas nuvens. Garlan riu e depois disse:

“Isso é muito bom. Mas eu confesso que estou com medo de machucar você.”

“Eu confio em você” falei. “Eu sei que vai doer no começo, Garlan. Mas ande logo. Eu estou ficando maluco.”

Meu coração queria sair do meu peito. Qualquer um que colocasse uma mão ali diria a mesma coisa.

Eu respirei fundo e fechei os olhos, encostando a cabeça no travesseiro. Garlan quis colocar ainda mais lubrificante em mim. Certamente estava fazendo isso pelo meu bem. Então o senti tentando entrar. Só a ponta. Ele não empurrou rápido, foi paciente, esperou que o meu próprio corpo estivesse pronto. E quando meu corpo ficou pronto, ainda assim eu gemi feito um bebê chorão. Garlan felizmente me ignorou.

Ele fez sons tentando me acalmar, enquanto ficava parado por alguns segundos. Ele usou sua mão para me excitar, espremendo-me como se quisesse me ordenhar. Usou o dedão para passar na cabeça, apertando. O atrito, nas duas situações ao mesmo tempo, embora fosse duas sensações diferentes, eram igualmente prazerosas.

Eu sentia o meu corpo afogado em suor. Não parava de transpirar. Minha respiração instável continuou durante todo o tempo em que ele passou dentro de mim. Passei a mão na barriga só para perceber que estava grudando e escorregando como um porco. Garlan não se incomodou. Arrastou sua mão pela minha pele com uma obsessão gostosa que transcendia como fogo nos reflexos do seu olhar.

Por ele, eu recebi tudo sem dar nenhum gemido de dor. Fiz isso por ele, porque no início, doeu. Eu queria empurrá-lo para longe. Implorá-lo para parar. Era desconfortável. Perguntei-me como alguém poderia gostar daquilo. Mas foi só notar a expressão em seu rosto, sentir o jeito como apertava em mim e ver como ele deixava a boca aberta enquanto estava dentro de mim, que eu decidi aguentar. Por um momento, me deixe pensar que ser o que recebe nessa situação era um sacrifício que as pessoas faziam para aqueles que amam muito.

Então eu senti o choque súbito, causado por Garlan, quando alcançou algum lugar dentro de mim. Algo inesperado. Meus olhos abriram-se de repente, assim como a minha boca. Eu quis gemer, não de dor, contudo o som ficou preso abaixo da garganta. Foi um prazer tão grande que qualquer outra emoção me fugiu. Era só ele e eu.

Garlan retirou devagar, e até isso foi gostoso. Quando quebrou o contato, foi como se eu estivesse livre para respirar.

“Oh, deus” eu falei, “O que foi isso?” senti a minha boca seca. Mordi o lábio.

“Gostou?”

“Faz de novo” eu disse. “Coloca de novo.” Eu não precisei pedir duas vezes.

Eu não acho que consegui manter a minha promessa de ficar calado. Nem me senti culpado por isso. Soltei as minhas mãos, deixei-as livres, já que ele se apossou do trabalho de segurar as minhas pernas. Limpei o líquido que eu próprio tinha ejetado na minha barriga, massageando-me devagar, como se para me dar conforto. Estava tão duro. Mas não tão duro quanto Garlan. Porra… Parecia que tinha ficado mil vezes maior. A cada investida que ele dava, aquela súbita onda de prazer acontecia novamente, não diminuía por costume, só que ficou mais frequente e eu consegui manter a minha respiração.

Eu me toquei. O bom de fazer aquilo naquela hora era porque não precisava imaginar Garlan, ele já estava comigo, dentro de mim. A ideia era tão boa quanto a realidade, e naquele momento eu me encontrei em paz, e meu espírito estava paralelo ao meu físico.

Mas isso era tão bom. Não queria que ele parasse e queria, só para fazê-lo se sentir da mesma forma. Como ele iria me amar! Assim como o amo nesse instante. As palavras estavam na ponta da língua. Só me faltava coragem. Ele não parava. Agora nossos corpos faziam barulho quando se chocavam. Um barulho explícito e excitante. As bochechas de Garlan estavam vermelhas, ele não conseguia fechar a boca, seus olhos vidrados na minha mão, enquanto eu brincava comigo mesmo. Era uma vista tão boa.

Queria dizer que o amava. Estava tão bêbado em prazer, que poderia dizer. Estava prestes a dizer quando ele começou a balbuciar coisas inteligíveis.

“Hmmm. Eu… Tom…” ele não queria parar. Dane-se que eu não conseguia entender. Ele só queria empurrar para dentro. Eu o recebia bem mais fácil agora. Todo aquele aperto do início se foi. Ele era bem vindo ali. Meu. Meu.

Ele gemeu alto e se jogou contra mim, seu corpo tremendo, com vários espasmos contínuos que só pararam alguns segundos depois. Meu corpo processou aquela visão e eu não demorei muito a repetir. Eu não consegui pensar. Senti a minha liberação no rosto, caiu na minha bochecha, e começou a descer devagar sobre a minha pele suada. Garlan colapsou por cima de mim, entre as minhas pernas abertas. Beijou minha boca enlouquecido, agradecendo.

Agora eu me sentia mal por seu agradecimento. Ele não poderia ter se sentido melhor que eu. Não poderia. Eu que devia agradecer. Depois daquilo tudo, ainda restou forças em meu corpo para um abraço apertado. Ele estava tão quente e molhado de suor quanto eu. Foi uma completa bagunça. Nenhum de nós se importava.

“Também te amo” sussurrou Garlan, em meu ouvido.

Comentários

11/09/2015 13:01:22
Que final mais lindo, cara. Se eu já tinha me tornado seu fã, agora é de carteirinha! Maravilhoso desenvolvimento de trama e de personagens. Parabéns!
26/08/2015 13:37:46
Que história linda! Amei!
A&M
12/07/2015 23:32:00
maravilhoso do começo ao fim!
12/06/2015 13:20:28
Ganhei meu mês com sua história! Foi incrivelmente perfeito desde o começo e seu desfecho me deixou maravilhado. Quero agradecer por isso! Fazia tempos que um conto não me agradava assim.
20/05/2015 16:29:31
Excelente!!!
12/05/2015 16:57:03
Gente, eu meio que abandonei o conto mas olha... Que conto magnífico! Foi meio apressado, mas foi um conto maravilhoso. A mudança das personalidades dos personagens foi de uma riqueza de sensibilidade, e no fim, queremos mais!!! :'( Mas também não quero que perca a magia do conto... :'(
11/05/2015 15:48:12
Ual mas que final, indiscutível, adorei esse relato do sexo tendo o tom como o passivo, a riqueza de detalhes perfeita também.
09/05/2015 11:07:52
Esse final foi demais e ficou a sensação de que não acabou. Será que teremos o prolongamento deste final??
09/05/2015 06:59:06
Magnífico.Seu conto foi magnífico do começo ao fim, espero que você reconsidere esse final, kkk, e faça alguns capítulos pela visão do Garlan, adoraria saber como ele se sentiu passando por tudo isso, mesmo que você tenha ddado algumas dicas durante as suas narrações.Bom, parabéns pela forma magnífica que você escreve e e espero que você lance um novo conto em breve.Como sempre, 10.
08/05/2015 23:56:33
Simplismente amei.... otimo do começo ao fim.
08/05/2015 23:34:26
Amei
08/05/2015 21:19:16
Muito bom, pena que acabou :(
08/05/2015 20:58:32
Adoro finais felizes. Surpreendente
08/05/2015 20:22:57
Amei...SegundaTemporadaURGENTE
08/05/2015 20:14:23
*essaS minúcias...
08/05/2015 20:13:17
Nossa! Acho que essa foi a melhor descrição de sexo anal que já li!!! Nem me refiro apenas ao carinho dos personagens, ao envolvimento emocional, refiro-me à riqueza de detalhes "do processo" mesmo! Em se tratando de uma pessoa assexual, essa minúcias são importantes para que eu chegue mais perto do que deve ser tal experiência. Adorei acompanhar essa história! Parabéns!
08/05/2015 20:01:54
Vou sentir muita falta desse conto! Mas posso dizer com toda sinceridade que foi um dos melhores que já li, e irei acompanhar todos que você postar <3 Levei um susto achando que o capítulo anterior era o final kkkk. MELHOR CONTO!! 10
08/05/2015 19:39:38
Gente, eu só tenho a agradecer vocês por terem acompanhado essa historia, que foi excitante, gostosa e divertida de escrever. Espero que tenham gostado. Desculpa pra quem queria Tom sendo o ativo, mas eu decidi quebrar um pouco a ideia de que nós temos que ser como um casal hétero. Mas no geral, é isso, espero que tenham gostado. Matt, é, eu tenho que retornar aquela história. Desculpa por ter parado. kkkkkkkk

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