ADOLESCENTE EM APUROS • II

Um conto erótico de R.
Categoria: Homossexual
Contém 1627 palavras
Data: 27/04/2015 20:56:05

- Parabéns meu bebê - disse minha mãe.

- Oi, bom dia. Que horas são? - respondi com voz ainda sonolenta.

- Umas 9h, pensei que ia dormir até meio dia!

- Feliz aniversário. 15 aninhos hein? Já cresceram os cabelinho no pintinho?

- Mãe!? Que nojo! Tá ficando idosa já hein? - respondi constrangido.

- Esse ano eu não pude comprar seu presente...

- Porquê? - perguntei a cortandoVocê que vai escolher ele este ano! Que menino afobado, nem me deixa terminar. Estragou o clima da surpresa.

- Hum, deixe me ver... Qualquer coisa mesmo?

- Claro né.

- Então já está na hora de eu ganhar aquilo que eu te peço desde pequeno não é?

- Que seria?

- Credo, que mãe responsável hein? Meu curso de inglês, não lembra mais?

- Isso. Então hoje mesmo eu irei tomar informações. Parabéns de novo. - disse ela me dando um beijo no rosto.

Só faltava aquilo pra minha felicidade ficar completa, enfim, depois de anos de espera, meu segundo idioma estaria mais próximo que eu esperava.

***

- TOMAR NO CÚ! - gritei raiva.

O despertador alertava que já eram 7h. Acordei todo suado e de pau duro.

Eu estava tendo um sonho com Oliver, diria eu o melhor deles, parecia tão real, o jeito que nossas bocas se tocavam, se encaixavam, nossas línguas brincando. Por quê eu tinha de acordar? Aquele corpinho maravilhoso, só pra mim, todo meu, mais de ninguém. Minha mão passeando por ele, apalpando aquela bundinha durinha e carnuda, o jeito que ele gemia quando eu o lambia...

Levantei bufando de ódio e fui pra Escola, seria meu primeiro dia de aula do último ano do Ensino médio, amém. O infeliz do despertador acabou com o melhor sonho que eu tive em minha vida.

Um dia atrás eu estava tão ansioso pelo inicio das aulas, e hoje estava me dando até vertigem só de imaginar. Fui andando mesmo, como a cidade era pequena e com tudo plano, a caminhada se tornava até produtiva.

Gastei mais ou menos 15 min para chegar na escola. De cara reparei muitas, mas muitas pessoas mesmo. Como não conhecia ninguém ali, tratei de me dirigir a minha sala.

- Ooooi! - disseram duas meninas em uníssono.

Uma das meninas era branquela, com cabelos castanhos claros bem volumosos. De corpo é até gostosinha, mas não gostei muito do rosto, porém, dava pro gasto.

A outra era a mais bonita da turma, bem, pude confirmar isso com o tempo. Ela era bem encorpada, nada de mais e nada de menos. Além daquele cabelão cheiroso e farto dela. Pena que tinha namorado, risos.

- Ahm? É! Oi. - disse envergonhado.

Bem, eu estava distraído, pensando sobre aquela pessoa... Risos.

- Como é seu nome?

- Pode me chamar de Rô, ou de Rom.

- Sou Edna, mas todo mundo me chama de Dinah. - disse a branquinha.

- E eu sou Thamiris, mas pode me chamar de Thamy ou Tilly - disse a morena.

Aos poucos, as pessoas e eu fui conversando com todos, nos primeiros dias eu fiz amizade com a maior parte da turma. Eram bem legais, por sinal. O único ponto negativo era que a turma se subdividia em várias panelinhas, mas, como eu era novato, me enturmei com todos os grupos.

***

- Posso sentar contigo de novo? - perguntou ele.

Nem tinha o visto chegar, aqueles dias eu andava distraído demasiadamente. E a culpa? Dele próprio, obvio.

Mais um dia nos encontramos, parecia que eu via dentro de sua alma, estava mais lindo a cada dia que se passava, parecia que um elo forte entre nós ia crescendo cada vez mais.

Poderiam definir mais ou menos como: Grude, chiclete, carrapato. Enfim, eu amava aquilo. Estávamos no ápice, mais que uma rotina, não nos desgrudávamos.

Eu passa 24h por dia imaginando como seria dar uns pegas no meu priminho. Quem sabe um dia?

- Pode sim, ué. - respondi. - E esses cortes ai na sua mão? O que foi?

- Eu estava ajudando meu pai a levantar umas cercas e acabei me cortando. Sabe como é?

- Pra falar a verdade, eu não entendo nadica de nada. Eu sou da cidade, não sei bulhufas a respeito.

Não desmerecendo quem mora na zona rural, até amo o ambiente, mas nunca tive nada parecido na minha criação, se fosse sacar dinheiro no banco ou pegar um ônibus? Moleza.

- Ah, se é assim sim... Mas está doendo?

- Não. Já passou.

- Sério mesmo? Olha lá hein.

- Hey, já que a gente é primo porque você nunca foi lá em casa? - perguntou ele.

- Esqueceste que eu não era daqui? E eu nem conhecia vocês?

Se eu soubesse, eu teria vindo antes. Com toda certeza do mundo.

- Verdade... Mas agora, por quê você não vai lá?

- Ah, sei lá. Estou esperando você fazer o convite ué!

- Mãe, que dia meu primo pode ir la em casa?

- Quando ele quiser né Oliver, ele tem duas pernas pra quê? - disse ela, brincando é claro.

- Já que é assim, então eu vou no próximo fim de semana, estou cheio de trabalhos da escola para fazer. - disse saindo com Oliver pro lado de fora da Igreja.

Em menos de um mês parecíamos unha e carne, e como eu sempre fui uma pessoa "intuitiva" sabia que muitas pessoas julgavam nossa amizade, até então.

- Pena que sua van já vai sair, vou sentir saudades primo.

- Eu também, não vejo a hora de você ir lá em casa. - disse ele com brilho nos olhos.

- Até lá então. Fica com Deus. Tchau tchau. - disse lhe dando um abraço.

Enquanto o abraçava podia sentir o cheiro de sua pele, o toque macio, nosso afeto evoluindo cada vez mais. Não tinha mais como fugir, eu realmente gostava dele. Será que ele gosta de mim do mesmo jeito?

***

Bati uma pensando no meu primo, em cada curva daquele corpo, aquela boca macia, eu lambendo cada centímetro daquele corpinho, aquela bundinha linda. Tudo, simplesmente tudo naquele garoto me dava excitava.

Mais um dia de aula, saí de casa e fui para a escola, 15 minutos para colocar os pensamentos em ordem, ou bagunça-los mais ainda.

- Que carinha de felicidade é essa menino? - disse Brendha.

- Não é nada de mais, relaxa. É, nadinha mesmo. Tá vendo coisa onde não tem é? Seu psicólogo não está bem viu?

Quando eu fico nervoso eu começo a falar demais, risos. Não pensem que eu sou burrinho, "psicólogo" ao invés de "psicológico" foi uma gíria aderida por causa de uma colega nossa, que não era muito certa da cabeça.

- Viu, fica ai que eu acredito... - disse ela e em seguida entrou na sala a Professora de inglês.

- Good Morning class - disse ela.

- Good morning teacher - respondi eu, e mais alguns. Outros fizeram uma cara de: "Do que ela me xingou?"

***

Contei os dias para poder enfim ir a casa de meu primo, parecia que o tempo dava tempo a si mesmo.

Quando passei a porteira, pude averiguar toda a beleza daquele lugar.

Era uma fazenda ampla, com vários animais, algumas plantações, flores, árvores, tudo extremamente lindo. Apesar de ter crescido na cidade grande, a natureza sempre me atraiu. Inclusive, nesse mesmo período de tempo meu sonho era ser Biólogo.

Quando fui chegando na casa, bem simples por sinal, porém super aconchegante, avistei a irmã de Oliver vindo em minha direção correndo e por fim se jogando nos meus braços.

- Primooooo, você veio morar aqui comigo foi? - disse ela.

- Ooooi, vem cá minha boneca - disse levantando ela no ar. - Claro que eu vim, não ta vendo minha mochilona?

Mentira, a mochila estava mais vazia que tudo. Só poucas peças de roupa para passar alguns dias.

- Mãe, Ru vem morar aqui agora com a gente! - exclamou Olivia.

- Ai Olivia, você acha que seu primo vai largar o casarão que ele mora pra vir morar na roça?

- Ai Olivia, você acreditou? Eu estava brincado, haha. Fica pra próxima.

- Oliver nem almoçou dizendo que queria comer contigo. - disse a mãe dele.

É né? Pelo menos alguém se importa comigo.

- Prima, onde posso guardar minhas coisas?

- Vai no quarto de Oliver, ele tá lá e pede pra ele colocar no guarda-roupa.

Fui rodando pela casa até encontrar seu quarto, era pequeno mas bem arrumado. Em cada canto havia uma coisa relacionada a cavalos: Em fotos, figurinhas, nas prateleiras, brinquedos, roupas. Acho que ele gosta mais de cavalo do que si próprio.

Quando entrei no quarto ele me recebe com um abraço de urso, daqueles bem apertados. Cada segundo que nossas peles se encontravam parecia que uma descarga elétrica percorria pelo meu corpo, cheguei a ficar todo arrepiado no momento.

Depois fomos pra cozinha comer, confesso que estava morrendo de fome.

Me servi de um pouco de arroz, feijão, salada e carne.

- Nossa primo, você come esse pingo? Isso ai não mela nem meus dentes - disse a mãe de Oliver.

- Haha, não como muito mesmo não.

- Não precisa ficar com vergonha, aqui todo mundo pega pesado.

- Obrigado, eu que não como muito mesmo. Só o suficiente.

- Tu não sabe como Oliver me infernizou, ficou o dia todo perguntando quando você iria chegar. Eu só faltei explodir de tanta coisa que esse menino me perguntou hoje.

Enquanto ela falava eu percebia que ele estava envergonhado, ele começou a roer as unhas e olhar num ponto fixo dando um breve sorriso sem graça. Até nestas circunstâncias eu o achava lindo.

- Nossa, não precisava mesmo. Não sou chegado a luxos e essas coisas, só uma vez ou outra mesmo.

Depois do almoço, fui pro lado de fora, aquele lugar era tão maravilhoso, principalmente aquela brisa maravilhosa que ia e vinha.

As vezes eu queria reprimir aquele sentimento dentro de mim, não seria possível aquilo.

Em primeiro lugar, nós eramos primos. Em segundo lugar, nossas famílias não nos aceitariam.

Em terceiro lugar, a nossa religião.

Essa dúvida estava me matando aos poucos. Arriscar? Tentar? Continuar? O que fazer? Bem, essas respostas só o tempo me trariam.

***

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Comentários

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Q bom q vc ta reescrevendo o conto,, pensei q tivessi o excluido de vez..

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