Desde aquele carnaval 4

Um conto erótico de marinet
Categoria: Homossexual
Contém 1878 palavras
Data: 12/03/2015 23:19:20
Última revisão: 13/03/2015 00:03:43

Enfim, chegou o momento.

Parei o carro na porta do prédio e a observei caminhar até onde eu estava estacionada.

Não lembro de respirar naqueles segundos que se passaram.. Ela entrou no carro e falou baixo no meu ouvido.

- Vamos sair daqui. - Era somente aquilo que eu precisava pra estar completamente sem chão.

- Pra onde podemos ir?

- Você que está vindo me buscar, você escolhe.

E agora? Pra onde que eu ia? Juro por Deus, que em momento algum passou na minha cabeça ir pra um motel, mas eu tinha certeza de que precisava ir a um lugar mais reservado pra não ser notícia nessa cidade-ovo. Me mandei p uma área da cidade mais vazia, minha intenção era passear pela rua e conversar o resto da noite, e quem sabe roubar um beijo.. na minha humilde inocência, nunca imaginei o clima esquentando.. ahaha. Estacionei o carro perto de uma pracinha meio que vazia sob a luz do luar, a vista era linda. Me arrumei pra sair do carro e sentar num banquinho perto da gente e ela disse:

- Por que não ficamos aqui mesmo?

- Dentro do carro? - perguntei achando estranho.

- Sim, não se preocupe, vou deixar você se sentir a vontade para fazer o que quiser. Vou apenas ficar olhando aqui, observando você, tá?

Ela tirou o cinto e me olhou, a cara era de quem tava se divertindo horrores. E eu sem saber como agir, ri sem jeito e comecei a conversar sobre coisas que não faço a menor ideia hoje... O desejo explodia naquele carro. Tentei levar a conversa até o ponto que não pude mais, olhava de seus olhos para sua boca o tempo inteiro, descia para o corpo, imaginava lamber aqueles seios perfeitos, imaginei como seria passar a mão por eles naquele momento. Ja tinha chegado ao ápice da enrolação, quando resolvi beijar o pescoço dela, passar a mão em cada curva daquele corpo como se em reconhecimento de território, me excitando a cada cm de pele explorada, quando ela não resistiu em esperar minha tomada de atitude e beijou minha boca.

Que beijo! Sua boca era tão macia! Sua pele encostava na minha, senti toda suavidade daquela mulher em minhas mãos. Começou assim, tudo devagar, ela respeitando cada reação minha, aguardando o beijo se tornar mais ousado para acelerar os movimentos, o que foi acontecendo lentamente. Finalmente meu tesão já era tão incontrolável que tudo que pensava era em ir a um outro lugar, para que despidas de qualquer pudor, pudessemos aproveitar melhor o que aquilo estava nos causando.

- Não se preocupe, eu vou respeitar o momento certo para... - disse ela, meio que tentando se convencer.

- Pode ser agora esse momento? - perguntei esperançosa.

- Não, além de já estar tarde, aqui é perigoso, já te dei coisa demais para imaginar durante o final de semana inteiro.

Imagino que suas festas amanhã ficarão menos interessantes com minha ausência, correto?

Como ela era metida. Achei engraçado, não fazia força nenhuma pra esconder que isso realmente tava certo.

Deixei a Bia perto de casa e voltei pra minha. Doida de excitação, flutuando de felicidade. Senti-me apaixonada como nunca tinha sido antes. Sabia que aquela mulher ia ser importante na minha vida, só não tinha noção do quanto.

Cheguei em casa e fui direto ligar o pc. Acabei conversando com ela a madrugada toda, na verdade.

No sábado, fui pra balada com os amigos como de costume. Bia disse que ia me mandar uma música assim que eu chegasse em casa e não falou comigo até eu sair de lá, e eu não pude me concentrar em momento nenhum daquela festa pensando nela. Daí já comecei a levantar as dúvidas da galera.

"Tá com cara de apaixonada", "Eai, não vai aprontar hoje não?" eram as menores coisas que ouvia, mas não respondi nada muito consistente. Ainda não tava muito preparada pra pensar sobre o assunto, imagina só se eu ia falar com eles?

Enfim, o final de semana foi todo dela: pensamentos, sonhos, mensagens e ligações.

Aguardava ansiosamente ela me ligar porque não tinha atitude para tanto. Hahaha, de quão longe vim né?

Na segunda, minha mãe me comunicou logo cedo que me deixaria só em casa por 1 semana. Ia passar uns dias na casa da minha vó para ajudar em algumas coisas.

Só consegui pensar em como seria legal apresentar a minha casa à Bia. E foi o que fiz, depois de um dia de encaradas no trabalho, resolvi não ir a aula a tarde para dobrar o expediente, só tentando matar a saudade do final de semana inteiro sem sua companhia.

- Sabe de uma coisa, eu nunca na vida fui a favor de iniciar alguém, porque a gente bem sabe que quando se experimenta, não se quer mais sair. - ela me disse daquela forma sínica de sempre, com aquele sorriso lindo que só ela tinha.

Eu ri da situação, mas foi meio que de nervoso em pensar nessa tal nova vida. Hahaha. Convidei-a à minha casa, disse que estaria só e que gostaria que ela conhecesse. Não sei muito bem como, porque desde o momento que a gente fechou a porta, que fomos nos agarrando até chegar na minha cama. Acho que ela mesmo não sabe até hoje como subimos aquelas escadas, porque a vontade era tão grande que não nos largamos um só momento.

A mão dela passava em cada cm do meu corpo, me arrepiando a cada toque, me fazendo gemer de vontade. Beijava meu pescoço e ia descendo com a língua até o meu colo. Eu fazia o mesmo, já chegando a morder seu peito por cima da roupa, via a Bia estremecer e fechar os olhos, com a cara mais safada que eu já tinha visto nela. Foi quando ela deixou cair sua blusa no chão do meu quarto. Fiquei tão excitada que parei pra pensar o que fazer em seguida. E é isso, eu não sabia. Fiquei com medo de estragar o momento com minha inexperiencia. Pedi relutando contra mim mesma:

- Lembra que a gente combinou que seria tudo devagar né? Desculpa não ter tanta experiência pra te levar pra cama ainda ahahaha Podemos dar uma parada?

Ela se recompôs. Assim, no que podia.

Senti que ela meio que tinha acordado de um transe. Assim como eu. Fiquei temerosa sobre ter deixado ir tão longe. Me sentei na cama e tentei relaxar. Ela ficou deitada me observando.

Avisei:

- Não vou conseguir me acalmar assim. Vou tomar uma ducha fria, ok? - e sai quase que correndo do quarto.

Tomei banho tentando me esfriar, mas quem disse? Eu tava completamente molhada, desejando aquela mulher a qualquer custo. Resolvi que ia deixá-la em casa. Terminei na ducha, de toalhas, fui ao meu quarto avisá-la que não podiamos demorar. E esse foi o grande erro.Ou acerto?

Vi que seus olhos acompanhavam meus movimentos. Ela levantou calmamente e voltou a me beijar, dessa vez mais calmamente, tranquila. Pediu pra desligar a luz, mas eu não deixei, disse que não estava pronta. Então, apenas continuou a me beijar calmamente, sobre a desculpa de que estava só curtindo nossos últimos momentos.

Tranquilamente, ela me deitou na cama e continuamos os beijos. Eu já estava completamente excitada de novo. E foi quando vacilei. Fechei os olhos curtindo seus lábios no meu pescoço e quando me dei conta ela já não estava ali, mas do outro lado do quarto, desligando a luz.

- Se você quiser que eu pare, eu vou parar. Só me diz quando. Não precisa ficar nervosa, você não vai fazer nada. Inclusive, nem me tocar a partir de agora.

Eu não respondi, já a puxei pra perto de mim deixando cair "acidentalmente" minha toalha.

Ela tirou a calça e o sutiã, ficando apenas de calcinha e veio de encontro a mim.

Bia me deixou imóvel, sempre que eu tentava agarrá-la ela parava e dizia:

- Fica paradinha tá? Deixa eu te sentir.

Ela me deixou deitada e começou a passar a língua em todos os pedaços do meu corpo. Começando pelos pés e indo ao meu pescoço e voltando pelos peitos e barriga, fui curtindo suas chupadas e beijos pelo meu corpo, mesmo sem poder tocá-la.

Era tudo tão excitante que a deixei continuar. Tava curiosa, quase que desafiadora. Eu gemia de prazer, já sentindo sua língua chegar aos poucos onde ela queria.

- Posso? – ela perguntou com uma voz rouca que me fez arrepiar. Como se eu pudesse ficar mais arrepiada naquele momento...

- Eu sou tua. – respondi com a voz fraca.

Bia passou a língua vagarosamente na minha buceta. Sentiu o quanto eu tava molhada e sorriu. Disse:

- Você tem um gosto maravilhoso.

E voltou à sua posição, fazendo o melhor oral que já recebi em toda minha vida. Eu não resistia, não aguentava de tanto prazer. Gemia, puxava seu cabelo, arranhava suas costas, pedia mais... Gozei 1x e pedi pra ela parar, mas não fui atendida. Apenas quando gozei mais uma que ela subiu e me beijou. Senti meu gosto em sua boca e fiquei louca. Queria sentir o gosto dela na minha. Queria tocá-la e saber o que faria de acordo com seus gemidos, mas ela não permitiu. Desceu com sua mão enquanto me beijava, começou a me masturbar. Eu já estava louca de novo. Chamava seu nome em seu ouvido, sussurrando o quanto estava gostoso aquele momento e pedindo que ela não parasse. Quando eu estava perto de gozar ela parou. Sobre protestos meus, ela desceu de novo e enfiou 1 dedo em mim.

Achei engraçada sua preocupação, achando que me machucaria, ela começou bem devagar, quase que parando, eu que já tava a mil por hora protestei de novo, já estava quase gozando mais uma vez, não queria diminuir o ritmo, e tava louca pra que fosse na mão dela.

Ela:

- Calma, posso te machucar!

- Eu sou hétero, sabia? Ou era.. não sei, não faz pergunta difícil. Me come, por favor, não precisa tanto cuidado. – tentei ser o mais fofa possível dizendo isso.

Ela soltou uma risada deliciosa e disse:

- Ai que bom, eu não tava mais aguentando

A mulher se transformou. Eu não imaginei como que dois dedos me fariam gozar, quando era acostumada com coisa pior, mas foi o que aconteceu.

E não foi um orgasmo qualquer, ela me comeu de uma forma maravilhosa. Me fodeu gostoso. Gozei mais umas vezes ainda na mão dela. Gemia chamando seu nome bem baixinho.

Ó céus, que mulher! O melhor orgasmo da minha vida, ou melhor, os melhores até aquele momento, foram ali. E então ela completa a minha satisfação dizendo:

- Nossa, não tenho noção de quantas vezes eu gozei.

Fiquei um pouco confusa sobre como aquilo podia acontecer, perguntei a famosa frase das iniciantes:

- Mas assim, sem te tocar?

- Te fazer gozar me bastou. Teu gosto é uma delícia. Tu é uma delícia. Teu gemido foi a melhor coisa da noite, fico excitada de novo só de lembrar. Agora, descansa um pouco, já é tarde e precisamos ir, mas acho que não vamos ser capazes de levantar agora. Vamos descansar um pouquinho e já já eu volto pra casa.

Deitei ao lado dela aguardando-a se aconchegar em mim. Bia jogou suas duas pernas por cima do meu corpo e dessa forma ficamos mais um tempinho, só curtindo a companhia uma da outra.

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