Ser ou não ser? Capitulo 9 - Psicopatia

Um conto erótico de DanyTorintho
Categoria: Homossexual
Contém 2799 palavras
Data: 31/01/2015 03:18:25
Última revisão: 31/01/2015 03:21:29

Aquele beijo foi perfeito e eu me senti completo outra vez. Mas a perfeição acabou quando eu ouvi uma voz dizendo:

_ Aqui não é lugar pras suas viadagens não, Dany.

Pietro me solta e se vira para quem falou aquilo.

_ Quem você pensa que é pra falar desse jeito com ele? _ Pietro fala me colocando atrás dele.

_ Há há há, meu nome Charles Ferraz e meu papo não foi contigo, não é da sua conta.

Os olhos de Charles brilhavam e em sua boca pairava um sorriso intimidador.

_ Qualquer coisa que você diz que possa chateá-lo se torna de extrema importância pra mim.

Eu estou com muito medo e não consigo falar nada. Como uma situação tão boa pode se tornar ruim, tão de repente?

_ E quem seria você? Ah, ele não é aquele garoto que você empurrou da escada Dany? _ Ele pergunta olhando diretamente nos meus olhos.

O quê?

_ Como você sabe disso? _ Eu pergunto assustado, desviando o olhar dele.

_ Ah, eu sei de muitas coisas Dany. Coisas que seu ficante temporário não gostaria de saber.

_ Ele não é meu ficante, é meu namorado. _ Digo com convicção, me ponho ao lado dele e seguro sua mão. Pietro me olha e sorri de mim.

Charles vê aquilo e num instante vejo ódio em seu olhar, que logo é substituída por risadas alucinadas.

_ E os dois bambis viveram felizes para sempre. _ Ele para de rir e começa a falar sério: _ Novato se eu fosse você eu sairia de perto do Dany ou eu mesmo providenciarei isso, porque finais felizes não existem e ele não é pro teu bico.

_ O que você quer dizer com isso, seu nojento? _ Pergunto enquanto seguro Pietro, ele quebraria a cara de Charles.

_ Olha só! Parece que a criança fica toda corajosa quando está com o “namorado”, né? _ Ele diz a palavra namorado fazendo aspas com os dedos. _ Não parecia tão corajoso durante aquela visita noturna que eu te fiz há uns dias atrás, se lembra?

_ Já chega! _ Pietro diz querendo se livrar de mim.

_ Pietro, calma. Vai por mim, ele não vale a pena! Por favor acredita em mim.

_ É acredita nele ‘Pietro’ _ Charles fala Pietro com desdém _ o cara que te deixou sem andar por semanas, o cara que esconde coisas de você e o cara que vai acabar contigo no futuro. E sabe o que é melhor? Agora você está aqui e eu vou poder ver tudo de camarote.

_ Você é muito mal Charles!

_ Você também é Daniel, só não sabe. Ainda. _ Ele vira de costas e diz: _ E eu vou te ajudar a ver qual lado é melhor, mas agora eu tenho que ir.

Quando ele foi embora eu me lembrei o porquê da minha recusa em ficar com Pietro. Já era difícil deixar o meu passado para trás em outra cidade, e agora, ali seria impossível. Eu só queria saber o que eu fiz pro Charles me odiar tanto.

_ Era disso que eu estava falando, é por isso que não podemos ficar juntos. Você vai acabar se machucando!

Tento sair de perto dele, mas ele segura minha mão.

_ Não, eu já disse. Nada que possa me machucar, dói mais em mim do que não ter você. Só diga que quer ficar comigo e eu faço qualquer coisa e vou a qualquer lugar.

Como eu posso resistir quando ele é tão doce? Posse ser muito egoísta, mas a vida está me dando uma chance de ser feliz e eu não posso deixa-la passar em branco.

_ É lógico que eu quero, eu te amo. E porque eu te amo tanto que eu não que coisas ruins aconteçam. Quando eu me forcei a ficar longe de você um buraco se abriu no peito e sempre que eu ficava só esse buraco aumentava e me sufocava. Mas nada disso se compara com a dor que eu senti quando te vi desmaiado em frente aquela igreja. Eu pensei que você ia morrer.

Eu estava chorando muito e eu sinto ele me abraçar, logo eu sinto alguém me abraçar por trás e beijar minha cabeça.

_ É só eu te deixar sozinho por 2 minutos para um valentão vir te atentar?

E então o sino bate.

_ Eu e o Dany vamos fazer Direito e você Karol?

Ela revira os olhos e diz:

_ Eu sempre quis fazer Direito, não pelo mesmo motivo de vocês dois.

_ Ah é? _ Digo eu limpando os olhos. _ E quais seriam nossos motivos?

_ Ah, sei lá... Defender pessoas inocente e tornar o mundo um lugar melhor. _ Ela diz isso afinando a voz, depois mudando para um tom mais ríspido ela continua: _ Já eu, quero ajudar a condenar os culpados, eu quero que gente safada pague pelo que fez. Mesmo que suas vítimas queiram simplesmente esquecer o que aconteceu.

Ela diz isso olhando para mim e eu sinto uma pontada de indireta. Às vezes eu fico me perguntando o que ela faria se descobrisse que o ‘valentão’ foi um dos garotos que abusaram de mim.

Alguns funcionários da faculdade nos instruíram a ir para o auditório aonde o reitor falaria algumas palavras e seria lido todo o regulamento. Depois seria nos dito a qual sala deveríamos encaminhar.

Eu, Pietro, Karol, Junior, Ricky e Pentelha ocupamos a segunda fileira de baixo para cima. Estão se perguntando quem são esses últimos? São companheiros de Pietro na banda Ordem e Progresso. Junior era mulato ajeitado e muito inteligente que ia começar a cursar Engenheira de Sistemas. Ricky era um rapaz moreno cor-de-jambo, que apesar do seu jeito rebelde, queria seguir os passos do pai e se tornar um Engenheiro Civil (era completamente evidente que Karol e ele sentiam uma forte atração, mesmo que os dois não admitissem). E por fim Pentelha, o nome dela era Victória e ganhou esse apelido por ser valente e intrometida. A contra gosto, iria cursar Engenharia Elétrica.

E enfim, quando anunciaram nossas salas nos separamos. Ficando apenas eu, Karol e Pietro. Na primeira aula, todos os professores que iriam nos dar aula naquele semestre nos aguardavam. Fizemos dinâmicas de memorização para já irmos nos acostumando com os nomes do nosso colega.

Eu realmente me transformava ao lado de Pietro, essa mudança era evidente, avassaladora e rápida. Me apresentei sem nenhuma timidez e tudo que eu precisei fazer foi olhar para ele. Me lembrei o motivo da minha mudança naquele dia em que nos falamos pela primeira vez, o sorriso dele era uma força de atração da minha atenção, como a gravidade.

E sabe como eu sei que ele sente o mesmo por mim: o brilho no olhar que ele ostenta agora, do mesmo jeito que era quando namorávamos. Lembro como sentia falta desse brilho, dia após dia durante as aulas, foi uma tortura pra mim. E todo mundo percebeu a mudança dele. Ele era alegre e espontâneo, mas depois de tudo ficava deprimido e pelos cantos. Cantando músicas com Cry for the moon, ele era cantor de rock, mas não desse tipo. Quando vi essa mudança eu quase me convenci que a coisa certa a se fazer era ficarmos juntos, entretanto pensei que era melhor cada um viver no seu canto.

_ Você não fica preocupado? _ Pergunto para ele durante o intervalo.

_ Com o que? _ Ele pergunta depois de engolir um pedaço de torta.

_ Com o que o Charles disse, que eu ia acabar com você e todas aquelas coisas mais.

Ela respira e me responde:

_ Eu sei que você realmente esconde coisas de mim e tudo mais, mas eu sei que você não me conta por não se sentir pronto e eu entendo. Quanto a você acabar comigo, não me preocupa. _ Ele pega minha e mão e olha nos meus olhos: _ Não me importo em ser machucado, ou até, destruído por você. Sabe por que? Porque você me ama, sei que se você fizer algo que considera errado vai voltar atrás me pedir perdão e isso me basta. Eu sempre vou querer está com você, mesmo que não queira o mesmo. E quando eu sentir que você não me quer mais, eu te deixo ir. Porque amar é isso.

_ Você não existe Pietro!

_ Você merece ouvir isso Dany e eu sempre vou estar aqui pra isso. Pra te lembrar o quanto você é incrível e o quanto você merece ser feliz.

E assim eu passei o resto do meu primeiro dia como bicho (calouro) pensando nessas palavras.

Quando o sino bateu os vet (veteranos) nos esperavam. Era hora do trote, fiquei ainda mais preocupado quando vi que quem organizou isso foi Charles.

_ Olá bichos, meu Nome é Charles e eu vou liderar algumas brincadeiras com vocês. _ Ele olha pra mim e eu sinto um frio na espinha.

O pessoal começa a ficar tenso e ele continua:

_ Calma pessoal! Não vai doer, assim espero. _ Ele pega um palito de dente e diz: _ Eu vou passar esse palito com os dentes pra outra pessoa que recebe com os dentes e ela vai passar pra outra. Se o palito cair paga a prenda. Comecemos.

Ele coloca o palito na boca e vem na minha direção. Ele estava provocando Pietro, que estava com os dentes apertados.

_ Ô cara, quanto antes você pegar menos tempo os bichos vão sofrer. _ Grita um vet atrás de Charles, que me olha com um olhar de desafio.

Eu não ia deixa-lo ganhar, então eu mordo aquele palito e nossas bocas fica muito próximas, vejo que ele ficou surpreso. Depois passo o palito pro Pietro e ele passa adiante. Charles se afasta, mas continua olhando pra mim e se Pietro não estivesse segurando minha mão eu fugiria.

Depois que essa brincadeira acaba com apenas três pessoas imitando animais Charles retoma a fala:

_ Agora façam uma fila como se estivessem no exército.

Fazemos essa fila e os veteranos fazem uma fila na nossa frente. Charles faz questão de ficar na minha frente.

_ Que cara estranho, Dany. Acho que ele quer alguma coisa contigo. _ Karol comenta e Pietro olha torto para ela.

_ Só sei que ele não vai conseguir nada comigo.

Ele pega um chiclete e começa a mascar, todos os veteranos o seguem e eu já sei o que vem a seguir. Começo a ter ânsias de vomito e Charles faz questão de mastigar bem, como que se exibindo para mim.

_ Agora, vamos fazer um trote mais... fortezinho e bem antigo aqui. Vocês terão que pegar esse chiclete que a gente tá mastigando com a boca e chupar por apenas cinco segundos.

Ele vem na minha frente e coloca a ponta do chiclete pra fora. Todos os outros fazem o mesmo. Demora um pouco até um bicho corajoso topar e depois todos fazem o mesmo. O penúltimo é Pietro e eu fico olhando a cara daquele nojento. Ele já havia recolhido o chiclete e começado a chupar mais dois, agora estava mascando de novo:

_ Só vão embora quando o último bicho cumprir a brincadeira. _ Ele diz com a sobrancelha levantada.

O pessoal começa a me pressionar e eu me sinto obrigado a dar um passo à frente. Então outra vez ele coloca a ponta do chiclete para fora. E quando eu pego nossos lábios se tocam, porque a ponta era muito pequena.

Quando eu coloco o chiclete na boca, eu sinto o gosto amargo, então penso que ele deve ter molhado com bastante saliva. Mas então reconheço o gosto: era sangue. Minha ânsia de vômito vem mais forte e eu procuro uma lixeira. Escuto as pessoas rindo e outras dizendo que era muito frouxo. Um vet diz que eu tenho que colocar o chiclete na boca de novo porque não fiquei os cinco segundos.

_ Já chega! Vocês já se divertiram demais, eu e o Dany vamos embora agora. _ Pietro diz me abraçando pelos ombros.

Mais alguns vet barra a gente, então ouvimos Charles:

_ Deixem que vão, mas o Dany tá me devendo uma!

Que nojento, escroto dos infernos. Eu não devo nada a ele. Mas trato de me recompor e quando estamos do lado de fora da faculdade e Pietro me pergunta se estou bem, respondo que sim.

Passamos o resto do dia namorando e eu me esqueci completamente do ocorrido na faculdade. Só Pietro era capaz disso e quando eu disse que tinha que ir embora ele fez uma carinha muito chateada. Ele alugou uma kit net na parte nobre da cidade, perto da facul e da minha casa. Onde ele fez questão de me acompanhar. Chegando em casa eu jantei e conversei com meu pai e minha mãe na faculdade. Disse que era legal e tudo mais, mas não contei do trote.

Fui pro meu quarto e entrei fui tomar banho, quando voltei levei um baita susto. Charles estava sentado na minha poltrona, folheando meu álbum de fotografias de quando eu era criança.

_ Como você entrou aqui? Sai daqui agora!

_ Você que tem que aprender a passar o trinco na janela Dany. E eu não vou sair antes de conversar com você.

Estou muito nervoso, estou só de toalha, e não quero chamar a atenção do meu pai.

_ Você tem um corpo tão sexy Dany, adoraria te jogar nessa cama e te mostrar quem é que manda.

_ Nem pense nisso. _ Minha voz sai num fiapo.

_ Cadê aquela coragem toda Dany? _ Ele pergunta se levantando. _ Acho que você já viu que eu tenho o poder de transformar a sua vida em um inferno.

_ Você já fez isso! _ Eu digo em um tom mais calmo.

_ Tudo bem, mas agora eu vou matar seu namorado.

Fiquei desesperado. Ele não podia fazer isso!

_ Por favor Charles...

_ Shhhhh... Você quer salvar a vida do seu namorado? Faria qualquer coisa pra que ele ficasse bem?

_ Qualquer coisa. _ Eu digo chorando.

Ele vai até atrás de mim e tranca a porta. Pegando nos meus ombros, ele fala ao meu ouvido. Ele tira algo do bolso e eu vejo o que é, o canivete daquele dia.

_ Você vai tirar essa toalha, se deitar na cama de bruços e vai ficar caladinho enquanto eu rasco esse seu rego com o meu canivete.

_ O quê? _ Pergunto assustado.

_ Ou isso ou o seu ‘Pietro’ no caixão.

Quem me visse fazendo isso sabendo só uma parte rasa da história, me acharia ridículo por obedecer ao Charles. Mas todo mundo sabe o Tobias Ferraz foi capaz de fazer para conseguir dinheiro e poder, e ao que tudo indicava Charles tinha puxado a esse lado maníaco do pai. Um cara que era capaz de tudo.

Sinto a ponta fria do canivete adentrar no meu bumbum, Charles fica desenhando por um enorme espaço de tempo, então de repente ele tira o canivete de lá. Começa a dar beijinhos e vai subindo em cima de mim. Sinto o enorme volume dele na minha bunda enquanto ele mordisca meu pescoço.

_ Ninguém pode ser tão bom.

Eu não entendo nada, apenas fico calado.

_ Tenho certeza que você só superou o estupro por causa do carinho da sua mãe e da sua amiguinha, como é o nome dela? Karol, né?

_ O que você quer de mim? _ Estou chorando muito.

_ Você é contra as leis naturais, quando você é tão bom, interfere em coisas além do seu alcance. A benevolência é capaz de vencer guerras. Por isso que eu vou te tirar as pessoas que você mais ama, transformar sua vida num inferno e só vou descansar quando eu ver esse brilho no seu olhar apagado.

Estou muito confuso, ele pega meu cabelo puxa e continua a falar no meu ouvido com uma calma assustadora:

_ Eu vou te tirar toda essa sua inocência, bondade e empatia. Vou transforma-lo em algo vil, te transformar em alguém assim como eu. Meu pai diz que pessoas como você tem que ser detida. Nem que seja com a morte. Mas não me preocupo com a possibilidade de ter que sujar minhas mãos. Só de olhar pra mim você quase matou uma pessoa, não vai demorar pra você explodir outra vez.

E então rapidamente e sai de cima de mim e pula a janela, me deixando muito confuso.

(@Comentario do autor)Pessoal desculpa o atraso hoje, mas cheguei em casa já era uma hora da manhã. Como eu tô muito cansado respondo os comentários amanhã. Mas digam ae: Por que será que Charles se importa tanto com o que tem no coração do Dany?

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Comentários

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Algo deve ter acontecido com eles no passado ou Charles sente algo por Dany! Se eu fosse vc, eu me vingaria da forma mais terrível e torturante! Tô adorando e espero o próx cáp.

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A história tá cada vez melhor, se essa história fosse para o lado místico eu acho q ficaria legal, adoro essas coisas. Há não sei o que o Charles tem só espero que vc me surpreenda!

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Que o Dany liberte esse "monstro" e que o único que saia ferido seja o Charles, ele vai morrer né? Por favor :D

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Isso é amor não correspondido.

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O dany é burro demais, pq não tranca a janela, e pq diabos não se vinga. ele é muito mole .

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Não tem nada a ver com magia isso né!? Pfv... Tipo o Dany ser o escolhido e blablabla kkkk porque o conto está tão bom que essa temática o levaria pra outro lado... Quanto aos motivos do Charles, deve ter acontecido algo no passado deles.

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