..Unidos pelas diferenças.. capítulo 10

Um conto erótico de Higor Melo
Categoria: Homossexual
Contém 2524 palavras
Data: 11/11/2014 23:56:49
Assuntos: Gay, Homossexual, Romance

Sabe que eu não gosto de falar no assunto filho,então por que insiste? — Ele me respondeu com um tom triste na voz.

— Eu so acho que ela deve ser lembrada com carinho pai,falar sobre ela as vezes não é tão mal,lembrar das coisas que ela gosta,como algum tipo de homenagem a ela. — Falei olhando firme em seus olhos.

— Acho que você tem razão,é muito errado da minha parte não falar dela,mas é que doi tanto saber que hoje ela não está aqui,e sabendo que foi culpa minha. — Ele começou a chorar e enxugar as lágrimas,eu segurei suas mãos e olhei bem fundo em seus olhos.

— Não foi culpa sua,ouviu pai,o que aconteceu foi culpa do destino,nunca mais quero te ouvir falar uma coisa dessas.

— Mas eu poderia ter ido buscar ela no serviço,nada disso teria acontecido,ela estaria aqui hoje. — Ele voltou a chorar e as pessoas da mesa ao lado começaram a olhar. — Levantei e o abracei,ele segurou em mim e não aguentou as lágrimas.

— Olha pai,não sei o que poderia ter acontecido,mas sei que o que aconteceu não foi culpa sua,para de pensar nisso,a vida segue,a gente so tem que continuar lutando. — Olhei para o lado e vi que todos olhavam,minha raiva foi tanta que falei irritado. — Vocês não tem nada para fazer não,até parece que vocês não tem problemas,bando de intrometidos. — Todos se viraram e não olharam mais.

— Se acalma filho,eu já to melhor,vamos sair daqui,preciso te mostrar um lugar. — Ele se levantou,e pagou a conta.

— Aonde vamos? — Perguntei todo curioso.

— Um lugar muito especial pra mim. — Agora havia um sorriso em seu rosto.

Saimos do restaurante e entramos no carro,mas dessa vez quem iria dirigir era eu. Liguei o carro passei a marcha,e sai para a estrada. Meu pai mandou seguir o morro e ir até palmas,era a cidade mais famosa por aqui,a maioria dos moradores eram ricos,já que a cidade ficava de frente pro mar mais lindo e famoso do da região. Subi o morro e depois desci,já dava pra ver o mar de longe. Depois que desci o morro, fiz a curva e entrei na cidade,como era linda anoite,com todas as luzes ligadas,e aquela lua maravilhosa iluminando o mar, que raramente ficava calmo. Era cheia de prédios e mansões recém construídas,a cidade que a pouco tempo era um monte de mato,hoje era cheia de riqueza,e beleza. Meu pai mandou continuar,já imaginava que seria para a casa de praia da nossa família,que ficava na parte afastada da cidade,e bem de frente pro mar,só não sabia o que ele ia fazer ali,já que pelo que Higor fala,a família so vem pra cá nos feriados e fins de semana. Minha conclusão estava certa,nosso destino era a casa,andei pela cidade até pegar a parte da trilha,era tudo cheio de árvores,so com o espaço pros carros passarem. Parei em frente ao portão,com o muro feito de plantas,era muito lindo.

Deixamos o carro do lado de fora e entramos,era exatamente como me lembrava,uma casa grande de dois andares,por que minha família é enorme,a casa era decorada com rochas,a praia ficava bem de frente pra casa,o jardim era enorme,a praia era completamente nossa,já que era uma parte que poucas pessoas iam,já que era um local de difícil acesso,pelo fato de ser coberto por árvores,so nós que tínhamos casa aqui víamos,por guardavamos o carro,mas hoje meu pai disse que não precisava. Nem entramos na casa,meu pai foi direto pra praia,e eu o segui,caminhamos pela areia,com a água em nossos pés,já que era maré alta,as árvores bem do ladinho,e aquela lua,davam aquele lugar um charme encantador. Caminhamos até umas pedras que meu pai começou a subir,e eu fui junto. Lá no topo tinha um pedaço de rocha gigantesco,que acumulou tanta areia com o tempo que parecia um solo normal,tinha até grama,nos sentamos ali.

— Sabe por que te trouxe aqui hoje?? — Ele me perguntou todo empolgado.

— To muito curioso. — Falei olhando pra ele.

— Aqui foi onde eu e sua mãe nos beijamos pela primeira vez sabia,esse lugar se tornou ainda mais especial pra mim quando eu pedi a mão dela em casamento e ela aceitou. — Ele falava com tanta felicidade.

Meu coração apertou,senti tanta emoção nessa hora,foi ali que esse amor gigantesco começou,amor do qual sou fruto,me sentia tão emocionado que não conseguia falar,apenas ria igual a um bobo,e o abracei.

— Te amo pai,te amo muito. — Ele me abraçou ainda mais forte.

— Também te amo muito filhão,e quero que você saiba que sempre vou te apoiar,se você fizer a coisa certa.

— Brigado pai,esse lugar é muito especial.

— O lugar perfeito para você trazer uma certa pessoa.

— Com certeza. — Esse seria o lugar onde eu traria o Vitor,e somente ele.

— Então é isso filho,a partir de agora chega de tristeza,como você diz,é bola pra frente,so o que fica são as lembranças boas.

— É isso ai paizão.

Conversamos mais um pouco, mas agora sobre outros assuntos como futebol,filmes,política e por aí vai. Fomos embora,mas antes entramos na casa para dar uma olhada,estava bem organizada até. Pegamos a estrada e dentro de uns 25 minutos estávamos em casa. Fui dormir,estava tão cansado,so bati na cama e peguei no sono,não vi mais nada depois disso

Acordei com o celular tocando,era umas 7:30 da manhã,olhei era o Vitor,Cara como ele acordava cedo,atendi o telefone quase dormindo :

— Alo...ooo. — Atendi o telefone bocejando.

— O preguiçoso,levanta que daqui a pouco to passado ai pra gente ir pra cachoeira,atarde tenho que sair,dai tem que ser de manhã.

— Ta bom lindo,já to levantando,te espero aqui.

— Ta bom simpático,bjs.

Eu achava engraçado que não dizíamos mais eu te amo,era como se o sentimento já estivesse ali,não precisava ser dito. Fui me arrumar pra madame não reclamar depois. Vesti uma regata e um short de malha leve,pra poder nadar. Fui pra sala e escrevi um bilhete pro meu pai,avisando que ia sair,já que ele estava dormindo. Sentei no sofá pra ver um pouco de tv,mas não deu tempo,Vitor já estava ligando avisando que já tava na frente de casa,levantei e fui pro portão. Lá estava ele,usando uma regata vermelha,com um short da mesma malha que o meu,so que o dele era preto,o meu azul.

— E ai parceiro. — Ele me comprimentou como se fossemos apenas amigos,não entendi nada.

— Que?

— Olha pro lado. — Ele falou sussurrando que quase não entendi.

Quando olhei,vi que meu vizinho estava na janela da casa dele,era um bom sujeito,mas era muito fofoqueiro,imagina se visse alguma coisa.

— Daew amigão. — Cumprimentei Vitor como se fossemos so amigos.

— Vamos.

— Claro,Bom dia seu Juca. — Cumprimentei agora meu vizinho.

— Bom dia Derek. — Ele comprimentou de volta.

Eu e Vitor nos viramos e começamos nosso caminho,caminhando naquele sol fresco da manha.

— Que sorte que você falou primeiro. — Falei pra ele quando já estávamos bem distantes.

— Por que?

— Porque eu ia te chamar de amor. — Dei uma risadinha.

— Imaginei,por isso tratei de falar primeiro,já te conheço,é super descuidado. — ele também deu uma risadinha.

— E você é cuidadoso demais mocinho.

— Cuidado nunca é demais,sabia.

— As vezes pode virar paranóia. — Adorava provocar ele.

— Mas não sou paranóico.

— Ainda não,mas logo vai ficar,namorando comigo.

— É, tinha esquecido esse detalhe.

— Idi,não precisava ter concordado. — Gargalhamos juntos.

Finalmente saímos da estrada e pegamos a trilha. O sol estava de matar,nessa época ainda era muito calor aqui,so começava a esfriar no final de abril,e faltava mais de um mes ainda. A nossa sorte era as árvores ao redor,que provocavam uma sombra otima,mas mesmo assim não fugiamos do gigantesco calor. Eu e Vitor conversamos muito no caminho. A cada minuto,a cachoeira parecia mais longe,eu estava louco pra me jogar naquela água gelada,mas nesse ritmo eu que ia ficar sem água no corpo de tanto suar. Durante o caminho conversamos sobre vários assuntos,mas sem mencionar os problemas que nosso relacionamento traria,sobre nossos pais e tal,eram so coisas boas,para esquecer os problemas. O principal assunto no caminho foi sobre filmes,uma das poucas coisas que tiamos em comum,gostar de filmes. Até que em determinado ponto da conversa :

— Já imaginou que louco se o Downey Jr. Não fizesse mais o homem de ferro. — Comentei com Vitor, limpando o imparável suor de meu rosto.

— Eu não assistia mais ao filmes do cabeça de lata,e nem comenta isso com teu primo,ele pira so de imaginar kkk. — Me respondeu ele.

— Ele é viciadão mesmo,e você trouxe o Ovo?

— Ovo. — Perguntou ele sem entender meu sarcasmo como sempre.

— É, pra fritar na minha testa haha.

— Você e seu sarcasmo né lindo. — Aquele sorriso lindo apareceu em seu rosto.

— Sempre,você parece o Sheldon, não entendendo sarcasmo sabia.

— Quem?

— O Sheldon do The Big bang theory,não sabe quem é?? — Como ele não conhecia o Sheldon cara.

— Ah,um que fala bazinga??

— Esse mesmo.

— O Higor fala nele direto,principalmente esse bazinga.

— É, ele também gosta dessa série.

— É né, vocês são um a copia do outro,se fossem irmãos não seriam tão parecidos. — Falou ele limpando o Suor.

— Não acho a gente tão parecido assim. — Comentei passando a mão atrás do pescoço.

— Ta me zoando né,vocês são iguais em quase tudo,quer ver,so reparar em vocês dois juntos.

— Se tu diz,essa cachoeira ta muito longe?

— Ta quase,so uns minutinhos e chegamos lá.

Saimos da trilha e entramos no meio das árvores,descemos um pequeno morro,e atravessamos uma pequena ponte,obviamente feita por quem ia para a cachoeira. Já dava pra ouvir o barulho da água caindo,não andamos nem um minuto mais e chegamos, ai eu vi que a caminhada valeu cada passo. Era lindo,era meio que um minúsculo penhasco,e a cachoeira bem embaixo,era toda redonda,com as árvores ao redor,água cristalina,com rochas muito bem posicionadas,e uma corda presa na arvore,para os moleques se divertirem. Ainda tinha um caminho so de pedra que levava outra parte da cachoeira,mas Vitor disse que poucas pessoas vão lá,por que é muito cansativo subir tudo aquilo. Não esperei mais nada pra pular dentro daquela água perfeitamente linda. A água deu um calafrio no início,mas logo já ficou ótima pro banho,Vitor pulou logo atrás,deu um longo mergulho e saiu bem do meu lado,e me roubou um beijo gostoso.

— Seu Safadinho,desse jeito eu não aguento. — Falei lhe roubando outro Beijo.

— Mas vai aguentar meu gostoso hehe.

— Não provoca a arma,que ela dispara em. — Falei no seu ouvido, o abrançando por trás, com meu Membro roçando em sua bunda.

— É mas hoje essa arma não vai disparar em mim meu lindo,então guarda o instrumento. — Ele se afastou e mergulhou de novo,se fosse outro eu teria ido embora,mas não senti essa vontade com ele,eu queria continuar ali com ele,então cheguei a conclusão que ele realmente me mudou,e para melhor .

— Amor,vamos fazer uma coisa que sempre quis fazer?? — Me pediu Vitor.

— Claro meu lindo.

Ele me puxou pra baixo da água e me deu um longo e maravilhoso beijo.

— Agora sim,me senti parte de um filme de romance haha. — Ele falava todo feliz.

— Ai meu deus,era isso que tu queria fazer?

— Claro.

— Amei.

Ficamos ali por um tempão,nadando, conversando,rindo, brincando,e assim se passou rapidamente aquela manhã perfeita. Fomos embora já passava do meio dia,como o tempo passa rápido quando nos divertimos né. Sabe aquela sensação que você não consegue explicar,aquele sentimento que não tem palavras para descrever,que você simplesmente sente,não tem explicação,é algo que vsi fluindo naturalmente,até se tornar tudo para você,isso na minha opinião é o amor,era o que eu sentia por ele,era algo além do físico,é isso dai e pronto.

— Vamos subir nas pedras,a vista de lá é linda. — Falou ele já me puxando em direção as pedras.

— Ta vamos. — Eu achava perigoso,mas se o senhor certinho queria ir,quem era eu pra discordar,e qual a graça da vida sem uns riscos né.

Saimus da água e começamos a subir na primeira pedra,que chegou a arder meu pé,de tão quente que elas estavam,o sol batia direito nelas a essa hora da manha. Era realmente alto,e se não tomasse cuidado,seria muito perigoso,ainda mais pelo limo,e pelo fato de estarmos molhados. Demoramos uns dez minutos para subir até o topo,era realmente cansativo,porém a vista compensava e muito. No topo,podíamos ver como o penhasco era alto do outro lado,e era rochas puras,não imagino que alguém sobreviveria se jogado daqui de cima,acho que vou trazer meu professor de Geografia aqui,sem nenhuma pretenção de maldade é clarooooooo. Ficamos ali sentandos,conversando,com o sol torrando minha cabeça. Os assuntos da conversa foram variados,quase sempre evitando o assunto de quando nos assumiriamos. Depois daquele dia,as semanas passaram rapidamente,e cada vez estávamos mais próximos,eu vivia na casa do Vítor e ele na minha. Nada de muito interessante ou mirabolante aconteceu. Mas como a paz nunca dura para sempre,os problemas so estavam começando. E o principal deles começou enquanto estávamos toda a turma reunida na frente da escola, esperando a hora de entrar,quando ela apareceu.

— Oi meu amor. — Eu me virei e vi uma loira linda se jogado nos braços de Vitor,e o beijando na boca.

— Mas que porra é essa. — Falei bem alto,e todos olharam,quem era aquela vaca desgraçada,que estava agarrando meu namorado...

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Boa noite peaple, so gostaria de avisar que a partir de agora vou demorar a postar,pelo fato de que trabalho em restaurante,e agora estamos na temporada de verão,e aquela porra lota. Ainda tem a escola,que embora eu já esteja passado,essa semana tem começa a temporada de provas finais,e não quero diminuir minhas notas,e vou ajudar muitos amigos meus que estão em serias situações. Outro motivo é que ando passando muito tempo escrevendo,e estou tendo pouco tempo pra minha namorada,e já passei tempo demais longe dela,então como não quero perde-la,vou passar mais tempo com ela. Amanhã vou viajar com ela,e so volto no domingo a noite,aproveitar que essa é a última folga prolongada em meses. Não tenho previsão pros próximos capítulos,mas vou escrevendo,quando der eu posto. UM BEIJÃO E UM ABRAÇÃO A TODOS VOCÊS ;)

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