Circuitos do amor

Um conto erótico de liahbook
Categoria: Homossexual
Contém 1307 palavras
Data: 09/11/2014 13:17:45

- Preencha a ficha e me entregue. - Ordenou a moça da recepção ranzinza.

"Oh meu Deus se eu precisar de ajuda pra conseguir essa vaga to perdida".

Quinze perguntas para trabalhar como bombeiro, Gabriela tem o curso de bombeiro e se candidatou para a vaga em um hotel aquático. Chegou atrasada e implorou por uma oportunidade de fazer a prova.

"Gente, eu pensei que a vaga era pra bombeiro e não pra alguém graduado na faculdade. O que é isso, Senhor!?"

Terminou de preencher, devolveu a folha.

- Obrigada.

Gabriela esperava o elevador, olhou para a recepcionista disfarçadamente, ela lia as folhas preenchidas, jogando fora algumas sem mandar para o RH do Hotel.

"Ah, filha da....mãe! Minha prova não vai pro lixo, não".

Voltava para tomar satisfação de repente ouviu uma gritaria vindo do andar de baixo, no térreo um casal estava apavorados, gritando "Help". Gabriela olhou pela janela, uma menininha de aproximadamente uns 3 anos se debatia na água, se afogando. Nenhum profissional por perto, ninguém fazia nada para ajudar...

Sem muito tempo para pensar Gabriela correu escada abaixo, pulando na piscina de roupa, mergulhando atrás da pequena. A menina estava sem reação dentro da água, isso facilitou o resgate. Assim que estava fora da água aplicou seus ensinamentos em reanimar a vítima, em 2 minutos a menina cuspia água, tossiando.

- Trank you. Oh my god... Jesus... Mariah. - Abraçaram a filha.

O pai da menina fala Portugues brasileiro, tirou 100 dólares da carteira e ofereceu, agradecendo.

- Olha, você podia me ajudar mais se dissesse à Gerência sobre o salvamento, pois há uma vaga para salva-vidas no hotel e eu me candidatei.

- Sem problemas.

Gabriela saiu sorrindo, adoraria ver a cara da recepcionista ouvindo a história, mas estava atrasada.

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A toalha no trinco da porta avisava que o quarto estava sendo usado para sexo selvagem descompromissado, encostou na parede, sentada, relaxando. Tirou um livro da bolsa, colocou o fone no ouvido para abafar os gritos de dentro do quarto, aquilo mal parecia sexo, parecia esquartejamento pelo barulho.

Conferiu o relógio, 11:30h. Se esperasse mais iria chegar muito atrasada na faculdade, bateu na porta:

- Chega, Camila. Abre essa droga de porta! Você sabe que eu tenho que ta na faculdade às 13h.

Dois minutos depois sai um rapaz apertando o cinto, sorrindo, com os cabelos bagunçado.

- Bom dia, gata.

- Cai fora! - Entrou. - Todo dia isso, Camila! Eu não aguento mais, deixa eu arrumar um emprego e eu vou embora pra sempre.

- Fala sério, maninha. Né por nada não, mas acho que faz tempo que minha irmazinha não da essa buceta dela, kkkkk.

- Cala boca, mew! - Jogou um travesseiro em Camila. - Fui la ver aquele trabalho de Bombeiro e eu vi a FDP da mulher jogando algumas provas texte no lixo antes de mandar pro RH.

- Que vaca! Deu uma surra nela, ne?

- Quem ta merecendo uma surra é você, olha o estado que ta nosso quarto! Pensei que essa pensão fosse de respeito...

- Ah, fazer o que se os filhos da dona amam uma morena e dao muito no coro!? Esse menino, mds que delicia!

- Me poupe dessa merda toda. Gente que nem eu vai atrás de trampo e estuda, não tem tempo pra fica metendo toda hora.

- Não mandei meu marido morrer, mana. Foi um acidente de trabalho. Deixou essa merreca de pensão, nem aluga uma casa eu posso.

- Obrigada viu. Também não acho um paraíso ter que dividir um quarto nessa pensão com você. - Amarrava o cardaço do tênis.

- Sabe que eu não quis dizer isso, ne? Eu te amo como uma irmã, adoro sua compania. Só acho que você podia transar de vez enquando pra parar de ser chata, rsrs. - Pulou em Gabriela, derrubando ela na cama, beijando seu rosto. - Porque a gente nunca ficou, hein?

- Sai de mim, não curto incesto. Tchau, to atrasada.

Estranhou a pergunta, Camila senpre foi superhetero e agora vem com esse papo. Se conheceram na faculdade, tinham uma matéria em comum e amizade surgiu rápida em um barzinho com amigos relacionados. Seu marido morreu em um trágico acidente na empresa, o caminhão à gás explodiu com ele dentro.

A família do marido dela tomou a casa, o carro e a moto, presente da mãe do falecido de uso fruto enquanto estivesse vivo. Com 1.100,00 reais de pensão, mal consegue pagar a faculdade de administração, então decidiu alugar um quarto de pensão, falou com Gabriela e elas alugaram aquele quarto. Moram juntas há pouco mais de 1 ano.

O luto de Camila durou pouco, ela gostava de seu marido, da vida que a mãe dele proporcionava ao filho e consequentemente a ela, mas não o amava, então em menos de 1 mês ja estava na cama com outros homens e assim segue transando sem compromisso.

________

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O carro não estava em alta velocidade, mas o impacto jogou Gabriela na calçada. A porta do carro abriu, uma mulher vestida de branco saiu do carro, apavodada:

- Tudo bem, moça? Claro que não, ne! Droga! Vem, vou te levar para o hospital. Não! Não pode mexer no corpo... Fica quetinha ai, vou ligar para uma ambulancia.

Gabriela sorriu com o desespero da mulher, ela estava bem, sentiu uma leve tontura devido ao susto, um arranhao na perna e dor no traseiro por bater contra o concreto duro da calçada, não passava de coisa leve.

Cinco minutos depois uma ambulancia diferente parou ao lado do carro no sinal, prestando um ótimo atendimento, não era filial do SUS.

"Gente, isso que é hospital... Olha essa cama! 0.0" - Apertou o colchão macio, sorrindo.

- Então, Dr. Junior?

- Nada grave, ela esta bem. O corte na perna ja foi limpo, ela tomou uma injeção para a dor, agora esta descansando.

- Posso vê-la?

- Dra. a clinica é sua, esteja a vontade. - Sorriu.

- Obrigada. Bom trabalho. Ah, me lembre de aumentar seu salario. - Sorriu.

- Vou cobrar. - Sorriu e seguiu pelo corredor, entrando em um quarto.

Ela olhou mais uma vez pelo vidro, a moça atropelada sorria, olhando tudo ao redor, maravilhada. Entrou, os olhares se cruzaram e ela se sentiu estranha, não sabia por que.

- Como se sente?

- Em um SPA. Olha essa cama, parece um sonho! Eu podia ficar deitada aqui o dia todo se eu não tivesse faculdade agora. Falando nisso, que horas são?

- Uma e quinze.

- Ah mds, to atrasada. Tenho que ir. - Levantou, sentiu uma tontura, balançou, sendo amparada pela mulher que a atropelou.

As duas sentiram o arrepio, os pelos ouriçados, naquela fração de segundo onde se tocaram entre o cair e voltar para a cama.

- Precisa ficar deitada, esta sobre efeito de medicamentos. Vou lhe fornecer um atestado, não tera falta na faculdade, fique tranquila. O conteudo tambem sera restaurado, não se preocupe.

"Ta se achando a Deusa do Universo?" - Gabriela fez bico, pensando.

- Me chamo, Radsha. Todos me chamam de Rad, quando não estou trabalhando. Sou a dona deste hospital. Sou Neuro cirurgiã. Não precisa ter medo, não a sequestrei para roubar seu rim, rs.

- Certo. Ja que vou ficar trancada aqui, tenho direito a uma ligação.

- Ok. - Tirou o celular do bolso, entregou a ela.

- Se for uma chamada de looooooonga.... distância?

- Eu posso pagar. Estarei ali fora, te olhando pelo espelho.

- Ah, não tem cameras? Que decepção, rsrs.

"Ai mds, que criança. Melhor eu sair antes que eu perca o resto da minha paciencia." - Radsha sai.

Gabriela avisou Camila sobre seu pequeno acidente, sobre a possibilidade de não ir para "casa" hoje. Camila não gostou nada do que ouviu, sua amiga elogiou a beleza da médica, contou sobre a riqueza dos moveis da clinica..., ela parecia bem interessada.

- Qualquer coisa me liga, eu paro tudo e vou te buscar. Você é pessoa mais importante do mundo pra mim.

- Ontty, linda, amiga. Também te adoro, coração. Agora tenho que desligar, beijo.

- Beijão.

"Camila ta muito carinhosa..."

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Comentários

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muito bom liah continua logo bjs

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Espero novas emoções com seu novo conto,continua

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