Circuitos do amor _8_

Um conto erótico de liahbook
Categoria: Homossexual
Contém 864 palavras
Data: 29/11/2014 15:34:04

- Não!... - Gabriela se desesperou, correndo para auxiliar.

Usou um guardanapo para conter o sangue no peito de Radsha. A respiração fraca impedia Radsha de falar, mas ela tentava se despedir.

- Rad calma, vai ficar tudo bem. O socorro já está vindo.

- Gabriela eu... Eu... Eu amei cada segundo que... Nós passamos...

- Isso não é uma despedida né? Você vai ficar bem, eu prometo.

- Dói muito... Não vou... Aguentar...

- Fica comigo, Rad. Não vai embora, por favor.

O pano estava enxarcado de sangue, Radsha agonizou mais uns instantes e apagou.

- Não! Droga! Meu Deus, não leva ela. Não agora... - Chorou junto ao corpo inerte.

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Camila tentava fugir pelo estacionamento, alguém a segurou pelo braço, em suas costas. A arma ainda estava em sua mão, tentou atirar mais uma vez, o revólver travou no exato momento em que a polícia chegou armada dando ordem de prisão.

- Quem é você? - Perguntou Camila.

Hayssa conduziu os socorristas sem nada responder à Camila.

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- Rápido, ela ainda está respirando. Entubar, vamos, vamos. Senhora, tem que soltar a mão dela. Nos deixe trabalhar, por favor.

- Eu vou com ela. É minha namorada.

- Tudo bem, mas não atrapalhe.

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- Diego, vamos para casa.

- Vou ajudar a minha namorada.

- Você vai perder tudo se seguir por esse caminho. Entre no carro e vamos embora, agora.

- Pai, ela está grávida.

- O quê???

- Eu não vou abandonar meu filho por causa de dinheiro. Pai, eu não sou você. - Diego entrou no carro e saiu acelerando atrás da viatura polícial.

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Melissa foi avisada sobre o ocorrido. No hospital encontrou uma mulher chorando muito na sala de espera, suas mãos ainda sujas com sangue, os cabelos bagunçados, o uniforme em desalinho, seu rosto inchado e vermelho, banhado por lágrimas.

- Oi, sou Melissa. Eu trabalho para a Radsha. Sou o mais perto de uma mãe que ela tem.

Gabriela não teve forças para falar nada, apenas aceitou o abraço consolador.

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- Como você está?

- Diego, isso aqui é uma delegacia. Como acha que eu estou? Aí, isso aqui tá muito apertado.

- Calma, o advogado já deve estar chegando. - Segurou a mão dela, Camila puxou. - Porquê você me trata assim?

- Eu não te chamei aqui, Diego. Vai embora!

- Não vou deixar você aqui com meu filho na barriga.

Camila gargalhou.

- Sabia que são dois? Ah não, você não vai chorar né? Isso é patético! Essa coisa que tá dentro de mim pode ser de qualquer um, afinal não precisava muito pra foder comigo.

- Você não está bem do juízo. Isso é bom para sua defesa. Ótimo, continue mantendo essa farsa.

- Você tá obssescado por mim.

- Eu gosto muito de você, é diferente. Vai ficar tudo bem, eu vou cuidar de você.

- Diego você me dá nojo. Sai daqui. Sai! Anda!

- Vai se machucar, princesinha. - Tirou o chapéu e colocou na mesa. - Cai fora, rapaz. Você é surdo ou quer ficar preso junto com sua namoradinha?

- Eu voltarei Camila.

- Já vai tarde.

Diego saiu com muita raiva. Quem melhor do que Gabriela para explicar o quê aconteceu? Iria lhe fazer uma visitinha.

- Agora somos só nós dois já podes parar de fingir. - Cantou o delegado. - Tentiva de assassinato, uma única bala no peito. Porquê?

- Não sei do que está falando.

- Vai falar só em juízo?

- Vou falar quando eu quiser.

- Tudo bem. Boreu joga ela na cela 12 com a esquartejadora.

- Não, tudo bem, eu colaboro.

- Claro, rsrs.

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Melissa levou Gabriela até a cantina, pagou café para elas e se sentaram em uma mesa. Gabriela não tinha mais lágrimas para chorar, bebeu o café em silêncio. Olhou um homem de terno entrar na cantina, acenou para Melissa, depois veio ao encontro delas.

- Sinto muito, Melissa. A culpa é minha, eu devia ter ido com ela.

- Você não podia ter adivinhado. Sente-se. Quer um café, Jonas?

- Não, obrigada. Ei, moça - tocou o ombro de Gabriela - você está bem?

- Não. Nada bem. Só vou ficar bem quando ver a Radsha. Quando vou poder vê-la? Hein? Quando? - Segurou no terno de Jonas o puxando.

- Calma, moça. Para início de conversa quem é você?

- Gabriela. Eu sou... A...

- Amiga da Senhora Radsha. Inclusive ela trabalha no hotel onde a tragédia aconteceu.

- Isso está muito estranho...

Médicos entraram assustados na cantina, com formulário na mão, o colocou em frente à Melissa na mesa.

- Vamos precisar operá-la de urgência. Radsha disse que se algum dia acontecesse algo como isso, você ia decidir, Melissa. Assina.

- Preciso ler isso aqui. - Pegou o papel, mas o tomaram dele.

- Desculpa Dr. Jonas, não temos tempo para isso. Melissa.

- Tudo bem. - Assinou. - Salva ela.

- Vou fazer até o impossível. Vamos.

A equipe voltou para a sala de cirurgia, a roupa foi vestida pela assistente, a máscara e a luva. A vida de Radsha estava nas mãos de 8 pessoas, as melhores do país.

- Não importa qual a religião, numa hora dessas a única coisa que podemos fazer é rezar. - Melissa segurou na mão de Gabriela e Jonas, fecharam os olhos e fizeram suas preces.

***

[[bom está acabando. será que radsha vai sobreviver? como camila se saiu com o delegado? e diego qual atitude tomará para saber a verdade? não perca o cap.09]]

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Comentários

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mto bom vc gosta de um suspense nehvamos la ansiedade a mill

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