COM MAIS DE SESSENTA ANOS DE IDADE, NUNCA HAVIA SIDO PENETRADA - O PAPAFIGO- Parte 05

Um conto erótico de Ehros Tomasini
Categoria: Heterossexual
Contém 2173 palavras
Data: 24/10/2014 20:36:22
Última revisão: 23/12/2016 03:23:31

O PAPAFIGO - Parte V

Ela estava muito envergonhada de ter desmaiado no decorrer do coito. Tinha nas mãos uma xícara de café que eu havia preparado às pressas. Pediu-me desculpas pelo ocorrido que eu procurei minimizar. Mas confesso que eu estava decepcionado. Era a segunda vez que eu me via frustrado em sexo em menos de dois dias.

Para quebrar aquele momento de mal estar, perguntei o que ela pretendia fazer a partir de então, com relação ao desaparecimento do meu filho. Ela respondeu:

- Quero deixar claro que meu interesse nesse caso é parecido com o seu: ambos queremos encontrar nossos filhos. Confesso que temos mais chances de encontrar o seu, mas para isso você precisa me dar informações que me sejam úteis na procura. Acha que o sequestrador vai ligar para pedir resgate?

Não, eu não achava. Estava crente de que meu guri havia sido raptado pelas duas mulheres que me sequestraram. Mas eu não queria acusar ninguém, por enquanto. Eu poderia estar enganado e, de repente, mãe e filha poderiam não ter nenhum envolvimento no desaparecimento dele. E a empregada? Não seria ela também suspeita? Aí meu celular tocou. A policial disfarçada correu para atender. Antes de o fazer, mostrou-me o número. Perguntou se eu o conhecia.

- É o celular da namorada do meu filho - respondi.

- É a tal que procuramos?

Nem cheguei a responder, ela atendeu a ligação. A pessoa que lhe falou pediu que me passasse o aparelho. Ela não se fez de rogada.

- Disseram-nos que a Polícia esteve no restaurante à procura dos garçons. Jamais achei que você seria capaz de denunciar que nós te sequestramos. Por acaso, não gostou do sexo que teve conosco?

- Vocês sequestraram meu filho. Estão querendo quanto pelo resgate?

- COMO É QUE É??? - gritou ela, e me pareceu convincente - DE QUE MERDA ESTÁ NOS ACUSANDO? NÃO ESTAMOS SABENDO DE NADA! O QUE ACONTECEU AO JÚNIOR?

Seu espanto e preocupação pareciam sinceros. Fiz um resumo do desaparecimento dele, antes que a policial me tomasse o celular das mãos. No entanto, quando Dimeia ouviu a voz dela, desligou o aparelho. Tive que ligar novamente e insistir para que atendesse a ligação. Quando o fez, e certificou-se de que era mesmo eu quem falava, ela simplesmente disse:

- Ache uma maneira de se livrar da Polícia e eu te ajudo a encontrar o Júnior. Em troca, você me ajuda a salvar minha mãe.

- O que aconteceu a ela? - perguntei, mas não obtive resposta. Ela encerrou a ligação.

A policial esperava ansiosa para que eu dissesse o que havia conversado com a mocinha. Respondi:

- Ela não estava sabendo do rapto do meu filho. E me pareceu sincera.

A policial olhou-me demoradamente, depois pediu que eu marcasse um encontro com a garota. Mas não demonstrasse que a Polícia estaria monitorando os passos dela. Fingi concordar mas, intimamente, eu preferia me encontrar a sós com a menina. Estava, mesmo, convencido da sua inocência no desaparecimento do meu filho. A própria investigadora me deu a chance de um encontro sigiloso, quando disse:

- Marque esse encontro, enquanto vou à Delegacia conversar com meu irmão. Escolha um horário à noite, quando ficará mais fácil segui-la sem sermos vistos.

Disse isso e começou a se vestir. Liguei novamente para a menina, mas seu celular estava desligado. A policial parecia já esperar por isso. Pediu-me que eu demorasse umas duas horas e depois tentasse novamente. E ligasse para si, que estaria na delegacia. Saiu imediatamente, sem nem me dar um beijinho de despedida. Acho que ainda estava empulhada comigo por causa do que havia acontecido.

Assim que ela saiu, dei um tempo e saí também. Rumei diretamente para o restaurante onde havia me encontrado com a menina. Fui recebido com hostilidades. Contei os recentes acontecimentos e pedi que ligassem para ela, já que eu sabia que meu celular estava sendo monitorado pela Polícia. Pouco depois, eu atendia uma ligação de Dimeia feita para o estabelecimento:

- Vou pedir que alguém daí te traga até mim. Mas vou alertar para que, se perceberem policiais à espreita, abortem o encontro.

A mocinha tinha um vocabulário muito avançado para a idade que aparentava, isso eu devia admitir. Eu estava tendente a acreditar na suspeita absurda da policial de que Dimeia era mais velha do que eu pensava. Muito mais velha, na verdade. Talvez tivesse uns dezoito anos de idade. Um garçom que eu não conhecia foi designado para me levar ao encontro da jovem. Pouco depois, eu seguia vendado, enquanto o tal garçom dirigia meu carro. Finalmente, paramos e ele me retirou a venda. Era um local ermo, no meio de uma mata. Vi a mocinha se aproximando de nós, a pé. Entrou no carro, cumprimentou-nos e depois disse:

- É você o mais novato lá do restaurante?

- Sim, senhorita. Fui contratado hoje, para assumir o lugar de um dos garçons demitidos ontem. Sou de São Paulo, não conheço nada por aqui. Mas me ensinaram muito bem como chegar até a senhorita...

Inesperadamente, a mocinha cravou-lhe um punhal afiado na garganta. Depois, retirou-o às pressas do meu carro, antes que seu sangue sujasse o banco ou o tapete do veículo. Eu ainda estava trêmulo com a sua frieza. Não consegui reagir. Fiquei como se petrificado, esperando que ela me atingisse, também. Mesmo quando ela se aproximou de mim e me beijou com ardor.

- Espere um instante, vou colher o que é preciso para salvar minha mãe...

Fiquei olhando-a abrir uma bolsa que trouxera consigo, retirar dela uma seringa e espetar o jovem, que ainda estrebuchava no chão, à altura do seu fígado. Retirou uma quantidade de duas seringas do líquido negro dali e guardou tudo com cuidado. Só então eu reagi:

- Que diabos está fazendo??? Você matou este jovem!!!

- Era necessário, já que você não é um Alfa coisita nenhuma!

- Explique essa história de Alfa direito, pois não estou entendendo porra nenhuma. Nem quero ser cúmplice de um assassinato.

Depois de recolher suas coisas e deixar o jovem lá, estirado no solo de barro, sentou-se ao meu lado e deu partida no carro. Só então, começou a falar:

- Nós, os Papafigos, descendemos de uma família riquíssima e tradicional: os Amorim. Desde que o Alfa Maior desapareceu, há alguns anos atrás, temos iniciado uma árdua batalha pela nossa sobrevivência. Necessitamos de uma substância especial, produzida pelo fígado humano, para continuarmos vivendo. Essa substância é facilmente encontrada no fígado de crianças. Quanto mais jovem, melhor. Os filhos de Alfas têm uma quantidade dez vezes maior dessa substância no fígado. Um Alfa adulto produz até cem vezes mais dessa substância em seu metabolismo. No entanto, a tal substância lhe provoca deformação física. As células do rosto costumam morrer e dar-lhes uma aparência horrenda. Já nas mulheres do clã Amorim, a falta dessa substância faz aumentar nelas o desejo sexual. Quanto mais praticam sexo, mais vontades têm de foder. Essas mulheres, muitas vezes, são classificadas como ninfomaníacas pela sociedade, já que fazem sexo pelo sexo a qualquer hora.

- E onde eu entro, nessa história?

Ela demorou um pouco, pensativa, antes de responder:

- Confundimos você com um Alfa, já que o Júnior é um de nós. Colhemos um pouco do teu sangue para termos certeza. Mas, infelizmente, você revelou-se não ser o pai dele.

- COMO É QUE É??? - disse eu, incrédulo - Que história é essa, agora?

Embrenhávamos pelo meio da mata, naquele momento, quando avistei um chalé. Paramos defronte a este e ela desceu rápido do carro, pedindo que eu a seguisse. Entrou no pequeno, mas bem arrumado, imóvel e aplicou as duas seringas na mãe que agonizava num leito. Esta me deu um débil sorriso, quando me reconheceu. Depois, adormeceu.

- Termine sua história - exigi.

- Vou te contar tudo desde o início. Assim, você vai compreender melhor.

A mocinha pediu que eu sentasse na ponta da cama, ao lado da mãe, e puxou uma cadeira para perto da gente. Então, começou:

- Os Amorim, uma rica família portuguesa, estabeleceram-se em Pernambuco logo após a expulsão dos Holandeses. Já estavam doentes e seu patriarca veio para fazer pesquisas com o fígado humano. Pagava pela captura de índios e os dissecava, à procura de uma cura para essa doença que inibe a produção da bile pelo pâncreas. Aliás, você pode encontrar mais informações sobre essa doença na Internet. Procure no Wikipédia.

- Continue – exigi novamente.

- Pois bem, esse Amorim era médico e tinha quase que livre acesso entre a população branca e índia, o que facilitou suas pesquisas. Porém, demorou a descobrir uma substância, secreta até hoje, que, aplicada no doente, acelera seu metabolismo e lhe dá características surpreendentes: o homem consegue gerar, a cada relação sexual, de quatro a seis fetos. Ou seja: engravida a mulher de trigêmeos, quadrigêmeos e por aí vai. Como naquela época as mulheres achavam uma monstruosidade e perigoso para sua vida ter tantos filhos de uma só vez, criavam apenas o primeiro a nascer do parto e se desfaziam dos outros fetos que ainda estavam em seu ventre. O "bom médico" as ajudava a dar desaparecimento nas outras crianças. Com esses bebês, ele poderia fazer seus estudos a vontade, já que só a parturiente sabia da existência dos outros bebês.

- História interessante. Por favor, continue.

- Bom, as crianças que demonstravam maior produção de bile pelo organismo eram mantidas vivas para estudo, pelo médico. As outras, tinham seu fígado retirado para alimentar a família Amorim. A mãe do médico, sua esposa (que depois descobriu-se ser sua própria irmã) e os filhos do casal padeciam do mal do pâncreas e do fígado. Até que as experiências do médico com seres humanos vieram à tona.

- Imagino que tiveram que fugir da inquisição da Igreja e passaram a viver no anonimato... - eu completei o raciocínio.

- Isso. No entanto, muitas famílias católicas e protestantes passaram a se interessar pelo assunto. Não era só os Amorim que tinham essa doença. Alguns padres também padeciam desse mal e ingressavam na ordem como expiação dos seus pecados. Então, a Igreja Católica continuou sigilosamente as pesquisas. E, quando aparecia alguma criança dissecada largada nas ruas, dizia-se que era mais um ataque dos Amorim! Isso, até os dias atuais. No entanto, os Amorim que tiveram de viver fugindo e levavam a culpa desses desaparecimentos, passaram a odiar a todos. Tiveram que matar os próprios filhos para retirar-lhe a substância e continuar sobrevivendo. Com a morte do patriarca, sua família passou a atacar a população para retirar dos seus filhos o líquido vital. É que a supressão da substância colhida do fígado humano os deformava cada vez mais, muitas vezes os levando à morte. Até que, séculos depois, um novo membro do clã Amorim conseguiu retomar as pesquisas e as melhorou, conseguindo viver do fígado de alguns animais. Boi, cavalo e porco, por exemplo. Com isso, por anos e anos, cessaram os desaparecimentos de crianças em todo o mundo, apesar dos muitos Amorim que migraram para o Exterior.

Nisso, a mãe de Dimeia despertou. Estava ávida por sexo. Foi logo retirando meu pau para fora das calças e mamando nele. A menina acudiu ajudando a mãe que parecia ainda debilitada. Dimeia despiu-me urgente e pediu que eu subisse em cima da coroa. Aproveitei-me da situação, pois estava ainda frustrado da foda mal dada com a policial. Perguntei, quase sem pensar:

- Ela gosta de dar o cuzinho?

- Está muito fraca para aguentar essa sua trolha enorme. No entanto, quanto mais você ejacular dentro dela, mais ficará recuperada da saúde.

- Porra, estou doido para meter num cu gostoso! Promete me dar o seu?

- Depois a gente vê isso. Mas agora, trate de satisfazê-la.

Dimeia me ajudava a encaixar a pica na mãe, que urrava de ansiedade. Eu nunca havia visto uma mulher tão doida para foder. Minha pica entrou até o talo, sem nem precisar de lubrificação. A coroa se tremia toda e eu achei que iria desmaiar, também, no meio do coito, como a policial. Na ânsia de fodê-la, minha rola escapou-lhe várias vezes da sua buceta. A mocinha a colocava de volta ao racha, sempre solícita. Pediu que eu demorasse o máximo a gozar. A coroa, então, deu um gemido arrastado e aquietou-se debaixo de mim. Estava com a respiração dificultada e eu saí de cima. Poucos segundos depois, voltou a adormecer.

Dimeia me agradeceu, puxando-me em direção ao banheiro. Deu-me um banho demorado, concentrando-se em lavar meu pau que continuava duríssimo. Eu não havia gozado ainda. Depois, fez menção de levá-lo à boca. Interrompi seu ato:

- Não, assim não. Eu ainda estou doido para gozar, mas quero que seja num cu bem apertado.

- Ela olhou para mim, muito triste. Depois, abraçou-se a mim, de um impulso. Chorando, disse que assim quebraria a promessa feita para a mãe.

- Que porra de promessa foi essa? - eu perguntei, cada vez mais excitado.

- Ainda sou virgem. Nunca fui penetrada. Minha mãe afirma que, enquanto eu não conhecer os prazeres de uma trepada, continuarei com esse corpinho de menina. E não precisarei injetar nenhuma substância em meu corpo, como ela.

- E quantos anos você tem, menina?

- Eu tenho mais de sessenta anos de idade!

FIM DA QUINTA PARTE

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