Um amor duplamente proibido II (parte 1)

Um conto erótico de H. C.
Categoria: Homossexual
Contém 1671 palavras
Data: 22/03/2014 07:13:37
Assuntos: Gay, Homossexual, Romance

Olha eu aqui. Voltei com mais um ciclo da minha história. Bem, se eu pudesse dividir esse conto em eventos principais, obteria três partes. Obrigado pelos comentários de incentivo e no próximo capítulo começarei a "responder" os comentários. Ao conto!

Parte 1

Acho melhor começar com as apresentações. Meu nome é Lucas, 17 anos, corpo normal (sem músculos evidentes e sem gorduras aparentes), 1, 78 de altura, pele é morena bem clara, olhos castanhos claros e cabelos negros.

Eu morava em uma cidade bastante movimentada. Havia diversas boates, shoppings, praças, museus, jardins botânicos, igrejas, bibliotecas, enfim, quase tudo o que se pode imaginar, exceto boas faculdades. Meus pais decidiram que seria melhor nos mudarmos, a última desculpa que me deram foi a oportunidade de emprego para o meu pai (ele é psicólogo) nesse estado, relutei em sair do conforto de minha cidade, mas minha mãe estava desempregada e eu não tinha amigos mesmo, acabei cedendo.

Pelo que sei íamos para uma cidade próxima a essa, porém aconteceu algo e acabamos por vir parar aqui, neste fim de mundo. Depois dos primeiros dias eu me adaptei. Em minha antiga cidade eu nunca saia mesmo, sendo assim minha rotina era a mesma, estudar, estudar, estudar. Claro que eu tinha alguns colegas, uma namorada, contudo nada era de real importância. A única coisa certa era meus sonhos acadêmicos.

Quando chegamos, as aulas já haviam começado, foi extremamente difícil me enturmar com as “pessoas”, no fim consegui um amigo (Timos), mas só. Ninguém ia muito com a minha cara, fora os professores que perceberam como eu era “inteligente”, até o presente momento nada havia acontecido de extraordinário, tudo normal.

Pensando bem, tem um garoto que não perde a oportunidade de me espezinhar, o Andrei, é por causa desse elemento apareceram muitos dos meus problemas. No meu primeiro dia... Onde estou com a cabeça... Preciso começar de algum lugar não é? Então começarei de meu primeiro dia (alguns dias atrásMeu “primeiro dia de aula” e estou com os nervos à flor da pele. Com o atraso da mudança acabei perdendo os primeiros dias, logo esse primeiro dia na escola não é o primeiro dia de aula, em curtas palavras, problemas. Ao menos em meu caso que sou péssimo em me relacionar com pessoas do mesmo nível que eu, quer dizer, é super fácil lidar com bebes e crianças pequenas, adultos e idosos, mas se tratando de adolescentes, é impossível. Talvez seja esse meu jeito diferente de ver o mundo...

Eu – mãe, vamos! Já estou atrasado.

Maria – acalme-se Lucas, a escola não vai sair do lugar.

Eu – é, mas eu esperava chegar cedo ao meu primeiro dia, até porque eu ainda não conheço ninguém e é horrível entrar na sala com o professor explicando alguma coisa.

Maria – tudo bem – falou levantando apressadamente da cadeira e pegando as chaves do balcão que separava a cozinha da sala de jantar – até mais tarde querido – disse e deu um ultimo beijo em João, meu pai.

João – até mais querida.

Saímos rápido e em alguns minutos alcançamos minha nova escola. Minha mãe me deu um beijo e disse que passava na hora da saída para me buscar, eu disse que poderia pegar um ônibus ou mesmo ir andando, todavia ela insistiu que viria me buscar, falou que apenas quando for necessário eu iria de outro modo para casa.

Entrei pelos portões grandes de metal pintado de azul. A fachada do prédio era antiga, provavelmente havia sido construída no tempo de meus tataravós, colunas com aspecto palaciano sustentavam o prédio que mais parecia uma mansão. A porta dupla da entrada, feita de madeira polida com gravuras entalhadas, era grande o suficiente para passar um elefante adulto.

Segui em busca da minha sala. Meus olhos estavam voltados para as placas das salas em busca da minha, até que esbarrei com alguém e caímos no chão. Os olhos dele eram de um azul claro penetrante, deveria ter uns quatorze ou quinze anos, sua estatura era de alguém que preferia ler um livro a jogar futebol, talvez um e trinta de altura, franzino.

Desconhecido – desculpe – ele disse em uma voz rápida e alarmada como se houvesse cometido um crime, percebi que sua voz era muito grossa para alguém do tamanho dele – não estava olhando por onde andava, não tornará a acontecer.

Eu – acalme-se, foi culpa minha – falei levantando e oferecendo-lhe ajuda para levantar.

Ele olhou para minha mão estendida por alguns instantes, provavelmente questionando se deveria segurar ou não. Aparentemente ele já havia sido alvo de gente muito ruim. Olhando para ele me deu vontade de gargalhar, mas contive-me e dei apenas um pequeno sorriso.

Por fim ele segurou minha mão e levantou. Apresentou-se como sendo Timóteo, mas todos o chamam de Timos, explicou que era devido a sua obsessão por pontualidade. Apresentei-me rapidamente e pedi indicações sobre minha sala. Ele me explicou e seguimos caminhos opostos.

O corredor a frente parecia ter saído de um filme antigo. As paredes eram de grandes tijolos de pedras (como em castelos medievais) com uma pintura branca. De um lado a parede e de outro um pequeno pátio sem teto com grama verde e uma arvore de castanhas ao centro, cercada por roseiras vermelhas e brancas. Do outro lado desse suntuoso pátio havia outro corredor.

Segui as indicações de meu novo amigo e consegui chegar à sala antes que o professor entrasse. Estavam todos conversando entre si e a porta estava entreaberta, assim, não fiz barulho e passei despercebido. O dia estava transcorrendo normalmente. Por sorte ninguém parecia preocupado em falar comigo, eu parecia invisível.

Então cometi meu primeiro erro. No final do horário, faltando uns vinte minutos para o intervalo o professor passou uma atividade que poderíamos começar imediatamente, mas que não nos preocupássemos em entregá-la já, pois valeria ponto e deveríamos fazê-la com calma. Eram sete questões e conclui tudo antes que o sinal tocasse e levei ao professor. Ele me olhou com uma cara desconfiada e pegou o papel de minhas mãos, olhou questão a questão bem rápido.

Donaldo (professor) – minha nossa criança! Está absolutamente certo... Como você acabou tão rápido? – ele disse isso num tom meio elevado com surpresa clara em sua voz, e muitos voltaram sua atenção para nós.

Eu – já havia lido sobre o assunto – confessei meio tímido.

Senti os olhares e percebi que deveria ter deixado para entregar na próxima aula como todos. Bem, por sorte todos achariam que tive sorte e deixariam para lá. O professor conversou mais alguns minutos comigo e o sinal tocou, sai para procurar o refeitório e sem querer esbarrei novamente com Timos.

Timos – hei! Gostou da turma?

Eu – não dá para saber ainda, digamos que só conheço você por enquanto.

Timos – vamos comer alguma coisa, estou morrendo de fome.

Eu – claro!

Ele me guiou ate um salão grande, com as paredes de mesmo material da do corredor (tijolos de pedra). Janelas altas e grandes como portas iluminavam toda a área. Havia uma venda em uma grande abertura na parede, provavelmente a cantina foi improvisada. Por todo o lugar espalhavam-se mesas como a de pinique, em madeira antiga, cobertas por toalhas brancas e azuis e amarelas.

Pegamos algo para comer e sentamos em uma um pouco afastada. Contei a ele o pouco que vivi, falei da mudança e do que eu achava dos meus novos colegas. Paramos ai e ele resolveu me mostrar o lugar... Um leve comichão passou pela minha mente, como se eu devesse me lembrar de algo, mas a informação simplesmente não está lá...

Ele me mostrou sua sala, a quadra de esportes o campo que ficava ao lado da escola e servia para diversos eventos, havia uma arquibancada ai. Ele me contou que essa escola já foi um palácio, me disse que foram feitas muitas reformas para vir a ser o que é hoje, mas as evidencias do passado ainda são presentes, por exemplo, na sala dos professores havia uma lareira e duas espadas cruzadas sobre ela.

Finalmente o sinal de fim de intervalo tocou e eu voltei a minha sala. A próxima aula era a de biologia. A professora uma mulher na casa dos trinta anos, cabelos pretos olhos castanhos e um sorriso no rosto, essa seria a professora com a qual eu mais me daria bem. Começamos bem, sentei em meu lugar e prestei bastante atenção enquanto ela explicava. Ao final do seu horário (que seria o último) ela passou uma atividade sobre o assunto da última semana que foi concluído hoje. Teoricamente eu me daria mal, uma vez que eu não havia faltado às aulas, mas não foi o que aconteceu. Claro que eu ganhei a confiança de mais um educador.

Nesse dia percebi que havia um grupinho que olhava para mim e ria, como se eu fosse piada, ou talvez eles estivessem armando algo. Tinha um garoto bem alto, cabelo encaracolado loiro e olhos verdes, outro, mais baixinho, porem com o dobro da musculatura, e dois outros que eram quase idênticos, com cabelos curtos e olhos castanhos claro.

Eles começaram a me encarar quando eu acabei o dever de matemática. No fundo de minha cabeça eu sabia que eles iam aprontar algo, mas evitei pensar no assunto. Sai de ao lado da professora. Conversamos sobre o meu desempenho acadêmico e falei de meus planos para o futuro. Despedimos-nos na portaria.

Minha mãe não havia chegado. Verifiquei o celular e vi que ela havia mandado uma mensagem dizendo que se atrasaria um pouco. Resolvi sentar em um banco que ficava abaixo de uma arvore de jabuticaba, ainda dentro das dependências do colégio. Deste lugar poderia avistar minha mãe quando chegasse.

Estava eu meditando sobre a existência do universo, feliz com a viajem de minha cabeça com as memórias do dia de hoje e, sem avisos, alguém me da uma sacudida e toma minha mochila, levei um minuto para perceber que eram aqueles garotos que estavam me encarando.

Continua...

Bem, espero que tenha agradado... comentem, critiquem e falem suas opiniões. No próximo conto eu responderei os comentários mais "relevantes"

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Comentários

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Nossa fazia um tempo que não lia a sua história, mas hoje botei a leitura em dias e li todos os capítulos que faltavam, vou acompanhar a segunda temporada.

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Foto de perfil de olhos de gata.   S2.  S2

Super feliz q vc voltou. Confesso q nao entendi mta coisa desse comeco mas acho q deve ser importante pro desenrrola da historia. Continua logo.

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Uia parece que o bicho vai pegar,nossa a velha brincadeira de pegar a mochila e ficar jogando um pro outro(Affs),continua,tá muito bom.

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Ainda bem que voltou, nem precisei ameaçar te bater até você virar pelo avesso u.u. É bom voltar a ter minhas doses (ir)regulares de droga (droga não porque seja ruim, e sim porque vicia). Estava com saudades do Lucas já. Sei que esse começo simples esconde uma história super elaborada, então estou ansioso pelo próximo capítulo. Beijão e até a próxima. =)

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