Minha outra metade 2

Um conto erótico de zenic
Categoria: Homossexual
Contém 855 palavras
Data: 05/02/2014 22:47:46

Oi gente, aqui estou eu novamente, adorei os comentários e os votos e por isso resolvi continuar mesmo com a história. Continuem acompanhando, comentando o que estão achando e o que vocês querem que eu mude. O horário para postar o conto vai ser mais ou menos o mesmo, após as 22 até a meia noite tentarei postá-lo pra vocês. Até amanhã.

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Mais tarde os gêmeos resolveram almoçar no shopping, Diego e Daniel estavam se dirigindo para a praça de alimentação quando de repente Diego esbarra com um garoto na saída da escala rolante.

“Desculpe-me, eu não te vi. Você se machucou?”

“Diego? Daniel? São mesmo vocês? Há quanto tempo não nós víamos.”

“Augusto!!” Os gêmeos exclamaram ao mesmo tempo

Augusto era um antigo colega de escola dos irmãos, os três sempre foram muito unidos, até Augusto ter que se mudar para outra cidade muito distante, e desde então os gêmeos nunca mais tinham conversado com ele.

Os gêmeos convidaram o antigo amigo parar almoçar com eles, que prontamente aceitou. E depois de parabenizar os irmãos, eles foram juntos para a praça de alimentação.

Conversaram por um bom tempo e Daniel começou a sentir uma sensação estranha, não gostava do jeito que Augusto se dirigia ou olhava para o irmão, com certo carinho, era um olhar diferente, o mesmo olhar de antes. Até que começou a questionar-se sobre o porquê de se sentir desse jeito em relação ao irmão nos últimos dias. Começou a admirá-lo enquanto dormia, desejar estar com ele por mais tempo, e irritava-se facilmente quando alguém tratava muito carinhosamente Diego. Resolveu deixar isso de lado e se convencer que era apenas coisa da sua imaginação, já que os gêmeos sempre foram muito ligados, e ultimamente, não estavam tão próximos quanto antes.

Saíram da praça de alimentação e decidiram ir ver um filme, Augusto acompanhou eles e resolveram ver um filme de terror que estava em cartaz. Diego, que estava sentado entre Augusto e Daniel, estava se sentindo meio desconfortável, estar tão próximo da primeira pessoa na qual o despertou aquele sentimento estranho novamente não o fazia bem, só o confundia cada vez mais, logo agora que Diego finalmente estava conseguindo superar este sentimento pelo qual tanto lutou para esquecer. Mas era inevitável, sentar tão próximo ao corpo definido de Augusto, com aqueles cabelos loiros sendo tomados pela escuridão na sala, sentir seu perfume amadeirado e ver o jeito com que aqueles olhos de um verde profundo olhavam atentamente para a tela, dando raras olhadas para Diego de vez em quando fez com que todo o sentimento despertasse novamente.

“Preciso ir ao banheiro” disse Diego

“Você quer que alguém te acompanhe, não parece muito bem” Augusto questionou

“ NÃO! Quer dizer...não, obrigada, estou bem, só preciso de um pouco de ar, acho que esse filme não me fez muito bem, não demoro.”

Diego rapidamente dirigiu-se para o banheiro, onde entrou em uma cabine, sentou-se, apoiou os cotovelos em seus joelhos e afundou seu rosto levemente rosado pela brusca mudança no tom de voz ao falar com Augusto em suas mãos.

“O que está acontecendo comigo? Não pode ser, aquele sentimento novamente, eu não deveria me sentir assim. O que o Daniel pensaria se descobrisse o que aconteceu? Ele nunca mais falaria comigo, eu não posso mais sentir isso por Augusto, as coisas que aconteceram no passado nunca mais poderão se repetir.”

Após um tempo refletindo sem sucesso, Diego resolveu voltar para o filme, ao sair da cabine decidiu lavar seu rosto, e ao abrir os olhos levou um susto ao ver Augusto ao seu lado.

“Vim ver o que estava acontecendo com você, demorou um pouco e não parecia muito bem, você está mais branco que o normal.”

“Eu já disse, estou bem, onde está Daniel? Vamos voltar para o filme.”

“Daniel foi pegar algo para comermos, esquece ele um pouco, faz tanto tempo que não ficávamos sozinhos desse jeito.” Disse Augusto aproximando-se.

A cada passo que Augusto dava Diego sentia seu coração bater cada vez mais rápido.

“Eu senti tanta saudade de você. Dos nossos momentos juntos. Sei que você também sentiu minha falta.” Disse Augusto com sua voz um pouco rouca bem perto do ouvido de Diego, que sentia suas pernas amolecerem a cada palavra dita pelo amigo.

“Para com isso Gus, vamos voltar logo pra lá antes que o Dani venha atrás da gente.”

“Não adianta di, não adianta negar, eu sei que você também sentiu falta de mim, do nosso calor, dos nossos beijos, vamos matar a saudade dos velhos tempos.” Disse Augusto selando suas bocas.

O gosto doce e o calor da boca de Augusto, misturava-se com o seu maravilhoso perfume amadeirado e fazia com que Diego quisesse se perder naquela boca para sempre, não revivendo aquele momento novamente, percorrendo cada canto daquela boca deliciosa, fazendo com que todo o sentimento pelo qual lutou contra todos esses anos se acendesse novamente, apenas com um beijo, Diego voltou para si e bruscamente se afastou de Augusto. Empurrando-o e saindo rapidamente pela porta. Deixando o amigo para trás, enquanto pensava na loucura que tinha acabado de fazer, mais uma vez.

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