Além da vida (16)

Um conto erótico de Dr. Romântico
Categoria: Homossexual
Contém 3900 palavras
Data: 18/09/2013 01:22:46
Última revisão: 18/09/2013 14:14:09

Boa noite pessoal,

O conto agora começa a ficar mais romântico. Bom, antes de mais nada quero pedir desculpas pelo tamanho desse post, pois ficou grande demais, mas espero que a leitura não seja maçante e que vocês curtam. O que não tiver bom é só vocês irem me dando uns toques. Ah, vi que vocês xingaram bastante o Daniel, já esperava por isso, vocês mandam muito bem mesmo.

Ah, ultima coisa, cheguei da facul e vi escrever, dêem um desconto nos erros,. Beijos a todos.

HPD, o Daniel está meio azedo mesmo né, mas eu acho que é pra afastar o Alexandre, ele deve estar com medo dos sentimentos que ele nem percebeu que esta sentindo. Não tem problema, se der algum erro, pode postar a vontade. Grande abraço.

diiegoh', obrigado pela visita.

Amigah18, tadinho do Daniel, mas te dou razão, o Alexandre é um cara especial, com certeza vai saber lidar com ele, isso se o Daniel não mudar sozinho né Beijão minha querida.

Bruno Del Vecchio, você esta muito assadinho Bruninho, o lance entre eles será bem romântico, não vou economizar em detalhes, rsrs. Mas tenho que concordar, um beijo na chuva seria super romântico. Beijão rapaz.

Otilia Sabrina, claro que ele vai contar, alias já teria contado se o Daniel não tivesse sido tão cri cri. Como já lhe disse, estou escrevendo com a maior dedicação, mas meu outro conto é meu preferido mas espero um dia supera-lo. Sim, acho que esse ainda esta muito no começo, alias gosto de detalhes, alguns preferem coisas rápidas mas esse é meu estilo de escrever, quero que vocês se sintam envolvidos. Bom, o outro conto tem muitas coisas da minha vida, não é 100% real, mas tem muita coisa real. O lance da profissão é que coloquei uma profissão que acho muito bonita, embora eu não tenha dom pra exercê-la, que é ser medico. Por isso repeti nessa história, também coloco algo ligado as minhas profissões na vida real. No outro conto tinha os dois irmãos, acho que em todo conto meu vai ter dois irmãos, é porque sempre quis ter um irmão e tento escrever nos contos, como seria essa relação. O Daniel até pode ter ciúmes do Alexandre, mas acho é que ele esta com medo dos sentimentos que ele nem ainda descobriu estar sentindo. Já estava esperando essa pergunta sobre os pais do Thiago, mas aguarde por enquanto, a vida do Daniel vai dar um giro de 180 graus mais pra frente, mas como o Thiago morreu, como eu poderia aproveitar os pais do Tiago?? Beijos.

Geo Mateus, tadinho do Daniel, ele esta apenas confuso, mas concordo, esta cri cri demais. O Dr. Alexandre com certeza saberá o que fazer.

Tay Cris, o André e o Alexandre são irmãos, e concordo com você que a chuva seria um excelente cenário para um beijo, mas até isso acontecer, algumas coisas irão acontecer, e com certeza o beijo será melhor ainda, será especial.

Lena78@, que bom que esta gostando minha querida, também adoro do Doutor Alexandre, ele é fofo né.

Oliveira Dan, coitado do Daniel, concordo que ele esta tudo isso mas não é só falta de sexo, ele esta com falta de amor, de alguém que o faça rir, ou seja, com falta de carinho, mas quem sabe ele já não tenho encontrado a pessoa que irá dar tudo isso a ele, hein. Bom, você acertou sim, esse era o segredo, mas tem um segredo muito maior e muito mais cabeludo na história, esse eu quero ver você acertar, rsrs, mas quando for a hora, essa história será desenvolvida e pare de xingar o Daniel, ai ai ai.

stahn, não precisa se desculpar, fique tranqüilo. O Daniel vai se desarmar, à medida que for sendo conquistado e isso será aos poucos, espero que vocês gostem dessa fase. Beijão meu caro.

Red John, Ele vai contar sim, mas o Daniel não se sentira com divida, tipo acho que ele vai se sentir um pouco encantado pelo doutor, mas por enquanto ele não se dara conta desse encanto, acho que quando se der conta, será tarde, rsrs.

Ru/Ruanito, pare de xingar, tadinho do destino, mas nesse caso acho que o destino esta agindo certo. Alias, se você tiver idéia do que o destino foi capaz de fazer, mas mais pra frente eu conto, rsrs.

ametista, que bom que curtiu a história e de um desconto para o Daniel, ele esta meio confuso só. Acho que você acertou, o Daniel embora não pareça, é um cara forte, determinado e precisa de alguém maior que ele, claro que carinho ajuda, mas acho que quando necessário o doutor saberá ser duro sim com ele. Ah, acho que suas preces serão ouvidas, ou doutor acho que pegara ele sim, rsrs. Beijão.

Lucas M., obrigado pela visita.

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Alexandre – É, estamos nós dois aqui novamente, no meio dessa estrada deserta.

Daniel – Novamente? Esta ficando louco?

Alexandre sorriu para Daniel, ele ainda estava na total ignorância.

Daniel – Do que esta rindo?

Alexandre – Você nunca se perguntou, de quem lhe resgatou dessa estrada, quando você bateu o carro?

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Capítulo 16

Daniel – Como? Daniel ficou confuso, uma enxurrada de informações passou por sua cabeça, enquanto Alexandre ficou sorrindo pra ele, vendo sua confusão.

Daniel – Peraí, você esta querendo dizer que...

Não demorou e ele juntou todas as peças, Alexandre não foi apenas o médico que tratou de seus ferimentos, mas também a pessoa que o resgatou daquele lugar isolado.

Alexandre – Isso mesmo, eu que lhe tirei daqui.

Daniel – Cara, como... não entendo... Daniel parecia confuso, era um misto de surpresa, vergonha e ingratidão que sentia.

Alexandre – Isso é o que estou tentando lhe dizer desde quando te vi pela primeira vez, mas você nunca me deu a oportunidade de falar.

Daniel no mesmo instante sentiu uma vergonha, se sentiu um perfeito idiota, estava o tempo todo ao lado da pessoa que ele sempre quis conhecer, mas que desde que conheceu, só foi ofensivo.

Alexandre – Surpreso?

Daniel – Demais, eu nunca pensei que fosse vocês, achei que tinha sido algum morador da região, ou algum policial, bombeiro, sei la.

Daniel evitou encarar Alexandre nos olhos, ficou o tempo todo de cabeça baixa, escutando Alexandre falar e ouvindo o barulho da chuva lá fora.

Alexandre – Quando recebi o convite pra vir fazer esse trabalho, procurei conhecer a região e vim um dia a tarde aqui, conhecer melhor. Estava indo embora quando vi um carro no meio do mato e por impulso parei na hora e confesso que fiquei um pouco nervoso.

Alexandre – No hospital vemos os mais diversos casos, gente feliz, triste, morrendo, doentes, vidas nascendo, mas nunca tinha passado por uma experiência assim.

Alexandre – Quando vi você ali, meu primeiro impulso foi de tirar dali e te salvar, mas ainda bem que não tinha sido nada tão grave.

Alexandre – Descobri que você também trabalhava na fabrica, mas quando você me viu lá, eu estava a trabalho mesmo, mas claro que iria aproveitar pra saber como você estava.

Alexandre parou de falar e ficou apenas o barulho da chuva. Daniel sentia o cheiro do perfume do médico, um cheiro agradável demais, que dominava todo o interior do carro. O silêncio que pairou era gritante, mas ele quebrou o gelo.

Daniel – Obrigado.

Daniel voltou a olha para Alexandre , agradecendo novamente.

Daniel – Obrigado. Obrigado por ter me salvado.

Alexandre – Não precisa agradecer, eu faria por qualquer pessoa que estivesse naquela situação e o que importa é que tudo correu bem.

Alexandre – Fico feliz por você estar bem.

Daniel – É, só um arranhadinho na testa, mas isso não mata ninguém né. Daniel fez graça, tentando descontrair o clima.

Alexandre – É verdade, mas pode ficar tranqüilo, fiz certinho, não ficara nem cicatriz.

Aos poucos a chuva foi cedendo e Alexandre voltou a dirigir, voltando para a cidade. Durante o trajeto o silêncio voltou a pairar, sendo quebrado por Daniel e por vezes também, por Alexandre, falando coisas comuns, sem nada em especial.

Daniel – Pode me deixar na próxima avenida, daí tomo um táxi.

Alexandre – Imagina cara, não custa nada, te deixo em casa.

Daniel – Não precisa, aqui esta bom pra mim. Daniel voltou a insistir, mas recuou, Alexandre olhou para ele com o olhar sério, como se tivesse mandando ele se calar.

Alexandre – Acho que é aqui né?

Daniel – Isso mesmo, obrigado.

Alexandre – Imagina, não custou nada.

Daniel – Mais uma vez, obrigado por me resgatar. Alexandre deu apenas uma piscada e foi embora.

Daniel tomou um banho, comeu alguma coisa e se jogou na cama, ficando pensativo, se sentindo um completo idiota, arrogante.

Taís – Tiooooooo. Sua sobrinha invadiu seu quarto, se jogando em sua cama.

Taís – Tio, você demorou hoje.

Daniel – Oi minha princesa, estava chovendo muito.

Daniel – Cadê meu beijo?

Taís abraçou Daniel, beijando sua face, enquanto passava as mãos em seu cabelo.

Taís – A mamãe disse que vai me colocar de castigo.

Daniel – Ah é?, o que você andou aprontando?

Os dois deitaram na cama, ficando de lado, um olhando para o rosto do outro.

Taís – Não fiz nada, eu juro.

Daniel – Sei.

Daniel – Seu tio é um bobão não é?

Taís – Não é, é meu herói.

Daniel – Seu tio é um bobão sim, ele também precisa ir de castigo às vezes.

Taís – Se a vovó te colocar de castigo, a gente foge.

Daniel ficou conversando na cama com a sobrinha e só assim conseguiu esquecer um pouco do acontecido. Ficou fazendo carinha na sobrinha, até ela cair no sono e depois também foi sua vez de dormir.

No dia seguinte Daniel foi trabalhar, mas não encontrou o médico, provavelmente ele não iria à fábrica naquela sexta. Trabalhou até a hora do almoço e não voltou mais. Aproveitou a tarde livre para buscar seu carro que estava no conserto.

Chegando em casa se deu conta que tinha perdido um documento muito importante.

Ângela – O que você está procurando Daniel?

Daniel – Aquela pasta preta minha mãe.

Ângela – Você não deixou na fábrica?

Daniel – Já procurei lá, mas achei que estava aqui em casa. Vou ver no meu quarto novamente.

Daniel começou a procurar e logo se lembrou.

Daniel – Putz, será que ficou no carro do Dr. Alexandre?

Daniel fez um esforço pra ter certeza, mas não tinha outra hipótese. Ele poderia esperar até a próxima semana, mas tinha se comprometido a terminar algumas pendências.

Ficou pensando um pouco e resolveu ligar para o médico.

Daniel – Que ótimo, como vai adivinhar o numero dele, seu esperto.

Daniel ligou na construtora onde trabalhava e não demorou para o RH passar os contatos do médico.

Daniel ligou em seu consultório e sua secretária avisou que ele estava atendendo, mas que poderia passar lá.

Daniel – Boa tarde, eu liguei, esqueci uma pasta com o Dr. Alexandre.

Secretária – Ah sim, ele pediu pra você aguardar. Ele está com um paciente mas já fala com você.

Daniel viu mais uma senhora esperando mas nem ligou, só ia pegar mesmo a pasta, não custava esperar mais alguns minutos.

Alexandre abriu a porta se despedindo do paciente e antes mesmo de Daniel falar algo ele o cumprimentou.

Alexandre – Me aguarde só um instante, já falo com você.

A outra paciente entrou e Daniel ficou sem entender, o que ele queria era algo tão simples, não precisaria ficar todo esse tempo ali.

Enquanto a consulta rolava, anoitecia e a secretaria desligava tudo, preparando-se para ir embora.

Secretária – Já estou indo, é a ultima paciente, ele já ira lhe atender.

Daniel – Sem problemas.

Daniel se distraiu mas foi despertado pelo barulho da porta. Alexandre despediu-se de sua paciente e foi até ele, o cumprimentando.

Alexandre – Como vai Daniel? Desculpa ter lhe feito esperar.

Há uns dias atrás, Daniel já estaria cuspindo fogo pela espera, mas agora estava mais calminho, relevando tudo que poderia lhe incomodar.

Daniel – Tudo bem, que bom que estava com você. Não sei o que ia fazer se tivesse perdido esses documentos.

Alexandre entregou a pasta para Daniel e os dois ficaram em silêncio por alguns segundos.

Daniel – Bom, então é isso né!!!

Daniel – Acho que já vou.

Alexandre – Me espere, só vou fechar e saímos juntos.

Daniel não percebeu, mas gostou de prolongar esse encontro, nem que fosse só por mais alguns minutos. Alexandre tirou seu jaleco e saiu com Daniel, indo até a rua.

Daniel – Bom, mas uma vez obrigado por ter me atendido a essa hora.

O silencio ia voltar entre ele, mas Alexandre foi rápido.

Alexandre – Cara, tem um barzinho legal ali na esquina, estou com uma fome. Você aceita me fazer companhia?

Alexandre – Quer dizer, se você não tiver nenhum compromisso.

Daniel – Claro, vamos sim.

Alexandre abriu novamente seu sorriso, andando com Gabriel a pé, até chegar o tal bar.

Alexandre – Vai querer comer alguma coisa?

Daniel – Vou tomar só um suco mesmo.

Alexandre – E vou comer um pastel. Você deveria experimentar um.

Daniel que até então estava sem jeito, logo começou a puxar papo e pouco tempo os dois já estavam bem entrosados.

Daniel – Doutor, comer um pastel não é algo tão saudável né?

Alexandre – Ah, de vez em quando esta liberado.

Daniel – Bem legal seu consultório, há quanto tempo é médico?

Alexandre – Ah, ainda estou arrumando algumas coisas, mas aos poucos vou deixando do jeito que quero.

Alexandre – Me formei a poucos anos. Além do consultório, também trabalho em um hospital, na emergência.

Alexandre – É lá que me realizo.

Alexandre começou a se empolgar no papo, enquanto Daniel apenas o admirava falar, contemplando todo seu entusiasmo.

Daniel – Você sempre quis ser médico?

Alexandre – Ah nem sempre, pensei em ser policial, bombeiro, mas daí a vida me levou pra essa profissão.

Alexandre – Hoje não consigo me ver fazendo outra coisa.

Daniel – Eu acho uma linda profissão, mas não tenho dom e nem vocação, realmente não é pra mim.

Alexandre – Ah, mas cada um se realiza onde se sente bem. Como lhe disse, amo minha profissão.

Alexandre – Sou clinico geral mas estou fazendo uma especialização.

Alexandre – è gratificante salvar vidas, ajudar alguém, dar uma palavra de apoio.

Alexandre – Me sinto um abençoado por Deus, por ter essa chance.

Daniel ouvia tudo aquilo e foi inevitável voltar ao passado.

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Thiago – Meu amor, já tenho nosso futuro todo desenhado na minha cabeça.

Thiago – Eu vou ter meu consultório e você seu escritório.

Daniel – E o que mais você vê em nosso futuro?

Thiago – Me vejo salvando vidas, ajudando alguém, colocando crianças no mundo.

Daniel – Eu vou ter muito orgulho do meu namorado, Dr. Thiago.

Daniel – Ainda bem que seu pai nunca se opôs nessa sua escolha, pensei que ele iria forçar a trabalhar na loja dele.

Thiago – Eu me virava em dois, mas acho que estou na profissão certa, não vejo um futuro diferente pra mim.

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Alexandre – Esta me ouvindo?

Daniel – Oi, sim.

Alexandre – Você me pareceu meio distante.

Daniel – Não não, apenas me fez lembrar uma pessoa.

Daniel – Você tem um jeito meio sonhador, como se quisesse mudar o mundo.

Alexandre – O mundo todo pode ser que não, mas o que tiver a minha volta, quem sabe?

Daniel voltou a prestar atenção em Alexandre, que começou a falar mais de seu trabalho, contando causos, situações.

Alexandre – Nossa, eu falo demais né?

Daniel – Imagina doutor, estou gostando das histórias. Daniel também queria saber mais do Doutor Alexandre fora do profissional, mas suas histórias estavam tão interessantes, que nem se importou com isso.

Alexandre – Mas acho que a história mais empolgante foi quanto salve um cara no carro, no meio do mato.

Alexandre começou a rir, descontraindo ainda mais aquele bate papo.

Daniel – Já que você tocou nesse assunto, eu queria dizer algo.

Alexandre – Não precisa me agradecer novamente.

Daniel – Não é isso, eu ainda esqueci uma coisa. Alexandre ficou olhando, sem entender.

Daniel – Eu queria lhe pedir desculpas.

Alexandre – Desculpas?

Daniel – Sim, desculpas. Queria que você me desculpasse por aquele dia no hospital, na fábrica, na chuva.

Daniel – Fui muito mau educado com você. Não sou assim, mas agi de maneira meio explosiva, queria que me perdoasse.

Alexandre – Ah cara, esquece isso, foi só alguns maus entendidos.

Daniel – É sério, me sinto muito envergonhado.

Alexandre voltou a abrir seu sorriso, tranqüilizando Daniel.

Alexandre – Esquece isso, já passou, mas só prometa usar cinto de segurança.

Daniel – Claro, então fazemos esse acordo.

O papo estava bom demais, mas já fazia um bom tempo que eles estavam ali. Daniel tomou a iniciativa, embora sua vontade fosse permanecer ali.

Daniel – Doutor, acho que esta na minha hora.

Alexandre – Claro, esta ficando tarde.

Os dois foram caminhando até a porta do consultório, onde seus carros estavam.

Daniel – Bom, tenha um ótimo final de semana.

Alexandre – Você também.

Daniel – Então até semana que vem, nos vemos na fábrica.

Alexandre – Daniel, acho que não. Eu encerrei meu trabalho naquela obra, nessa semana.

Ao ouvir aquilo, Daniel sentiu uma profunda tristeza, ainda não se dava conta dos seus sentimentos, mas sentiu-se mal por ouvir aquilo.

Daniel – Sério?

Alexandre – Era apenas aquelas palestras, mas valeu muito a pena.

Daniel – Que pena, mas quem sabe você possa desenvolver em outras obras nossa?

Alexandre – Quem sabe.

Os dois se despediram e Daniel voltou pra casa, tinha tido uma noite maravilhosa, mas tudo acabou em desapontamentos. Alexandre era um cara leve, um pouco sonhador, e talvez isso fizesse bem a Daniel, pois ele lembrava em muito o jeito de Thiago.

O final de semana de Daniel foi péssimo, o mau humor lhe dominava, e as semanas seguintes também foram da mesma maneira. No fundo ele tinha perdido o encanto pelo trabalho naquela obra, como se algo tivesse quebrado, como se não fizesse mais sentido, na verdade estava desmotivado em ir todo dia pra aquele fim de mundo. Todo dia saia pra trabalhar como se tivesse sendo arrastado.

Já fazia quase um mês que Daniel tinha visto Alexandre pela ultima vez e não bastasse o descontentamento com o trabalho, também estava um pouco deprimido. Nos últimos dias estava pensando muito em Thiago, ele se esforçava muito pra ter uma vida normal, mas as vezes o passado e antigas feridas vinham a tona.

Daniel – Meu amor, está tão difícil, tem horas que cansa ser forte.

Daniel olhava para a foto de Thiago, enquanto se lamentava, desabafando com seu amor.

Daniel – Me de forças meu amor, pra acalmar essa saudade.

Sempre que se sentia assim, Daniel ficava com a foto de Thiago nas mãos olhando para seu rosto até cair no sono.

Daniel seguiu sua rotina, mas ainda assim não se sentia bem, parecia que tudo que fazia não tinha sentido, mas sabia uma maneira de diminuir esse sentimento, sua sobrinha Taís.

Daniel – Meu amor, vamos ao shopping com o tio?

Taís – Você vai me comprar aquela boneca?

Daniel – Vou comprar a que você quiser.

Lucia – Daniel, não exagere você anda mimando ela demais.

Daniel – Fica tranqüila Lucia, só vamos sair pra aproveitar o sábado e se divertir um pouco, não é princesa?

Lucia arrumou a filha, colocando um lindo vestido e enchendo seus cabelos de cachinhos.

Taís – Tio vai me dar a boneca mesmo?

Daniel – Claro meu anjo, o tio prometeu.

Taís – Depois vamos tomar sorvete.

Daniel – Também, vamos comer um montão, depois vamos ao parquinho.

Daniel ia passeando com a sobrinha, de mãos dadas pelo shopping, prometendo todas as coisas que deixaria qualquer criança feliz.

Daniel estava passeando com Taís, até ser abordando por um homem, um cliente que atendeu a um tempo atrás.

- Daniel como vai?

Embora não quisesse falar de trabalho naquele dia, aquele homem foi alugando seus ouvidos, mas deu total atenção a ele.

Daniel segurava a mão da sobrinha que como qualquer criança já estava impaciente, querendo ir embora dali.

Taís começou a querer se soltar da mão de Daniel, que dividia sua atenção pra aquele homem e pra ela.

Aos poucos ele foi sendo vencido e para tranquilizar a garota, soltou sua mão, mas ficando o tempo todo de olho nela.

Taís ficou brincando na sua frente e em uma fração de segundos começou seu maior pesadelo.

- Foi um prazer lhe reencontrar Daniel.

Daniel – Passe lá na construtora.

Daniel se despediu do cliente e voltou para a sobrinha, mas não a viu em sua frente. Daniel virou o corpo tentando encontra-la mas não a viu em lugar algum.

Daniel – Taís!!!.

Daniel começou a olhar para todos os lados e no mesmo instante seu peito já começou a doer e o desespero a tomar conta de si.

Daniel – Meu Deus, Taís cadê você.

Daniel já falava desesperado, olhando para todos os lados desesperado, olhando para todas as pessoas que ia e vinham.

Começou a andar de um lado para o outro, já não sabia o que fazer, começou a abordar algumas pessoas que passavam, mas ninguém conseguiu ajuda-lo.

Daniel começou a sentir um dor terrível, já não conseguia raciocinar, até encontrar um segurança.

Daniel – Por favor, me ajude, minha sobrinha sumiu.

Daniel – Por favor, me ajude a encontrá-la, ela só uma garotinha. Daniel já estava desesperado, com os olhos cheios de lágrimas, suplicando por ajuda.

O segurança chamou outros seguranças no rádio e levou Daniel até uma sala onde pegou mais informações e uma foto de Taís.

Daniel – Cadê você Taís, me Deus o que eu fiz??? Daniel se culpava o tempo todo, queria sair pra procurar, mas estava tão nervoso que só iria atrapalhar.

Taís estava próxima a Daniel brincando, mas foi se distraindo e se afastando cada vez mais de Daniel e numa pequena fração de segundos ela estava longe, perdida do tio. Foi caminhando sem rumo, procurando por Daniel, até chegar próximo ao estacionamento.

Taís – Tio, cadê você?? Já estava com medo e começando a chorar até ver um homem de costas do outro lado da rua.

Taís achando que fosse Daniel, correu em direção ao homem, nem se importando com os carros que entravam e saiam.

Taís – Tio!!!, Taís foi em direção ao homem, sem se dar conta que um carro vinha em sua direção.

Daniel estava de cabeça baixa, em silêncio, mas derrubando algumas lágrimas. A agonia que sentia por não ter noticias estava o matando.

Segurança – Sei, tem certeza? Ok.

Daniel – O que foi?

Segurança – Passaram o rádio, você pode me acompanhar até a administração? Fica na outra lá.

Daniel – O que aconteceu?

Segurança – Vamos até lá.

Daniel acompanhou aquele homem até o outro lado do shopping, seu coração parecia querer sair pela boca, mal conseguia respirar.

Quando chegou a outra sala o segurança abriu a porta e Daniel sentiu que uma tonelada tinha saído de suas costas, a sensação de felicidade foi instantânea.

Daniel – Taís!!! Daniel correu até a menina, se jogando ao chão, se ajoelhando diante dela.

Daniel abraçou a sobrinha, apertando seu corpo frágil em seu peito, enquanto chorava.

Daniel – Meu amor, graças a Deus.

Daniel voltou a olhar a sobrinha, beijando seu rosto.

Daniel – Nunca iria me perdoar se algo acontecesse com você, me desculpa meu amor.

Taís – Não chora tio. Taís passava suas mãozinhas nos olhos de Daniel, limpando suas lágrimas.

Daniel – O tio esta chorando de felicidade.

Daniel – Perdoa seu tio, eu te amo minha princesa.

Taís – Eu também te amo tio, você é meu herói.

Daniel voltou a beijá-la no rosto, agradecendo.

Daniel – Graças a Deus você esta bem.

Taís – Estou bem tio, o moço me salvou.

Daniel – Moço?

Só então Daniel se deu conta do que estava acontecendo. Quando levantou a cabeça, olhando mais a frente, teve uma surpresa.

Seu anjo estava em pé no fundo da sala, sorrindo para ele.

Continua...

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Comentários

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Voltei , agora posso comentar sem problemas de ficar sem net.

Ta cada vez melhor, e agora o que vai acontecer?

A historia do thiago vai sr repetir ou eles vao ficar juntos.

Ansiosa pelo proximo.

Ate mais.

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caraaa que saudade do seu conto,tive uns problemas e fiquei um pouco afastado da CDC , muito feliz em voltar a ler e ver os rumos que a história tomou,amei a entrada do Alexandre,ancioso pela continuação...10

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Comecei a ler seu conto faz 2 dias, e já terminei haha seu conto é ótimo do começo ao fim. E quanto maior, melhor né?! Agora que começa o romantismo no conto eu tô amando<3 Espero que o Daniel fique com o Alexandre! Bjs

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Isso sim que foi um excelente reencontro, espero que o Daniel assuma o que sente e o Alexandre aceite esses sentimentos.

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Completamente apaixonada por essa história de amor... Vc está fazendo eu me viciar de verdade, dr. Romântico kkkkkkkkkkkk adoro, não demora to ansiosa pelo próximo, hum o primeiro beijo...desculpa não ter comentado o outro tive alguns contratempos mas já estou na ativa de novo.

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Meu amigo querido! Só tenho elogios ao seu conto. Finalmente o Daniel está baixando a guarda, ele precisa viver. A intensidade de sentimentos que você transmite nos seus contos é algo incrível, poucos autores tem essa capacidade. Bjao

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Ahhh seu sem graça, tava brincando com "a falta de sexo" do Daniel, mas né, você cortou minha piada... Não brinco mais também ( '_') rsrs; Então, continue escrevendo e lotando várias e várias páginas do word, porque (pra mim) quanto maior o texto, melhor! Agora sobre o grande segredo... Ele não apareceu ainda não é? (acho que já perguntei isso, ou algo parecido. Se já respondeu, desconsidere minha pergunta)

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Querido um conto maravilhoso como o seu quanto maior melhor.Pode ficar cansativo para quem escreve para nos que gostamos de boas leituras jamais,so nos faz feliz.Beijos querido.

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Lindo *--* Daniel já está se encantando. Agora aos poucos ele vai se apaixonar e claro, agora ele terão o empurrãozinho da Thaís para aproximá-los =)

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Demais. Espero que agora o Daniel dê uma chance ao Ale. E quando a Taís sumiu logo imaginei que ela ia ser encontrada pelo doutor fofura. Acho que o destino que os dois juntos. 10.

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Caracas maluco. Bem que você tinha dito que, o anjo salvaria maia alguém bater*----* Aiin... Já estava xingando até a última geração do Daniel, por perder a Sobrinha no Shopping u.u

Então, para de pedir desculpa pelo conto ficar grande. É assim que eu gosto. Porque sua escrita não é algo cansativo u.u Bem feito para o Daniel, quebrou a cara. Ficou aí tocando pedra no Dr. e no final viu que ele só fez ajudar. Amém... Dr. Romântico, quem é Gabriel? Você está querendo incluir mais personagens ao conto, né?! Eu sei disso u.u Credo cara, teve uma parte do conto aí, que eu tinha tido deja vu . Medo! Acho que é só... Como sou confusa,cara. Mudei de assunto feito doida e nem dá para disfarçar. Mas comento assim XD

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que bom que era o Alexandre o homem ja tava pensando q era algum tipo de pedofilo sei la rsrs. otimo como sempre 10

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