The Cuckoo's Calling -6- Prado 1

Um conto erótico de Ariel/Sam
Categoria: Homossexual
Contém 1346 palavras
Data: 24/08/2013 00:34:14

Aeroporto Internacional de Madri. 23:35pm

Descemos do avião e pegamos o Táxi até o hotel Praktik Metropol, que ficava perto dos Museus de Madri.

O hotel era lindo, era alto e ficava em um cruzamento de duas ruas, sua arquitetura lembrava-me as familiares casas britânicas, tiramos nossas malas do Táxi, fizemos as reservas e então fomos para o quarto, foi um pouco estranho entrar no hotel e pedir um quarto para três.

O quarto branco três camas de casal, banheiro e vista da cidade era tudo o que precisávamos depois de uma viagem cansativa.

-Parece que vamos ter uma boa noite de sono. –Joseph jogou suas malas no chão e pulou em cima de uma das camas.

-Onde fica o Prado? – David perguntou enquanto tirava a camisa. Ficou um pouco quente ali.

-Fica próximo daqui, amanha terá uma exposição e a peça principal e um pedaço da plataforma, isso pode dificultar um pouco o trabalho.

-Então seremos ladrões profissionais de relíquias antigas. –Joseph tirou a camisa. Oh Deus. – Vai ser divertido.

-O mais divertido vai ser usar os poderes para isso. –Disse David. –A exposição irá ser à noite, podemos ir a algum lugar para treinar.

-Acho uma boa ideia. –Eu tirei o sobretudo e fiquei apenas com uma blusa fina de manga longa, minha calça estava apertada e eu gostaria que Joseph parasse de olhar para minhas pernas.

-Eu vou ao balcão e já volto. – Eu disse.

-Ok. – Eles responderam.

Eu saí e do quarto e estava andando pelo corredor com suas portas semelhantes e simétricas pintadas com uma cor vinho, já enxergava o elevador no final do corredor, até que um vento frio me fez tremer até o último fio de cabelo, quando eu vi uma figura parada em minha frente.

Não sabia definir o que ou quem era apenas consegui ver os olhos, a pessoa vestia uma espécie de burca que ia até os pés, seus olhos eram cor vinho, como as portas do hotel e olhavam fixamente pra mim.

-Posso ajudar? – Eu sei que algumas pessoas do oriente usam burcas, mas elas não aparecem na sua frente, ainda mais flutuando.

-Eu vou lhe contar uma história.

As paredes se quebraram como vidro, tudo a minha volta estava escuro e eu estava em apenas um quadrado do que sobrou do chão.

Ela me contou uma história.

Ela me contou sobre Nathaniel, um jovem loiro de olhos muito azuis, talvez o loiro mais lindo que existiu na face da terra. Nathaniel morava com sua família na Alemanha, ele tinha seus pais e dois irmãos pequenos, viviam felizes em uma casa tradicional. Nathaniel conheceu Alba. Alba era judeu. Mesmo seus pais nunca terem ficado sabendo de Alba, Nathaniel já sentia que o amava, mesmo Alba tendo a pele um pouco escura e cabelos crespos, porém Nathaniel não ligava para nada disso, era amor de verdade.

Um belo dia soldados alemães comandados por Adolf Hitler invadiram o lar de Nathaniel e o recrutaram obrigatoriamente para fazer parte do exército que pretendia unificar a raça ariana, à tornando uma única raça existente. Nathaniel sofreu lavagens cerebrais, torturas e teve um treinamento físico intenso durante dois anos, (e nesse período foi garoto de programa secreto de Adolf Hitler conforme dizia no diário do mesmo.)

Com corpo e cérebro prontos para exterminar os judeus, Nathaniel foi ao campo de batalha. Ele matou milhares de judeus.

Ele estava prestes a invadir outra casa, não seria difícil, afinal judeus são inofensivos. Ele chutou a porta e atirou na mulher, no homem, na criança, no bebê, e ouviu barulhos no andar de cima, subiu com suas botas de couro pela escada e viu um cachorro. Ele atirou nele também. Quando descia as escadas ele o viu, com suas roupas brancas, a mão sobre a boca e as lágrimas escorrendo sobre seu delicado rosto. Pensou em mirar e atirar, mas quando se deu conta suas lágrimas escorriam por sua face, ele não queria matar Alba, ele o amava, mas aquela seria sua última missão antes de ser promovido a diretor geral da infantaria alemã.

Alba, que já estava anestesiado de dor e ódio, sussurrou:

“-Nathaniel... Por que?”

Nathaniel também não sabia o porque, se ele soubesse que era a família de Alba ele... Ele não atiraria, ou atiraria, era tão confuso pensar, parece que ele foi programado apenas para matar, pensar só pioraria as coisas. Ele viu Alba se levantar de perto do cadáver da mãe e implorando para ser morto também. Ele não ia conseguir matar Alba, ele o amava muito, mesmo depois de tudo que passou.

“-Eu te amo”. –Nathaniel sussurrou.

Ele viu a bala, o sangue, e o cadáver de Alba no chão.

Mas por que tinha atirado? Por que tinha atirado na única pessoa que amava de verdade? Ele se ajoelhou ao lado de Alba e viu seus olhos castanhos sem vida, não conseguia parar de chorar e gritar, eram gritos de dor, agonia, ele sussurrava.

“-Está tudo bem, isso vai acabar, iremos ser felizes, tudo vai ficar bem, eu te amo.”

Ele repetia a frase várias e várias vezes esperando confortar Alba, até que em um risco surdo, caiu no chão inconsciente.

Ele acordou em uma espécie de laboratório, completamente nu e acorrentado. Ele sabia que lugar era aquele, iam fazer experiências com ele, como fizeram com milhares de judeus, quando os cientistas chegaram, eles alegaram que Nathaniel estava contaminado com “Sangue não ariano, impuro” e seria uma pena testar coisas nele, devido a ser tão bonito.

Nathaniel deu um grito grave e então ele viu uma luz, uma luz de todas as cores, até as que não existem, viu formas, ouviu melodias inimagináveis e viu o destino de todos os seres humanos. Foi aí em que ele se tornou um Deus.

Passou por séculos, gerações, viu as coisas serem construídas e destruídas, viu pessoas nascerem e morrerem, viu ricos, pobres, mendigos, príncipes e tinha um objetivo: Encontrar Alba.

E ele o encontrou.

Ele era apenas um bebê, morava em Pagford, uma terra mística de bruxos, era frágil e inocente, mesmo depois de tantos séculos se lembrava daqueles olhos cor de mel.

Para despertar Alba, ele deveria sacrificar várias pessoas e relíquias, e o bebê tinha o cristal da neve, se ele matasse os guardiões talvez o Cristal nunca chegasse a Alba, porém os guardiões integraram o cristal na criança, interferindo nos planos de Nathaniel.

Mesmo estando perto de terminar o sacrifício, Alba o interrompeu com uma magia poderosa, e ele odiava isso, não odiava Alba, mas odiava Sam. E nessa vida ele me odiava, ele voltou como Kurt, e está atrás das plataformas para trazer Alba de volta.

Eu voltei ao corredor, tudo parecia normal, a pessoa de preto sumiu, devia ser de manhã.

Eu voltei para o quarto e então ouvi Joseph, que já estava pronto para dormir dizer:

-Que rápido!

-Quanto tempo eu demorei?

-Aproximadamente 15 segundos. - Disse David saindo do banheiro.

-Ah, é, foi muito rápido mesmo. - Eu sorri. – Eu vou tomar um banho e ir dormir.

Eu estava na sacada, fiquei pensando em tudo, o sofrimento de Nathaniel por séculos, vagando e esperando seu amado, fiquei com o coração apertado só de pensar que ele achava que eu era Alba. Isso é tão triste, ele tinha esperanças falsas e só está fazendo isso por amor. Eu olhei para as camas e vi os dois dormindo, respirando forte, pensei se eu sentia alguma coisa por eles além de amizade...

Decidi ir dormir, amanhã iriamos a uma exposição.

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Bom pessoas voltei!!! Sei que devo Milhares de desculpas por ter sumido por mais de uma semana. :O, mas se quiserem me xingar está liberado. kk bom esse capítulo é só para contar mais um pouco sobre Kurt/Apollyon e o porque dele fazer as coisas que ele faz... Enfim, desculpe a enrolação, o próximo será o definitivo roubo da plataforma e o encontro com uma velha amiga...

Uma boa leitura a todos, amo vocês e por favor comentem. I love seus comentários :) . Só mais uma coisa...

Quem vocês acham que é a pessoa de Burca?

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Comentários

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Adoreiiiiiiiiii a riqueza de detalhes e como você "viaja" na história sem deixar as coisas confusas, no final das contas tudo o que eles fazem, bom ou ruim, e por causa do amor.. Perfeitooo...

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Demais. Esperando o grande roubo da plataforma.

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Concordo com o J. Pedro deve ser o Alba, achei legal o Apolyon também amar alguém.

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Adorei!!! Eu acho que a pessoa de burca e o proprio Alba. Não suma mais, e uma ordem rs

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