Casa dos Contos Eróticos

A história de nós dois 67

Autor: Toshy
Categoria: Homossexual
Data: 16/05/2013 20:38:05
Nota 9.93
Assuntos: Homossexual, Gay
Ler comentários (9) | Adicionar aos favoritos | Fazer denúncia

Acordei o Nando e fomos tomar banho antes de ir para o trabalho, meu pescoço dois muito. Eu dormia todo torto na cama (durmo até hoje) e aquilo tava acabando comigo.

- por Deus, que dor horrível. – reclamei.

- um dia vou bater uma foto só pra te mostrar como voce dorme. Parece um anzol, você arrebita a bunda e estica o pescoço pra cima, é muito estranho. – disse Nando esfregando minhas costas.

- eu to precisando de um relaxante muscular. – disse.

- pode ser isso aqui? Ele disse balançou o pau que já estava meia bomba.

- hahahah, pra você tudo se resolve com sexo. – disse.

- não, só com um Bom Sexo, é diferente. – Nado disse me beijando.

- adoro beijar tua boca, é macia e gostosa. – disse e ele apertava minha bunda.

Fizemos um oral delicioso no chuveiro e trocamos rápido de roupa, quando eu cheguei na sala e vi toda aquela bagunça abri a porta e bati no apartamento do lado do meu.

- e aí pirralho, tua mãe ta ai? – disse.

O garoto foi chamar a mãe e perguntei se ela conhecia alguma pessoa de confiança pra me indicar. Minha vizinha disse que sempre ela chamava uma tal de Glória e que por coincidência ela viria em sua casa naquele dia. Perguntei se havia problemas de deixar a chave de casa com ela, e ela disse que nenhum. Nando saia do AP e me chamou para gente ir pro trabalho. Deixei as chaves com minha vizinha e fomos pra empresa.

Chegamos e como sempre os meninos já estavam esperando, pedi ao Nando que viesse falar comigo assim que ele terminasse umas ligações.

No trabalho nós nos tratávamos completamente diferente. Sem apelidos, sem brincadeiras e nada que desse muita liberdade aos demais. Eu tava precisando de uma pessoa que não conversasse tanto pra levar comigo nas viagens e eu decidi falar com o Nando antes. Ele entrou e sentou-se na minha frente.

- eu sei que as coisas estão apuradas por aqui e que tem muito trabalho, mas eu não quero mais o Hugo trabalhando comigo. – disse.

- sei, e você está pensando em fazer o que? Levar a Vanessa? – disse pensativo.

- não, to pensando em levar você! – disse e ele sorriu.

- o que aconteceu? – disse ele.

- o Hugo trabalha bem, mas ele tem um problema, ele não cala a boca. Eu sei que sou chato, mas você sabe que eu não gosto de ninguém tagarelando do meu lado, pelo amor de Deus Fernando viaja comigo? – disse e fiz cara de piedade.

- hahahaha, só você mesmo. Eu vou mas a gente tem que esperar minha irmã se mudar pra cá. – disse ele.

Por mim tudo bem, eu agüento ele mais duas semanas. O rapaz é gente boa e tudo, mas sabe aquele tipo de pessoa que não para de falar e só fala nada com nada, era o Hugo.

“ Então, comprei um celular novo, mas tipo assim, sei lá eu não gostei muito, porque ele é meio grande, e tem outro que tipo eu gostei também só que meio pequeno e acho que vou ficar com esse aqui mesmo porque tem um áudio legal....” – é o tipo de assunto que na hora do trabalho me dá uma vontade do caralho de mandar a pessoa enfiar a língua no cú.

Eu gosto do Nando porque ele só conversa sobre o que a gente está fazendo. Programação é muito código, e quando eu não acho nada na internet eu tenho que dar um jeito e inventar pra poder dar certo senão não rola, aí da erro de variável e o trabalho atrasa pra caramba, quem mexe com isso sabe que é um saco.

Meu pescoço dia pra caramba e eu não estava mais agüentando, fui até a farmácia ali perto do prédio mesmo e comprei um relaxante muscular, tomei lá mesmo e quando eu voltava vi uma coisa que me chamou muito a atenção. Um caminhão fretava um piano e os entregadores estavam descendo o piano pela rampa.

Perguntei ao entregador de quem era e o rapaz disse entregaria no prédio logo em frente, e apontou pro prédio do Nando. Por se tratar de um piano digital eles subiriam o mesmo pela escada. – bem que eu fiquei com uma vontade de tocar, mas me contive e não pedi.

- o que você está fazendo aqui parado? – disse Nando se aproximando de mim.

- olha ali que lindo pena que não tem espaço pra mais nada em casa, droga. – disse eu triste.

- e desde quando você toca piano? – disse ele.

- desde os cinco anos, mas parei quando tinha dezessete. – disse e ele arregalou os olhos colocando as mãos na cintura espantado.

- e como eu não sabia disso? – disse ele bravo rsrsrs.

- hahaha, você nunca perguntou, e eu também não achei interessante ué, sei lá amor. – disse e ele bufou.

- deixa pra lá, vamos que temos muita coisa pra fazer, e eu fui à farmácia também. – disse e ele massageou meu pescoço.

Já era horário de almoço e o Hugo e a Vanessa desceram para comer, eu não queria e Nando desceu com eles. Não deu nem dez minutos e alguém bateu na porta. – mas que saco, que nem na hora de almoço tenho sossego. Abri a porta e era o Nando com duas sacolas com comida dentro e um refrigerante.

- o que é isso meu Deus? – disse pegando as sacolas.

- comida, não está sentindo o cheiro não? – disse ele.

- rsrrs, to vendo que é comida, mas quem vai comer tudo isso? – disse.

- nós dois amor, to morrendo de fome e você vai comer também, bem capaz que eu ia deixa você aqui sem almoçar. – disse ele levando tudo pra cozinha.

- brigado amor, já que você trouxe aproveita e enche meu prato, to com fome. – disse e ele sorriu colocando tudo que tinha direito.

Minha dor era insuportável que não fui ao restaurante almoçar por puro desconforto, mas já que Nando havia levado o almoço pra mim, o mínimo que eu poderia fazer é comer sem reclamar deixar ele feliz.

O resto do dia foi normal, um cliente ligou avisando que ia fechar negócio e eu teria que viajar na segunda-feira. O expediente acabou e fomos pra casa. Eu estava feliz pois no outro dia era sábado e a gente não abria a firma, só em casa e o Hugo e a Vanessa gravavam no pendrive a parte deles e levavam na segunda.

Nando resolveu cozinhar uma carne panela com batatas e eu sentia o cheiro pela casa toda, chegava me dar água na boca. Fazia tempo que ele não fazia e eu tava morrendo de vontade de comer.

- já que você fez tudo sozinho, eu faço a salada e o suco. – disse e fui pra cozinha.

- espera, só olha minhas costas antes. Ta coçando. – disse ele.

Levantei sua blusa e estava tudo certo, dei um beijo e ele se arrepiou.

- não beija aí Bruno, você sabe que eu não gosto. – disse ele.

- qual é problema? Eu não me importo. – disse.

- ahh sei lá, vai que passa pra tua boca essa nojeira ai. – disse ele passando a mão na minha cabeça.

- não tem nojeira nenhuma aqui, e nem está machucado. E a médica disse que não passa, para de besteira amor, nem sangrando está. – disse e o beijei.

Jantamos e tava uma delicia, eu nunca comi tanto que nem aquele dia, repeti três vezes, hahahah. Tava tudo do jeito que eu gostava o AP limpo, comida gostosa, maridão gostoso e ainda cozinhava bem, hahahha. Ficamos namorando no sofá e Nando fazia massagem no meu pescoço. Ficamos assistindo uns filmes e comendo pipoca, eis que já era onze e meia e meu celular toca. Era meu irmão querendo saber se a gente não estava a fim de ir naquele barzinho de sempre. Nando disse que por ele tudo bem, como não trabalhávamos no sábado mesmo eu aceitei e disse ao meu irmão que viesse nos pegar.

Arrumamos-nos rápido meu irmão abriu a porta, Nando levou um susto e lembrou que era o Marcelo. Meu irmão tinha a chave do AP e quando chegava já vinha entrando, o Nando não ligava, mas se esquecia.

- vocês estão pelados? – gritou meu irmão.

- NÃO, pode entrar. – disse e ele entrou no meu quarto.

- gente, é só um bar e não um desfile de moda. – disse ele e Nando riu.

- sabe o que é Celo, é alguém me prometeu que quando voltássemos de viagem, isso no ano novo ainda, ia cortar o cabelo. – disse Nando apontando pra mim.

- sério Bruno, teu cabelo ta enorme mesmo, nem vejo seus olhos rsrsr. – disse meu irmão.

- eu sei, eu sei, mas tava na correria né srrrs. Terminei de pentear minhas madeixas e fomos pro bar.

Pra vocês terem uma idéia o meu cabelo tava na altura do pescoço, com o mesmo corte do Josh Holloway em Lost, (o Sawyer). Lógico que ele é 500 mil vezes mais bonito que eu, hahahha, e meu cabelo é castanho e não loiro, mas o corte era o mesmo e tava um cadinho mais comprido. Mas eu até que estava me acostumando com a cabeleira, hahahah, e tava com dó de cortar.

Terminei de ajeitar a juba e enfim saímos. O carro do meu irmão parecia mais um escritório do que um carro. Joguei os papeis de canto e entramos.

- ahh ta, vou de taxi não, pode pular um aqui na frente. –disse meu irmão e Nando foi no lado do carona.

Quando chegamos o bar estava lotado, e notei que os donos não eram mais os mesmos. Pegamos uma mesa que acabara de desocupar e nos sentamos. Pedi suco e meu irmão e Nando cerveja. O ambiente tava carregado, e eu me sentia sufocado. Reparei que desocupava uma mesa na calçada e falei que preferia ir pra lá, trocamos de lugar.

Aquele lugar tinha um clima diferente, tava estranho e eu estava com a sensação que havia tomado uma péssima decisão, a de ter saído de casa.

===

========

Olá, e mais uma vez agradeço a todos por lerem.

Renatinha31rj, obrigado pelos comentários e que bom que você gosta.

Tim mahija, tenho mesmo muita sorte, e ele ainda me atura com a mesma paciência de sempre, 6 anos morando comigo não é pra qualquer um hahaha, obrigado por comentar.

por do sol, senti mesmo tua falta, que bom que voltou e obrigado pelo comentário.

Comentários

17/05/2013 23:34:05
Eu que agradeço você é simplesmente demais preenchendo os nossos dias com algo tão fantástico como seus contos AMEI VOCÊ O NANDO E O MARCELOcontinua aguardando
17/05/2013 10:29:47
Eu amo de mais esse conto! Estranho acho que vai acontecer algo tora que de tudo certo em...
17/05/2013 10:22:55
Mto bom. Acesse: http://luanapri.blogspot.com.br/
17/05/2013 07:59:59
maravilhoso como sempre
17/05/2013 04:31:08
Tomara q vcs fiquem bem gente,eu nao quero q lhes aconteça algo de ruim
J's
16/05/2013 23:59:51
Xiii parece que nao vem coisa boa por aí... Imaginei 1000 coisas que podem acontecer rs Creio eu q nao seja nada tão grave, tipo, um desentendimento pelo fato de vcs serem um casal e os donos novos do bar nao gostarem. Uma briga em que algum dos 3 acaba se envolvendo, encontrar o Rodrigo e gerar uma confusão(acho q nao) Affs tem muita coisa kkk Vamos ver no que vai dar essa má decisão de sair de casa.
16/05/2013 22:53:20
fiquei meio preocupado com o que ele tá sentindo, acho que é um pressentimento
16/05/2013 21:51:27
S2
16/05/2013 21:04:09
Muito bom. Espero que não aconteça nada com vocês nesse bar.

Comente!

  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.