Uma Chance para recomeçar Part.2

Um conto erótico de Frederico
Categoria: Homossexual
Contém 2125 palavras
Data: 23/01/2013 14:30:16

lá vai mais uma.

Ali deitado na cama, eu acabei pensando em tudo que havia me acontecido desde o dia da morte do Brian ate o dia de hoje. Eu não sabia se seria bom me aproximar de outra pessoa, eu tinha medo do que podia acontecer. Foi com esses pensamentos que eu acabei sendo surpreso por meu novo “Companheiro de quarto” Ele era um garoto diferente da maioria que estudava ali naquele colégio, bem... Pelo menos por fora parecia ser. Ele tinha uma altura média, seus olhos eram azuis, seus cabelos eram loiros e seu corpo era um pouco maior que o meu.

Ao entrar no quarto a primeira coisa que ele fez foi abrir um grande sorriso pra mim, Eu já desconfiado como sempre fui, somente revirei meus olhos, os desviei para meu diário que estava encima da mesinha do lado da minha cama e passei a “Fingir” que estava lendo.

Ainda concentrado no meu diário e tentando ignorar o novato, eu senti que alguém se sentava na minha cama, eu abaixei o diário revelando meus olhos e passei a encara-lo, ele somente deu um sorriso e negou com a cabeça.

- Qual o motivo da graça? – Perguntei friamente, esperando que ele recolhesse o sorriso, mais isso não o intimidou.

- Nada não! Só você que é um pouco... – Ele parecia querer continuar, mais meu olhar para ele o fez recuar. – Bem deixa pra lá. Sou Vinicius. – Completou ele estendendo a mão.

- Sou “Não enche o saco” – Falei de novo friamente, sem se quer tocar em sua mão o deixando completamente constrangido.

Ele vendo que aquilo não ia dar certo, colocou sua mochila encima da cama e agora parecia procurar alguma coisa. Ele parecia ter encontrado e agora em cima da mesinha do seu lado ele colocava dois porta-retratos, Um com uma foto de uma criança, que provavelmente era ele, e de um rapaz que o segurava no colo.

- Quem são? – Eu disse tentando quebrar o gelo, pois eu odiava esse tipo de situação.

Ele olhou pra mim surpreso, deu um risinho de canto de boca e voltou a olhar para o porta-retrato.

- Sou eu e o meu pai – Disse ele com uma voz calma e baixa.

- Por que ele mandou você para cá? – Eu disse tentando dar continuidade ao assunto, mais ele deu sinais claros de que não se sentia bem em prosseguir. – Desculpa. – Eu disse tentando desfazer meu erro.

- Tudo bem... Não foi meu pai que quis me mandar para cá, foi eu quem pediu. Estou tentando esquecer uma paixão, e nada melhor do que enfiar a cara nos livros. – Ele disse um pouco mais animado agora, mais por via das duvidas eu resolvi acabar com o assunto ali.

- Não vai me dizer seu nome? – Ele insistiu nisso, mais não tinha mais motivos para esconder.

- Eu já disse, meu nome é “Não enche o saco”. – Eu respondi sarcasticamente.

- Pocha qual é? Sua mãe não colocaria esse nome em você. – Disse ele se sentando em minha cama e colocando a Mao sobre minha perna que rapidamente eu puxei.

- Sou James, mais pode me chamar de Jay se quiser. – Respondi tentando ser o mais simpático possível, mais creio que não adiantou muito.

Ele se levanta, vai ate sua mala e começa a colocar suas roupas no guarda-roupa.

- E então? O que você acha do colégio. – Ele perguntou, pendurando uma camiseta em um cabide ainda sem olhar pra mim.

- Um saco. – Eu respondi, sendo curto e grosso.

- E então por que continua aqui?

- Não sei talvez pelo que aconteceu no passado, algo parece me prender aqui. – Eu disse sem perceber o que dizia.

- O que aconteceu no passado? – Perguntou ele agora olhando pra mim com uma cara assustada.

- Senta... é uma grande história – Eu respondi tentando ser sarcástico.

Ele se sentou na minha cama e então eu comecei a contar toda aquela história que eu contei no inicio da história, sobre a morte de meu melhor amigo. Por mais incrível que pareça, ele escutou tudo calado, sem expressar nenhuma reação se quer ele apenas assentia com a cabeça dando sinal para que eu continuasse.

- Então... é isso – Eu disse em meio a um suspiro, pois aquela tinha sido a primeira vez que eu contava esse situação para alguém.

- Caramba! Você aguentou a maior barra aqui esses anos todos sem nem abaixar a cabeça? Eu com certeza não daria conta. – Disse ele levantando da cama e voltando a fuçar as suas roupas.

- Seu ultimo parceiro de quarto mudou de colégio? – Perguntou ele como se não quisesse nada.

- Não, ele morreu... Foi o Brian, depois disso ninguém quis ficar no mesmo quarto que eu. – Eu disse me sentando na cama.

- O que? Faz dez anos que esse quarto é só seu? – De novo disse ele com cara de surpresa.

- Pois é. – Respondi meio que pra mim mesmo, lembrando de que tinha passado muito tempo desde que eu não conversava com ninguém por livre e espontânea vontade a não ser com o diretor e com o Pedro.

- Temos que comemorar então... Disseram-me que haverá uma festa de boas vindas para os novatos, o que você acha? – Disse ele me olhando com a carinha mais linda do mundo, como se fosse um bebe pedindo algo.

“O que? Cara linda? Como eu posso ta falando isso de outro garoto? Foco Jay... Foco!” – Pensei pra mim mesmo.

- Não sei, faz tempo que não me divirto. – Eu disse tentando fugir do convite, mais ai já deu pra perceber que ele é uma pessoa insistente né?

- Qual é? Vamos lá, você tem que sair dessa “Masmorra”. – Disse ele com um lindo sorriso no rosto, que me fez paralisar completamente.

- Ta bom... – Aceitei meio sem pensar, estava ocupado demais tentando desviar meu olhar do dele.

- Aêê, que bom... Vou tomar um banho então, já são 15:00... posso usar o banheiro? – Perguntou olhando o relógio que ficava encima da porta e depois me olhando.

- Claro, ele também é seu... – Eu disse olhando as horas... Nossa! Como o tempo passou rápido enquanto eu estava falando com ele... E eu nem almocei.

- Ok! – Disse ele separando uma roupa e entrando no banheiro.

Fiquei alguns minutos ainda congelado, mais quando voltei em mim fui ate a porta do banheiro e bati.

- O que é? – Perguntou ele de dentro do banheiro.

- Estou indo na Cantina descolar algum lanche pra gente ok? Nós nem descemos para o almoço. – Eu disse auto para que ele escutasse.

- Tá bom, trás um bem reforçado pra mim ok? Eu como bastante. – Disse ele e depois deu um risinho que eu ainda consegui escutar.

Eu ri do que ele falou e abri a porta do quarto, e adivinha quem tava lá escutando atrás da porta? Adivinhou quem disse o Diretor Fowks.

- Eu ia bater! – Disse ele recuperando do susto que eu dei.

- Aham sei... Por que tava escutando atrás da porta? – Perguntei sendo direto.

- Tava esperando a hora certa pra te chamar pra ir pegar seu almoço. – Disse ele meio inseguro do que falar.

- Aham... E essas vasilhas na sua mão? - Perguntei percebendo que era meu almoço e o do Vinicius. Ele sempre fazia isso quando eu não descia para almoçar.

- Há é, eu trouxe sem querer... Porém você tem que ir lá embaixo pegar as bebidas. – Disse ele sem jeito pelo flagra que dei.

- Tá bom, vamos lá... – Eu disse fechando a porta e indo em direção à escada.

Nós dois descemos a escada, durante todo este trajeto não tocamos uma só palavra se quer, somente o diretor Fowks que ficou lançando olhares desconfiados para mim. Com certeza ele estaria se perguntando se eu havia dado bem com o novo aluno ou se eu já tinha o matado.

- Tá bom, fala logo. O que quer saber? Se me dei bem com ele ou o matei? – Perguntei assim que chegamos à cozinha, ele parou me olhou nos olhos como se dissesse “todas as perguntas anteriores”. – Ainda não conversei muito com ele... e não... eu não o matei, até por que nunca matei ninguém.

- Eu não disse nada... Você que anda inventando coisas. – Respondeu ele por fim, me entregando duas latinhas de refrigerante.

- Aham... Sei... – Disse desconfiado.

Resolvi não dar importância mais, então fui me virando para voltar pro quarto, porem ele interrompeu.

- Espero que se deem bem... – Disse ele ainda do lugar de onde estava.

- Vou tentar... – Respondi mesmo que pra mim mesmo.

- Eu selecionei aluno por aluno, para colocar no seu quarto... Espero ter acertado. – Disse ele se levantando e colocando a mão sobre meu ombro.

Dei um sorriso de canto de boca para ele e voltei a andar... Passei pela porta da cozinha e avistei alguns alunos no corredor e como sempre, pararam de cochichar seja lá o que quando eu passei. Como sempre, não dei muita bola para aquilo e fui direto para meu quarto. Quando cheguei perto da porta escutei algo, parecia ser alguém cantarolando, provavelmente Vinicius.

Coloquei minha mão na maçaneta e fui girando de vagar, não queria fazer barulho, pois queria dar um susto nele, mais quando eu entrei no quarto, fui eu quem levou o susto. Vinicius estava de costas para a porta, ainda cantarolando uma musica que eu não conhecia, ele estava nu, procurando alguma coisa em sua mala. Era linda aquela sena, aquele garoto loiro, da pele branquinha e de costas definida, ali parado na minha frente sem nenhuma roupa se quer... Pra minha infelicidade ele logo encontrou o que procurava, era uma cueca Box branca, ele vestiu a cueca e logo em seguida olhou pra mim... Ele ficou me encarando por algum tempo depois deu um grande sorriso e finalmente me despertou daquele transe inexplicável.

- Há quanto tempo está ai? – Perguntou ele ainda com aquele sorriso lindo no rosto.

Eu não respondi a principio, estava ocupado demais me odiando por estar desejando um homem.

- Acabei de chegar... Trouxe nossa comida – Falei tentando mudar de assunto.

- ótimo... Estou morrendo de fome – Disse ele não insistindo no assunto.

Eu coloquei tudo encima da mesa que eu usava para estudar, que obviamente já estava arrumada e com nenhum papel encima, Vinicius puxou uma cadeira e se sentou.

- Vai ficar só de cueca? – Perguntei colocando uma colherada de comida na boca.

- Vou, te incomoda? Se quiser eu visto uma bermuda. – Respondeu ele me encarando.

- Sem problemas – Eu disse depois de mastigar a comida.

Todo o Almoço foi tranquilo, claro, sem contar o clima estranho que ficou no ar. O diretor Fowks trouxe 3 pratos de comida, eu comi o meu e ainda assim não foi tudo, enquanto Vinicius comeu os dois pratos restantes.

- Nossa! Você come pra caramba em. – Disse tentando puxar assunto, Estava odiando tamanho silencio.

- Claro! Tenho que manter meu corpinho... – Comentou ele passando a mão sobre seu abdômen.

Não sei o que deu em mim, mas assim que ele foi passando a mão pelo seu belo corpo, meu olhar foi a acompanhando ate que ele vai ate seu membro e da uma coçada em seu membro. Ele como não era bobo nem nada percebeu meu olhar indiscreto, então deu uma risadinha baixa e se levantou, foi ate o guarda-roupa e pegou uma bermuda xadrez e uma camiseta gola V laranja e vestiu... Nossa! Ele ficou lindo. Logo em seguida ele se deitou na cama, colocando suas mãos atrás da cabeça.

Ele ficou um tempo calado, achei que estivesse dormindo, então arrumei toda a bagunça que fizemos e peguei os pratos para levar a cozinha, abri a porta de vagar para não o despertar do seu sono. Estava tudo muito cheio, o pessoal do conselho estudantil estava organizando a festa, em poucas horas deveria estar tudo pronto, por isso era o maior corre-corre, Para minha sorte, Pedro estava passando por ali, cheio de pratos e outras coisas, provavelmente iria para a cozinha.

- Oi Pedro! Vai para a Cozinha? – Quis saber.

- Vou sim... Quer alguma coisa? – Respondeu ele.

- Você... Poderia levar essas coisas pra mim? Perdi a hora do almoço e o diretor veio trazer pra mim. – Tratei de responder, mais como eu imaginava ele queria saber o motivo, ou melhor, ele já o sabia.

- Hum... Estou vendo que gostou do novato – Disse ele descaradamente.

- Que isso... Se toca, eu tava ocupado matando ele e tentando esconder o corpo. – Disse tentando fazer piada, o que não deu muito certo.

- O que?! – Disse Ele espantado.

- Calma, foi uma piada... Ele tá dormindo. – Disse descontente por ele não ter gostado da piada.

- Tudo bem me do ai... Eu levo para você. – Disse ele me olhando com aquele olhar que só eu conhecia... O olhar de “Aham... Vou fingi que acredito”.

Dei os pratos para ele e voltei para o quarto. Vinicius estava deitado na cama de olhos fechados, aproveitei e me deitei na cama também, para escrever no meu diário.

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