Primeiro Namorado - Parte 10

Um conto erótico de Dirtyboy
Categoria: Homossexual
Contém 1705 palavras
Data: 25/12/2012 19:36:50
Última revisão: 21/08/2014 23:15:48
Assuntos: Gay, Homossexual, Romance

Sempre.

Eu acho que essa é uma palavra muito forte.

Eu acho que esse é um momento em que tudo é muito forte.

Menos eu.

Vibrava, e corava. Estou vivo. Eu sinto.

Eu me lembrava de uma música, que um dia quase me matou e agora quer que eu conheça o amor de perto. O amor existe mesmo?

Sorri enquanto Henrique me beijava. Eu queria dizer que o amava, mas a ideia não era recíproca. Então engoli o amor, para meu próprio bem.

“Do what you feel now! Electric feel now!” A voz de Andrew ecoava agora na minha cabeça.

O que eu sentia agora?

Henrique sorria de volta e agora cheirava meu pescoço enquanto lenta e cautelosamente se movimentava sobre mim e me arrancando alguns gemidos. Eu era dele agora. Meu corpo treme, e eu o abraço. Estava nervoso, e começando a suar. Estava pensando em desistir e sair correndo.

Então ele diz aquelas três palavras.

— Eu te amo – logo depois me beija.

Um beijo diferente dos outros. O melhor na verdade. O que fez meu corpo vibrar da cabeça aos pés. Como se ele pudesse passar todo o amor que diz que tem por mim através dele. Eu até fiquei sem forças para dizer que o amava também. Todas as células do meu corpo o desejavam agora.

— Então me ame – não foi a melhor resposta, mas disse isso.

Ele me levantou e me colocou em seu colo, depois levantou. Passei as mãos em seu pescoço e deixava que ele me beijasse onde quisesse. Ele subiu para o quarto e me jogou em sua cama. A visão dele pelado vindo em minha direção me deixou arfando de desejo, e quando ele estava em cima de mim novamente, senti seus músculos rígidos e seu peso – suportável na medida do possível – e seu...

— Quer dizer... – sussurrava e gemia ao mesmo tempo. — Quer dizer que depois disso, vamos ser mais do que ficantes? – perguntei enquanto o abraçava para que seu corpo ficasse perto do meu.

— Já somos mais do que ficantes... – sussurrou ele ao meu ouvido.

Estremeci.

Então ele era meu namorado. Como era esquisito isso. Namorado... Passei a vida inteira escutando meus parentes perguntando: “E as namoradinhas?”, e aqui estou eu agora com um namorado. Meu primeiro namorado.

Ele me beija intensamente, e correspondo. Passeio com minhas mãos nas suas costas fortes e deixo que ele me domine. Eu já tava explodindo de excitação, quando ele começou a penetração. Claro que doeu. E muito. Quando ele estava todo em mim, me beijou e começou a dizer coisas um tanto vulgares no meu ouvido. E eu amei.

— Como você é gostoso... – disse ofegando no meu ouvido. Logo em seguida começou pausadamente o vai e vem. Fechei os olhos e cravei meus dedos nas suas costas. Os movimentos ficaram mais rápidos, então jogo minha cabeça para trás e urro junto com ele de prazer.

Henrique segura meus cabelos e puxa minha cabeça para sua.

— Quero ver seus olhos. – disse um pouco autoritário.

Quem seria eu para discordar dele agora? Abri os olhos e o encarei. Sua típica cara séria me fitava, e um sorrido se formou no canto da sua boca. E agora os movimentos estavam rápidos e fortes. A dor apenas diminuiu, e eu gemia como um louco. Ele me colocou de bruços e ficou por cima novamente. Beijou minhas costas, cheirou meu cabelo e mordeu minha orelha. Voltou a falar coisas safadas no meu ouvido enquanto se movia lentamente dentro de mim.

A sua voz rouca no meu ouvido, seu hálito quente, sua barba roçando na minha nuca, e sua agitação foram os fatores para que eu gozasse sem me tocar. Eu nem tava acreditando que tinha acabado de gozar sem minhas mãos. Henrique começou a se mover mais rápido e forte. Quando ele urra de satisfação, é que eu o sinto gozar. Ainda dentro de mim, ele cai sobre minhas costas e beija meu pescoço.

— Eu te amo. – agora sou eu quem digo com uma voz fraca e cansada.

— Eu sei. – ele responde.

Ficamos daquele jeito até ele me levar para tomar banho. Ele passou sabão em todo meu corpo e eu retribui de bom agrado. O beijava enquanto a água morna caia nas nossas cabeças, levando toda a espuma. Ele toda hora tirava meu cabelo do meu rosto. Parecia que adorava meu cabelo.

Nos enxugamos e nos vestimos. Enquanto eu seco meu cabelo com uma toalha, lembro de uma coisa. “Às sete horas em ponto!” Era minha mãe gritando na minha cabeça agora. Droga! Tinha esquecido completamente disso.

— Que horas são, Henrique? – perguntei, já que tinha abandonado meu relógio em casa.

— Sete e meia... – seu rosto fica neutro. Ele com certeza lembrou também. — Acho que sua mãe vai...

— Ah com certeza vai. – o interrompi.

Ele segurou meu braço e me puxou para a garagem, colocou sua jaqueta em mim novamente, e eu agradeci, já que o tempo estava de congelar. Ele voou para minha casa, quando chegou na porta, tentei abrir a porta mais ainda estavam trancadas.

— O que você está esperando? – perguntei nervoso. Ele apenas me beijou.

— Isso – respondeu e destrancou as portas. Corei de vergonha. E sai do carro. — Até amanhã no colégio amor. – disse saindo e nem me dando a chance de responder.

— Até... – disse para o nada.

* * *

Escutei o sermão da minha mãe calado, e tentando esconder a minha felicidade e depois fui para meu quarto. Peguei meu celular, e sorri que nem um idiota quando eu vi uma mensagem não lida de “Amor”. Apertei em ‘ver’ na tela.

“O que vamos fazer no colégio? Eu vou continuar te odiando?”

Respondi:

“Pode ser, contanto que você não me bata...”

Vinte segundos contados, e a resposta dele chega.

“Eu não vou te bater, não agora que você é meu namorado secreto”

Ele, como eu, não queria assumir nada. E eu fiquei grato por isso. Respondi irritado com o “não agora” dele:

“Então quer dizer que se não estivéssemos namorando, você me bateria?” EnviarIsso parecia uma eternidade.

“Se você merecesse...” Que cafajeste!

“Canalha” Respondi com o maldito sorriso que teimava em sair do meu rosto.

Fiquei conversando com ele até uma hora da manhã, e por fim dormir.

— Hugo... acorda amor – sussurrava minha mãe me balançado. — Você vai se atrasar...

Levantei feliz apenas porque sabia que veria Henrique no colégio, e porque hoje era sexta. Eu não tinha percebido, mas tinha dormido com a jaqueta dele. Guardei no canto do meu guarda-roupa e eu usei outro para ir ao colégio. Vai que aquela doida daquela menina (aquela atrevida da educação física) saiba todas as roupas dele de cor, e me visse usando uma roupa dele. Não poderia dizer que era minha, já que não tinha dinheiro para comprar nada de marca.

Cheguei ao colégio, comprei um suco de laranja antes de sentar com Sara, Bruno, Pedro e Clara. A gente tava conversando sobre minha queda na educação física. Eu estava sendo zoado até a alma. Clara levantou e fingiu cair e depois começou a insinuar um choro.

— Por que não foi você! Doeu para caralho! – disse indignado e todos riram.

Henrique já tinha chegado e eu não tinha percebido, mas quando eu comecei a encará-lo, Clara gritou.

— Hugo! – virei para ela.

— Oi? – perguntei perdido.

— O que você perdeu olhando para a mesa dos meninos? Quer entrar para o time de futebol é? – perguntou rindo logo em seguida.

— Se eu jogasse bem, quem sabe um dia...

— Você joga bem. – não foi Clara que respondeu. Viro e fito o Gustavo em pé atrás de mim.

— Que susto Gustavo! – respondi.

Ele pegou uma cadeira em uma mesa vazia, colou do meu lado e sentou.

— Melhor? – perguntou ele tomando suco de laranja.

— Melhor? Ele chegou aqui com um sorriso que dava pra perceber de costas! – disse Clara.

— Não é pra tanto! – respondi.

— O que será que ele fez no resto da quinta? – perguntou Bruno.

Transei com Henrique!

— Ganhei um celular novo! – mostrei para eles.

— Olha só gente... Hugo aderiu à tecnologia! – disse Clara. Todos riram e logo em seguida o sinal soou, e todos pareciam zumbis levantando para ir para a sala, menos eu lógico, que quase fui saltitando.

Sentei no meio da Clara e da Sara, e estava me segurando para não conversar a aula de espalhol toda. Olhei para Henrique em alguns momentos, mas ele parecia mais entediado do que qualquer um.

Tudo estava perfeito, continuamos a jogar conversa fora no intervalo. Clara falando de como queria ir para um bar, Gustavo e Pedro ainda me zoando por causa da queda e Sara e Bruno se beijando. Até a vaca daquela garota (isso, essa mesmo, a da educação f.) sentou do lado do Henrique e deitou a cabeça no ombro dele, enquanto ele jogava batata frita na cara de alguém e sorria com aquele sorriso matador. Eu estava pensando seriamente em ir até a mesa dele, puxar aquela biscate pelos cabelos loiros perfeitos dela, e jogá-la para bem longe dele.

Suspirei alto, e todo a minha alegria contagiante tinha desaparecido.

— O que foi agora? – perguntou Clara. — Cadê a alegria? Os unicórnios e os arco-íris?

— Eu acho que sou bipolar... – disse agora tomando a coca do Gustavo e bebendo.

— Acha? – ironizou Gustavo.

Clara fez questão de colocar o número de todo mundo no meu celular. Então ela bota a mão na boca e grita:

— Agora eu sei o motivo dessa alegria! Olha gente! “AMOR”! – e riu até quando não aguentou mais. Coloquei minhas mãos no rosto morrendo de vergonha, depois tomei o celular dela antes que ele visse o número. Tarde de mais.

— Eu conheço esse número... – ele fez uma cara pensativa, e depois seu rosto ficou de uma forma que eu não consegui decifrar que sentimento era. — Oh... – ela apenas disse. — Acho que me enganei...

Como ela mentia bem!

— Mesmo assim... Quem é a infeliz? – perguntou ela rindo.

“O” infeliz, você quis dizer!

— Isso só foi uma brincadeira da minha prima – menti — Ela colocou “amor” dizendo que eu não conseguia viver sem ela. – disse dando de ombros.

— Estou doidinha para conhecer sua prima! – disse ela.

“E eu estou doidinho para te matar!” pensei, sorrindo forçadamente.

— Tem que ser logo, porque em breve ela vai viajar...

Completei minha mentira.

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Comentários

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Só li hoje, sumido, mas ta ótimo como sempre

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Ainnn, por favor, não demora! Li todos os seus contos em menos de meia hora. A D O R E I! Garoto, você tem potencial... Eu lendo seus contos fico igual menina besta com "borboletas no estômago" Lance um livro, faça um filme e mais 200 contos contando a sua historia com Henrique. Amo amo, já sou seu fã!

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Comecei a ler hoje e não descansei até ler tudo, muito bom cara.Não só a história mas tbem vc escreve de um jeito tão descontraído, eu fico imaginando e rindo sozinha aqui.Parabéns e por favor, por favor não demora pra postar tá.

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Claro que ele é rsrs, do Hugo na verdade. Como o Hugo é inspirado em mim, pode se dizer que Henrique tmb é meu namorado (imaginário, mas é) ashuash. Mas se ele vai ser o único... Vamos ver isso ainda. E Clara não vai fazer nada - Spoiler - uahsuash.

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Henrique é seu primeiro namorado, certo? Então, espero que seja o único, né? Rsrs. Clara já sabe... Mas é amiga, ela não faria nada contra você. Pelo menos eu acho... Poste mais frequentemente! Por favor?

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Henrique é seu primeiro namorado, certo? Então, espero que seja o único, né? Rsrs. Clara já sabe... Mas é amiga, ela não faria nada contra você. Pelo menos eu acho... Poste mais frequentemente! Por favor?

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Apareceu né! Ishe agora as coisas estão esquentando sua colega sabe, a outra guria dando em cima do Henrique. Posta mais um, ansioso demais... Muito bom

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