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Maridos covardes – Parte final

Categoria: Homossexual
Data: 04/05/2011 13:01:03
Última revisão: 05/08/2013 00:22:03
Nota 10.00
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Artur, num acesso de raiva, bateu na namorada (Daniela). Ela foi para casa assustada, nervosa e chorando muito. Contou para seu pai, Sr. Souza, um banqueiro de jogos de azar (bicheiro). O pai dela e seus capangas deram um cacete em Artur e ele ficou mais de um mês no hospital. Quando se recuperou, Sr. Souza avisou-o que se ele batesse em sua filha novamente, ele já sabia o que iria acontecer! (risos)

Enquanto Artur se recuperava, Daniela e seu pai me procuraram. Contei-lhes toda a história. Eles ficarão sensibilizados comigo e meus filhos. Na frente de sua filha, Sr. Souza me disse:

- Solange, eu gostei muito de você. O que eu puder fazer para lhe ajudar, conte comigo! Minha filha só irá ficar com ele se ela quiser. Respeitarei a vontade dela.

Querendo-o sempre por perto, Sr. Souza ofereceu-lhe trabalho. Artur aceitou (estava desempregado). Seu trabalho inicial era fazer o intercâmbio com outras bancas de jogos do bicho, sempre sob os olhares atentos de Sr. Souza. Hoje em dia, Artur me dá uma boa pensão e fica com nossos filhos de quinze em quinze dias. Sr. Souza e sua mulher, sempre que podem, passam em casa para saber de mim e meus filhos. Artur, graças a Deus, “parece” que se transformou num homem consciente de seus limites. Namorou Daniela por um ano. Apaixonaram-se e se casaram. Eles demonstram que se amam e vivem bem. Eles têm dois filhos. (fico contente por eles)

No começo, minha família me criticou por eu me separar, mas com o tempo foram se sensibilizando comigo. Minha irmã é meu anjo da guarda. Amo-a muito! Minha confidente! Ela sempre me visita! Linda! Ela me pediu para sempre contar com seu amor, independente do que eu estiver passando. Que eu não deixasse mais as coisas chegarem ao ponto em que chegaram. Que eu sempre aprenda com os acontecimentos na vida.

Meninas, não aceitem apanhar de seus maridos e companheiras. Consulte sempre um advogado (a). Agressão é crime, previsto na lei. Após agredida, vá a um pronto socorro e faça constar na ficha de atendimento a informação “agressão”. Denunciem às autoridades competentes. Delegacia da mulher é um bom exemplo. Faça exames de corpo de delito. Não tenham medo! Os seus medos alimentam a agressividade dos companheiros (as). A primeira vez que apanhar deve ser a única. Separe-se! Se ele (a) te bate, é porque não te ama. Bater não é declaração de amor. Quem bate perde a razão. Não tenha dó dele (a) e nem acredite que ele (a) irá mudar. Ninguém muda ninguém. A pessoa só muda quando quer.

Durante os quatro anos de casada, eu, Solange, me abandonei. Tudo era para Artur, para a casa e para os filhos. Minha irmã arrumou um emprego para mim na empresa em que eles trabalham. Depois de seis meses, voltei a estudar. Entrei na faculdade, curso de Letras. Minha vida era trabalhar, estudar, cuidar de mim, dos filhos e da casa. Fiquei quatro anos nesta vida e, muitas vezes, sentia vontade de estar com alguém. Masturbava-me lendo contos eróticos, assistindo cenas de sexo explícito e me imaginando com uma mulher. Minha irmã mostrou-me o caminho que eu quero para minha vida. Nunca me esqueci daqueles momentos mágicos que tivemos. Eu sou lésbica. Eu sinto isso. É fantástico estar com uma mulher!

Conclui o curso de Letras aos vinte e nove anos de idade e permaneço trabalhando na empresa. Assim que me formei, conheci Ana, uma menina de trinta e três anos, que veio transferida de outra área. Almoçávamos juntas quase todos os dias. Logo, percebi que ela gostava de meninas e se interessou por mim. Eu me deixei levar! Reparei que ela expressava-se de uma forma masculina. Tinha cabelos lisos (castanhos escuros) bem curtos, cheirosa, seios e bumbum pequenos, não usava maquiagens, quase sempre estava de calça, camiseta e tênis. Raramente usava uma blusinha. Passados uns vinte dias que nos conhecemos, ela convidou-me para sair. Aceitei. No dia combinado, deixei meus filhos na casa de minha irmã. Ana passou em casa e fomos jantar fora. Eu estava de tamanco preto, saia vermelha e uma blusinha preta. Cabelos arrumados, cremes, perfume, brincos, lápis preto no contorno dos olhos, batom vermelho e minha bolsa. Ana estava de tênis, calça jeans, camiseta branca baby look feminina, sem maquiagem, sem batom e de bolsa. Ela era uma mulher inteligente, encantadora, alto astral e bem incisiva para me conquistar. Durante o jantar ela ficou me cantando, me alisando a pele e querendo grudar em mim no restaurante mesmo. Senti-me desejada e fiquei excitada pelos afagos dela.

Saindo do restaurante, nos beijamos dentro do carro e começamos numa intimidade maior. Ela ligou o carro e me levou para seu apartamento. Assim que chegamos, na sala mesmo, tiramos a roupa uma da outra. Eu estava muito excitada, fazia tempo que não ficava com ninguém. Ela me conduziu para seu quarto me agarrando e me deixando doida! Em sua cama de casal, Ana lambeu meu pescoço, chupou meus seios, tocou-me a vagina e, com seus dedos, fez-me gozar! Beijei sua boca, seu pescoço, seus seios (chupando-os) e fui descendo pelo seu corpo com minha língua. Toquei sua vagina e comecei a lamber seu clitóris. Logo ela se desmanchou em gozo! Ana se levantou, pegou sua nécessaire, retirou um pênis (16 x 4 centímetros) com cinta, em látex, com saco pequeno e veias. Prendeu-os em sua cintura, passou lubrificante e ficou mexendo nele com as mãos, para cima e para baixo (masturbando). Neste momento, eu vi o homem que existe dentro dela. Não me senti à vontade vê-la fazendo isso, mas não quis quebrar o clima. Ela veio para cima de mim, beijou-me, abriu minhas pernas e começou a introduzi-lo dentro de minha vagina. Eu sentia aquele brinquedinho entrando e saindo. Nos gemidos que ela dava e nas expressões de seu rosto, percebi que ela sentia mesmo ter um pênis de verdade. Eu fiquei tensa enquanto ela estava sobre meu corpo, me comendo. Esperei ela realizar-se dentro de mim. Eu não senti prazer em estar abrindo minhas pernas para ela. Assim que ela gozou, tirou o brinquedinho de dentro de mim e depois a cinta de seu corpo. Exausta, deitou ao meu lado e até cochilou. É mole? Nem se preocupou comigo! Eu vesti minha calcinha e blusinha preta. Liguei a televisão e me deitei na cama. Esperei a “beleza” acordar. Pedi para ela me levar embora, pois já estava tarde! (eu tava fudida com ela, mas não demonstrei)

Ela me levou para casa e disse-me que, no dia seguinte (um domingo), viria em casa pra gente se ver. Eu só a olhei e dei um sorriso amarelo. No dia seguinte, ela veio em casa e ficamos conversando. Soraia ainda não tinha trazido meus filhos. Ana tentou me comer de novo, mas eu resisti. Disse-a que não estava bem, sentia dor de cabeça. (mentira, risos). A partir deste dia, fui mostrando a ela que nossa relação era só de amizade mesmo. Ela ainda insistiu em sair comigo, mas logo também notou que eu não estava mais afim.

Olha, gente, eu, Solange, amo ser mulher! Eu gosto de mulher! Eu gosto de cheiro de mulher. Eu gosto de toques femininos sobre mim. Sou tarada por mulher. Eu gosto de meninas de saias, vestidos, calças justas, roupas coladas, mini blusas. Eu gosto de meninas cheirosas, bem cuidadas. Eu gosto de meninas que usam maquiagem, passam batom, cremes pelo corpo. Eu gosto de meninas que se depilam, fazem as unhas e são femininas. Eu gosto de abraçar meninas e sentir os cheiros de seu corpo em mim, o cheiro de seus cabelos, o gosto de seus beijos. Como dizem algumas amigas minhas, eu gosto de Barbie! (risos) Eu não quero encontrar o menino que existe dentro de uma menina. Eu quero encontrar a menina que existe dentro de uma menina. Eu quero trocar carícias, sentir os corpos colados, os beijos, os toques de uma na outra. Podemos sim usar brinquedinhos, mas tudo tem sua hora!

Depois de mais ou menos um mês, num sábado, minha irmã, Soraia, me convidou para irmos ao shopping com as crianças. Soraia levou seus filhos (Francine e Francisli com dezesseis e Eduardo com quatorze anos) e eu levei os meus (Mateus com quase nove e Helena com seis anos). Passeamos pelo shopping, vimos vitrines e, quando entramos numa livraria, Solange encontrou uma amiga, Fernanda. Que menina linda, fiquei encantada por ela! Ela nos apresentou e ficamos conversando. As crianças estavam famintas e fomos todas tomar um lanche. Enquanto conversávamos, minha irmã notou a troca de olhares entre eu e Fernanda. Mas ficou na dela, deixou rolar. Na hora de irmos embora, trocamos telefones. Soraia continuou sem nada dizer sobre Fernanda. Eu suspeito até hoje que minha irmã já sabia que Fernanda também gostava de meninas e me preparou este encontro.

Durante a semana nos telefonamos e combinamos de sair juntas. Fernanda, uma menina de trinta e um anos, pele branca, 1,66 m, 60 Kg, olhos verdes, cabelos loiros (lisos escorridos), seios grandes, bumbum médio, pernas grossas e boca carnuda. Eu, Solange, uma menina de vinte e nove anos, pele branca, 1,63 m, 61 Kg (emagreci), olhos e cabelos (lisos) castanhos claros, seios pequenos, um bumbum redondinho e pernas charmosas. O sorriso de Fernanda era lindo. Ela trabalha como embriologista (inicia a cultura dos óvulos e espermatozóides para a fertilização e entrega o cateter ao médico para a fecundação do embrião), numa clínica de fertilização. Nós já estávamos apaixonadas uma pela outra! Se vocês acreditam em amor à primeira vista, foi isso que nos aconteceu!

Noite de sábado, lua cheia, por volta das 21h, Fernanda passou em minha casa e saímos para jantar. Estávamos excitadas e ansiosas para ficarmos juntas num lugar mais aconchegante. Após o jantar, nos beijamos dentro do carro e começamos a nossa história de amor. Ela me convidou para ir ao motel. Eu aceitei!

Assim que abrimos a porta do quarto, nos agarramos. Ela tinha um cheiro tão gostoso, uma pele macia, lisa, quente e um gemido que me enlouquecia! Fernanda estava de vestido e sandálias pretas. O seu vestido realçava suas curvas! Eu estava de vestido e sandálias vermelhas. Ela me pressionou contra a porta, alisou todo meu corpo e roçou seus belos seios nos meus. Fiquei doida de vontade de me deitar com ela. Eu passava as mãos em seus cabelos, suas costas e buscava a todo instante seus beijos, sua respiração, seus cheiros. Ela se agachou na minha frente, colocou suas mãos por baixo de meu vestido e desceu minha calcinha. Levantou meu vestido e abocanhou minha boceta. Eu já estava melada! Fiquei ainda mais!

Ela sentiu, pela primeira vez, o gosto de meu orgasmo. Minhas pernas tremiam! A língua dela entrava e saía de mim. Fernanda lambia meu clitóris e sua saliva se misturava ao mel de minha vagina. Ela se levantou, me beijou e eu pude sentir o meu gosto em seus lábios. Eu e Fernanda fomos lavar as mãos. Em seguida, ela me conduziu até a beira da cama e retirou de sua bolsa o lubrificante a base de água e dois pares de luvas cirúrgicas (látex), não estéril. Vestimos as luvas. Voltamos a nos beijar e deitamos. Rolamos juntas, nos acariciando. Fiquei sobre ela e comecei a beijar seu pescoço, cheirar seus cabelos, esfregar meus lábios e seios contra os seus. Tirei os seios dela para fora do vestido. Carinhosamente, abocanhei-os. Abaixei sua calcinha sob o vestido e notei que ela se arrepiou ainda mais. Ela abriu as pernas, indicando o que eu deveria fazer. Enfiei meu rosto entre suas coxas e afundei meus lábios na sua fenda. Que macia! Que cheirosa! Que saborosa era sua vagina!

Ela gemia e mexia seu quadril enquanto eu realizava-a sobre a cama. Fernanda ergueu suas pernas, passei lubrificante e comecei a introduzir dois dedos dentro dela e lamber seu grelinho. Meus dedos, envoltos pela luva (total sensibilidade ao tato), afundavam em sua vagina. Mexiam lá dentro e buscavam a região de seu ponto G. Fernanda delirava de prazer enquanto abria e fechava seus lindos olhinhos. Ela começou a gozar! Maravilhosa! Ela alisava meu bumbum e passava lubrificante em meus orifícios. Nossa pele estava arrepiada. Nossos seios e vagina estavam inchados. Nossos rostos estavam avermelhados. Ofereci a ela meu bumbum, em seu rosto. Empinei-o e permiti que ela introduzisse ora sua língua e ora seus dedos, também envoltos pela luva.

Ela abria minha vagina e enfiava a língua. Segurei em suas pernas e as ergui. Passei lubrificante e comecei a acarinhar seu ânus. Ela piscava-o e me deixava ainda com mais vontade de senti-lo. Enfiei um dedo dentro, com carinho, e fiquei mexendo lentamente, num entra e sai. Abocanhei sua vagina e a realizei mais uma vez. Abaixei meu quadril em seu rosto e senti sua respiração em minha vagina. Isso me deixou louca! Gozei! Fernanda apertava meu bumbum, enfiava um dedo dentro de meu ânus e sugava meu grelinho. Ela dava mordidinhas na poupa de meu bumbum! Que delícia! Gozamos diversas vezes. Uma química incrível rolou entre nós duas. Entrelaçamos nossas pernas e esfregamos nossas vaginas. (xana com xana) Enquanto nos acarinhávamos, sentíamos o orgasmo fluindo através do atrito de nossos lábios e clitóris. Que mulher fantástica! Enquanto fazíamos amor, tínhamos a sensação de estar sob uma chuva de corações vermelhos e pétalas de rosas.

A partir deste dia, começamos a namorar e não nos desgrudamos mais. Minha irmã, quando soube que estávamos namorando, ficou encantada! Sou eternamente grata a ela, por tudo! Fernanda adorou meus filhos. Eles também a adoraram. Quando completamos três anos de namoro, decidimos ter um bebê. A mulher, como eu, com trompas laqueadas pode voltar a engravidar após uma microcirurgia tubária. A cirurgia é fácil e com ótimos resultados, realizada por laparoscopia e mini-laparotomia, necessitando de internamento de apenas dez horas, com alta hospitalar no mesmo dia e retorno ao trabalho em sete dias. A Fertilização "in vitro" também pode ser utilizada com ótimos resultados. A escolha do método de tratamento fica a critério do casal. Conversamos com o patrão de Fernanda (ginecologista) e ele nos indicou a fertilização “in vitro”, também chamada de bebê de proveta. Fizemos uma série de exames na clínica de fertilização em que ela trabalha. Com base em nossas características físicas, escolhemos um doador anônimo no banco de sêmen da própria clínica. Iniciamos o tratamento de fertilização in vitro que consiste em várias etapas.

Em resumo, Fernanda teve seu óvulo fertilizado pelo espermatozóide, do doador anônimo, em laboratório e o embrião assim formado foi implantado em meu útero. (fico emocionada só de me lembrar) Na segunda tentativa, treze dias depois da transferência embrionária eu fiz o teste de gravidez (beta-hCG). Ficamos ansiosas. Era tudo o que nós duas queríamos. O teste deu positivo! Eu estava grávida! Lembro-me que, emocionadíssimas, choramos juntas. Minha irmã e todos na clínica, sentindo a nossa emoção, também choraram! Uma emoção indescritível! Fantástica! Após nove meses, aos trinta e três anos de idade, eu dava luz à Vitória. O fruto do amor entre Solange e Fernanda. Minha irmã é a madrinha de nossa filha!

As pessoas no mundo estão carentes de vitamina D.

Tome, pelo menos, 15 minutos de sol "sem protetor solar" todos os dias ou quando puder. O sol bom, para absorção de vitamina D, é das 11 as 16h, viu! Fique deitada pelada no sol ou exponha partes do seu corpinho diretamente aos raios solares. Vale para os meninos também! Ir e vir da feira caminhando é o suficiente para a quantidade de sol que nosso organismo necessita por dia. Após esse tempo passe protetor solar ou seus cremes cheirosos. O sol, ao nosso favor, nos traz benefícios infinitos.

Pessoal, por hoje é só! Fique em paz e obrigado pela leitura. Beijos.

Comentários

23/05/2011 20:03:49
Um conto magnifico que mostra o quanto a vida pode ser dura mas onde o amor pode trinfuar quando se luta e se deseja vencer. Vitória é tão só o culminar de uma bela história de amor... aqui referes uma série de factos que atormentam e massacram um sem número de mulheres, a violência doméstica é um flagelo e devemos lutar contra isso começando por nós mesmos. Mais um conto magnifico com uma envolvência acima da média. Adorei. Beijinho da Aléxia.

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