JÁ QUE MINHA MULHER DÁ PRA OUTRO, FUI SER FELIZ...
Após ouvir as declarações de Carla, (leia o conto "A Confissão de Minha Esposa Puta), confesso que fiquei alguns dias atordoado, incapaz de assimilar o forte golpe; quando caí em mim ou como dizem, quando caiu a ficha, comecei a entrar em parafuso. Não me deprimi, não me revoltei, não senti ódio mas percebi que eu não era mais o mesmo e precisava me reencontrar para tomar qualquer atitude que fosse. Eu não sabia como e por onde iniciar minha reestruturação emocional por isso julguei importante me afastar por um certo tempo de Carla, do nosso ambiente comum, de tudo que me lembrasse o lado até então oculto dela que há poucos dias se descortinara como um torpedo sobre mim.
A organização para a qual presto assessoria costuma enviar periodicamente supervisores para prestar apoio aos assessores dos escritórios representantes e filiais no Brasil; o colega que visita o Norte e Nordeste estava afastado por problemas de saúde, então me ofereci para viajar em seu lugar, um pretexto de fuga temporária de Carla; minha proposta foi aceita e em 72 horas eu estava desembarcando em Fortaleza. Mal sabia que ali estava se iniciando uma transformação em minha vida.
Havia algumas localidades a visitar no interior do estado; escolhi, para iniciar, a mais distante, cerca de 400 km da capital.
Por não conhecer a rodovia demorei mais que o normal, quase seis horas sob um calor intenso. Mas ao chegar, um elegante portal na via principal me recebia convidando-me a entrar e conhecer uma linda e acolhedora cidade. Pensei que fosse fácil me arranjar sozinho porém após algumas voltas à procura de um hotel percebi que seria melhor perguntar a alguém dali. Vi uma moça vindo em direção contrária. Parei o carro e sem descer, abordei-a com gentileza:
- Moça, sou um forasteiro precisando de ajuda, pode me auxiliar?
Solicitamente ela me atendeu, debruçou-se na janela do meu carro ficando bem próximo de mim; enquanto me explicava
onde fica a pousada, na avenida principal, eu me deliciava com o perfume de seu corpo. Seus cabelos, de um tom ligeiramente avermelhado sobre o negro natural, serpentados, exalavam um delicado aroma de xampu recente; seus olhos escuros, sobrancelhas negras, lábios carnudos, emoldurados pelo rosto suavemente arredondado, convidavam-me, sem saber, a uma viagem maliciosa que se iniciava em minha imaginação. Sua pele... Ah, que pele! Não resisti, fingi um movimento descuidado e toquei seu braço roçando-lhe a mão, sentindo então a maciez daquela jovem mulher que há no máximo dois minutos eu conhecera e já me enchia de segundas intenções.
Ao completar a explicação, perguntou-me se eu havia entendido bem, a que respondi:
- Você é muito doce, linda, qual o seu nome?
- Renata (o nome aqui foi mudado para preservá-la).
- Renata! Gostei muito de sua simpatia, achei você bonita, será que poderíamos, sei lá, conversar, trocar números de telefones?
- Desculpe, sinto muito - disse-me séria - se eu não fosse casada talvez aceitasse, mas não devo.
- Nem conversar? Puxa, eu preciso tanto de uma companhia, vim de longe, estou tão só aqui...
- É, já vi pela placa que você vem de Fortaleza, mas seu jeito de falar não é de lá. De onde você é?
- São Paulo.
- Meu Deus, que lonjura! Olha, você tem MSN? Ou Facebook? Se tiver podemos trocar os nossos; por internet sim, aceito conversar.
- Tenho, claro, vamos nos adicionar?
Foi exatamente assim que inesperadamente, como que por um empurrão do destino, começávamos a preparar uma noite especial, histórica eu diria, que certamente ficará marcada para sempre em minhas recordações mais doces; nascia ali, sem que pressentíssemos, minha mais linda aventura.
Durante a refeição em uma churrascaria simples mas muito acolhedora, também indicada por Renata, sua imagem me perseguia, não abandonava meus pensamentos. Que linda mulher! Pensei nela o resto da tarde.
Já devidamente instalado na pousada, após o banho reparador, abri meu notebook e tratei logo de adicionar minha amiga que praticamente no mesmo momento fazia o mesmo. Reencontramo-nos no mundo virtual e foi grande nossa satisfação. Em alguns instantes conversávamos já com desenvoltura. As primeiras frases foram aquelas protocolares, troca de informações básicas mas em pouco tempo nosso bate papo foi se apimentando. Quando pergutei a ela sobre seu relacionamento com o marido, respondeu-me:
" Amo meu marido, a gente se dá bem, ele me ama também, nunca pensei em traí-lo mas sinto às vezes uma vontade muito grande de conhecer um outro homem, claro que sem maldade, nada de me apaixonar por outro, apenas para descobrir novos prazeres, se é que me entende (...) mas penso que não faria isso (...) é uma fantasia que não se realizará (...) às vezes penso que essas ideias são pura maluquice e acabo deixando-as de lado (...) nem quero pensar na reaçao de meu marido se imaginar que essas coisas passam por minha cabeça"
Entendi claramente que ela se furtava a tentar realizar sua fantasia por questões formais, sociais e, claro, estava coberta de razões, afinal, em uma cidade de porte médio onde quase todos se conhecem os riscos são grandes.
Porém, o seu perfume continuava me excitando; seus olhos, boca e pele não saíam de minha visão. Enquanto trocávamos mensagens enviávamos também imagens e eu a via cada vez mais linda, mais morena, da cor que eu amo.
Comecei a me excitar com a situação: conversar, ainda que pelo computador, com uma mulher desejosa de alguma aventura, sem poder realizar! De tanta excitação acabei forçando um pouco, puxando a conversa para um teor mais erótico.
Ela aceitou o tom do bate papo, correspondeu, fomos naturalmente conduzindo o diálogo a um ponto onde eu não pude fazer outra coisa se não dizer-lhe que estava sentindo um enorme tesão e queria tê-la, custasse o que custasse. Ela resistiu: "já disse que não posso! Se descobrem nem quero pensar o que será de mim!" ao que retruquei: "Querida, se descobrirem e alguma coisa ruim tiver que lhe acontecer eu a levo comigo para São Paulo, pense na possibilidade!"
Claro que ela não aceitou mas foi cada vez menos colocando obstáculos até que, perto das 22:30, escreveu-me:
"-Estou adorando ficar com você mas terei de sair daqui a pouco, tenho meus compromissos domésticos e amanhã levanto cedo para o trabalho."
"-Então, querida - respondi -, vai permitir que eu volte sem nem mais um encontro? Uma hora que seja, meia hora... pense. Eu quero muito dar pelo menos um beijo em seu rosto ou, se me permitir, em sua boca deliciosa"
Aguardei o retorno. Passaram-se alguns longos segundos sem nenhuma frase de Renata. Pensei que havia desistido de mim, achei que tinha ido longe demais e a ofendido; eu já estava pronto para lhe desejar boa noite e sair quando sua resposta começou a chegar em fragmentos, frases bem pequenas, digitadas uma de cada vez, assim:
"Ok, vou pensar.
vou tentar dar um jeito...
Amanhã a X horas
Poderei te ver.
Mas tem que ser tudo muito rápido
Se uma só pessoa nos vir
Estarei perdida.
Sabe a igreja matriz?
Há uma praça e na praça começa uma rua..."
(...)
Durante uns cinco minutos só ela digitou. Indicou um local onde eu a encontraria caso todas as condições favorecessem. Caso não desse certo, se uma só pessoa pudesse estar observando, nada do que combinamos aconteceria. Foi um acordo de risco. Risco de não se realizar.
Passei o restante da noite envolvido por uma grande excitação, quase agonia, à espera de tão sonhado momento. Amanheceu e meu primeiro dia de trabalho na cidade parecia interminável Os minutos e as horas nunca demoraram tanto. Meu coração trepidava como se fosse o primeiro encontro da minha vida e meu peito parecia à beira da explosão. Até que o sol foi se escondendo por trás da paisagem e finalmente o momento chegou. Compareci ao local determinado e ela, numa pontualidade mais que britânica também se apresentou, chegamos juntos, cada um vindo de uma direção. Ao me ver, sussurrou: "Somos dois loucos, estou tremendo de medo!"
Corremos para o interior do carro, ela se abaixou para se esconder de um possível olhar curioso, apesar da pouca luz externa, e me ordenou: "siga em frente, toda vida, até chegar a uma rua de terra, lá você para"
Enquanto eu dirigia, ela me dizia coisas como: "Que loucura! Nunca fiz isso!", "Nem te conheço, como pude vir?" "Não estou me reconhecendo!"
Eu tentava acalma-la: "Fique tranquila, não demoraremos muito. Farei tudo para que você nunca se arrependa de ter aceitado minha companhia".
Parei no lugar indicado, a rua de terra. Ela estava ofegante. Era possível sentir seu pulso por todo o corpo. Abracei-a. Senti o mesmo perfume do dia anterior; sua pele pareceu-me mais aveludada. Estávamos assustados, medrosos, inseguros, então lhe perguntei onde seria o lugar mais adequado para ficarmos juntos. Ela me disse que havia um caminho para o açude, era ruim, tinha muita poeira, mas de pouco ou nenhum movimento àquela hora. Indicou-me a saída da cidade e fomos pela estrada deserta, de poeira e escuridão. Eu ia dizendo que estava muito excitado e ela dizia estar sentindo uma espécie de arrepio muito diferente, talvez por ser a primeira vez que saía com um desconhecido, talvez pelo risco, talvez... ah, tanta coisa, o certo é que estávamos um a fim do outro.
O caminho era ruim por isso eu guiava devagar. Em certo momento coloquei minha mão entre suas coxas, ela esquivou-se, quis desvencilhar-se de meu toque mas acabou permitindo e pondo também sua mão em minha perna. Passamos a nos acariciar lentamente, como a velocidade do carro. A certa altura, Renata me confessou:
- Eu nunca vim aqui para namorar... tem gente que vem mas eu tenho medo.
- Nem com seu marido? - Perguntei.
- Não, antigamente íamos passear no açude mas durante o dia. À noite, nunca.
Antes, bem antes do açude há um pequeno rochedo formando uma espécie de parede como esconderijo; pouco adiante um pequeno alargamento da via onde resolvi estacionar. Desliguei todas as luzes e ficamos somente sob a luz das estrelas. Estávamos ainda sobressaltados mas ela me alertou: "só tenho meia hora, quarenta minutos no máximo..."
Sabendo que o tempo era muito curto, tratei de abraçá-la imediatamente, corri minhas mãos por suas costas expostas pelo decote da camiseta de alças, ela correspondeu abraçando-me fortemente. Nossos rostos se acarinhavam num clima de doçura e adrenalina. Nossas bocas se encontraram. Aconteceu o primeiro beijo. O mais lindo. O mais inebriante e saboroso de minha vida. Ali, naquele exato momento, sem exagero, me apaixonei de corpo, alma e coraçao pela morena que conhecera um dia antes.
O silêncio fora do carro era total. A escuridão tenuamente quebrada por uns débeis fragmentos de luzes das estrelas nos convidavam a sair. Descemos ainda trêmulos de medo, de loucura e desejos. Nos abraçamos novamente. Outro beijo. Mãos deslizantes iam descobrindo deliciosas partes de nossos corpos. Recostei-a sobre a parte traseira do carro. Ela tentou segurar-se nas laterais abrindo os braços; esse movimento me ofereceu seu corpo inteiramente, permitiu-me sentir a delicia de sua barriga e seios com um carinhoso correr de mãos; levantei-lhe a camiseta, estava sem sutiã; coloquei a língua em seu umbigo enquanto acariciava seus mamilos com os dedos. Renata gemeu. Acelerei meus movimentos de língua e dedos. Gemeu mais forte e prolongadamente. Soltou um suspiro de prazer.
Perguntei-lhe: "gosta disso?"
Respondeu-me com uma carícia em meu rosto e um sussurro: "faz mais, mais."
Nunca eu havia sentido um sabor tão doce de um corpo de mulher. Não me lembro também de ter me esmerado tanto para que a companheira desfrutasse todo o prazer de minha língua percorrendo sua barriga, seus mamilos, ombros, pescoço. Renata se arrepiou toda, gemeu, se contraiu, cravou-me as unhas nas costas mas a dor que senti foi prazerosa. Enquanto lhe dava um irretocável tratamento de língua, ela me pedia em tom de súplica: "não para, faz mais, eu adoro isso!"
Não houve uma única parte de seu corpo, acima da cintura, que eu não tenha percorrido com a língua e mãos. Eu sabia que ela gostava pois além de sua respiração denunciar, sua pele se arrepiava toda.
Ajoelhei-me na terra.
Puxei suavemente sua bermuda até abaixo dos joelhos. Depois desci sua calcinha de algodão, também perfumosa. Vi na entreluz das estrelas sua vagina exuberante me convidando a conhecê-la; senti suas coxas grossas, lisas, a poucos centímetros de meu rosto; aspirei seu perfume natural de fêmea excitada, adicionado de um perfume artificial de banho recente, talvez um desodorante ou um sabonete íntimo. O cheiro me convidou a levar a língua até sua parte mais feminina, mais mulher; lambi primeiramente seus grandes lábios, demoradamente, fazendo movimentos ora circulares, ora de subir e descer, subir, descer; Renata gemeu com voz estremecida; confessou-me: "Assim é muito bom! É demais! Eu quero, quero muito, continue!"
Acelerei os movimentos ao mesmo tempo em que acariciava suas nádegas com as pontas dos dedos. Senti sua vagina inchar em minha boca, seu clitóris excitado anunciava prazer. Passei a percorrer-lhe a periferia vaginal, incursionando pelas virilhas, região do umbigo, sentindo sua púbis deliciosamente lisa, recentemente depilada contendo apenas uma pequenina floresta de pelos junto à sua principal e mais desejada entrada.
Num breve lampejo de insegurança minha amiga me perguntou:
- Acha mesmo que não estou traindo meu marido? Tem certeza de que isso que estamos fazendo não é traição?
- Não, amor -respondi- , você está se realizando, tendo um prazer há muito desejado que jamais poderia ser dado por ele; somente um outro homem pode satisfazê-la, não faz mal algum ao seu marido, portanto não o trai. Pense só em você!
- Que bom, que bom, querido. Se pensa assim, continue.
Aproveitando que estava totalmente molhada, num movimento fácil e delicioso, penetrei toda a língua em sua intimidade mais sagrada, enfiei até onde alcancei e dentro dela fazia todos os movimentos possíveis. Ora tirava e penetrava em seguida, ora mantinha dentro por longos momentos. Minhas mãos continuavam a lhe percorrer o corpo, indo agora das nádegas aos mamilos, deles às penas, às orelhas, à nuca, à bundinha perfeitamente esculpida pela natureza.
O sabor de sua vagina em minha língua me enlouquecia a cada segundo mais, eu estava trêmulo mas agora de puro tesão, quase não conseguia me conter sobre os joelhos. Mas não parava de penetrá-la com a língua e percorrer seu corpo. Em determinado momento trouxe o polegar até a entrada de sua vagina, encharquei-o com seu líquido e também com minha saliva, fui em busca de seu ânus. Renata não ofereceu resistência, não criou o menor obstáculo, até facilitou o caminho com um ligeiro movimento de cintura e coxas. Encontrei seu pequeno buraquinho, era muito apertado, pensei que ali ela ainda era virgem. Com muito carinho e cuidado fui introduzindo lentamente o polegar sem me descuidar da penetração oral na vagina.
Renata foi à loucura quando se sentiu duplamente invadida: por meu dedo e língua.
Seu prazer era tão intenso que por suas coxas escorria mel.
Sua voz já não era mais sussurro, era um gemido agudo e profundo de mulher perto do gozo. Sua respiração falhava, seus dedos me puxavam pelos cabelos como que para arrancá-los. Durante muito tempo assim permanecemos: eu a penetrando duplamente, ela me puxando pelos cabelos e agora cravando novamente as unhas, em meus ombros.
O cheiro de sexo tornava-se cada vez mais intenso.
Renata se contorcia sobre o tampo do automóvel, suas pernas perderam o tônus, começaram a tremer.
Levantei-me para apoiá-la e evitar que caísse mas ela lamentou:
- Que pena. Você parou. Continue, querido.
Coloquei-a de bruços sobre o carro para que se ajeitasse melhor.
Por trás, voltei a buscar-lhe a vagina com a boca e língua. E agora, para meu delírio, tinha também disponível para chupar, seu ânus delicioso, todo exposto para mim.
Minha lingua então viajava entre o ânus e a vagina, indo e vindo sem parar por um caminho tão curto porém sublime, delicioso.
Perguntei-lhe: "Querida, você acredita no céu?"
Ela não entendeu minha pergunta, só resmungou algo que não entendi. Então eu mesmo respondi:
- O céu existe, linda, é aqui com você... estou no paraíso, você é minha deusa, nós somos divinos. Te amo muito!
Renata, enlouquecida me pediu:
- Não para não, amor, me chupa mais... mais rápido, amor, mais rápido que eu vou gozar! Lambe meu cu bem gostoso, eu sempre quis ser fodida assim...
Quando ela disse pela primeira vez as palavras cu e fodida, meu tesão foi ao máximo. Aumentei o compasso dos movimentos entre a vagina e o cu, vagina e cu... Ela se oferecia cada vez mais aos meus carinhos arrebitando a bunda em minha direção, esfregando em meu rosto, implorando: "Chupa mais, meu amor, chupa bem gostoso, eu gosto..."
Sentindo seu delírio e desejando lhe dar mais prazer, inverti a ordem: coloquei a língua em seu cu enquanto penetrava a vagina com os dedos. Senti seu mel jorrar mais ainda pelas coxas. Não me contive: louco de desejo tomei-o todo, lambi e bebi até o fim. Como um gato que se delicia até a última gota de leite quente.
Sem tirar meus dedos, fui levantando o corpo por trás dela até tocarmos os rostos, então novamente nos beijamos. Antes de nossas línguas se encontrarem lhe pedi: "sinta seu gosto em minha boca! Veja como você é deliciosa, sinta, sinta..."
Ela fez um "hmmmmmm" de prazer ao provar seu próprio sabor impregnado em mim. Com uma das mãos ajudava meus dedos a acariciar-lhe o clitóris, com a outra apertava meu pau que já latejava e doía de tesão, ainda sob as calças. Mordeu suavemente meu lábio inferior, mordeu minha língua. Soltou um grito que ecoou por todos os arredores do caminho escuro. Gozou. Gemeu. Suspirou. Relaxou completamente.
Lentamente fui retirando meus dedos e cessando os movimentos. Abracei-a por trás com muita força e carinho. O prazer e o calor a fizeram transpirar, e sentir seu corpo úmido de suor me excitava ainda mais. Voltamos a nos beijar longamente. Meti os dedos todos entre seus cabelos, acariciei seu rosto e lábios.
Após alguns instantes abraçados no mais profundo silêncio, Renata me disse baixinho ao ouvido: "Agora eu vou fazer você gozar. Venha para mim, quero ser sua; quero ser penetrada inteira por você; vem, amor!"
Acabei de tirar-lhe a roupa que àquela altura se embolava junto aos calcanhares. Abri a porta traseira do carro. Carinhosamente fiz com que deitasse sobre o banco. Parte de seu corpo ficou do lado de fora. Só de vê-la assim, fui novamente ao delírio: arranquei-lhe as sandálias e beijei seus pés, subi beijando-a até os joelhos, continuei subindo até novamente encontrar sua vagina úmida, fiz uma parada naquele ponto, suguei seu clitóris agora com mais suavidade que há pouco ela havia gozado; continuei subindo até alcançar seus seios lindos, perfeitos. Outra parada ali, onde demonstrei a ela todo o meu prazer; deliciei-me com seus mamilos. Sua pele novamente se arrepiava, sinal de que também gostava, aprovava e desejava o que eu fazia. Subi até o pescoço e minha língua inquieta o acariciou viajando de lado a lado, depois subiram até as orelhas, contornando-as e penetrando.
Renata começou a puxar minha camiseta dizendo-me: "vou te despir inteiro, meu querido! Você vai ser meu! Vou te possuir! Vou te dar minha bocetinha, você vai me comer como nunca comeu ninguém... vai sentir o que é uma mulher de verdade..."
Enquanto falava, me despia. Seus dedos se esforçavam para abrir minha calça jeans. Deitado sobre minha amiga amada, meu peito já nu sentia o calor dos seus deliciosos seios.
Ela continuava: "você me trouxe até aqui, me vez viver esse sonho, me deu um gozo delicioso, agora tenho que recompensa-lo; vou ser sua mulher, vou te dar muito, até você não aguentar mais..."
No banco da frente tocou o celular. Ela deu um salto rápido para atender:
- Alô! Sou eu... Não, não... Já estou chegando, fica calma, não se preocupe, estou aqui perto.
Fechou o aparelhinho, baixou os olhos lamentando sentidamente:
- Não vou poder fazer você gozar. É a minha irmã me procurando, sentiram a minha falta. Tenho que ir imediatamente.
- Claro - respondi - afinal combinamos que seria meia hora e já passamos disso! Vamos, sem problema!
- Mas você, querido, você não gozou!
- Amor, pra você foi bom? Você gozou?
- Claro que sim - me respondeu - foi ótimo, muito bom mesmo! Juro!
- Então não pense em mim. Vamos voltar, não quero meter você em complicações. Sabe, às vezes, ao homem, o prazer dado à mulher é suficiente. Nós também não precisamos ejacular para sentir gozo. Se você está feliz, creia, eu também estou. Vamos?
- Mas não acho certo - Retrucou.
- Amor, não existe certo e errado quando se trata de sexo. E gozar é sentir a felicidade em toda a sua plenitude. E, quer saber de uma coisa? Eu estou feliz. Você me fez o homem mais feliz do mundo. Sabe, eu venho de uma relação conturbada, confusa, muito sexo e gozo físico mas, felicidade mesmo, eu senti hoje com você. Hoje, neste momento, você é a mulher da minha vida. Não fosse casada eu iria pedir que fosse assim para sempre...
Entreolhamo-nos sem comentários. Repeti:
- Hoje você é a mulher da minha vida!
Entramos no carro. Ela veio se vestindo enquanto eu acelerava, agora no máximo possível.
Ainda não havíamos entrado na cidade, Renata abriu meu zíper procurando meu pau; queria fazer-me um carinho para que eu também gozasse.
Pensei em parar só um pouco, uns cinco minutos mas eu sabia que seria muito ruim para ela se atrasar mais do que já estava.
Continuei acelerando. Chegamos ao ponto onde havíamos nos encontrado. Renata desceu.
Passei por um restaurante ao lado da praça principal mas percebi que já ia fechar, resolvi não entrar. Ali perto encontrei uma lanchonete, pedi um "no capricho" e refrigerante para viagem. Fui embora para a pousada.
Liguei o computador e permaneci a espera de que ela entrasse no Facebook para conversarmos.
A noite avançou, a madrugada chegou e Renata não veio.
Meu lanche e refrigerante ficaram sobre uma banqueta ao lado da cama. Perdi a fome.
Não consegui dormir. Estava tanto preocupado com ela quanto excitado.
Resolvi tomar um banho apesar de não desejar que o cheiro de Renata saísse de meu corpo. Eu queria que ela ficasse grudada para sempre em minha pele. Ainda assim, o calor me chamava para uma ducha. Antes de abrir o chuveiro apaguei todas as luzes e no escuro completo pensei em me masturbar. Não consegui, seria um gozo falso, uma ilusão. Gozo real mesmo só com minha amiga querida. Eu a desejava muito mais agora que não a tinha, porém, a certeza de que dificilmente nos veríamos novamente, caiu sobre mim.
Decidi não tomar banho. Deitei-me com o cheiro dela em mim.
Quando consegui adormecer já era quase hora de levantar. Eu tinha compromissos profissionais pela manhã até a hora do almoço e deveria voltar rapidamente para Fortaleza. Um recado no nextel logo que acordei exigia minha presença ainda naquela tarde.
Deixei a pousada em direção ao meu compromisso profissional. Ao entrar no carro descobri que Renata havia esquecido a calcinha dentro do porta-luvas. Entendi tratar-se de um "esquecimento voluntário". Tomei-a carinhosamente nas mãos, beijei-a muito.
Após meu trabalho, de volta à capital, passei pela loja onde ela trabalha mas não a vi. Julguei que poderia ser desastroso para ela se eu entrasse a sua procura. Parei o carro, abri o notebook e lhe enviei um recado pelo Facebook: "Amiga, peguei a BR em direção da capital. Beijos."
Almocei na mesma churrascaria do dia anterior e segui viagem.
...
Agora estou em minha casa. Cheguei há pouco tempo. Carla, minha esposa, não está.
Sentei-me para escrever minha história com Renata (Ah, se eu pudesse anunciar seu nome verdadeiro!). Vou publicar daqui a alguns minutos.
Ela e sua calcinha estarão comigo todos os dias de minha vida.
Antes de encerrar, preciso declarar publicamente:
Querida amiga: você foi a coisa mais linda que me aconteceu. Te amo muito. Sem interesse, só por amor. Jamais te esquecerei.
Certamente continuaremos nos falando por e-mail e pelo Facebook. Não será como estar com você mas será um alento.
E sempre ficará em mim uma grande esperança de um dia poder voltar à sua cidade, encontrar você. Te amo, minha amiga.
Um beijo. Um selinho.

