Mysteries of Destiny - Parte 5

Um conto erótico de Ghost Opera
Categoria: Homossexual
Contém 1541 palavras
Data: 11/02/2010 16:04:26
Última revisão: 11/02/2010 20:28:54

Cap. 7 - Reencontro

- Tarine? Qual o problema? - Perguntou Paula vendo a amiga ficar estática e boquiaberta na entrada do bar. Olhou em direção ao seu olhar que continuava paralisada. "É ela... Aquela insuportável... Digo a Gabrielle." Pensou ao constatar o que mais temia. - Já entendi. Vem, vamos sentar. - Disse puxando a pela mão e escolhendo uma mesa próxima á Gabrielle... Sim próxima. Paula queria Tarine de um jeito especial - além de amizade - porém mais que isso, queria que fosse feliz, e se tentar... Pelo menos tentar conquistar Gabrielle - mesmo que não desse certo - lhe fazia feliz, então que fosse, a ajudaria se necessário.

Tarine passou todo o tempo olhando Gabrielle, não podia suportar a dor de vê-la beijá-lo, mas não conseguia tirar os olhos daquela criatura divina que nem percebia sua presença. Já Paula se mordia de ciúmes, inveja, enfim todo sentimento ruim ela alimentava sem que tarine percebesse é claro. Nem tinha como perceber pois ficou vidrada na mulher da outra mesa.

- Tarine... Respira fundo e vai falar com ela. Aproveita que o engomadinho foi ao banheiro.

- Ai! Tá bom, eu não aguento mais ficar aqui só olhando.

- Pois então vai, ajeita o cabelo... A roupa... Retoca o batom - Disse lhe entregando um. - Agora vai lá e arrasa. - Disse e deu seu melhor sorriso - por dentro se ruendo.

Tarine se aproximou de Gabrielle e parou ao lado dela. Colocou a mão em seu ombro:

- Olá! - Disse fitando aqueles olhos azuis quando se viraram para ela.

- Ta.. Tarine? Que surpresa... Agradável.- Disse.

- Sim! E você por aqui? Não imaginei que gostasse de MPB.

- Oh! Na verdade não muito, venho de vez enquando acompanhar o Luiz. - Disse ainda fitando aqueles olhos negros que a deixavam perdida, sem rumo. "Meu Deus que mulher é essa? Porque me olha assim?"

- Ah! Ok. Então ainda quer que eu te ligue amanhã?

- Claro! Agora mais que nunca, oficializamos o noivado esta tarde ele me fez uma surpresa na casa dos meus pais e... - Disse mostrando a aliãnça na mão direita. - Estou muito empolgada. Louca pra... - "Te dar um beijo... Que isso Gabrielle controle se você não gosta de mulher. Ou será que gosto... Não definitivamente não gosto." - Começar a planejar tudo...

Tarine ficou boquiaberta.

- Nossa é linda... - No fundo queria dizer: "Que droga!".

- Eu sei. - Disse uma Gabrielle convencida, olhando a aliança com a mão suspensa admirando a.

"Ridiculo..." Pensou.

- Então... Te ligo amanhã. - Disse querendo sair dali o mais depressa possível, tentando esconder o olhar de tristesa. Quando menos espera Luiz, chega a mesa e cumprimenta Tarine.

- Tarine? Que surpresa. Já vai? Fique mais um pouco. Sente se conosco. - Disse apontando a cadeira.

- Te agradeço, mas estou com a Paula, e... Não quero atrapalhar. - Disse referindo se ao jantar romântico que provavelmente acontecia alí.

- Chame a para se juntar com agente. - Disse Gabrielle convicta.

- Se vocês insistem... Vou chamá la.- Decidiu dirigindo se até Paula.

- E aí? - Perguntou Paula curiosa

- E aí o que curiosa? - Perguntou achando graça da amiga.

- Ah! Me conta...

- Depois te conto. Vem vamos sentar com eles. - Disse puxando a pelo braço.

- O que? Tá louca? - "Mais essa agora!"- Pensou.

- Anda eles insistiram... Sei que vai ser horrível ver os dois juntos, mas estarei mais próxima dela... A noite toda... - Disse ficando pensativa.

- Tarine, para de babar. - Disse Paula impaciênte.

- Tá, vem logo. - Puxou o braço de Paula.

Durante a noite jantaram, beberam, e entre carícias e beijos entre Gabrielle e Luiz Tarine sentia um aperto no peito, desviava o olhar para não se troturar. Numa dessas demonstrações de afeto Tarine não aguentou e levantou se da cadeira, pediu licênça e disse que iria até ao banheiro.

- Espera Tarine, vou com você. - Disse Gabrielle já se levantando.

Ela não escutou, foi na frente.

Paula de mordia por dentro: "Aiaiaia... Essa loirinha metida a besta..."

Capitulo - 8 – Reconhecendo os setimentos

No banheiro...

Gabrielle viu Tarine com a cabeça baixa com as mãos apoiadas sobre a pia, ela não havia percebido sua presença então aproveitou para observá la. “Porque tem que ser tão linda assim? Porque não consigo te tirar da cabeça? Porque cada vez que fujo de você mais próxima fico? Me ajude a entender Tarine...”

No bar...

- Então Paula. Há quanto tempo vocês trabalham no ramo dos eventos? - Perguntou Luiz despertando Paula de seus pensamentos diabólicos, já estava tramando uma desculpa para ir ao banheiro e acabar com aquela palhaçada.

- Hã! Ah sim... É... Dois anos apenas, nos formamos e resolvemos abrir a empresa. - Disse olhando para o relógio, aquelas duas já estavam demorando de mais para o gosto dela.

- Algum problema? - Interrogou a Luiz.

- Hã?

- Está apreensiva. Preocupada com algo?

- A Tarine que não volta. Está demorando não acha?

- Só tem... - Olhou no relógio. - Cinco minutos que saíram.

- Ah é? Então tá né. - Riu sem graça.

No Banheiro...

- Ta se sentindo bem? - Perguntou Gabrielle pousando a mão sobre o ombro de Tarine que se abaixou na pia para molhar a nuca. Estava com muita raiva.

Tarine sentiu um arrepio gostoso percorrer o lado direito de seu corpo quando Gabrielle a tocou. Virou se para ela, pegou um papel toalha e enxugou a nuca. Os olhos se encontraram... Os azuis nos negros, como se travassem uma batalha sem fim cujo o objetivo era ver quem se aproximava primeiro. Gabrielle... Foi ela quem deu o primeiro passo.

No inferno... Ops! No bar...

- Há quanto tempo são amigas? – Continuou interrogando.

- Quinze anos. – Respondeu automaticamente, não estava nenhum pouco a fim de continuar o papo. Estava mesmo era “preocupada” com a amiga...

- Nossa! – Disse impressionado. – É muito tempo... Você deve ta me achando um saco né? – Disse percebendo a cara de quem não se interessa pela conversa.

- Hã! Não... Eu só... Deixa pra lá.- Disse desistindo de repetir que Tarine estava demorando.

- Vai atrás dela.

- O que?

Luiz riu copiosamente.

- Do que está rindo? – Perguntou irritada.

- Com todo o respeito... Você é aérea assim mesmo, ou é só por causa da sua amiga?

Paula riu sem graça.

- Você é chato assim mesmo ou... Esquece. - Não quis iniciar uma discussão. Estava morrendo de vontade de ir atrás das duas e pegá las no flagra... Sim porque possivelmente estariam se agarrando, lá entro... Arg!

“Essa mulherzinha...” Seus pensamentos foram novamente interrompidos pelo tal homem á sua frente.

- Uau! Direta você. Quer beber alguma coisa?

- Não.

- Então... Sobre o que quer falar? – Perguntou tentando prender sua atenção.

- Sobre nada se não se importa.

- Ok... Ok... Só estava tentando ser educado, mas pelo visto você não está nenhum pouco a fim de conversar.

No banheiro...

- Vem aqui... Deixa que eu enxugue pra você. Pegou mais um papel e com um movimento ágil virou Tarine para que ficasse de costas para ela.

Afastou os cabelos negros da nuca suavemente. Tarine se arrepiou. "Não faz isso Gabrielle, não vou resistir...".

Passou o papel de leve sobre a nuca, com a outra mão firmou seu corpo pelo ombro. Sentia vontade de agarrá la alí mesmo. "Calma Gabrielle, se concentra...". Jogou fora o papel ainda com a mão sobre o ombro esquerdo de Tarine que sentia sua respiração próxima á nuca. Num movimento rápido virou se de frente para ela e aproximou seus lábios dos de Gabrielle...

- O que está fazendo Tarine? - Perguntou Gabrielle incrédula, esperando no fundo... Bem lá no fundo que ela se aproximasse... Mas ficaram imóveis se olhando dentro dos olhos...

No bar...

Paula estava inquieta... O silêncio entre ela e Luiz era no mínimo constrangedor, não queria mesmo conversar, mas não por ser ele, mas porque não conseguia parar de pensar no que estariam fazendo lá...

- Vamos começar novamente? – Perguntou...

Paula assentiu com um gesto.

– Bem... A Gabrielle, disse que queria que vocês organizassem o nosso casamento...

Aquele nome fazia Paula arrepiar se de raiva.

- Acho que sim... A Tarine comentou algo comigo. – Bebeu um gole do vinho para apaziguar seus instintos. – Vão casar quando? – Fazer o que? Teve que ceder e continuar com o papo.

- Daqui há dois meses. – Respondeu empolgado.

- Legal... – Continuou sem a mesma empolgação, não conseguia fingir, aquele cara era um chato... Na verdade não era chato apenas não estava a fim de conversar.

No banheiro...

Gabrielle ficou quieta, calada, não havia nada a dizer. Percebeu que... O seu pesadelo se tornava real... Pesadelos que se manifestavam todas as noites que tivera desde a primeira vez que a encontrou: Tarine aparecia em seu quarto e a beijava, apenas beijava... O que suspeitava se tornava uma certeza. Não quis ficar ali, devia fugir, sumir da face da terra. Não poderia olhar para Tarine depois de sua descoberta: Estava gostando dela...

- Luiz... – Disse como se lembrasse de algo.

Se esquivou de Tarine e saiu correndo, com lágrimas no rosto. Enxugou as antes de chegar á mesa e pediu ao noivo que a levasse para casa. Seu pedido foi atendido, se despediram e se retiraram.

Paula ficou sem entender... Viu Tarine se aproximar.

- O que houve Ta? - Perguntou levantando se indo em direção a amiga.

- Nada... Só me abraça. – Disse em meio á lágrimas.

Paula obedeceu, acolheu a em seus braços como sempre fez, porém desta vez com um sentimento diferente... Admitiu a si mesma que a amava.

- Vem vamos sair daqui. – Disse puxando a pela cintura em direção á saída do bar.

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Comentários

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Simplesmente perfeitoooooooo!!! ;) ( e concordo com WW, tbm torço pra Paula e Tarine ficarem juntas :D)

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amei a personagem >paula< !

esse conto virou minha novela... Dava um bom livro ^^

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Conto magistral, com conflito de sentimentos, pouco sei a respeito de amor de lésbicas, mas como homem, amei a um homem muito mais do que no sentido fraterno, sem conotação sexual pois ambos éramos hétero convictos e muito bem casados, portanto sou de opinião externar sentimentos ¨na bucha¨, sem se preocupar com o que dirão ou deixarão de dizer. É meu amigo Fantasma, tu fazes nós leitores viajar internamente com teus contos. Nota MMMIIIIRRR!!

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Por que não restaura o texto ao invés de ficar misturando capítulos?

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isso não é um conto ... é uma tortura ... boa . enfim to aguardando a próxima parte e torcendo pela paula.rsrsr

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Estou torcendo pela Paula.

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