Chuva inflamavel - Uma historia real

Um conto erótico de Rubonaiev
Categoria: Heterossexual
Contém 1904 palavras
Data: 05/04/2009 01:41:04

Você acredita que uma chuva tropical intensa e fria pode incendiar algo? Pois digo com toda a certeza que sim, que pode ser altamente inflamável, ainda mais quando a faíca para a explosão vem de um olhar carregado de cumplicidade e desejo, daqueles em que as duas pessoas sabem exatamente o que desejam na outra, uma necessidade incontrolável de se aproximar, de conhecerem-se mais e finalmente obter para si a sua outra metade do prazer que está em posse da outra pessoa, que deseja presenteá-lo com ele de alguma forma... O clima estava no ar, ou seria na chuva?

Rio Branco, capital do Estado do Acre, essencialmente amazônico e deliciosamente simples e acolhedor, terra do bom gosto, onde há poetas de plantão, músicos de prontidão, o “interior cosmopolita” do Brasil fervilhando nas influências árabes, indígenas, nordestinas, bolivianas e peruanas... Estado único que possui um hino verdadeiramente bonito, de canção e letra, feito por poetas e maestros do lugar...

Gameleira, onde tudo começou... Onde nossos olhares se cruzaram... E choveu...

Estava com amigos de universidade fazendo “política de classe” e descobrindo os encantamentos do lugar, quando o maior dos “encantamentos” chegou... Noite de calor, de conversa calorosa e cerveja gelada, quando ela chegou e sentou-se à mesa, diante mim, entrando agradavelmente na conversa, que era de música clássica, me explicavam que o Acre tinha orquestra e maestro compondo ativamente, apesar do anonimato nacional...

Moça jovem de pele alva, sorriso lúdico e olhar encantador... Elegante, de postura atraente e seios incrivelmente excitantes...

Eu estava “leve”, com o espiríto feliz e tranquilo, sabia que havia um clima no ar, mas ainda não sabia como respirá-lo, como senti-lo, diante de tanta gente e de tanta “concorrência”, pois sua energia era irradiante... Deixei rolar, sabia que teria de viver algo com ela ali, não sabia como, mas comecei a perceber que as “energias” conspiravam para nós, de modo que a atração mútua já era inevitável, mais que isso, melhor dizendo, era indisfarçável, tanto entre nós, como para os demais ocupantes do delicioso trapiche do bar da gameleira sobre a barranca do histórico rio Acre, ao ar e céu livres!!

Começa a chover, uma chuva que prometia ser forte, mas que ainda não assustava, embora os amigos começassem a ir embora, de pouco em pouco, e tive medo de perdê-la, que fosse também, então precisava e decido fazer algo. Deliciosamente entusiasmado e confiante, fui ousado, disse “ – Vamos tomar banho de chuva?”, já levantando-me e estendendo minha mão, mesmo diante dos vários colegas ainda ali presentes... E ela, respondeu-me com belo sorriso e sua mão de encontro à minha... Indo junto de mim para a borda elevada do trapiche, um pouco mais afastada e escurinha...

Enfim, senti o calor de seu corpo junto ao meu, se tocaram com firmeza numa total intimidade, como se já fossemos antigos e bons amantes... Seus seios junto ao meu peito, o calor e a maciez da pele alva de seu rosto cheiroso tocando o meu, até o grande e mais esperado momento, quando sua boca uniu-se à minha, presenteando-me seu sabor e sua energia! Os sentidos e o juízo se foram, a excitação de tamanha ousadia diante de um “público” que se formava aumentou, e nos beijaávamos mais e mais, todos riam e gritavam, os garçons sorriam a distância... E a chuva também aumentando, até que se tornou forte de verdade, de pingos gelados e doídos que nos “ensopava” por completo, com todos os nossos pertences, sua bolsa, minha carteira, documentos, tudo, não havia pensamentos para esses detalhes... Eram totalmente e exclusivamente do outro... Entrega total, explosão total de hormônios sob a chuva incendiária!

Sua amiga, preocupada por seus pertences e sua saúde, e talvez até pela “ordem pública”, tentou nos tirar dali, e depois de muitos ricos instantes, nos colocou em seu carro, e a etapa mais louca e ousada começou...

Alta velocidade, álcool e muito desejo pelas ruas e avenidas de Rio Branco, eu e ela “jogados” numa “junção perfeita” sobre o banco de trás do carro, exclusivamente ocupados um do outro, de presentear ávidamente o outro com todo o desejo de si... Beijavámos loucamente, vez por outra retornando à boca para beber mais e mais daquela saliva que era o “néctar” do nosso prazer, queria mais e mais de seus sabores... Minha boca descia por aquele pescoço gostoso e já escorregadio, uma mescla de suave perfume, chuva, saliva e desejo... De repente, sinto e confirmo disfarçadamente que estou sendo delicosamente observado pelo retrovisor, pois sua amiga, entre um beijo na boca e outro com meu amigo que a acompanhava na frente, discretamente ajustava o foco do retrosivor sobre nós atrás... Não queria mais ver “lá fora”, até porque a chuva forte e a velocidade não permitiam, queria nos ver... Vi em seus olhos através do espelho que se excitava conosco, sentia prazer ali de “voyer” e ainda beijando gostoso na real... Minha mente fértil e pervertida já pensou em algo ainda mais surpreendente que de repente pudesse envolvê-los também, mas não houve oportunidade ali...

Gostei de ser observado e me excitei mais, quando, já de camiseta levantada, senti aqueles seios tocando-me de baixo para cima, acalentando meu peito nú, ambos desnudos, carnudos, tesudos... Beijava-os, acariciava-os dando e sentindo o máximo de prazer que podia, sem saber se o futuro nos permitiria tamanha oportunidade para tanto prazer e excitação... Gargalhavámos, gemiámos, beijavámos, numa sinfonia de prazer, que excitava o casal da frente que a essa altura já nos assistiam como que esperando por algo ainda mais surpreendente... Mas que infelizmente não aconteceu naquela madrugada... Muita polícia na rua, compromissos da outra gata dona do carro, “abandonaram meu amigo e eu na porta do hotel, mas...

O outro dia chegou, e mais do que o outro dia, eu estava “ansiosíssimo” para chegar a próxima noite... Que finalmente chegou, quando um táxi já me deixava diante do ap daquela gata gata, que para a nossa sorte morava sozinha!! Que emoção adentar aquela morada e ser tão carinhosamente acolhido por aquela formosura de garota, extrovertida, inteligente e cativante... Poesias não faltaram, boa música, e boa conversa! Fui apresentado a “rádio aldeia FM”, simplemente a melhor rádio de MPB e música internacional de “bom gosto” que toca neste país de tantos sons... (Desde então vivo sintonizado a esta rádio através da net! Rs...)

Dos prazeres sutis da alma, começou a troca de carinho, de cheiro, de vontade de sentir o outro... E assim foi... E desta vez com tudo diferente, ainda mais especial, pois de fato estavámos a sós, cientes e conscientes do desejo pelo outro, que era forte, incontrolável, não que precisassemos ou quisessemos controlar... Nos despimos completamente, calmamente, desta vez curtindo o prazer da serenidade, da sutileza, com trilha sonora e sem aquele barulhão de trânsito ou chuva... Agora éramos somente nós dois...

A beijei por completo, inteirinha, todinha todinha, “embriagando-me” com seu cheiro delicioso, com a maciez de sua pele, com seus sussuros de prazer ao meu ouvido... Suas mãos me acariciavam, me envolviam por completo, deslizavam e percorriam toda a extensão de minhas costas, envolvendo minha nuca por completa quando por aí chegava... Beijei e deliciei-me em seus lindos seios brancos e arredondados, na geometria perfeita do erotismo, enlouquecendo-me ainda mais de prazer a medida que aquele néctar adocicado invadia e misturava-se à saliva de minha boca...

Mas a noite era longa e era nossa, aliás já invadiámos a madrugada, e fui mais longe, percorri mais e mais com minha boca desejosa por prazer... Fui descendo, passei por sua barriguinha gostosa, adentrei-me a seu ventre, percorri suas coxas roliças e aconchegantes, por onde eu laçava com meus braços, possuindo-a, pela cumplicidade do prazer, apenas... “Abocanhei” sua virilha lisa e deliciosamente transpirante, enchi minha boca ali para que sentisse mais de meu calor e começasse a imaginar e desejar o meu próximo passo, que não demorou a chegar... Finalmente senti sua bocatinha com toda a intensidade de meu paladar, com o toque “aveludado” e suave de minha boca, de minha língua envolvendo por completo aquela bocetinha doce e desejosa por mim... Quente, úmida e cheirosa de tanto prazer e desejo... Só não aprofundei mais e mais minha língua desejosa como adoraria porque me alertou que estava no finalzinho de sua menstrução, o que eu já havia percebido, mas como sou um pouco “vampiro pelo prazer”, gosto disso também...

Não nos aguentavámos mais de desejo, de excitação, de modo que subi rapidamente sobre seu corpo, buscando sua boca, suas orelhinhas, na tentativa de arrepiá-la um pouquinho, enquanto que com minha mão deslizava a pontinha de meu pênis crescido para cima e para baixo sobre sua bocetinha quente e úmida, como que numa brincadeirinha masoquista, testando o limite de nosso desejo e nossa capacidade de esperar por aquilo que poderia ser a qualquer momento... De repente, penetrei-a abruptamente, escorregando gostoso para dentro dela, que realmente me esperava e desejava isso tão qaunto eu... De modo que abraçava-me forte e eu sentia suas unhas cravando cada cantinho de minhas costas... Demais... Aquele movimento forte de vai e vem gostoso, os corpos se buscando, a pele colando uma na outra, o calor contagiando as almas e o ambiente... Éramos ali um corpo só, meu corpo sobre o dela, em meio a um tapete e muitas almofadas... E assim fomos, até que não aguentei-me mais de prazer, ela levou-me ao gozo intenso, ao jorro forte que saiu de mim para dentro dela... Enquanto sentia seus sussurros e gemidos de prazer...

Exaustos, relaxamos os corpos, literalmente, por algumas horas, abraçadinhos ali... Não sei quanto tempo depois, “reacendemo-nos”, quando justamente nos encontravámos abraçados e deitados de ladinho, de modo que espontaneamente seu bumbum gostoso se fez sentir firmemente diante de meu membro, excitando-o e enrijecendo-o novamente, de modo que começamos nos apertar mais e mais, num movimento que foi ganhando harmonia, esquentando e nos excitando cada vez mais, de modo que começamos de novo... Com uma “dificuldade” instigante e prazerosa, seu bumbum gostoso era penetrado lentamente, pouco a pouco, mas em movimentos firmes e decididos... Ai... Aquela leve ardência de prazer... Enquanto embriagava-me de prazer no cheiro de seus cabelos longos envolvendo por completo meu rosto, enquanto mordiscava sua nuca igualmente cheirosa... Escutei um sussurro, que dizia algo como “isso é uma loucura, mistura de dor e prazer que só mulher de verdade mesmo pra aguentar isso...Ai...” Então não havia mais volta, estavámos já em pleno ato, ela era minha novamente, sendo deliciosamente penetrada e abraçada por mim, tudo por trás...

E assim ficamos por longo tempo... Mexendo bem devagarinho, mas firme e forte, até o êxtase final de prazer... A explosão final do desejo intenso... Gozamos uma vez mais...

Percebi que já amanhecia, a luz já começava a invadir o ambiente, que estava aberto, com janelas amplas abertas e portas destrancadas! Apagamos por um tempo mais, e de repente a luz matinal já era forte... Levantei-me para ir ao banheiro, e a olhei deitada dormida ainda na mesma posição, de ladinho abraçada a uma almofada, como que protegendo seu peito do friozinho matinal... Notei que já vestia uma calcinha, uma linda calcinha de rendas preta, do tipo shortinho, enfiadinha no bumbum, ainda que o cobrisse em sua maior parte... Nunca me esquecerei dessa iamgem... Dormida e semi nua como um anjo do prazer...

Despedimo-nos com ternura, e o mesmo taxi que me trouxe me levou... Ainda nutrimos o carinho e o desejo pelo outro até os dias de hoje...

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Rubonaiev a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Obrigado Newton! E pra minha alegria, confirmo que foi real! Rs...

0 0
Foto de perfil genérica

Poema, delicadeza de narração, só descritivo, nada de diálogo, muito bom!!! Se tu viveu realmente isto pode se considerar um grande felizardo e como te invejo. nota mil!

0 0