Contos que receberam mais votos

Depois da correção do problema com a duplicidade de votos feita hoje de tarde, fiquei curioso a respeito de quais os contos receberam mais votos, independentemente da nota. Como essa é uma curiosidade de várias outras pessoas, não fazia sentido guardar só pra mim, e por isso preparei uma lista, que compartilho agora com vocês.

Aproveito pra agradecer o Leitor Crítico, que preparou algumas listas de ranking e publicou no site.

  1. 344 Como é grande a minha buceta!
  2. 272 Meu filho comeu minha buceta.
  3. 257 Casada e enrabada por um menininho
  4. 227 Quem mandou não comer?
  5. 215 Meu filho meteu atrás e eu gostei.
  6. 198 Fiz meu marido comer minha amiga.
  7. 190 O PADRASTO SÓ QUIS AS PREGAS [Crônicas da iniciação sexual – Ep.I]
  8. 182 A massagem
  9. 181 FIZ AMOR COM MEU ENTEADO.
  10. 181 Tia libertina e sobrinho sob mesmo teto.
  11. 180 Engatada como uma cadela.
  12. 179 Meu marido me fez dar para o mulato.
  13. 166 Casada e traindo pela primeira vez.
  14. 165 INICIEI O IRMÃOZINHO VIRGEM.
  15. 164 Meu sobrinho
  16. 152 CAFETINA DE MULHER CASADA POR UM DIA.
  17. 150 PUTA SOFRE, MAS…GOZA!
  18. 150 Ele era virgem e fui eu que me assustei!
  19. 146 A primeira traição de uma esposa fiel
  20. 145 COM UM DESCONHECIDO NO CINEMA.
  21. 143 Anal para ajudar meu filho.
  22. 141 Com mais de trinta, não resisti a um garotão de dezenove.
  23. 135 Minha irmã puritana até ejaculou!
  24. 134 GRÁVIDA COM UM BEM-DOTADO.
  25. 134 Chantageada e sodomizada pelo pirralho.
  26. 132 CASADA, ACHEI O QUE FANTASIAVA…COM OUTRO!
  27. 132 Tive de dar na marra para dois.
  28. 128 Só depois de casada, meu primo me enrabou.
  29. 126 O Brutamontes da minha vida (09)
  30. 126 O SOGRO PRECISAVA E EU…DEI COM AMOR!
  31. 125 O anal é uma arte e moeda de troca.
  32. 124 Madame, casada e dando para dois.
  33. 122 Brigando com minha irmã, acabou acontecendo…
  34. 119 Não comi a mulher do meu amigo!
  35. 118 E o Playboy se Apaixonou de Verdade – FINAL
  36. 117 Por birra, traí meu marido com um negro.
  37. 117 Eu não sou gay,eu só me apaixonei por outro cara! (História Real) 22
  38. 114 O IRMÃO DO MEU MARIDO QUERIA E ACABEI DANDO.
  39. 112 Meu marido acha que só foi o moleque.
  40. 112 ♥ MEU PADRASTO SAFADÃO
  41. 111 A garotada fez a festa comigo.
  42. 111 NA PRIMAVERA, AS FLORES VOLTAM A DESABROCHAR.
  43. 109 O garoto não cobrou, para meu marido me ver com outro.
  44. 108 O que a escuridão nos revela
  45. 107 Mostrando ao ex, o que ele perdeu.
  46. 106 Assistí o striptease da Michy
  47. 105 Cem coisas que um bom sacana deve fazer antes de morrer
  48. 104 PAGA PARA INICIAR O GORDINHO.
  49. 103 Ninfeta maravilhosa
  50. 103 Marido de amiga minha é… homem
  51. 102 O primeiro pau gigante a gente nunca esquece
  52. 101 A EXCURSÃO DE ÔNIBUS PARA O PARAGUAI
  53. 101 A sobrinha era virgem e rebelde
  54. 100 Casada, Mestiça e Safada, Ganhei 23 cm no Cú
  55. 100 Lipe, o sobrinho queridinho da titia – Parte 2
  56. 99 Tomei no Cu Depois do Churrasco
  57. 97 A procura de um amante
  58. 96 Primeira foda é foda
  59. 95 Amarrada para gozar
  60. 94 Menino perdendo a virgindade
  61. 94 Carícias loucas por baixo da mesa
  62. 94 Sexo selvagem dentro do elevador
  63. 92 Como uma boa menina, dei meu cu pro meu professor
  64. 92 Vestido branco, calcinha branca
  65. 92 Casada evangélica: O despertar de uma nova mulher
  66. 89 ♥ AGUENTANDO O ESCULACHO DOS MEUS PRIMINHOS GÊMEOS
  67. 89 Estagiária invicta
  68. 88 Poderoso sogrão
  69. 88 O Brutamontes da minha vida (02) B
  70. 88 Happy Hour com a cliente
  71. 88 Maldito pneu furado!
  72. 87 Bruno ¹ | Capítulo 119 – Últimos Capítulos
  73. 87 Reforma em casa… fui a puta dos peões
  74. 87 Ninfeta Maravilhosa – parte final – A despedida
  75. 86 Durante a enchente, comi a cliente gostosa e casada
  76. 85 Sexo explícito na festa
  77. 84 Chá no “cuzinha” e mais ainda
  78. 84 Traí com o caseiro…
  79. 84 Maninho Faz meu Cu virar um Túnel (Conto com Vídeo)
  80. 83 Bruno ¹ | Último Capítulo
  81. 83 Assistindo filme com papai
  82. 83 Coisa Extraordinária
  83. 82 Comendo a sobrinha ninfeta
  84. 82 Praticando zoofilia pela primeira vez
  85. 82 Apaixonado por um pit boy – Parte 19
  86. 82 Eu não sou gay,eu só me apaixonei por outro cara! (História Real) 30 Final
  87. 81 Ninfeta Maravilhosa – Parte 3 – Agora ela se tornou mulher
  88. 81 Apaixonado por um pit boy – A fazenda
  89. 81 Comi minha Cunhada e minha Sogra juntas (Conto de vídeo)
  90. 80 Eu não sou gay,eu só me apaixonei por outro cara! (História Real) 18
  91. 80 A esposinha do Neto.
  92. 80 Eu não sou gay,eu só me apaixonei por outro cara! (História Real) 20
  93. 79 E o playboy se Apaixona de Verdade
  94. 79 Eu não sou gay,eu só me apaixonei por outro cara! (História Real) 17
  95. 79 Prima dos Sonhos
  96. 79 Mulher: mitos e verdades
  97. 78 E o Playboy se Apaixonou de Verdade – 13
  98. 78 Adestrando Betão (12)
  99. 78 O Primogênito. FINAL
  100. 78 Segurei o Cavalo pra Filha da Cozinheira levar ele no Cu (Conto Zoo com fotos e vídeo)

Correção de duplicidade de votos

Hoje corrigi um problema que fazia com que mais que um voto de uma mesma pessoa fosse contabilizado em um conto. Isso não é o funcionamento normal do site, e só acontecia em situações muito particulares.

Também limpei o banco de dados para eliminar essas duplicidades. Isso pode alterar o posicionamento em rankings de contos em que esse problema foi encontrado. Para evitar algum desconforto, quando os votos de uma mesma pessoa em um conto eram diferentes, mantive aquele que tinha a maior nota. Então, caso haja mudança na nota, ela cresceu.

Esse problema foi resolvido e a chance acontecer novamente é quase nula. Mesmo assim, estou de olho!

Como entrar em contato com o escritor

Sempre recebo mensagens por e-mail com pedidos para entrar em contato com quem escreveu um conto no site. Pode ser um desejo genuíno de quem faz o pedido. No entanto, a resposta é sempre a mesma. Eu não posso entregar informações de contato, como e-mail ou telefone, para qualquer pessoa que queira.

Ao publicar no site, o escritor pode deixar informações de contato se quiser. Também pode escolher deixar nenhuma, e isso é totalmente válido: cada um sabe o quanto quer se expor, o quanto quer ceder de dados pessoais para seus leitores.

Por outro lado, todos que escrevem recebem avisos sempre que alguém comenta seu conto. Então é possível sim entrar em contato com o autor, através da Casa dos Contos. Depois, se ele vai responder ou não, é uma escolha dele, o escritor.

Os cem contos mais comentados

Uma das formas de medir o sucesso de um conto é a quantidade de comentários que ele recebe. Então elaborei uma lista dos contos que receberam mais comentários no site. O tipo de comentário não faz diferença, e todos, elogios, críticas, contam na hora de fazer as contas, mas apenas um comentário por leitor foi considerado.

Em breve, mais outros rankings serão publicados aqui.

Abaixo, a lista tem a quantidade de votos e o link para o conto.

  1. 452 Como é grande a minha buceta!
  2. 252 Meu filho comeu minha buceta.
  3. 245 Casada e enrabada por um menininho
  4. 231 Quem mandou não comer?
  5. 192 A massagem
  6. 192 Meu filho meteu atrás e eu gostei.
  7. 187 Fiz meu marido comer minha amiga.
  8. 177 O PADRASTO SÓ QUIS AS PREGAS [Crônicas da iniciação sexual – Ep.I]
  9. 172 Engatada como uma cadela.
  10. 169 Tia libertina e sobrinho sob mesmo teto.
  11. 169 FIZ AMOR COM MEU ENTEADO.
  12. 162 Meu marido me fez dar para o mulato.
  13. 156 A primeira traição de uma esposa fiel
  14. 153 Casada e traindo pela primeira vez.
  15. 151 INICIEI O IRMÃOZINHO VIRGEM.
  16. 147 Ele era virgem e fui eu que me assustei!
  17. 144 Anal para ajudar meu filho.
  18. 141 COM UM DESCONHECIDO NO CINEMA.
  19. 139 CASADA, ACHEI O QUE FANTASIAVA…COM OUTRO!
  20. 139 CAFETINA DE MULHER CASADA POR UM DIA.
  21. 131 Com mais de trinta, não resisti a um garotão de dezenove.
  22. 127 ♥ MEU PADRASTO SAFADÃO
  23. 124 Minha irmã puritana até ejaculou!
  24. 124 Meu sobrinho
  25. 123 Tive de dar na marra para dois.
  26. 122 Só depois de casada, meu primo me enrabou.
  27. 121 O anal é uma arte e moeda de troca.
  28. 121 Chantageada e sodomizada pelo pirralho.
  29. 119 O SOGRO PRECISAVA E EU…DEI COM AMOR!
  30. 117 O IRMÃO DO MEU MARIDO QUERIA E ACABEI DANDO.
  31. 117 Eu não sou gay,eu só me apaixonei por outro cara! (História Real) 22
  32. 116 O garoto não cobrou, para meu marido me ver com outro.
  33. 116 GRÁVIDA COM UM BEM-DOTADO.
  34. 116 PUTA SOFRE, MAS…GOZA!
  35. 114 Não comi a mulher do meu amigo!
  36. 114 O que a escuridão nos revela
  37. 113 Por birra, traí meu marido com um negro.
  38. 112 Madame, casada e dando para dois.
  39. 111 O Brutamontes da minha vida (09)
  40. 111 Mostrando ao ex, o que ele perdeu.
  41. 111 Meu marido acha que só foi o moleque.
  42. 110 Praticando zoofilia pela primeira vez
  43. 109 A procura de um amante
  44. 107 Casada, Mestiça e Safada, Ganhei 23 cm no Cú
  45. 105 ♥ Enlouquecida de tesão no dia dos namorados
  46. 102 Ninfeta maravilhosa
  47. 102 NA PRIMAVERA, AS FLORES VOLTAM A DESABROCHAR.
  48. 102 Maninho Faz meu Cu virar um Túnel (Conto com Vídeo)
  49. 101 Marido de amiga minha é… homem
  50. 100 A garotada fez a festa comigo.
  51. 99 O primeiro pau gigante a gente nunca esquece
  52. 99 ♥ AGUENTANDO O ESCULACHO DOS MEUS PRIMINHOS GÊMEOS
  53. 99 A EXCURSÃO DE ÔNIBUS PARA O PARAGUAI
  54. 98 Casada evangélica: O despertar de uma nova mulher
  55. 97 Brigando com minha irmã, acabou acontecendo…
  56. 96 Menino perdendo a virgindade
  57. 96 Cem coisas que um bom sacana deve fazer antes de morrer
  58. 93 PAGA PARA INICIAR O GORDINHO.
  59. 92 Vestido branco, calcinha branca
  60. 92 Amarrada para gozar
  61. 92 Lipe, o sobrinho queridinho da titia – Parte 2
  62. 90 Ninfeta Maravilhosa – parte final – A despedida
  63. 90 Assistí o striptease da Michy
  64. 90 Comi minha Cunhada e minha Sogra juntas (Conto de vídeo)
  65. 90 E o Playboy se Apaixonou de Verdade – FINAL
  66. 89 Carícias loucas por baixo da mesa
  67. 88 Durante a enchente, comi a cliente gostosa e casada
  68. 86 Segurei o Cavalo pra Filha da Cozinheira levar ele no Cu (Conto Zoo com fotos e vídeo)
  69. 86 Estagiária invicta
  70. 86 Sexo selvagem dentro do elevador
  71. 86 Happy Hour com a cliente
  72. 86 Grata surpresa
  73. 86 Primeira foda é foda
  74. 85 Adoro que estranhos me vejam nua
  75. 82 Tomei no Cu Depois do Churrasco
  76. 82 Mulher: mitos e verdades
  77. 82 Eu, mãe evangélica, não resisti e deixei meu filho me comer
  78. 82 A sobrinha era virgem e rebelde
  79. 81 Como uma boa menina, dei meu cu pro meu professor
  80. 80 Do Martini para o anal
  81. 80 Consulta deliciosa
  82. 80 Filha respondona castigada por Enrabada de Pitbull (Conto Zoo com vídeo)
  83. 79 Poderoso sogrão
  84. 79 Chovendo muito, fui parar na obra
  85. 79 Sexo explícito na festa
  86. 79 Comi o Cu da Mamãe antes da gente ir para o Casamento da minha Irmã (Conto de Incesto com Vídeo)
  87. 78 Bruno ¹ | Último Capítulo
  88. 78 Maldito pneu furado!
  89. 78 Eu não sou gay,eu só me apaixonei por outro cara! (História Real) 20
  90. 78 Reforma em casa… fui a puta dos peões
  91. 77 Apaixonado por um pit boy – Parte 19
  92. 77 Ninfeta Maravilhosa – Parte 3 – Agora ela se tornou mulher
  93. 76 Traí com o caseiro…
  94. 74 1) COMERAM O CU DE MINHA ESPOSA
  95. 74 Pega de surpresa
  96. 73 Bruno ¹ | Capítulo 119 – Últimos Capítulos
  97. 73 Bruno ¹ | Capítulo 118 – Últimos Capítulos
  98. 73 Não devia, mas fiz sexo com meu Filho !!!
  99. 72 Coisa Extraordinária
  100. 72 Finalmente, perdoei meu pai

Contos sobre o primeiro de abril

Este é um chamado para todos os autores da Casa dos Contos que queiram escrever contos com o tema Dia da Mentira. Os contos devem ter começo, meio e fim, não podem ter continuações, e devem seguir todas as regras que já existem para publicação no site.

Para participar, basta escrever o conto e colocar junto com os outros assuntos a tag “dia-da-mentira”. Os contos que forem sendo publicados serão relacionados em um post aqui no blog.

A ideia é que todos possam exercitar suas habilidades escrevendo sobre um tema arbitrário, estimulando a criatividade ao se forçar a produzir um texto.

Se tiverem dúvidas, basta enviar um comentário aqui mesmo.

Publicando sem erro

Uma das coisas mais frustrantes que pode acontecer com alguém que escreve é ser impedido de compartilhar seu texto no site. Muito tempo é perdido com a parte importante, que é a história, e ser impedido de enviar o conto deixa qualquer um chateado. Mas é importante saber que esses bloqueios são feitos para proteger o próprio escritor.

O site, no momento da publicação, procura por trechos iguais do conto em outros textos, para evitar que outra pessoa copie e publique sem dar créditos. Mas o sistema não é perfeito, e eventualmente falha. Para evitar que isso aconteça, é importante seguir algumas dicas.

A primeira é que você tem que evitar parágrafos iguais em seus textos. Várias vezes recebo e-mails de pessoas que tentaram publicar e simplesmente copiaram e colaram o início de um conto anterior, normalmente uma apresentação. O site acha que o mesmo texto foi publicado anteriormente e barra. Para não ter esse tipo de problema, seja criativo, e não copie trechos idênticos de outros contos seus.

Outra coisa: às vezes alguns autores fazem uma linha separadora com vários hifens, ou asteriscos, ou mesmo espaços. Com toda a certeza outro conto já foi publicado com uma sequencia igual, e se o site encontrar esses dois trechos iguais, vai reclamar.

Também vai reclamar se o texto for menor que dois mil caracteres, incluindo espaços. Isso é pra evitar que alguém escreva um texto de um parágrafo curto e mande para o site. Eventualmente a pessoa copia e cola várias vezes esse parágrafo para dar o tamanho suficiente para publicação. Não faça isso. Se alguém da equipe vir que isso aconteceu, vai remover o texto. Normalmente, quando um texto curto é enviado, normalmente não é um conto, mas sim algum tipo de anúncio pessoal, ou um aviso, ou um comunicado. O espaço para contos é de contos. Se encontramos alguma coisa que não seja um conto, removemos. Se quiser colocar algum tipo de comunicado, coloque junto a um conto que você publicar.

Não coloque telefones. Não temos como verificar a titularidade de telefones no site, então não temos como saber se é um número legítimo ou se é alguém se passando por outra pessoa. E isso causa problemas sérios, muito sérios. Se você for uma pessoa esperta, também não vai dar seu número pra qualquer pessoa. É muito chato ter que jogar fora um número porque começa a receber várias ligações no meio da noite. Acredite, isso não é brincadeira. Até agora fomos tolerantes, mas se alguém tentar repetidas vezes fazer isso, não temos alternativa a não ser excluir a conta do site. E isso inclui a remoção de todos os textos, comentários e votos já feitos.

Um problema sério é a publicação de textos com experiências da infância. Não tem conversa. Todo mundo sabe que o texto vai ser removido, mas muita gente publica mesmo assim. Eu nem preciso me alongar no assunto, porque todos sabem que este é um problema sério e quais suas implicações.

Com tudo isso, eu espero ter coberto a maior parte dos problemas de publicação, e também espero que isso facilite a vida de todos que quiserem enviar seus trabalhos para a Casa dos Contos. Se tiverem mais dúvidas sobre este assunto em particular, por favor, se manifestem nos comentários.

Missa do galo, de Machado de Assis

Um dos meus contos favoritos é de Machado de Assis. Sim, de Machado! Erotismo não é algo novo, e os escritores de antigamente eram mestres, e ainda tem muito a ensinar a qualquer um que pretenda escrever. Nesse conto, ele narra, em primeira pessoa, o ponto de vista de um rapaz em uma conversa de madrugada com a esposa de seu tio. É um exemplo fantástico de ironia em uma história, porque o essencial não se revela ao narrador, enquanto o leitor percebe as inúmeras possibilidades. Tudo é implícito, nada explícito.

E vocês? Quais os seus contos de autores clássicos, brasileiros ou não? De preferência, que sejam textos já em domínio público, para que se possa publicar sem problemas. Vou acompanhar os comentários e vou selecionar alguns para publicar aqui no futuro.

Leia abaixo esse clássico da literatura brasileira:

Missa do Galo

Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.

A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.

Boa Conceição! Chamavam-lhe “a santa”, e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar.

Naquela noite de Natal foi o escrivão ao teatro. Era pelos anos de 1861 ou 1862. Eu já devia estar em Mangaratiba, em férias; mas fiquei até o Natal para ver “a missa do galo na Corte”. A família recolheu-se à hora do costume; eu meti-me na sala da frente, vestido e pronto. Dali passaria ao corredor da entrada e sairia sem acordar ninguém. Tinha três chaves a porta; uma estava com o escrivão, eu levaria outra, a terceira ficava em casa.

— Mas, Sr. Nogueira, que fará você todo esse tempo? perguntou-me a mãe de Conceição.

— Leio, D. Inácia.

Tinha comigo um romance, Os Três Mosqueteiros, velha tradução creio do Jornal do Comércio. Sentei-me à mesa que havia no centro da sala, e à luz de um candeeiro de querosene, enquanto a casa dormia, trepei ainda uma vez ao cavalo magro de D’Artagnan e fui-me às aventuras. Dentro em pouco estava completamente ébrio de Dumas. Os minutos voavam, ao contrário do que costumam fazer, quando são de espera; ouvi bater onze horas, mas quase sem dar por elas, um acaso. Entretanto, um pequeno rumor que ouvi dentro veio acordar-me da leitura. Eram uns passos no corredor que ia da sala de visitas à de jantar; levantei a cabeça; logo depois vi assomar à porta da sala o vulto de Conceição.

— Ainda não foi? perguntou ela.

— Não fui, parece que ainda não é meia-noite.

— Que paciência!

Conceição entrou na sala, arrastando as chinelinhas da alcova. Vestia um roupão branco, mal apanhado na cintura. Sendo magra, tinha um ar de visão romântica, não disparatada com o meu livro de aventuras. Fechei o livro, ela foi sentar-se na cadeira que ficava defronte de mim, perto do canapé. Como eu lhe perguntasse se a havia acordado, sem querer, fazendo barulho, respondeu com presteza:

— Não! qual! Acordei por acordar.

Fitei-a um pouco e duvidei da afirmativa. Os olhos não eram de pessoa que acabasse de dormir; pareciam não ter ainda pegado no sono. Essa observação, porém, que valeria alguma cousa em outro espírito, depressa a botei fora, sem advertir que talvez não dormisse justamente por minha causa, e mentisse para me não afligir ou aborrecer. Já disse que ela era boa, muito boa.

— Mas a hora já há de estar próxima, disse eu.

— Que paciência a sua de esperar acordado, enquanto o vizinho dorme! E esperar sozinho! Não tem medo de almas do outro mundo? Eu cuidei que se assustasse quando me viu.

— Quando ouvi os passos estranhei: mas a senhora apareceu logo.

— Que é que estava lendo? Não diga, já sei, é o romance dos Mosqueteiros.

— Justamente: é muito bonito.

— Gosta de romances?

— Gosto.

— Já leu a Moreninha?

— Do Dr. Macedo? Tenho lá em Mangaratiba.

— Eu gosto muito de romances, mas leio pouco, por falta de tempo. Que romances é que você tem lido?

Comecei a dizer-lhe os nomes de alguns. Conceição ouvia-me com a cabeça reclinada no espaldar, enfiando os olhos por entre as pálpebras meio-cerradas, sem os tirar de mim. De vez em quando passava a língua pelos beiços, para umedecê-los. Quando acabei de falar, não me disse nada; ficamos assim alguns segundos. Em seguida, vi-a endireitar a cabeça, cruzar os dedos e sobre eles pousar o queixo, tendo os cotovelos nos braços da cadeira, tudo sem desviar de mim os grandes olhos espertos.

“Talvez esteja aborrecida”, pensei eu.

E logo alto:

— D. Conceição, creio que vão sendo horas, e eu…

— Não, não, ainda é cedo. Vi agora mesmo o relógio, são onze e meia. Tem tempo. Você, perdendo a noite, é capaz de não dormir de dia?

— Já tenho feito isso.

— Eu, não, perdendo uma noite, no outro dia estou que não posso, e, meia hora que seja, hei de passar pelo sono. Mas também estou ficando velha.

— Que velha o que, D. Conceição?

Tal foi o calor da minha palavra que a fez sorrir. De costume tinha os gestos demorados e as atitudes tranqüilas; agora, porém, ergueu-se rapidamente, passou para o outro lado da sala e deu alguns passos, entre a janela da rua e a porta do gabinete do marido. Assim, com o desalinho honesto que trazia, dava-me uma impressão singular. Magra embora, tinha não sei que balanço no andar, como quem lhe custa levar o corpo; essa feição nunca me pareceu tão distinta como naquela noite. Parava algumas vezes, examinando um trecho de cortina ou consertando a posição de algum objeto no aparador; afinal deteve-se, ante mim, com a mesa de permeio. Estreito era o círculo das suas idéias; tornou ao espanto de me ver esperar acordado; eu repeti-lhe o que ela sabia, isto é, que nunca ouvira missa do galo na Corte, e não queria perdê-la.

— É a mesma missa da roça; todas as missas se parecem.

— Acredito; mas aqui há de haver mais luxo e mais gente também. Olhe, a semana santa na Corte é mais bonita que na roça. S. João não digo, nem Santo Antônio…

Pouco a pouco, tinha-se reclinado; fincara os cotovelos no mármore da mesa e metera o rosto entre as mãos espalmadas. Não estando abotoadas as mangas, caíram naturalmente, e eu vi-lhe metade dos braços, muito claros, e menos magros do que se poderiam supor.

A vista não era nova para mim, posto também não fosse comum; naquele momento, porém, a impressão que tive foi grande. As veias eram tão azuis, que apesar da pouca claridade, podia, contá-las do meu lugar. A presença de Conceição espertara-me ainda mais que o livro. Continuei a dizer o que pensava das festas da roça e da cidade, e de outras cousas que me iam vindo à boca. Falava emendando os assuntos, sem saber por que, variando deles ou tornando aos primeiros, e rindo para fazê-la sorrir e ver-lhe os dentes que luziam de brancos, todos iguaizinhos. Os olhos dela não eram bem negros, mas escuros; o nariz, seco e longo, um tantinho curvo, dava-lhe ao rosto um ar interrogativo. Quando eu alteava um pouco a voz, ela reprimia-me:

— Mais baixo! Mamãe pode acordar.

E não saía daquela posição, que me enchia de gosto, tão perto ficavam as nossas caras. Realmente, não era preciso falar alto para ser ouvido: cochichávamos os dois, eu mais que ela, porque falava mais; ela, às vezes, ficava séria, muito séria, com a testa um pouco franzida. Afinal, cansou, trocou de atitude e de lugar. Deu volta à mesa e veio sentar-se do meu lado, no canapé. Voltei-me e pude ver, a furto, o bico das chinelas; mas foi só o tempo que ela gastou em sentar-se, o roupão era comprido e cobriu-as logo. Recordo-me que eram pretas. Conceição disse baixinho:

— Mamãe está longe, mas tem o sono muito leve, se acordasse agora, coitada, tão cedo não pegava no sono.

— Eu também sou assim.

— O quê? perguntou ela inclinando o corpo, para ouvir melhor.

Fui sentar-me na cadeira que ficava ao lado do canapé e repeti-lhe a palavra. Riu-se da coincidência; também ela tinha o sono leve; éramos três sonos leves.

— Há ocasiões em que sou como mamãe, acordando, custa-me dormir outra vez, rolo na cama, à toa, levanto-me, acendo vela, passeio, torno a deitar-me e nada.

— Foi o que lhe aconteceu hoje.

—  Não, não, atalhou ela.

Não entendi a negativa; ela pode ser que também não a entendesse. Pegou das pontas do cinto e bateu com elas sobre os joelhos, isto é, o joelho direito, porque acabava de cruzar as pernas. Depois referiu uma história de sonhos, e afirmou-me que só tivera um pesadelo, em criança. Quis saber se eu os tinha. A conversa reatou-se assim lentamente, longamente, sem que eu desse pela hora nem pela missa. Quando eu acabava uma narração ou uma explicação, ela inventava outra pergunta ou outra matéria e eu pegava novamente na palavra. De quando em quando, reprimia-me:

— Mais baixo, mais baixo…

Havia também umas pausas. Duas outras vezes, pareceu-me que a via dormir; mas os olhos, cerrados por um instante, abriam-se logo sem sono nem fadiga, como se ela os houvesse fechado para ver melhor. Uma dessas vezes creio que deu por mim embebido na sua pessoa, e lembra-me que os tornou a fechar, não sei se apressada ou vagarosamente. Há impressões dessa noite, que me aparecem truncadas ou confusas. Contradigo-me, atrapalho-me. Uma das que ainda tenho frescas é que em certa ocasião, ela, que era apenas simpática, ficou linda, ficou lindíssima. Estava de pé, os braços cruzados; eu, em respeito a ela, quis levantar-me; não consentiu, pôs uma das mãos no meu ombro, e obrigou-me a estar sentado. Cuidei que ia dizer alguma cousa; mas estremeceu, como se tivesse um arrepio de frio voltou as costas e foi sentar-se na cadeira, onde me achara lendo. Dali relanceou a vista pelo espelho, que ficava por cima do canapé, falou de duas gravuras que pendiam da parede.

— Estes quadros estão ficando velhos. Já pedi a Chiquinho para comprar outros.

Chiquinho era o marido. Os quadros falavam do principal negócio deste homem. Um representava “Cleópatra”; não me recordo o assunto do outro, mas eram mulheres. Vulgares ambos; naquele tempo não me pareciam feios.

— São bonitos, disse eu.

— Bonitos são; mas estão manchados. E depois francamente, eu preferia duas imagens, duas santas. Estas são mais próprias para sala de rapaz ou de barbeiro.

— De barbeiro? A senhora nunca foi a casa de barbeiro.

— Mas imagino que os fregueses, enquanto esperam, falam de moças e namoros, e naturalmente o dono da casa alegra a vista deles com figuras bonitas. Em casa de família é que não acho próprio. É o que eu penso, mas eu penso muita cousa assim esquisita. Seja o que for, não gosto dos quadros. Eu tenho uma Nossa Senhora da Conceição, minha madrinha, muito bonita; mas é de escultura, não se pode pôr na parede, nem eu quero. Está no meu oratório.

A idéia do oratório trouxe-me a da missa, lembrou-me que podia ser tarde e quis dizê-lo. Penso que cheguei a abrir a boca, mas logo a fechei para ouvir o que ela contava, com doçura, com graça, com tal moleza que trazia preguiça à minha alma e fazia esquecer a missa e a igreja. Falava das suas devoções de menina e moça. Em seguida referia umas anedotas de baile, uns casos de passeio, reminiscências de Paquetá, tudo de mistura, quase sem interrupção. Quando cansou do passado, falou do presente, dos negócios da casa, das canseiras de família, que lhe diziam ser muitas, antes de casar, mas não eram nada. Não me contou, mas eu sabia que casara aos vinte e sete anos.

Já agora não trocava de lugar, como a princípio, e quase não saíra da mesma atitude. Não tinha os grandes olhos compridos, e entrou a olhar à toa para as paredes.

— Precisamos mudar o papel da sala, disse daí a pouco, como se falasse consigo.

Concordei, para dizer alguma cousa, para sair da espécie de sono magnético, ou o que quer que era que me tolhia a língua e os sentidos. Queria e não queria acabar a conversação; fazia esforço para arredar os olhos dela, e arredava-os por um sentimento de respeito; mas a idéia de parecer que era aborrecimento, quando não era, levava-me os olhos outra vez para Conceição. A conversa ia morrendo. Na rua, o silêncio era completo.

Chegamos a ficar por algum tempo, — não posso dizer quanto, — inteiramente calados. O rumor único e escasso, era um roer de camundongo no gabinete, que me acordou daquela espécie de sonolência; quis falar dele, mas não achei modo. Conceição parecia estar devaneando. Subitamente, ouvi uma pancada na janela, do lado de fora, e uma voz que bradava: “Missa do galo! missa do galo!”

— Aí está o companheiro, disse ela levantando-se. Tem graça; você é que ficou de ir acordá-lo, ele é que vem acordar você. Vá, que hão de ser horas; adeus.

— Já serão horas? perguntei.

— Naturalmente

— Missa do galo! — repetiram de fora, batendo.

— Vá, vá, não se faça esperar. A culpa foi minha. Adeus até amanhã.

E com o mesmo balanço do corpo, Conceição enfiou pelo corredor dentro, pisando mansinho. Saí à rua e achei o vizinho que esperava. Guiamos dali para a igreja. Durante a missa, a figura de Conceição interpôs-se mais de uma vez, entre mim e o padre; fique isto à conta dos meus dezessete anos. Na manhã seguinte, ao almoço falei da missa do galo e da gente que estava na igreja sem excitar a curiosidade de Conceição. Durante o dia, achei-a como sempre, natural, benigna, sem nada que fizesse lembrar a conversação da véspera. Pelo Ano-Bom fui para Mangaratiba. Quando tornei ao Rio de Janeiro em março, o escrivão tinha morrido de apoplexia. Conceição morava no Engenho Novo, mas nem a visitei nem a encontrei. Ouvi mais tarde que casara com o escrevente juramentado do marido.

O primeiro post

É sentindo um enorme prazer que escrevo o primeiro post desse novo espaço na Casa dos Contos. Espero com ele preencher uma lacuna no site, que era a comunicação direta com os leitores. Por muitas vezes tive vontade de compartilhar algo, e não consegui, por não ter um lugar adequado na Casa para escrever um editorial.
Quando comecei este site, não esperava que fizesse um sucesso tão grande. Para que você possa ter noção do tamanho desse projeto que nasceu pequeno há quinze anos, atingimos, esta semana, a marca de 100 mil textos publicados. É muita coisa. Claro, nem tudo tem a qualidade de um Machado de Assis. Tem muita gente que está começando só agora e ainda está amadurecendo sua prosa. Por outro lado, também tem muita gente muito boa. E a tarefa de casa de vocês, leitores, é encontrar esses fantásticos escritores que nos presentearam com suas histórias envolventes.
Tenho plena consciência de que esse sucesso jamais teria vindo se não fosse por causa de vocês, que escrevem, que comentam, que votam, e que leem. E espero que todos aqueles que gostem de fantasiar e ler uma boa sacanagem, no melhor sentido da palavra, continuem tendo aqui um lugar que possam chamar de casa.